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Programação PHP... o que aconteceu?


-IceBurn-
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Olá.

Depois de alguns anos parcialmente desligado das lides da programação, noto que deixou de haver interesse no desenvolvimento de websites em PHP puro. Passou a usar-se frameworks mais que nunca, soluções "chave na mão".

Acredito que a utilização de frameworks simplifique o desenvolvimento e que ao mesmo tempo exija dos programadores uma atualização constante dos seus conhecimentos, mas deixou de haver lugar para os puristas? Ou será que outras linguagens de programação tornaram-se mais populares?

Fóruns outrora de renome nacional, estão completa ou parcialmente abandonados. O que aconteceu? Para onde "foram" as pessoas? A que se dedicaram elas? Deixou de haver interesse na programação PHP em Portugal? Deixou de haver tantas pessoas interessadas em "faça você mesmo" e tornou-se mais fácil comprar serviços no Fiverr por exemplo? Ou apareceram editores WYSIWYG fenomenais que deixou de ser necessário programar?

Gostava de ler meia dúzia de opiniões... digo meia dúzia porque, pelo andar da carruagem, está difícil obter mais que isso... 😉 

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Porque é que em vez de andares de carro, não andas de burro? Deixaste de ser purista? 😅

As linguagens evolvem, o PHP está na versão 8, provavelmente utilizaste-o na versão 5. Continua com com forte adesão em Portugal. As frameworks, em qualquer linguagem, visam facilitar a vida ao programador para evitar perder tempo em repetições e dedicar-se ao core do projecto. Podias dizer o mesmo de outras linguagens da velha-guarda como Python, Java, Pascal...todas elas tem frameworks. 

Quanto ao WYSIWG, são coisas diferentes. Se te estás a referir aos CMS, que existem aos pontapés, também tem o seu espaço no mercado. Mas um projecto de certa magnitude foge ao objectivo dos CMS. Quem quer um site para mostrar os serviços da sua empresa, não precisa de mais do que um Wordpress.

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Não trabalho com PHP, mas olhando para a área do desenvolvimento de software em geral, todo o "ecossistema" de software evolui, com mais requisitos (sobretudo não-funcionais) e aplicações mais complexas, que tornam o desenvolvimento de aplicações sem frameworks muito pouco produtivo.  Por exemplo, questões ao nível da segurança, logging e "observabilidade", APIs REST (e necessidade de chamar APIs externas), escalabilidade horizontal e alta disponibilidade, diferentes tipos de testes, CI/CD, etc.  Tudo isto beneficia da existência de frameworks que integram este tipo de funcionalidades de raiz, e/ou que documentam as melhores práticas a seguir para suportar certas funcionalidades.  E como o @bioshock disse, estes aspectos não tiveram só impacto no PHP, mas também noutras linguagens.

Em geral, não me parece que uma framework seja uma solução "chave na mão".  Mesmo com uma framework, tens muito para implementar.  Usaria mais o termo "chave na mão" para WordPress (que não chamaria de framework, e que, já agora, me parece sofrer de muitos dos problemas das antigas aplicações PHP puras), para um Squarespace, ou em certa medida para Hugo/Jekyll/etc.  Estes efectivamente devem ter tomado conta de grande parte do mercado onde ainda podia ser suficiente usar PHP puro.  E devo dizer que ainda bem que assim foi, pois ter um site em PHP puro que depois ninguém mantém tem tudo para dar asneira (o WordPress pelo menos é fácil de actualizar pelo utilizador).

 

Adicionalmente, temos os problemas do PHP em si, começando pela longa insistência de que tipos não eram necessários (mas que entretanto perceberam que afinal dão jeito em aplicações não-triviais), até ao modelo de execução (que pelo que tenho visto obriga a hacks para implementar funcionalidades como cronjobs, queues, ou outras funcionalidades que obriguem a partilhar estado entre vários pedidos).  Mas quem tenha dedicado mais tempo as estas questões 😁

 

Por último, o facto do pessoal ter descoberto que podiam usar a linguagem que eles aprenderam para frontend também no backend (sim, estou a falar do JS), também acho que tem contribuído para a diminuição da popularidade do PHP.  Suspeito que o JS estará a substituir o PHP como escolha do pessoal que começa a "brincar" aos websites.

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Reforço o que o @Rui Carlos e o @bioshock disseram: antes das frameworks, os ditos «puristas» desenvolviam produtos que actualmente teriam dificuldade em cumprir certos requisitos, como por exemplo de segurança, API, escalabilidade. As frameworks permitem abstrair esses detalhes e, na realidade, desenvolver aplicações de forma mais directa ao assunto -- com evidente economia de tempo e problemas.

Relativamente às linguagens propriamente ditas, o facto de poderes utilizar JS tanto no front-end como no back-end acaba por ser muito importante para quem está a aprender / a desenvolver aplicações. Além disso, toda a gente tem acesso a implementações recentes de JS no seu ambiente: basta abrir o Web Inspector (Chrome, Firefox).

Como também foi referido, PHP não é propriamente uma linguagem desprovida de problemas. A minha impressão pessoal (vale o que vale) é de que a linguagem não foi melhorada quando devia (por volta das últimas iterações da sua versão 5, quando era praticamente sinónimo de webdev) e entretanto outras linguagens conseguiram tomar o mercado para si (Python, JS). A presença de PHP na web ainda é imensa (basta pensar que grandes serviços como MediaWiki e Wordpress são desenvolvidos em PHP), mas diria que para novos projectos, não parece uma escolha muito tentadora, excepto em contextos muito particulares.

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A minha opinião profissional do PHP é: ainda bem que existem frameworks.
Antes das frameworks o PHP era - em bom português - uma "javardice" igual ao ASP da MS.
Era o Visual Basic da web: um fartote de más práticas, uma incubadora de maus programadores, uma longa corda para enforcar projetos e condená-los ao fracasso.

Sendo o PHP uma linguagem com dois focos - web e scripting - tem algumas vantagens interessantes. Por exemplo, uso a framework Yii desde a versão 1 e o PHP permite que a framework tenha comandos que são executados a partir da shell, podendo ser calendarizados num scheduler, incluídos num batch, etc. usando o contexto da aplicação web. Tens logo de raiz um ORM simples e flexível, padrão MVC, jQuery, Bootstrap, segurança, autenticação, etc. que demorarias imenso tempo a implementar e que dificilmente teria o mesmo nível de funcionalidade, flexibilidade e qualidade.
Isto não tem a ver com a Yii em particular, mas sim com a adoção de uma framework - e há várias com bastante qualidade - e as suas inúmeras vantagens, como por exemplo, inclusão de plugins.

O PHP em si não morreu, nem vai morrer - pelo menos tão cedo - há uma enorme base tecnológica instalada que depende do PHP - basta ver que 3 dos grandes CMS são dependentes do PHP. É, obviamente, natural que as coisas evoluam e que apareçam coisas novas que vão encontrando o seu espaço. Hoje em dia temos React, por exemplo, daqui a 15 anos haverá outra coisa qualquer mais recente e haverá alguém a fazer a mesma questão sobre o React que aqui se colocou sobre o PHP.

Faz parte do ciclo de vida normal de uma linguagem encontrar o seu espaço e ter aí  a sua vida. O Cobol/C/C++/Java/J2EE são bons exemplos disso, todos os anos se fazem milhões de linhas de código nessas linguagens. Já o GW Basic ou o Algol 68 não tiveram o mesmo destino.
A meu ver, a menos que o PHP seja totalmente descontinuado - o que acho difícil de acontecer - terá uma longa vida pois já encontrou o seu espaço e tem uma base instalada muito grande.

10 REM Generation 48K!
20 INPUT "URL:", A$
30 IF A$(1 TO 4) = "HTTP" THEN PRINT "400 Bad Request": GOTO 50
40 PRINT "404 Not Found"
50 PRINT "./M6 @ Portugal a Programar."

 

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