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Carreira de informática uma carreira de desgaste rápido - Assinem a petição!


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Guest programmer

Ui...a ideia que tenho de fora é que programação é uma das melhores carreiras. Horário livre, boas remunerações (pessoal que começa recebe à vontade uns 800€ limpos), oportunidade para aprender e expandir conhecimentos, fronteiras bem divididas (cada um sabe o que tem que fazer e não se anda a fazer o trabalho dos outros).

 

Mas afinal não é assim?

 

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marcolopes
1 hour ago, rdolxd said:

Totalmente de acordo, já assinei a passei a todos os meus conhecidos no mundo da informática

Obrigado! Era algo que me incomodava já há bastantes anos... hoje deparei-me com esta petição e resolvi divulgar.

Só quem está neste ramo é que sabe o desgaste que, por exemplo, um "programador" tem...

The simplest explanation is usually the correct one

JAVA Utilities: https://github.com/marcolopes/dma

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marcolopes
3 minutes ago, programmer said:

Ui...a ideia que tenho de fora é que programação é uma das melhores carreiras. Horário livre, boas remunerações (pessoal que começa recebe à vontade uns 800€ limpos), oportunidade para aprender e expandir conhecimentos, fronteiras bem divididas (cada um sabe o que tem que fazer e não se anda a fazer o trabalho dos outros).

 

Mas afinal não é assim?

 

É... em empresas que não te fazem andar a toque de "chicote" (ainda ontem vi aqui num tópico alguém a pedir uma implementação que demora longas semanas senão MESES, em 4 dias!!!! Roça o absurdo...) e que não te descartam quando não consegues acompanhar o ritmo alucinante das TI!

Para além disso, aos 67 anos, o tico e o teco já estão um pouco cansados... quem quer um programador que não dá ao litro?

Quem já tem umas décadas no corpo na frente da programação (não quero bater na tecla que os programadores são os mais desgraçados, mas...) sabe muito bem o desgaste que é...

The simplest explanation is usually the correct one

JAVA Utilities: https://github.com/marcolopes/dma

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rdolxd
10 minutos atrás, programmer disse:

Ui...a ideia que tenho de fora é que programação é uma das melhores carreiras. Horário livre, boas remunerações (pessoal que começa recebe à vontade uns 800€ limpos), oportunidade para aprender e expandir conhecimentos, fronteiras bem divididas (cada um sabe o que tem que fazer e não se anda a fazer o trabalho dos outros).

 

Mas afinal não é assim?

 

Acho que ninguém aqui disse que não era das melhores carreiras, pelo contrário sou da opinião contrária e gosto do que faço, contudo apesar de teres boas remunerações e facilidade em horarios e trabalhar a partir de onde seja, tens de estar sempre a melhorar o teu conhecimento, o mundo evolui, cada vez sai novas frameworks, novas metodologias e uma pessoa não nasce ensinada, é necessário acompanhar isso tudo e aprender, e isso não o fazes durante o horário do trabalho. Podes sempre não optar por fazer isso e manteres que com o que sabes, mas todos os anos são "nascem" programadores, acabados de sair de licenciaturas e etc's que podem te ultrapassar num instante e depois podem dar-te um chuto no cu por já não acompanhares os mais novos, para não falar também de progressão na carreira.

Para não falar também, como já o disseram, de às vezes surgir projetos em que tens deadlines que ninguém tem noção que é quase impossível cumpri-los.

Em suma sim é bom, mas também tem os seus contras e mentalmente é muito desgastante.

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Abrindo as hostilidades, pelo que compreendi do texto, o desgaste rápido baseia-se no stress e nos abusos de horário.

Levando já alguns anitos disto, não posso deixar de salientar de que o abuso de horário é algo que existe até ao ponto em que a pessoa o permite.
Sei bem do que falo, já passei por isso, já assisti a isso inúmeras vezes, mas a verdade é mesmo essa.
Se me levanto ou mando levantar alguém de madrugada para resolver um problema é porque o mesmo tem de ser resolvido na altura, havendo, obviamente, a consciência da necessidade, urgência e a devida compensação pelo sucedido.
Cabe também ao profissional de TI trabalhar para tornar estas situações uma exceção e não a regra.
Também já passei por isso, e já assisti a isso inúmeras vezes, e é possível reduzir este tipo de situações, que, como referi, têm de ser a exceção e não a regra.

Quanto ao stress, é algo intrinsecamente pessoal, é algo que cada um de nós tem de saber gerir e lidar. Tal como as frustrações que existem nesta profissão.
Também já passei por isso e já o vi mais vezes do que desejaria - existe inclusive um estilo de gestão que passa por manter toda a gente sobre pressão - mas também aqui esta situação vai até onde a pessoa o permite.
Como referi, cada um lida com o stress de forma pessoal, mas sei por experiência própria que é possível reduzir e lidar com o stress sem que isso me reduza o tempo de vida que nesta profissão.

 

Dito isto, quero deixar claro que não me oponho à petição, estamos - embora por vezes não o pareça - num país livre e democrático e a petição não deixa de ter valor, em particular para nas questões que aborda, mas acho que a argumentação que a sustenta não é válida.
O que eu estou a dizer é que as premissas sobre as quais a petição se baseia são, digamos, falaciosas. E são falaciosas no sentido em que esta petição não vêm resolver absolutamente nada nem no que toca ao abuso de horário nem no que toca ao stress da profissão.
Honestamente, esta petição parece-me mais um "desabafo" focada em duas questões que são uma realidade de muitos - mas não todos - os profissionais de TI.
Quem é abusado vai continuar a sofrer abusos e quem é stressado vai continuar a sê-lo.
Isto, como é claro, nem sequer é intrínseco a esta profissão, antes pelo contrário, é algo que se passa em todas as profissões, talvez exceções se um tipo for professor de Yoga ou algo assim...

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10 REM Generation 48K!
20 INPUT "URL:", A$
30 IF A$(1 TO 4) = "HTTP" THEN PRINT "400 Bad Request": GOTO 50
40 PRINT "404 Not Found"
50 PRINT "./M6 @ Portugal a Programar."

 

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Guest programmer

Acho que o buraco é mais em baixo.
Pressões, assédio laboral e falta de segurança é transversal a todas as profissões. É fruto de uma sociedade capitalista. Fico admirado na quantidade de pessoas que pensam que são capazes de viver numa sociedade capitalista e terem direitos laborais.

Concordo em parte com o @M6. Não estão a olhar bem para a raiz do problema.
A falta de sindicatos, que funcionem (e que não sejam aqueles que vão lá colocar uma faixa e fazer uns discursos bonitos). A falta de união entre os profissionais. E falta de regras, que protege quem está e depende da área, é que originam situações destas.

Trabalho no desenvolvimento de projectos eléctricos, como projectista. Um de vários exemplos: realizo projectos e grande parte das vezes perco obras porque simplesmente aparecem outros que fazem mais barato. Óbvio que as coisas não vão funcionar, mas o que interessa é que aquele já se safou. Depois é derrapar nos prazos e nos orçamentos! Em último caso, deixa-se a obra a meio e não se atende mais o telefone ao cliente. Em caso mais extremo, fecha-se a empresa e abre-se outra em outro nome. Sempre a abrir!
E nem vou falar da quantidade de orçamentos, gratuitos, que tenho que fazer. Em que parte em nada dão. As pessoas pensam que fazer orçamentos é o tempo de abrir o e-mail e enviar.
Mas a quem me vou queixar!? Á ordem? À dgeg? ACT? Ninguém responde, todos encolhem os ombros!

Vivemos numa altura em que falamos mal dos colegas, afirmamos que nós somos melhores e mais rápidos do que os nossos colegas e não perdemos muito tempo a considerar as condições laborais. Estamos a deitar fora todo o trabalho que os nossos pais e avós (após 25 de Abril, nos últimos 47 anos) tiveram para conquistar - aquelas coisas chamadas de direitos laborais.

Na minha maneira de ver as coisas o problema, o tal buraco, está na falta de noção que existe em cada trabalhador. Todos querem mandar e ganhar mais dinheiro do que o outro. Não querem ganhar dinheiro, querem é ganhar mais do que o outro. Que são coisas diferentes. Por isso, bem vindo à selva!

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Guest programmer
3 horas atrás, rdolxd disse:

programadores, acabados de sair de licenciaturas e etc's que podem te ultrapassar num instante e...

É o mercado a funcionar, como muitos falam! O pessoal novo e alguns "antigos" vêm umas talks de bazófias na internet, e toca a rebentar com tudo.

Enquanto não houver união, não existe área que se aguente! Quem ganha são as empresas grandes! Mas vou parar por aqui, senão daqui a nada estão-me a apelidar de comunista! lol Enfim, tempos confusos estes!

Já agora, aqui fica um serviço público: https://www.youtube.com/watch?v=TTV9B6X--WY

Edited by programmer
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Não querendo levar a questão para o lado político, discordo totalmente do @programmer neste plano, é o socialismo/comunismo que vende gato por lebre prometendo algo que nunca é cumprido por culpa de - obviamente - um terceiro qualquer.

Dito isto, e sem me querer repetir, @programmer,  as situações que descreves nada têm a ver com questões profissionais de IT, o que descreves é o dia-a-dia da gestão de uma empresa: fazer orçamentos e lidar com a concorrência - o caso que descreves tem a ver com o posicionamento (competem pelo preço, uma estratégia que quase nunca considero uma boa escolha).
Nada disto tem a ver a profissão em sí, mas sim com a componente de gestão da empresa - seja ela centrada num freelancer, uma unipessoal, uma lda ou qualquer outra designação.

A questão seguinte que referes ainda tem menos a ver com a profissão, deixar o cliente na mão e abrir outra empresa tem a ver com a relação entre o cliente e a empresa/freelancer que o deixou na mão. Aqui a questão é do foro jurídico, dependendo do contrato/acordo que existe e deverá ser resolvido na justiça - sim essa instância que já provou o que (não) vale neste país onde, recordo, nos últimos 25 anos é governado pelo socialismo/comunismo em 18 anos acumulados de poder - prova de que o socialismo/comunismo não é solução, se o fosse teria feito algo nesses 18 anos (18 anos é muito tempo, é o tempo que neste país se leva a atingir a maioridade por exemplo).

Honestamente, não percebo porque te haverias de queixar - muito menos o porquê - de teres de fazer orçamentos (gratuitos ou não). É, como referi, um problema de gestão da empresa e não do profissional de TI e, no contexto desta discussão, nada acrescenta.
O mesmo se passa com os direitos laborais - que como qualquer direito tem de se justificar - não se adquire para sempre de forma divina, é necessário provar constantemente que se o mesmo é merecido.

A realidade de cada um é diferente, o ambiente e a cultura em que estamos inseridos também. Isto passa-se dentro de uma mesma indústria.
Já passei por locais em que era bem tratado, em que era bem pago, em que era mal tratado, em que ninguém queria saber do outro, em que a camaradagem era enorme, etc.. Tudo isto dentro do IT e na área da programação.
Cheguei a acordar e a pensar que preferia levar uma sova do que levantar-me e ir trabalhar - e acreditem que adoro o que faço - numa situação dessas está na hora de saltar fora, não é para mim, não é a vida que quero para mim.
Nenhum sindicato, lei laboral ou "bomba" iriam resolver esta situação.

O que quero dizer com tudo isto é que estão a misturar muitas coisas que nada têm a ver umas com as outras - cada macaco no seu galho - e isso cria confusão e impede que vejamos as coisas de forma clara e fria. Compreendo que é mais fácil culpar A ou B ou dizer que isto se resolve com a medida X ou Y, mas a verdade é que não há soluções milagrosas.
@programmer, concordo contigo no que toca à união - não propriamente na vertente sindical (os sindicatos são necessário mas devem ser independentes para não usarem as pessoas nas jogadas dos partidos) - e parte de nós, profissionais de TI, meter um travão e alterar a cultura que está errada.
Mas isso, acreditem, não se faz com uma lei.

Post Scriptum: O 25 de Abril só ficou completo com o 25 de Novembro...

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Guest programmer

Uii... é aqui que eu salto fora. Não tenho paciência. Eu nem falei mal da direita e já estão atacar a esquerda! Em ponto algum disse que a esquerda era melhor do que a direita. Hoje em dia não se pode exigir direitos que nos apelidam logo de comunas (por isso que utilizei o sarcasmo no meu comentário). Também em ponto algum disse que sou contra a direita. Lá está, vamos de 8 a 80!

Mas como uma vez disse alguém "É isto que o povo quer!? Então é isso que o povo vai receber!" Força, nessa ideia que todos devemos ter o nosso próprio trabalho (ser independentes financeiramente). Que todos vamos ficar ricos. E que todos devem ter apenas única e exclusivamente aquilo que conseguem conquistar!
Para os que defendem essa ideologia, não venham exigir direitos. Capitalismo e direitos laborais nunca estão ou estiveram na mesma frase.

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Guest programmer
Em 22/04/2021 às 09:46, marcolopes disse:

É... em empresas que não te fazem andar a toque de "chicote" (ainda ontem vi aqui num tópico alguém a pedir uma implementação que demora longas semanas senão MESES, em 4 dias!!!! Roça o absurdo...) e que não te descartam quando não consegues acompanhar o ritmo alucinante das TI!

Para além disso, aos 67 anos, o tico e o teco já estão um pouco cansados... quem quer um programador que não dá ao litro?

Quem já tem umas décadas no corpo na frente da programação (não quero bater na tecla que os programadores são os mais desgraçados, mas...) sabe muito bem o desgaste que é...

Concordo plenamente!

 

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HecKel
On 4/22/2021 at 9:38 AM, programmer said:

Ui...a ideia que tenho de fora é que programação é uma das melhores carreiras. Horário livre, boas remunerações (pessoal que começa recebe à vontade uns 800€ limpos), oportunidade para aprender e expandir conhecimentos, fronteiras bem divididas (cada um sabe o que tem que fazer e não se anda a fazer o trabalho dos outros).

 

Mas afinal não é assim?

 

Sinceramente não percebi se este comentário era a sério ou sarcasmo. Pensei que a situação em Portugal tivesse melhorado nos últimos anos, 800€ limpos ainda é considerado como um bom salário de entrada?? Se isto ainda é assim, não admira que ainda tanta gente pense em emigrar. Saí de Portugal há 10 anos e o meu salário bruto era 900€, curiosamente é exactamente esse o valor que pago de renda (fora despesas) neste momento.

Edited by HecKel
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Guest programmer
Em 29/04/2021 às 18:49, HecKel disse:

Sinceramente não percebi se este comentário era a sério ou sarcasmo. Pensei que a situação em Portugal tivesse melhorado nos últimos anos, 800€ limpos ainda é considerado como um bom salário de entrada?? Se isto ainda é assim, não admira que ainda tanta gente pense em emigrar. Saí de Portugal há 10 anos e o meu salário bruto era 900€, curiosamente é exactamente esse o valor que pago de renda (fora despesas) neste momento.

Foi um comentário sério. Pelo que vejo, muitos (já licenciados) ficam todos contentes e consideram-se no "meio" da carreira com uns 800€ limpos por mês.

Se pensares, duas cabeças, um casal, em que cada leva para casa 800€ limpos. São 1600€ ao final do mês. Mais um crédito de ajuda ao consumo. Pois tem que ter o tradicional crédito de casa e carro, que nunca vão pagar (créditos a 40 anos!? lol). Considerando que apenas com 25 anos é que deixam a casa dos pais. Passam por um casal rico em Portugal.

O problema é cultural. Acha-se normal receber pouco e trabalhar muito. Andamos sempre com o carimbo de "iniciante" e "ser mesmo bom". Seja lá o que isto significa!
Quem nunca já trabalhou ou trabalha numa empresa em que existe o tipo/figura que "é mesmo bom"? O resto é tudo palha, pois sem aquele tipo, a empresa deixa de existir! Por norma é esse ser humano que tem mais à vontade com o chefe, o chefe idolatra o tipo, e os restantes, são obrigados a marcar passo em torno desse "deus". Grande parte das empresas por onde passei é assim.
Enquanto formos pagos em amendoins, não deixaremos de ser macacos!

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marcolopes
On 4/29/2021 at 5:49 PM, HecKel said:

Sinceramente não percebi se este comentário era a sério ou sarcasmo. Pensei que a situação em Portugal tivesse melhorado nos últimos anos, 800€ limpos ainda é considerado como um bom salário de entrada?? Se isto ainda é assim, não admira que ainda tanta gente pense em emigrar. Saí de Portugal há 10 anos e o meu salário bruto era 900€, curiosamente é exactamente esse o valor que pago de renda (fora despesas) neste momento.

Com a TROIKA, crises, congelamento de salários, e com as entidades patronais a queixarem-se que não há lucro, provavelmente estarias com o mesmo ordenado 10 anos depois!!!

Se há coisa que desmotiva um funcionário (mais do que receber um ordenado irrisório) é NÃO ter um mísero aumento ANUAL para acompanhar a inflacção (que seja!!). Ficar parado no tempo e ter de regatear um aumento é DECADENTE (para mim é como me arrancar um dente!). Mas as entidades patronais não percebem isso...

Edited by marcolopes

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JAVA Utilities: https://github.com/marcolopes/dma

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O problema do nosso país não está somente na quantidade de remuneração paga ao trabalhador no final do mês. O problema está na produtividade hora trabalhada. Na semana passada saiu um estudo, creio da OCDE, em que tendo por base o índice 100 da UE, Portugal ocupa um dos últimos lugares do ranking com um valor de cerca de 75. Adivinhem quem são os países com maior produtividade: Irlanda e Luxemburgo, com um valor de 180. Mas o mais notório é que o nosso país foi ultrapassado por muitos dos países de Leste, ex: Polónia, República Checa, entre outros. No espaço UE só temos atrás de nós a Grécia.

Isto não é só responsabilidade dos trabalhadores. É responsabilidade de todo um sistema, a começar pelo Estado, passando pelas empresas e empresários e culminando nos trabalhadores. Claro que estamos a falar em termos médios, haverá algumas execepções, mas como demonstram as estatísticas, a grande maioria não constitui as execepções.

Estando nós numa economia aberta isto reflete-se imediatamente na competitividade dos nossos produtos quando concorrem no mercado internacional.

Um outro apontamento para reflexão: dos países da OCDE, no ano transacto, ano de pandemia e crise económica, Portugal foi um dos poucos países, onde a carga fiscal sobre as remunerações subiu, atingindo um patamar de cerca de 43 por cento em termos médios. Isto é, em termos médios 43 por cento dos salários vão para pagamentos de impostos directos e contribuições sobre esse mesmo salário. Acrescente a tudo isto os restantes impostos indirectos, as taxas e taxinhas e restantes despesas para se viver. Só encontramos valores próximos destes em países como Dinamarca, Suécia entre outros países considerados ricos.

Edited by Cerzedelo
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marcolopes
9 hours ago, Cerzedelo said:

O problema do nosso país não está somente na quantidade de remuneração paga ao trabalhador no final do mês. O problema está na produtividade hora trabalhada. Na semana passada saiu um estudo, creio da OCDE, em que tendo por base o índice 100 da UE, Portugal ocupa um dos últimos lugares do ranking com um valor de cerca de 75. Adivinhem quem são os países com maior produtividade: Irlanda e Luxemburgo, com um valor de 180. Mas o mais notório é que o nosso país foi ultrapassado por muitos dos países de Leste, ex: Polónia, República Checa, entre outros. No espaço UE só temos atrás de nós a Grécia.

Isto não é só responsabilidade dos trabalhadores. É responsabilidade de todo um sistema, a começar pelo Estado, passando pelas empresas e empresários e culminando nos trabalhadores. Claro que estamos a falar em termos médios, haverá algumas execepções, mas como demonstram as estatísticas, a grande maioria não constitui as execepções.

Estando nós numa economia aberta isto reflete-se imediatamente na competitividade dos nossos produtos quando concorrem no mercado internacional.

Um outro apontamento para reflexão: dos países da OCDE, no ano transacto, ano de pandemia e crise económica, Portugal foi um dos poucos países, onde a carga fiscal sobre as remunerações subiu, atingindo um patamar de cerca de 43 por cento em termos médios. Isto é, em termos médios 43 por cento dos salários vão para pagamentos de impostos directos e contribuições sobre esse mesmo salário. Acrescente a tudo isto os restantes impostos indirectos, as taxas e taxinhas e restantes despesas para se viver. Só encontramos valores próximos destes em países como Dinamarca, Suécia entre outros países considerados ricos.

Também há que salientar que o português está habituado a entrar às 9, fazer pausas para café, muita conversa, 2 horas para almoço, pausas durante a tarde, etc (não é em todos os sectores, mas é o que eu sinto). Nos países nórdicos, upa upa... quando se trabalha, trabalha!! E a hora de saída é por volta das 4 da tarde... ainda vão passear, fazer compras, etc... parece que o dia rende e rende... é outra mentalidade.

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Rui Carlos
Em 02/05/2021 às 17:35, marcolopes disse:

Com a TROIKA, crises, congelamento de salários, e com as entidades patronais a queixarem-se que não há lucro, provavelmente estarias com o mesmo ordenado 10 anos depois!!!

Se há coisa que desmotiva um funcionário (mais do que receber um ordenado irrisório) é NÃO ter um mísero aumento ANUAL para acompanhar a inflacção (que seja!!). Ficar parado no tempo e ter de regatear um aumento é DECADENTE (para mim é como me arrancar um dente!). Mas as entidades patronais não percebem isso...

Vejo duas explicações para isso acontecer: (i) o trabalhador não evolui nesses 10 anos, ou até ficou obsoleto, ou (ii) o trabalhador evoluiu e aumentou significativamente o seu contributo para a empresa, mas continuou na emprese apesar da mesma nunca ter valorizado os contributos através de aumentos.  No primeiro caso é obviamente um problema do trabalhador.  No segundo caso, embora haja um problema da empresa, há também um problema do trabalhador que aceitou continuar na empresa sem aumentos.  Também já tive períodos da minha carreira em que me enquadrava no segundo caso (mas nunca por um período que se aproximasse de 10 anos).

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Rui Carlos
11 horas atrás, Cerzedelo disse:

O problema do nosso país não está somente na quantidade de remuneração paga ao trabalhador no final do mês. O problema está na produtividade hora trabalhada. Na semana passada saiu um estudo, creio da OCDE, em que tendo por base o índice 100 da UE, Portugal ocupa um dos últimos lugares do ranking com um valor de cerca de 75. Adivinhem quem são os países com maior produtividade: Irlanda e Luxemburgo, com um valor de 180. Mas o mais notório é que o nosso país foi ultrapassado por muitos dos países de Leste, ex: Polónia, República Checa, entre outros. No espaço UE só temos atrás de nós a Grécia.

Isto não é só responsabilidade dos trabalhadores. É responsabilidade de todo um sistema, a começar pelo Estado, passando pelas empresas e empresários e culminando nos trabalhadores. Claro que estamos a falar em termos médios, haverá algumas execepções, mas como demonstram as estatísticas, a grande maioria não constitui as execepções.

Estando nós numa economia aberta isto reflete-se imediatamente na competitividade dos nossos produtos quando concorrem no mercado internacional.

Suspeito que os números da produtividade da Irlanda e Luxemburgo estão "falsificados" (da mesma forma que os da Madeira estão, por exemplo).

É claro que na comparação com a Europa de Leste já não temos grande desculpa.  Mas para além da culpa do estado, empresários e trabalhadores, temos também um problema da periferia de Portugal.  Ainda assim, apontaria o estado (e os eleitores) como os principais culpados da situação em que Portugal se encontra.

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