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Vitor Novo

Escolha de curso

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Vitor Novo

Boas forum 

Estou com duvidas sobre o meu futuro.

Eu quero/vou ser programador mas nao sou rico para pagar universidade,nao sei se vale mais a pena seguir professional ou regular.

Eu sou bom em todas as disciplinas basicamente e matematica safo-me.

Eu amo programação,meio que ja tentei aprender java mas so que tive de parar pois estava numa epoca de testes.

Queria perguntar se vcs poderiam me ajudar com isto?A psicologa ja fez os teste e deu para o que quero ser.Mas como hj em dia esta nao sei o que fazer.

Obrigado

 

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Vitor Novo
23 horas atrás, bruno1234 disse:

Eu recomendo que sigas a universidade, são conhecimentos e experiências que te vão ajudar a curto e longo prazo.

Se não tens possibilidade de pagar o curso, podes pedir uma bolsa de estudo.

Ola bruno

Obrigado,mas o que sigo no 10?ciencias e tecnologia ?curso professional ?

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apocsantos

Boa noite,

@Vitor Novo, melhor seria seguir curso profissional, de onde possas depois seguir para o ensino superior, uma vez que ganhas bases de programação e podes perfeitamente depois conciliar um curso superior com um emprego.

Cordiais cumprimentos,

Apocsantos


"A paciência é uma das coisas que se aprendeu na era do 48k" O respeito é como a escrita de código, uma vez perdido, dificilmente se retoma o habito"

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bubulindo

Se já tens a certeza do que queres realmente seguir, eu seguiria o conselho do apocsantos.

Eu segui o antigo cientifico-natural e depois entrei para engenharia electrotecnica e reparei que a única coisa que tirei do cientifico-natural (em comparação a um curso profissional) foi um pouco mais de à vontade com matemática e certas partes de física/quimica.

No entanto, a maior parte dos meus colegas que entraram com curso profissional eram bastante mais experientes e capazes nas partes especificas do curso (electricidade, Electronica, programação) o que lhes dava um pouco mais de vantagem.

Com um curso superior podes também ter acesso a um emprego que te permita financiar os estudos e, com sorte, conjugar matérias que vais falar no curso da Universidade em ambiente profissional dando-te assim outra pequena vantagem.

Finalmente, se estiveres a trabalhar numa área relacionada aos teus estudos, podes sempre ter algum apoio dos teus colegas de trabalho com algumas dúvidas sobre trabalhos, tecnologias, etc... Eu já ajudei colegas meus a terminar o curso deles, bem como vi colegas meus a aproveitar o mundo em que trabalhavam para aprender mais e fazer valer esse conhecimento no mundo académico.

Há apenas uma coisa a ter em conta que é o facto de em muitas Universidades (ou pelo menos em electrotécnia era assim) o ensino das partes mais "soft" de engenharia serem feitas sob uma perspectiva ideal e que, infelizmente, nunca ou raramente é usada por empresas em Portugal. Aí, será preciso teres algum distanciamento para veres a utilidade do que te é dito na Universidade versus o que acontece no mundo empresarial.

Boa sorte para o teu futuro.

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brunuu

@Vitor Novo

Olha, eu também pensava isso e segui o curso normal do secunário, ciências e tecnologia, mas ainda estou preso no secundario por causa de uma unica disciplina enquanto já devia estar no segundo ano universidade.

 

Em 09/04/2017 às 23:00, apocsantos disse:

Boa noite,

@Vitor Novo, melhor seria seguir curso profissional, de onde possas depois seguir para o ensino superior, uma vez que ganhas bases de programação e podes perfeitamente depois conciliar um curso superior com um emprego.

Cordiais cumprimentos,

Apocsantos

Também andava com algumas duvidas do tipo.

Fazer o secundario normalmente pelo curso de ciencias e tecnologia mais seguro que ir para um curso profissional? é que é normal ouvir do tipo que os cursos profissionais não fazem carreiras e que não chegam a lado nenhum a sério.

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bubulindo
16 hours ago, brunuu said:

Fazer o secundario normalmente pelo curso de ciencias e tecnologia mais seguro que ir para um curso profissional? é que é normal ouvir do tipo que os cursos profissionais não fazem carreiras e que não chegam a lado nenhum a sério.

Isso é tipicamente dito por pais que querem que os seus filhos sejam doutores para não terem de sujar as mãos... tal como os meus.

A realidade é que um curso profissional pode dar uma plataforma bastante mais estável em termos técnicos para seguir cursos na Universidade. No meu 10º ao 12º ano tive de estudar entre outras:

- Françês - inútil hoje em dia a não ser que esteja a planear ir para um país francófono. Ainda pior foi que não pude estudar Inglês no 10º e 11º porque tinha necessariamente de estudar uma terceira lingua e não havia escolha. Tinha de ser o francês. No 12º ano, não me deixaram atender a disciplina especifica para aprender Francês.

- Filosofia - muito bonito e interessante, mas ultimamente inútil porque a maior parte dos jovens nos seus 18 anos não são capazes de lidar com pensamento abstracto ou tem experiências pessoais suficientes para entender muitos dos assuntos.

- Sociologia - Um pouco mais interessante, mas ultimamente não é muito útil para quem vai seguir uma área técnica.

Estou tentado a dizer que Português foi também um desperdicio porque nessa altura já não estamos a aprender a falar ou escrever e muito menos enriquecer o vocabulário mas apenas a analisar textos bastante antigos e com vocabulário que é tudo menos corrente... e mais uma vez, a vasta maioria dos jovens (e diria até adultos) não tem maturidade para entender o significado de muito do que é mostrado. Quem é que aos 18 anos (salvo raras excepções) consegue entender o "Ó sino da minha Aldeia" de Fernando Pessoa??

No entanto, se em vez dessas disciplinas tivesse tido mais tempo a aprender assuntos técnicos, a praticar mais ou até a aprender outros assuntos a nível básico como gestão, lei laboral, contabilidade, etc... estaria bastante mais bem preparado para uma carreira de Engenheiro.

Nota também que, pelo menos há uns 10 anos atrás, Portugal estava a sofrer duma falta imensa de electricistas, picheleiros, carpinteiros, etc... e ao mesmo tempo com "doutores" a mais precisamente por causa do mesmo raciocínio que descreveste. Se sabes exactamente o que queres fazer e existe algo especifico que se adequa ao que queres aprender segue esse caminho. Se tanto te dá ser um engenheiro ou um biólogo... então talvez seja melhor ires pelo cientifico-natural... mas quando saíres do 12º não tens qualificação alguma que te ajude a arranjar um emprego ou seres empregado por conta própria.

 


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M6

@bubulindo, essa conceção de "doutores que não querem sujar as mãos" é um bocado mais do que propriamente "sujar as mãos". Lembro-me de ter uma discussão com o meu avô porque, para ele, doutor para ganhar guito (e acredito algum prestigio) era ir para advocacia... 'nuff said! :D
Não me vou alargar, mas há que ter em conta um conjunto de fatores, na sua maioria sociais, de que um tipo com um canudo é que era, razão pela qual os bacharelatos eram, de alguma forma, desprezados e as licenciaturas "evoluiram" muito para os "mestrados integrados", como que a negar o óbvio de que 3 anos de formação superior não são de desprezar... Enfim...

Quanto às disciplinas e à sua utilidade, há que ter em conta dois pontos:

  1. o nosso sistema de ensino (e em larga escala o ensino em todo o mundo) está preso/focado em formar malta para trabalhar nas fábricas, como se estivéssemos em 1920. Não me vou alargar neste ponto, mas, basicamente, o modelo está desatualizado em relação ao que *eu* (e quero realçar o "eu") considero útil para os cidadãos e necessário à sociedade.
  2. a formação, em particular no secundário, tem de ser obrigatoriamente genérica e deve ter um leque heterogéneo de disciplinas de forma a que vejamos as coisas de prismas diferentes, a obrigar-nos a pensar de formas diferentes, etc.. A malta tem toda um conjunto de disciplinas que consideramos inúteis, mas esse conjunto não é igual para todos (de certo tenho colegas que hoje em dia dizem "tive programação na escola e aquilo é perfeitamente inútil").

 

@Vitor Novo, em relação à tua questão particular, se é um facto que as tuas escolhas influenciam o teu caminho, é igualmente um facto de que esse caminho pode ser mudado quando quiseres. (Bem, agora parecia Decartes do 11º ano :D) Passo a explicar, o facto de escolheres algo hoje, não quer dizer que tenhas de te sujeitar/limitar à oferta/saídas que a tua escolha apresenta, podes ir fazer outras coisas que vão além da formação que te dão.

Um ponto importante na escolha, tem muita atenção à instituição que escolhes, pois se for algo que não tem boa reputação no mercado, vais sofrer com isso.


10 REM Generation 48K!
20 INPUT "URL:", A$
30 IF A$(1 TO 4) = "HTTP" THEN PRINT "400 Bad Request": GOTO 50
40 PRINT "404 Not Found"
50 PRINT "./M6 @ Portugal a Programar."

 

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bubulindo

@M6 Falando com pessoas mais velhas (tipo o meu pai), parece-me um pouco desajustado o comentário de hoje o sistema de educação estar virado para formar pessoas para trabalhar em fábricas. Se fosse esse o caso haveria bastante mais ensino de assuntos relevantes para trabalhar "em fábricas" do que Filosofia ou Sociologia... Tanto quanto sei, antigamente o sistema de ensino funcionava no sentido de haver a escolha entre comércio ou indústria e dentro de cada um desses ramos cada qual seguia o que queria.

Não deixas de ter razão que o sistema de ensino tenta transmitir conhecimentos gerais para deixar o leque de opções aberto, mas algumas dessas opções são simplesmente ridiculas. Filosofia é um desses casos na minha opinião, uma vez que o nível geral de maturidade não está lá para aprender e lidar com alguns desses conceitos.

Quanto ao conjunto de disciplinas que são consideradas inúteis... se alguém sabe precisamente o que quer, para quê sujeitar-se a isso? Mas isto tem pano para mangas... obviamente que estamos a falar em termos ideais, mas na realidade este problema é simplesmente impossível de resolver sem um orçamento infinito.

Já agora, realço o que disseste da escolha que se faz agora não determina nada. Um dos meus melhores amigos estudou humanidades no secundário e é um dos melhores engenheiros que conheço. A dada altura ele percebeu que preferia Engenharia e deixou de parte as cadeiras que precisava para Direito e estudou por ele mesmo Matemática e Fisica. Fez os exames e conseguiu entrar para Engenharia... claro que foi pelo caminho mais dificil, mas entrou na mesma.

 


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apocsantos

Boa noite,

A propósito dos "doutores que não querem sujar as mãos", lembrei-me de um artigo que li outro dia e me deixou com uma "profunda azia"!

Citação

Se pedir a um informático para arranjar o seu computador e ele olhar para si como se estivesse a falar de física nuclear, não leve a mal e pergunte-lhe qual é a sua especialidade.

Fonte: http://www.jornaleconomico.sapo.pt/noticias/os-informaticos-sao-todos-iguais-139772#.WOJnPfp2u64.facebook

Se eu pedir a um Engenheiro Informático que abra um pc e identifique os componentes, se ele não for capaz de o fazer, para mim, começa logo muito mal! Apesar de reconhecer que o sistema de ensino superior em Portugal, não ensina isso, facto que a meu ver é um absurdo, certamente fico a achar que prefiro um sujeito que saiba o que está dentro do pc e saiba programar, para trabalhar do que um Licenciado em Engenharia que não saiba sequer o que está dentro de um pc. Quanto mais não seja, porque tal apenas prova que não gosta de tecnologia ou não está minimamente interessado em perceber como as coisas realmente funcionam, apenas estará interessado em "ganhar muito bem"! Até porque eu ainda não pensava em universidade e já tinha "esventrado" o primeiro pc, feito uma derivação nos fios da pc speaker, com uma ficha jack stereo com um shunt, de maneira a poder ter som nos headphones, para me divertir mais nos jogos! :D (Tinha feito parecido no ZX 48k) e ainda era um "fedelho quase de fraldas"!

Se a memória não me falha, antigamente haviam duas hipóteses no secundário os chamados "Liceus Nacionais" e as "Escolas Comerciais e Industriais", logo aí se fazia a grande "divisão" das coisas, quem ia para as "comerciais e industriais" ia para terminar os estudos e ir dar aos "cascos", numa fábrica, ou numa loja, ou qualquer outra actividade profissional, enquanto quem estudava nos "liceus", provavelmente seguiria estudos para ser "doutor"! Não sou assim tão velho, de ter vivido nesses tempos, mas recordo-me bem de ouvir falar disso, enquanto me distraia com a "tele-escola"!

@M6, o ensino neste momento qual genérico qual especifico! Vá, nos 2ª e 3º CEB, praticamente ninguém fica retido, as aulas são "uma borga" e cada vez os alunos aprendem menos! No complementar (10º a 12º), depende se for profissional ou geral. No profissional, dependendo da escola, pode ser "mais borga", ou não, no geral, igualmente depende, apesar de ser mais "amplo" em termos de disciplinas, de qualquer das formas é orientado para quem apenas pensa em ser "doutor". Notem-se as aspas, e o uso de letra minúscula.

Continuando a falar do sistema de ensino, talvez fosse engraçado dares a tua opinião sobre coisas como CEF's EFA's e "afins"! ;) Fica o desafio!

Sinceramente não tenho nada contra o ensino generalista, nem sou propriamente o maior fã do ensino profissional! Dependendo de cada caso, creio que cada um oferece um conjunto especifico de vantagens que se aplicam mais a determinadas áreas de formação. No caso de informática, creio, com base no que vi, durante os anos que passei de universidade (recentemente), que os alunos vindos dos cursos profissionais, estão claramente melhor preparados para as disciplinas especificas de informática, que os demais, sendo que nas matemáticas estão "taco a taco", quer os vindos dos cursos profissionais, quer os vindos dos cursos gerais. Logo no caso especifico de informática, continuo a achar que será preferível um curso profissional. No entanto e a meu ver, mais importante que a escolha de curso, até porque um curso, pouco mais atesta do que o facto de que a pessoa que o concluiu, passou x numero de anos a estudar, será o gosto que se tem pelo tema, e o empenho na aprendizagem das matérias relacionadas com a área em questão!

Cordiais cumprimentos,

Apocsantos

 


"A paciência é uma das coisas que se aprendeu na era do 48k" O respeito é como a escrita de código, uma vez perdido, dificilmente se retoma o habito"

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M6

@bubulindo & @apocsantos, creio que urge uma explicação da minha parte uma vez que me parece que não me expliquei bem (e o tema do ensino é algo que me toca por gosto, embora não tenha qualquer ambição a ser pedagogo).

Antes de mais, a minha expressão "formar malta para as fábricas" tem uma enorme componente de caricatura, não é para ser entendido de forma literal.

O sistema de ensino no meu tempo (e já tenho idade suficiente para poder dizer "no meu tempo" :D), tinha como foco dar formação suficiente para que uma pessoa pudesse trabalhar seguindo ordens, não questionando, não analisando, apenas cumprindo ordens como Charlot tão bem caricaturizou em Tempos Modernos. Muita da formação que ainda hoje vejo continua com este foco, apenas rompido (e infelizmente não em todo o lado) no ensino superior, onde somos efetivamente levados a questionar.

Para além da componente genérica e heterogénea da educação, que é necessária por um conjunto de razões, mais não seja para garantir que há uma base comum que podemos assumir que todos sabemos e que fomos expostos a diferentes áreas de educação, há áreas em que o ensino não toca. Não me vou alongar uma vez que o tema é político e ainda corro o risco de parecer um tipo com a mania da teoria da conspiração, mas é interessante questionar-mo-nos porque temos disciplinas como educação musical, cidadania, religião e moral (não sei se ainda se chama assim), madeiras, etc. mas não temos uma disciplina de educação financeira. Quem fica a ganhar com o facto de formarmos cidadão que tocam muito bem flauta mas são financeiramente iletrados? (Nota: isto não é uma competição nem representa desprezo pela música.) É muito triste ver um "doutor que não pode sujar as mãos" não saber o que é uma TAEG nem que impacto isso tem na sua vida compra decide pedir dinheiro emprestado para fazer uma compra... Mais, isto, para mim, devia ser parte do curriculum obrigatório do secundário (nota: está previsto mas ninguém fala disto, de novo, porque será?).
Isto é, para mim, uma forma de continuarmos a ter um sistema de ensino que continua a limitar o ensino de uma forma a que os cidadãos continuem a ser seguidores sem opinião.

 

Quanto aos CEFs, Novas Oportunidades e afins... Acho que na larga maioria é para facilitar o "canudinho"...
Poucas são as pessoas que realmente saem com qualidade na formação e isso vai muito de cada um.

Trabalho (e trabalhei) com imensa gente com graus de formação diferente. Desde a ausência de formação superior a doutorados. E, de novo, o profissional faz-se a si mesmo, embora a formação nunca seja de descurar. Quem me segue nestes tópicos da educação sabe que sou a favor da formação, e sabe também que me farto de afirmar que o ensino superior não tem nada que uma pessoa não possa aprender fora desse ambiente.

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10 REM Generation 48K!
20 INPUT "URL:", A$
30 IF A$(1 TO 4) = "HTTP" THEN PRINT "400 Bad Request": GOTO 50
40 PRINT "404 Not Found"
50 PRINT "./M6 @ Portugal a Programar."

 

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