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Portugal desinvestiu 200% no ensino das Tecnologias da Informação

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apocsantos    219
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Um estudo da Universidade Portucalense divulgado esta terça-feira, no Porto, concluiu que, em 10 anos, "Portugal desinvestiu 200% no ensino das Tecnologias da Informação e Comunicação na escolaridade obrigatória".

De acordo com a investigação, a que a Lusa teve acesso, há uma década o número total de horas lecionadas entre o 1.º e o 12.º ano era de 157,5, hoje são apenas 52,5, ou seja, atualmente "os alunos têm pouco mais de uma semana completa de trabalho para adquirir todas as competências necessárias na área das TIC".

"Apesar de nos últimos anos se terem conhecido significativas evoluções na sociedade da informação, verifica-se atualmente um desfasamento entre as competências necessárias e as adquiridas pelos alunos, pelo que seria desejável que os objetivos da Escola estivessem em consonância com a evolução e necessidades da sociedade", considerou Carla Rêgo, autora do estudo.

A investigação, intitulada "As TIC no currículo da escolaridade obrigatória", analisou os currículos escolares de quatro países que estão em lugares cimeiros nos rankings da Educação, designadamente Reino Unido, Finlândia, Austrália e Estados Unidos, e comparou com o caso português, concluindo que "Portugal se mantém abaixo da linha da água no que respeita ao índice de políticas de 'e-skills' (iniciativa comunitária que visa capacitar os cidadãos europeus na área das cibercompetências e divulgar junto dos jovens as oportunidades de emprego geradas pelas tecnologias digitais).

Com uma pontuação de 1.5 valores, numa escala que vai de 1 a 5, Portugal assume assim a posição mais baixa quando comparado com os restantes países em análise, sendo o Reino Unido, com um índice de políticas 'e-skills' igual a 5, quem ocupa o topo da tabela, revela o estudo.

"Todos os países que integraram a amostra apresentaram uma preocupação comum: o futuro da economia e produtividade do país, pelo que todos concordaram que é necessário, pertinente e urgente apostar na educação valorizando as STEM (Science, Technology, Engineering and Mathematics), devendo esta aposta começar logo no 1.º ciclo", afirmou a investigadora.

No entanto, os dados apresentados por Carla Rêgo referem que nem todos os países estudados adotam currículos com base nessa preocupação, como é o caso de Portugal, que "tem vindo a desinvestir no ensino das TIC no básico e secundário".

Na maior parte dos países analisados, as competências digitais são trabalhadas, enquanto disciplina autónoma, do ensino primário até ao secundário. Em Portugal, só no 3.º ciclo - no 7.º e 8º ano - é que existe uma disciplina curricular de TIC.

O estudo, realizado no âmbito do Mestrado de TIC na Educação, fez ainda uma análise aos conteúdos das disciplinas de TIC nos diferentes países e concluiu que é também necessário que "os alunos adquiram outras competências para além da mera utilização da tecnologia, designadamente o pensamento computacional".

Segundo Carla Rêgo, no Reino Unido, por exemplo, à semelhança da Austrália e Estados Unidos, pretende-se que os alunos exercitem o pensamento computacional desde os primeiros anos escolares, esperando deste modo combater a falta de especialistas em TIC.

"O pensamento computacional apresenta-se como uma competência que, recorrendo ao raciocínio lógico e algorítmico, ajudará no desenvolvimento das capacidades cognitivas, bem como da produtividade, inovação e criatividade dos atuais alunos, futuros profissionais", sustentou.

A investigadora lembrou que, segundo a Comissão Europeia, em 2020 Portugal deverá ter 15 mil vagas por preencher no setor das TIC devendo o número disparar para as 913 mil vagas quando perspetivado para o total de países que compõem a União Europeia.


"A paciência é uma das coisas que se aprendeu na era do 48k" O respeito é como a escrita de código, uma vez perdido, dificilmente se retoma o habito"

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brunuu    21
brunuu

Eu não sei se é muito necessario, afinal estamos na geração da infomatica.

A gente nasce literalmente já a saber como se usa um PC.

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thoga31    600
thoga31

A gente nasce literalmente já a saber como se usa um PC.

Tens a certeza? Uma coisa é saber carregar no botão Power, mexer no rato, teclar umas letras e ir ao Facebook. Outra é saber usar o computador na forma mais abrangente que tal expressão implica.

Se o pessoal soubesse usar mesmo um PC de forma minimamente decente, não havia tanta loja a ter uma boa fonte de receitas com "limpezas de vírus" e "formatações" - 2 minutos a ver o Feed de Notícias do Facebook dão para ver a partilha de imensa trampa com elevado potencial de "pegar uma gripe" ao PC. Se estes dois minutos mostram muita coisa, imagina o que cada pessoa faz, e multiplica isto por muitas pessoas. ;)

E não é só isso. Não me esqueço do facto de eu ter sido sempre considerado o geek da turma na faculdade, não por ser programador amador, mas sim porque "tinha imenso jeito" para o Word e para o PowerPoint e sabia para que servia o $ na definição de uma fórmula no Excel - parecia uma funcionalidade alienígena difícil de domar... e não estou a exagerar!

Neste momento, o pessoal nasce a mexer num PC, num tablet e num smartphone. Mas neste momento, esse pessoal é a mesma coisa que um homem da pedra nascer já com um lança-mísseis na mão: os resultados são deveras interessantes.

Editado por thoga31
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Knowledge is free!

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brunuu    21
brunuu

Sim eu estou a perceber.

Uma vez usei a consola do windows á frente de umas pessoas na escola e chegaram a pensar que estava a fazer hacks espetaculare bem nada verdade estava a criar um ficheiro bat que "estragou" uns quantos pcs na escola mas isso não interessa

Mas o pessoal na média sabe usar o office, o exel nem tanto eu por acaso nunca usei o exel para trabalhos na escola, até hoje que estou no 12ª e nunca sequer abrir o exel para coisas relacionada com a escola, se alguem queria fazer tabelas era o Word que se usava.

Também é verdade que já resolvi problemas de outras pessoas que podiam ser resolvidos caso tivessem ido ao google.

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Flinger    50
Flinger

No entanto, hoje em dia, já "nascem" a saber mexer no rato, a copiar ficheiros, a fazer um documentos no office, etc. E já são capazes de aprender imenso sozinhos.

Vejam depois a geração dos nossos pais, e a sua relação "média" com os computadores. Um vez estive a dar umas explicações a um senhor já de sua idade, e só para conseguir dar duplo click em cima de um icon, vai lá vai... e vejo miúdos de 2 anos, de tablet na mão, todos entretidos...

Da mesma forma, na altura que eu andei no secundário, ainda muito pouca gente tinha PC em casa, portáteis então eram miragem. Hoje em dia os miúdos todos têm portáteis, tablets, etc... o que fariam nas horas das TIC, fazem mais em casa por eles.

As horas de ensino efectivo podem ter decrescido, mas resta saber que conteúdos se deixaram de dar... A maioria das tic, eram uma treta, em que grande parte do povo passava o tempo a jogar paciência ou copas em rede...

S.O's programação, etc, também não eram leccionados, de qualquer forma...

Bem, não quero dizer que aprovo a redução, apenas que o número de horas é completamente irrelevante se não tiver conteúdos ajustados, algo em que o nosso ensino não tem grande "bagagem".

BTW, os magalhães devem estar na reforma, será que grande parte das 150 hora de há 10 anos não seriam do "suposto" uso desses tamagoshis?

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Virneto    75
Virneto

A notícia atesta o [óbvio] desinvestimento do país na promoção da literacia digital. E digo óbvio porque, enfim, passamos do país que oferecia/disponibilizava computadores a todas as crianças do primeiro ciclo, ao país que deixou simplesmente de ter este termo na sua agenda.

E é super redutor reduzir as Tecnologias da Informação ao Word, Excell, Youtube e Facebook... Porque as Tecnologias da Informação passaram a ser Tecnologias de Produção. Portanto, discordo em absoluto do argumento de não ser necessário porque já se nasce a saber utilizar um pc ou dispositivo..

Já se nasce a "consumir" tecnologia... É completamente diferente de se dominar a tecnologia. Saber utilizar o Facebook ou o Youtube e "consumir" o que existe é completamente diferente de dominar a área e saber aproveitá-la em nosso proveito..

O referido caso dos Magalhães é exemplar, na minha perspetiva, de um país que não tem estratégia, não sabe para onde quer ir e, por isso não faz mais nada senão divagar, entenda-se.. dar um passo em frente, dois para trás e mais um para o lado.

Há pouco tempo li uma reportagem na Fedora magazine de alguém que noutro país utilizava o "nosso" Magalhães com Linux, tecendo-lhe elogios..

Tenho um irmão mais novo que teve um Magalhães... Foi o seu primeiro PC e não foi preciso muito para que ele soubesse mais do que o seu professor de TIC da escola... Depois aprendeu python e um pouco de bash porque eu lhe ensinei. Não porque o sistema de ensino lhe ensinasse.

Concordo que a carga horária de pouco importa se não existem conteúdos ajustados. E uma disciplina de TIC não devia estar a ensinar a consumir internet.. Devia sim, ensinar aos alunos as competências que permitam utilizar a tecnologia em seu favor. Para produzir algo. Para aumentarem a sua eficiência.

No caso dos Magalhães, independentemente da gestão feita (choveram as acusações/suspeitas de favorecimentos à JP Sá Couto), quanto a mim era uma boa medida se tivesse sido seguida e bem explorada. Num prazo de 10 anos poderíamos ter uma geração super habilitada, não para consumir tecnologia, mas para dominá-la e produzir tecnologia... O que na realidade aconteceu foi que gastamos o dinheiro na mesma (e não foi pouco) mas não conseguimos aproveitar as possíveis vantagens desta medida.. E lembro-me bem que até se ridicularizou sobre o assunto..

Enfim... é um pouco frustrante porque acho que em termos de desenvolvimento, claramente o domínio da tecnologia é um fator decisivo nos dias que correm... E nós estamos no caminho do analfabetismo porque saber jogar um jogo, utilizar o rato ou fazer um copy paste no word é o mesmo que ser analfabeto nesta área..

Edit: fui atrás do artigo na Fedora Magazine.. Cá está ele

e vejam lá os comentários :P

Wow, the netbook it’s the venezuelan revolutionary “canaimita”.

...

Did Sylvia Sanchez been in Portugal?

I’m portuguese and “Magalhẽs” is the portuguese version of the Intel computer used in KS2 schools here in Portugal.

In Venezuela “Magalhães” was named “Canaima”.

Editado por Virneto

"Que inquieto desejo vos tortura, Seres elementares, força obscura? Em volta de que ideia gravitais?" >> Anthero de Quental

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Linuxando.com | ...

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Rui Carlos    330
Rui Carlos

Da mesma forma, na altura que eu andei no secundário, ainda muito pouca gente tinha PC em casa, portáteis então eram miragem. Hoje em dia os miúdos todos têm portáteis, tablets, etc... o que fariam nas horas das TIC, fazem mais em casa por eles.

As horas de ensino efectivo podem ter decrescido, mas resta saber que conteúdos se deixaram de dar... A maioria das tic, eram uma treta, em que grande parte do povo passava o tempo a jogar paciência ou copas em rede...

S.O's programação, etc, também não eram leccionados, de qualquer forma...

Se por um lado é verdade que nas disciplinas de TIC quase não se aprendia nada de jeito (nunca frequentei nenhuma, portanto também não sei até que ponto a qualidade era tão má como dizem :D), também é verdade que muito daquilo que os alunos aprendem em casa, aprendem mal.

Basta ver o pessoal que chega à universidade e faz índices no Word à mão, numera figuras à mão, gere referências bibliográficas à mão, não fazem ideia de para que servem estilos, etc. Depois, precisam de fazer uma correcção no início do documento, e não o fazem porque tal obrigaria a modificar (manualmente) uma série de elementos do documento. Mas pronto, estamos num país que acha que os jovens já percebem muito de informática, quando a maior parte nem usar o Word sabe (isto para não falar da completa falta de noções de segurança, privacidade e afins).

Se as TIC fossem bem ensinadas, certamente que valia a pena ter mais hora nos currículos escolares. Não sendo bem ensinadas, o que se devia fazer era melhorar o ensino das TIC, não era propriamente reduzir o número de horas. Mesmo sem se entrar no domínio da programação, havia muita coisa útil para ensinar.

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Flinger    50
Flinger

Já agora, alguém me explica de onde vem o valor "200%"?

Matemática sensacionalista... 157,5 - 52,5 = 105 = 200% de 52.5.

Enfim...

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thoga31    600
thoga31

@Rui Carlos, o Word é uma ferramenta espectacular, mas diga-se de pasagem que tem um problema sério: é uma pistola que também sabe disparar pela culatra. All hail LaTeX :D

Mas pronto, estamos num país que acha que os jovens já percebem muito de informática, quando a maior parte nem usar o Word sabe (isto para não falar da completa falta de noções de segurança, privacidade e afins).

Soma a isso um outro problema. Vou exemplificá-lo com aquilo que se passa comigo.

Quando eu tento explicar os problemas de segurança e privacidade, o pessoal simplesmente não quer saber e chega a chamar-me de paranóico. Nem mesmo as coisas simples, como aqueles sites muito partilhados no Facebook de "Nem vai acreditar no que aconteceu a esta mulher" ou "Descubra que animal é você".

A verdade é que eu já desisti. "Que interesse tem a minha vida?" ou mesmo "O que lhes interessa as minhas informações pessoais?" são respostas que recebo quase sempre que o assunto surge numa conversa. Acham que eu exagero quando digo que as informações pessoais rendem centenas de milhões de dólares anualmente a muito "boa gente".


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apocsantos    219
apocsantos

Bom dia,

De facto o valor 200% parece exagerado e ainda não vi dados concretos sobre o calculo desse valor!

Concordo que as actuais gerações apesar de terem acesso "desmedido" a tecnologia, maior parte apenas consome, não "produz", tão pouco aprende a produzir! Nos programas de TIC nas escolas, ainda dão a mesma coisa que davam em 1995, a saber: (uso básico do sistema operativo Windows (na altura o 95, actualmente o 8), uso básico de Word e Excell (básico mesmo muito básico), um nadinha de nada de MS-Access, mas nada de programação. Shell, raramente ensinam, e quando ensinam, resume-se a um cp, mkdir, mv, rm porque ensinar mais "cansa".

É triste ver a falta de estratégia! Gastou-se uma pipa de massa com os Magalhães e o programa e-escola, mas puseram pessoas pouco ou nada habilitadas, a ensinar os alunos. Esperam que um docente do 1º CEB saiba programação, mas esquecem-se que a maioria mal sabe usar o Word decentemente! Colocaram GNU/Linux no Magalhães, mas maior parte dos docentes mal sabe usar o Windows e GNU/Linux é um "bicho de 9 cabeças, tipo hidra". O programa tinha boas ideias, mas teve uma concretização deplorável!

No 2º CEB, 3º CEB e Complementar (10º a 12º), a matéria dada é a mesma de 1990! Ainda dão Pascal (Turbo Pascal 7), no 10º Ano, Turbo C 5 no 11º Ano e VB6 no 12º ano. Ainda ensinam Access "às 3 pancadas", com os wizards, mas nada de formulas normais e conceitos de bases de dados relacionais, já dão alguma coisa de HTML e nalguns casos PHP, mas não são a generalidade e assim por diante!

Não creio que a solução passe por investir a menos que haja um programa curricular decente! No entanto creio que investir com um bom programa e bons objectivos, no "médio-longo" prazo, pudesse trazer grandes benefícios para o país.

Cordiais cumprimentos,

Apocsantos

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brunuu    21
brunuu

Concordo que as actuais gerações apesar de terem acesso "desmedido" a tecnologia, maior parte apenas consome, não "produz", tão pouco aprende a produzir! Nos programas de TIC nas escolas, ainda dão a mesma coisa que davam em 1995, a saber: (uso básico do sistema operativo Windows (na altura o 95, actualmente o 8), uso básico de Word e Excell (básico mesmo muito básico), um nadinha de nada de MS-Access, mas nada de programação. Shell, raramente ensinam, e quando ensinam, resume-se a um cp, mkdir, mv, rm porque ensinar mais "cansa".

O problema é que também fica caro estar a renovar milhares de computadores, são muitos equipamentos e muitos milhões de euros.

Metade dos PCs das escolas, pelo menos na minha e todas as outras á minha volta que ainda são muitas, usam Windows Vista, há muito pouco tempo é que fizeram um upadate para Windows 7

Os PCs tem 2Gb de ram e um intel duo core e uma boa parte ainda usa Windows Vista.

Os PC também tem aquilo da caixa magica Linux que ninguem simplesmente usa e ninguem também quer saber e que ainda por cima nem funciona corretamente mas provavelmente está mau configurado também, porque não é possivel ligar a uma rede na caixa magica naqueles PCs

E muitos dos PCs não tem capacidade de sequer suportar um IDE moderno, na minha escola há um curso de TI para os profissionais e eles apredem Java... com o eclipse, num PC com 2gb de ram, eles fazem um sacrificio de sangue para conseguir mexer naquilo, obviamente que depois eles trazem os portateis de casa.

Também aprendem Pascal e não tenho acerteza mas nos PCs há um IDE para perl instalado o que já diz muita coisa.

As aulas que tive de TIC no 9º foram passadas a jogar minecraft e CS ou a usar o RPG Maker XP pela Pen para ver se consegia fazer um jogo famoso, eram as minhas aulas favoritas.

Tentaram também ensinar os componente de um PC, mas ninguem estava para ai virado.

Editado por brunuu

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apocsantos    219
apocsantos

Boa tarde,

@Brunuu: Um dos problemas é a grande falta de motivação dos alunos! É um facto, mas isso prende-se com questões culturais, ou pelo menos assim creio eu.

Quanto aos pc's e às licenças, existem compiladores de C# por exemplo, completamente gratuitos, tal como de Java, de C/C++ e praticamente de todas as linguagens! A falta de licenças de compiladores deixou de ser desculpa faz anos!

Quanto a usarem a distribuição GNU/Linux Caixa Mágica, bem eu não gosto nem um milimetro dessa distribuição! A ultima versão que usei, parecia baseada na distribuição Suse, e parecia tão mal preparara que não demorei a desinstalar e usar a distribuição Debian.

Quando andei na secundária, tinhamos Xenix, Minix, e GNU/Linux Red Hat 4.2! Funcionavam todos bem e rapidamente o Xenix e o Minix foram "passados para o lado" em detrimento do GNU/Linux. Era trabalhoso de configurar, demorava horas a preparar, era exigente, mas o proveito de aprendizagem era claramente maior! Basta haver vontade de aprender e capacidade para ensinar.

Quando ao RPG Maker XP, eu cheguei a usar Div Games Studio, para fazer joguinhos e acredito que seja uma boa forma de se ensinar e incutir o gosto, porque fazer jogos é das tarefas mais complicadas de programação que conheço! Não é assim tão simples como "dar meia dúzia de clicks do rato". Podes ver um exemplo de um jogo feito em VB, nas edições da revista PROGRAMAR. E se o objectivo de um docente passar por ensinar a fazer jogos, porque não python com pygame ?

Cordiais cumprimentos,

Apocsantos


"A paciência é uma das coisas que se aprendeu na era do 48k" O respeito é como a escrita de código, uma vez perdido, dificilmente se retoma o habito"

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