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27% dos PCs em todo o mundo ainda usam o Windows XP


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Citação

Todos nós sabemos que o sistema operativo Windows é o mais usado em todo o mundo. No entanto, nos últimos anos, a Apple cresceu bastante (especialmente com o IOS) e o Linux passou a ser uma alternativa ainda mais credível para ambiente domésticos (em especial o Ubuntu e derivados).

O próximo dia 8 de Abril de 2014 será o dia que marcará o fim do Windows XP…mas, um relatório agora divulgado pela Net Applications refere que o Windows XP ainda está presente em mais de 1/4 dos PCs à escala mundial.

Para quem não conhece, a Net Applications é uma empresa que realizada estudos analíticos com base em informações “passadas” pelos browsers dos utilizadores, num conjunto alargado de sites. Segundo os últimos dados, a Net Applications captura informações dos utilizadores, mensalmente, em mais de 40 mil sites de clientes, num universo de 160 milhões de utilizadores únicos.

[...]

Fonte: http://pplware.sapo.pt/windows/27-dos-pcs-em-todo-o-mundo-ainda-usam-o-windows-xp/

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Infelizmente... Eu pessoalmente gosto bastante da interface do Ubuntu, acho pratico, além desse, existe unemeros outros com aspectos bem parecidos com o Windows, além de serem mais leves, permitenos ter asseço a quase tudo, coisa que no windows não temos essa liberdade.

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Realmente, acho estranho os números do Linux, especialmente o facto de ter descido. Mas estes números são consistentes com outras fontes:

D5beAF5.png

Apesar das críticas, não percebo como o Windows alcançou tamanha dominância no mercado.

Mas não tenho dúvidas que estes dados podem ser enganadores pois, se mudarmos a perspetiva...

tugOW07.png

fonte:http://www.netmarketshare.com

"Que inquieto desejo vos tortura, Seres elementares, força obscura? Em volta de que ideia gravitais?" >> Anthero de Quental

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Linuxando.com | ...

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Apesar das críticas, não percebo como o Windows alcançou tamanha dominância no mercado.

Do que tenho visto não só aqui mas também noutras fontes que vou vendo de tempos a tempos ao acaso, o Windows tem crescido ligeiramente mais principalmente por causa do 7 e não do 8. Portanto, apesar de haver críticas ao 8, a nova versão "favorita" é o 7.

Mais, não nos podemos esquecer que o Windows se mantém no topo e consegue algum crescimento devido a factores sociais e comerciais. Passo a explicar.

Quem começou a mexer num computador sem que tivesse sido com Windows? Dirijo-me mais à geração de 90, porque nos anos 80 a história era muito diferente. E hoje em dia, quais são os jovens que se iniciam na informática sem ser com o Windows? A resposta é transversal a ambas as questões: poucos, e arrisco-me mesmo a dizer que são raros.

Uma vez habituados ao Windows, qualquer que seja a geração, qual é a abertura generalizada do público em experimentar algo novo? Não é muita. Esta capacidade existe hoje em dia essencialmente nos dispositivos móveis, mas não é algo de significativo.

Mais, de entre aqueles que usam tecnologias, quantos são os "agnósticos" em relação a sistemas? Não falo em termos de fãs e isso assim. É mesmo a capacidade de usar qualquer sistema sem uma preferência notória para um ou dois deles (há quem use todos, mas prefira X ou Y, pelo que não é literalmente "agnóstico"). Mais uma vez, arrisco-me a dizer que não são muitos.

Quanto aos factores comerciais, a história é simples: temos à venda computadores com Windows, actualmente o 8/8.1, e com Mac OS X. Quantos vemos à venda com uma distribuição GNU/Linux? Raríssimos. Quando os vejo, estão nos sites dos retailers, e são um achado. Mais, tipicamente são os netbooks baratos ou os notebooks que estão apetrechados com "restos tecnológicos".

Em parêntesis à conversa, não admira que, apesar das críticas, o Windows 8 também tenha crescido. Compra-se um portátil novo - quantos compradores vão logo mudar o sistema? Têm mais medo de estragar qualquer coisinha que nem fazem nada, quanto mais não seja em nome da manutenção da Garantia. Ora, actualmente os portáteis vêm com Windows 8/8.1, portanto, à medida que se vendem, e se considerarmos que a cada portátil vendido há um com uma versão do Windows anterior que vai para o lixo, o Windows 8 vai ganhando algum terreno. Mas pronto, ainda há quem mande instalar o 7 sem experimentar tocar no 8 como deve ser, pelo que o crescimento não tem sido tão notório como foi com outros sistemas, nomeadamente o 7. Mas o crescimento existe.

A conjuntura da mentalidade da maioria da sociedade moderna em conjunto com o peso comercial de cada sistema leva a estes factos.

Aliás, a mentalidade de resistência da sociedade é notória com o Windows 8. A quantidade de pessoas que comentam e criticam sem nunca terem experimentado a sério e sem ideias pré-feitas é simplesmente alarmante.

Falo das ideias pré-feitas por um motivo - se uma pessoa vai experimentar algo já pré-disposta a aceitar aquilo como sendo mau, mais dificilmente verá as coisas boas. Naturalmente, as dificuldades na experimentação serão maiores - à primeira vez que não encontra logo aquilo que pretende, desespera e manda o sistema dar uma volta com os cães.

Se as pessoas, e até muitos críticos, se pusessem a usar o Windows 8 de cabeça limpa e sem ter lá macacos a descascar bananas, acredito que o nível de aceitação, apesar de ser inferior ao do 7, seria pelo menos muito maior.

Bom, isto dá pano para mangas. Moral da história: as estatísticas não surpreendem, sofrem variações, têm margem de erro e podem falhar. Nesta medida, não admira que o XP ainda seja muito usado. Afinal, muitos ainda o consideram como o melhor OS de sempre da Microsoft.

Knowledge is free!

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É normal que o iOS tenha mais hits nestas estatísticas. São iPhones e iPads. A vasta maioria de utilizadores de iPhone tem um plano de dados decente, e os utilizadores de iPad fazem uma boa parte da sua utilização no browser. Já no Android isto não é bem assim. A vasta maioria dos dispositivos Android que andam para aí não são da mesma gama que o iPhone. São dispositivos rascos, sem planos de dados e que, muitas vezes são comprados pelo rácio preço/gimmick. Acabam por ser maioritariamente utilizados como "non-smartphones", sem sequer apresentarem qualquer registo na rede...

Relativamente à passagem Windows 7 -> 8, as mudanças que a Microsoft fez foram demasiado radicais. Num mundo que já estava formatado para carregar no menu iniciar, é normal que os utilizadores se sintam perdidos quando lhes apareceu o 8 à frente. Daí que a adopção do 8 tem sido bastante mais lenta que a passagem do XP/Vista para o 7. A resistência à passagem sempre existiu nos sistemas da Microsoft, mas a passagem para o 8 é claramente aquele que esta a apresentar mais resistência.

  • Vote 1

“There are two ways of constructing a software design: One way is to make it so simple that there are obviously no deficiencies, and the other way is to make it so complicated that there are no obvious deficiencies. The first method is far more difficult.”

-- Tony Hoare

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Relativamente à passagem Windows 7 -> 8, as mudanças que a Microsoft fez foram demasiado radicais. Num mundo que já estava formatado para carregar no menu iniciar, é normal que os utilizadores se sintam perdidos quando lhes apareceu o 8 à frente. Daí que a adopção do 8 tem sido bastante mais lenta que a passagem do XP/Vista para o 7. A resistência à passagem sempre existiu nos sistemas da Microsoft, mas a passagem para o 8 é claramente aquele que esta a apresentar mais resistência.

É normal que se sintam perdidos, mas o que está a acontecer em parte é que as pessoas "perdidas" dizem que Barcelona não presta e é feia porque ainda não encontraram a estrada certa até lá. Eu posso começar a sentir alguma frustração até chegar à cidade - não é agradável estar perdido -, mas as conclusões só as devo tirar quando chegar à cidade em si e explorá-la minimamente - sim, que a cidade não é só a placa a dizer "Welcome to Barcelona". Boa parte dos comentários e das críticas que vejo baseiam-se simplesmente numa "frustração do viajante perdido".

Um outro exemplo. Apple e o trackpad. Outro dia estava com uns amigos e tive de ir à Worten comprar tinteiros. Passámos pela secção de portáteis e parámos nos Apple. O pessoal começou a mexer no trackpad e perderam-se com os movimentos que se devem fazer. Conclusão deles? "Isto é estúpido." Eu expliquei como funcionava - que a meu ver é simplesmente genial -, mas não valeu de nada. A opinião "é estúpido" manteve-se. Uns dias mais tarde peguei no portátil de um dos meus amigos, com um touchpad multitoque, e mostrei algumas coisas fixes que se podem fazer com ele e que ninguém conhecia. "Uau, fantástico!" A minha resposta? "LOL, quando eu te mostrei isto* no Mac disseste que era estúpido, mas agora já é fantástico? Onde ficamos?"

* - nota: o trackpad da Apple é muito superior aos touchoad multitoque, mas há algumas coisas em comum (ou não fossem os multitoque um "following" do trackpad).

Moral da história: não entendo porque é que as pessoas tiram juízos de valor acerca das coisas quando desistem à primeira, ou nem sequer tentam. Não entendo porque eu não sou assim, e por mais que tente entender o outro lado, acho que é daquelas "manias" para as quais nunca encontrarei uma resposta plausível.

Edited by thoga31

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É normal que se sintam perdidos, mas o que está a acontecer em parte é que as pessoas "perdidas" dizem que Barcelona não presta e é feia porque ainda não encontraram a estrada certa até lá. Eu posso começar a sentir alguma frustração até chegar à cidade - não é agradável estar perdido -, mas as conclusões só as devo tirar quando chegar à cidade em si e explorá-la minimamente - sim, que a cidade não é só a placa a dizer "Welcome to Barcelona". Boa parte dos comentários e das críticas que vejo baseiam-se simplesmente numa "frustração do viajante perdido".

Um outro exemplo. Apple e o trackpad. Outro dia estava com uns amigos e tive de ir à Worten comprar tinteiros. Passámos pela secção de portáteis e parámos nos Apple. O pessoal começou a mexer no trackpad e perderam-se com os movimentos que se devem fazer. Conclusão deles? "Isto é estúpido." Eu expliquei como funcionava - que a meu ver é simplesmente genial -, mas não valeu de nada. A opinião "é estúpido" manteve-se. Uns dias mais tarde peguei no portátil de um dos meus amigos, com um touchpad multitoque, e mostrei algumas coisas fixes que se podem fazer com ele e que ninguém conhecia. "Uau, fantástico!" A minha resposta? "LOL, quando eu te mostrei isto* no Mac disseste que era estúpido, mas agora já é fantástico? Onde ficamos?"

* - nota: o trackpad da Apple é muito superior aos touchoad multitoque, mas há algumas coisas em comum (ou não fossem os multitoque um "following" do trackpad).

Moral da história: não entendo porque é que as pessoas tiram juízos de valor acerca das coisas quando desistem à primeira, ou nem sequer tentam. Não entendo porque eu não sou assim, e por mais que tente entender o outro lado, acho que é daquelas "manias" para as quais nunca encontrarei uma resposta plausível.

O que tu te estás a esquecer, e que indirectamente já referiste, é que ninguém verdadeiramente escolhe o Windows 8.

Quando me decidi a mudar para um Mac, mentalizei-me que ia ter um período de adaptação, que provavelmente teria de encontrar software equivalente (não foi de todo difícil) e que noutras situações isso poderi nem sequer ser possível.

Até hoje a única coisa que me aborrece no Mac é não ter a possibilidade de criar pastas directamente nas caixas para guardar ficheiros.

No entanto, como referiste, hoje em dia as pessoas não têm escolha quando compram um novo portátil e têm de levar com o Windows 8 pela goela abaixo quando na realidade, tudo o que querem é ver os powerpoints que recebem no email e conversar no facebook. Daí que as pessoas o evitem. Elas não estão interessadas em aprender um sistema novo para ver se é melhor, pior, etc... Elas querem continuar a fazer o que faziam com o mínimo de incómodo possível.

E eu não as critico de todo por isso.

No meu trabalho, recebemos dois portáteis para a manutenção que traziam o Windows 8 (é uma solução temporária porque ainda precisamos do XP e portáteis... melhores). Mas para desenrascar, vai de instalar algum software que precisamos e claro... não são feitos para a interface metro. Logo não aparece link nenhum naquela interface estúpida e temos de andar à procura do executável.

Quanto à interface ser estúpida, já sei que me vais apontar o dedo e dizer que sou uma das pessoas que não gosta de ir a Barcelona. Mas o que não podes negar é que:

- Poucos computadores são vendidos com touch screen.

- Ainda menos computadores dão para converter em tablets e usar de forma confortável.

- Os que são vendidos com touch screen não são tão fáceis de limpar como tablets... logo o ecrã fica um nojo ao usar as mãos naquilo.

- As aplicações ainda precisam de rato... mas o ecrã não é propriamente eficiente para usar um rato.

- Experimenta usar o interface touch durante um dia sentado à secretária e vê se te sentes bem no final do dia.

Embora o sistema operativo possa ser bom, aquele interface para desktops é simplesmente ridículo. Eu compreendo que a Microsoft esteja a tentar unificar desktops e tablets, mas a maneira como o fez foi má, ou no mínimo muito cedo para as aplicações e hardware que existe no mercado.

include <ai se te avio>

Mãe () {

}

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@thoga31 Mas repara que a mudança do Windows 7 para o Windows 8 não é uma questão de descoberta/exploração. É uma questão de habituação. E quando tu tens que mudar repentinamente um hábito que andaste a treinar nos teus utilizadores durante décadas e que era, tipo, a forma fundamental de acesso a tudo no teu sistema, é normal que as pessoas se sintam confusas e oferecem resistência à adopção.

Isto é muito mais fácil de perceber se já tivesses trabalhado nesta indústria e um cliente te pedisse para re-desenvolver um sistema interno que of funcionários do teu cliente usam no dia a dia. Tu podias arranjar as soluções mais fantásticas para melhorar drasticamente a performance desses funcionários na utilização desse sistema, mas o mais provável era o cliente te dizer que queria o flow antigo porque os funcionários já estão habituados a ele.

“There are two ways of constructing a software design: One way is to make it so simple that there are obviously no deficiencies, and the other way is to make it so complicated that there are no obvious deficiencies. The first method is far more difficult.”

-- Tony Hoare

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Que haja estranheza à mudança radical, entendo. Que se fique confuso, entendo. Que se recuse a colocar em cima da mesa sequer a possibilidade de aprender algo novo, isso já me escapa.

Yes, era a forma de aceder a tudo no sistema, é radical... eu também senti dificuldade no início quando experimentei a Release Preview, mas não me limitei a recusar a aprender porque era diferente.

Eu critico o espírito de elevada resistência à aprendizagem.

Um exemplo mais simples que não envolve algo radical. Office Word. Já tentei ensinar a colegas meus pequenas técnicas que ajudam imenso a formatar os documentos. Mais, já tentei explicar porque é que certas "parvoíces do Word" são, na verdade, um uso erróneo das suas ferramentas. A resposta mais clássica? "Não me interessa, aquilo que sei chega bem." A sério, é terrível ver que a solução daquele problema é deveras simples e que as pessoas se recusam a aprender mais do que sabem. Apenas um colega meu quis aprender técnicas comigo, isto porque ele pensa com eu, lol.

Conclusão: se nas coisas mais simples muitas vezes há resistência, não me admira que numa mudança radical do sistema a coisa ainda seja pior.

Resposta para os utilizadores de Linux e Mac que gostariam de ver mais pessoas a usar os seus sistemas: ei-la aqui nestes posts... para quê aprender mais se aquilo que sei chega para fazer o que pretendo? Nem que para isso se culpe o software dos erros que acontecem, quando na verdade muitas vezes o problema está entre a cadeira e o computador.

Aprende-se a mexer meia dúzia de coisas no Windows e no Office e chega. A partir daí, a aprender é o Facebook e pouco mais.

Edited by thoga31

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Mas se comparares as taxas de adopção dos utilizadores de OS X relativamente aos do Windows tens precisamente o oposto. É uma questão de dias até teres 50% dos utilizadores com a última versão do sistema. Existem diferenças na estratégia de distribuição e no tipo de utilizadores em cada um dos lados, as quais existem precisamente porque as empresas têm estratégias de negócio completamente distintas.

Outra razão para as taxas de adopção de novas versões do Windows ser mais baixa é o mercado de computadores pessoais estar em declínio, especialmente no que toca à compra de PCs para o utilizador comum. O pessoal tech savvy vai começar a representar uma fatia cada vez maior deste mercado, traduzindo-se em fatias cada vez maiores de utilizadores de Linux e Mac (não porque passem a ser mais "comprados", mas porque a maioria das pessoas que vão deixar de comprar PCs são, precisamente, aquelas que representam a vasta maioria do mercado do Windows). E, como a forma mais comum de obter uma nova versão do Windows é adquirir um PC novo, estando o pessoal a deixar de o fazer, é normal que as taxas de adopção baixem.

Outra sub-causa (sendo a super-causa o Windows 8 só por si já baixar as taxas de adopção) é de (pelo menos) a HP ter voltado a colocar o Windows 7 como o sistema operativo a distribuir com a maioria dos seus computadores. Se as taxas de adopção já são más, não ajuda que o principal fabricante de PCs não esteja a contribuir para a adopção.

Não sei se têm estado atentos ao Nadella. Tudo indica que ele esteja a preparar a Microsoft para se tornar cada vez menos dependente do Windows no futuro (the plot thickens).

Edited by KTachyon

“There are two ways of constructing a software design: One way is to make it so simple that there are obviously no deficiencies, and the other way is to make it so complicated that there are no obvious deficiencies. The first method is far more difficult.”

-- Tony Hoare

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Um exemplo mais simples que não envolve algo radical. Office Word. Já tentei ensinar a colegas meus pequenas técnicas que ajudam imenso a formatar os documentos. Mais, já tentei explicar porque é que certas "parvoíces do Word" são, na verdade, um uso erróneo das suas ferramentas. A resposta mais clássica? "Não me interessa, aquilo que sei chega bem." A sério, é terrível ver que a solução daquele problema é deveras simples e que as pessoas se recusam a aprender mais do que sabem. Apenas um colega meu quis aprender técnicas comigo, isto porque ele pensa com eu, lol.

Conclusão: se nas coisas mais simples muitas vezes há resistência, não me admira que numa mudança radical do sistema a coisa ainda seja pior.

Este teu exemplo, julgando pelo que escreves noutros posts é sim pura estupidez das pessoas já que, creio eu, elas precisarem dessas dicas para efeitos académicos e também para o seu futuro profissional. Posso estar a extrapolar em demasia pelo que escreveste anteriormente, mas devo estar certo ao dizer que são pessoas que estão a estudar ou têm de fazer documentos minimamente profissionais no seu trabalho, correcto?

No entanto, é aqui que as similaridades terminam... uma coisa é não quererem aprender algo que lhes vai trazer benefícios, outra é terem de aprender algo porque foram forçadas a fazê-lo. O Windows 8 é precisamente isso... e como referi, as pessoas não querem saber se é uma interface melhor ou isto ou acoloutro.

Querem chegar a casa depois de um dia de trabalho, fazer o jantar e cuidar dos filhos e irem ao Facebook ver o que se passa com os amigos sem terem de andar à procura do tile do browser quando antigamente isso era bastante simples.

Eu, no meu exemplo do trabalho, queria avançar com o raio da tarefa que tinha a fazer e não andar a ver como é que aquilo funciona. E depois é a estupidez de ter um ponteiro do rato com (imaginemos 100) pixeis e um tile com quase 1000 outros com 600 e ter de andar a fazer scroll para chegar onde pretendo.

Mas chega de deitar abaixo...

include <ai se te avio>

Mãe () {

}

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@bubulindo, correcto. São estudantes que precisam de fazer vários relatórios e que precisarão de fazer uma Tese em breve. A verdade é que, de facto, muitos me dizem que eu sou "demasiado perfeccionista", mas eu vejo isso como uma virtude uma vez que consigo controlar esse perfeccionismo quando sei que não devo puxar de mais a corda (as pessoas perfeccionistas que puxam de mais a corda tornam-se algo insuportáveis, até para mim).

Da mesma forma, lá está, eu sou uma pessoa muito versátil na área da tecnologia e uso "qualquer coisinha" que me permita fazer as actividades do quotidiano. Além disso, sou extremamente curioso.

Muitas pessoas ficam espantadas a ver-me usar Ubuntu, e 2 horas depois estar no Windows, etc. Eu acho que já me habituei em parte ao Windows 8 desde cedo porque antes dele me habituei ao Unity - em vez de um menu "clássico" temos a Dash Home, o que não difere muito em essência do sistema Search do Windows. Lembro-me de na altura em que o Unity foi lançado para substituir o Gnome que houve alguma controvérsia, e faz-me lembrar vagamente (apenas vagamente) esta história do Windows 8 - mudança radical, críticas ao alto. Claro que com o Ubuntu a coisa passou mais ao de leve por dois motivos: muito menos utilizadores, e muitos dos utilizadores são os so called geeks - quer queiramos quer não, nós temos porventura uma muito maior capacidade de adaptação à novidade até porque trabalhamos numa área que está em constante desenvolvimento.

Eu entendo que uma mudança radical traga sempre estranheza e alguma resistência. Mas a evolução é algo que existe, e os sistemas operativos não são excepção.

Btw, @bubulindo, por defeito os programas não aparecem nas Tiles do Menu Start (pessoalmente agradeço que assim não seja), mas há um outro ecrã, o Apps (no Windows 8.1 é mais simples de lhe aceder) onde tens todas as aplicações organizadas de várias formas (é personalizável). Por defeito vem organizado por nome e por produtor (caso as aplicações tenham assinatura digital). Não é bem o Menu Start, mas não muito fica longe da ideia-base.

Knowledge is free!

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A mudança para o Unity passou ao de leve? O Ubuntu deixou de ser a distribuição mais usada fundamentalmente por causa disso. Talvez a Microsoft devesse ter aprendido alguma coisa com este caso recente.

Acho que a tua paixão pelas tecnologias está a toldar o teu julgamento. É perfeitamente natural que tu queiras aprender mais e mais sobre a área que adoras, é essencial, faz parte, é o teu hobby. Mas existem imensas outras coisas com as quais tu lidas no teu dia-a-dia em que tua reacção já seria outra. Imagina a tua roupa, vamos supor que não és um apaixonado pela moda. Costumas explorar as novas tendências e reformular o teu estilo todos os anos? O que pensaria um estilista que pensasse como tu ao olhar para ti? "Olha aquele, não sabe nem quer aprender mais."

E se subitamente todo o mercado de roupa fosse controlado por uma empresa, e ela decidisse que a partir de agora não ia fabricar mais calças? Os estudos demonstraram que era muito melhor para os homens andar de saia (para evitar o sobreaquecimento de uma dada zona) e portanto iam deixar de fabricar calças. Ias reagir como reages agora com o Windows 8, ou ias passar a comprar calças no mercado negro?

Edited by Warrior
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@bubulindo, correcto. São estudantes que precisam de fazer vários relatórios e que precisarão de fazer uma Tese em breve. A verdade é que, de facto, muitos me dizem que eu sou "demasiado perfeccionista", mas eu vejo isso como uma virtude uma vez que consigo controlar esse perfeccionismo quando sei que não devo puxar de mais a corda (as pessoas perfeccionistas que puxam de mais a corda tornam-se algo insuportáveis, até para mim).

Isso parece mesmo a típica atitude de estudante em Portugal para quem estudar é apenas para receber um canudo que lhe permita ganhar mais que a maioria. Isso é típico em mais sítios.

Mas se olhares à maioria da população, as pessoas querem é que o computador trabalhe para elas e não o contrário. E é disso que se trata aqui, para quê alterar algo que só vai levar as pessoas à frustração?

Porque não uma mudança simples ou a possibilidade de escolher um dos dois? Afinal de contas, a Microsoft sempre fez isso e até com bons resultados.

Estou agora mesmo a instalar o Windows 95 numa virtualbox para jogar uns joguinhos... e olhando ao menu iniciar entre o Windows 7 e o 95, vê-se claramente diferenças, mas todas elas foram trazidas uma a uma e na maior parte das vezes com a possibilidade de reverter ao anterior menu iniciar.

Porquê decidirem que isso não faz falta agora??

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De facto a minha opinião pode estar bastante toldada, mas não pelo meu hobbie em si, creio, mas sim pela extrema curiosidade que tenho. Sendo o mundo da tecnologia um dos maiores onde um curioso se pode literalmente "perder", não admire que veja as mudanças como coisas boas, e as radicais são-me as mais interessantes. Acho que tenho um sério defeito: adoraria que as outras pessoas partilhassem esta paixão pela tecnologia. Não falo em termos técnicos de programação e hardware, mas sim simplesmente no acto de explorar, descobrir... 🙂

@Warrior, esse exemplo está fixe. Por acaso tenho amigos no mundo da moda e conheço meia dúzia de coisas, nem seja pelas fotos que eles metem no Facebook e que aparecem no Feed. Mas claro, eu devo ser uma pessoa em cada muitas 😄

Iria criticar severamente a indústria da moda, claro. Mas a moda veste-me, e a minha vestimenta é a forma como me apresento ao mundo - eu cá não pratico nudismo, a não ser no duche em casa. Por outro lado, a tecnologia não é algo que mude a minha aparência para com o mundo que me rodeia. Define quanto muito a forma como eu vivo, trabalho e interajo com os outros. Tendo um Nokia-tijolo ou um iPhone, as calças é que me apresentam ao mundo.

Anyway, compreendo perfeitamente o teu ponto de vista e concordo em plenitude.

@bubulindo, pelo simples motivo de cada vez mais as coisas serem móveis? Smartphones, tablets, etc etc. A Microsoft tinha um sistema horrível para isso - ainda se fizeram meia dúzia de dispositivos móveis com Windows 7 - nem sei como é que houve unidades vendidas, para ser sincero. Era intragável 😛

Por outro lado, o Windows 8 em touch é um mimo, e o 8.1 está bastante aprimorado.

De facto, a usabilidade tradicional do rato e teclado muda, e a falta do Menu Start faz-se sentir para muitas pessoas. Compreensível.

Mas claro, não deixo de ficar mistamente surpreendido e um pouco "farto" quando aqueles mesmos colegas que criticavam a alto e bom som o Windows 8 acabem por adorá-lo, mesmo sem o Menu Start, depois de adquirir um portátil que vem com ele. Sim, é aprendizagem "à força", na qual se trabalha para a máquina durante uns tempos, mas pelos vistos no final a experiência global compensa. Pessoalmente ainda não conheci ninguém que se queixe do 8/8.1 após o usar durante uns dias. Apenas ouço queixas pelas fotos abrirem com a aplicação Metro... mas aí entra o desconhecimento das pessoas, e quando eu digo "faz 'abrir com...'", respondem-me "mas abre assim-assado", e lá vou eu mostrar que "abrir com..." não é um duplo-clique.

Acho sinceramente que a Primeira Leia de Newton vai bastante além da Mecânica da Partícula. 🙂

Edited by thoga31

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De facto a minha opinião pode estar bastante toldada, mas não pelo meu hobbie em si, creio, mas sim pela extrema curiosidade que tenho. Sendo o mundo da tecnologia um dos maiores onde um curioso se pode literalmente "perder", não admire que veja as mudanças como coisas boas, e as radicais são-me as mais interessantes. Acho que tenho um sério defeito: adoraria que as outras pessoas partilhassem esta paixão pela tecnologia. Não falo em termos técnicos de programação e hardware, mas sim simplesmente no acto de explorar, descobrir... 🙂

Sim, mas tens de entender que nem toda a gente quer explorar e descobrir neste campo. Da mesma forma que tu provavelmente não tens paixão de explorar e descobrir noutros campos como moda, pintura, fotografia, música, etc, etc... e isso não faz de ti menos por isso.

@bubulindo, pelo simples motivo de cada vez mais as coisas serem móveis? Smartphones, tablets, etc etc. A Microsoft tinha um sistema horrível para isso - ainda se fizeram meia dúzia de dispositivos móveis com Windows 7 - nem sei como é que houve unidades vendidas, para ser sincero. Era intragável 😛

Por outro lado, o Windows 8 em touch é um mimo, e o 8.1 está bastante aprimorado.

De facto, a usabilidade tradicional do rato e teclado muda, e a falta do Menu Start faz-se sentir para muitas pessoas. Compreensível.

Mas claro, não deixo de ficar mistamente surpreendido e um pouco "farto" quando aqueles mesmos colegas que criticavam a alto e bom som o Windows 8 acabem por adorá-lo, mesmo sem o Menu Start, depois de adquirir um portátil que vem com ele. Sim, é aprendizagem "à força", na qual se trabalha para a máquina durante uns tempos, mas pelos vistos no final a experiência global compensa. Pessoalmente ainda não conheci ninguém que se queixe do 8/8.1 após o usar durante uns dias. Apenas ouço queixas pelas fotos abrirem com a aplicação Metro... mas aí entra o desconhecimento das pessoas, e quando eu digo "faz 'abrir com...'", respondem-me "mas abre assim-assado", e lá vou eu mostrar que "abrir com..." não é um duplo-clique.

Acho sinceramente que a Primeira Leia de Newton vai bastante além da Mecânica da Partícula. 🙂

As coisas são cada vez mais móveis, sim... mas não para os tradicionais utilizadores de computadores. Repara que nem a Apple se meteu em meter o interface do iPad nos Macs por algum motivo... porque não faz sentido. Com o Windows é igual... daí que eu acho que eles deveriam sim ter preparado o interior do sistema operativo para uma cada vez maior aproximação entre PCs e dispositivos móveis, mas deixado a interface dos PCs de forma similar ou não mudar de forma radical. Isso certamente que não causaria o menor problema às pessoas.

Queixo-me eu do Windows 8 após o ter usado uns dias (felizmente que esses portáteis nesta altura já estão com os responsáveis da Segurança e Higiene no trabalho e temos Toughbooks com o sistema operativo que nos interessa lá instalado. E eu não serei propriamente um utilizador de facebook e gmail do Windows... mas aquele interface não faz sentido. Com que é que as pessoas querem abrir as fotos? O Windows 8 não tem o preview?

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As coisas são cada vez mais móveis, sim... mas não para os tradicionais utilizadores de computadores. Repara que nem a Apple se meteu em meter o interface do iPad nos Macs por algum motivo... porque não faz sentido. Com o Windows é igual... daí que eu acho que eles deveriam sim ter preparado o interior do sistema operativo para uma cada vez maior aproximação entre PCs e dispositivos móveis, mas deixado a interface dos PCs de forma similar ou não mudar de forma radical. Isso certamente que não causaria o menor problema às pessoas.

Até se pode dizer mais. O próprio interface das aplicações de iPad e de iPhone é diferente entre si, mesmo tratando-se do mesmo sistema operativo. Apesar das aplicações de iPhone poderem ser executadas no iPad, o recomendado é que o interface seja desenvolvido independentemente para cada plataforma.

E, tecnicamente a Microsoft faz isto. O Windows Phone é, interface-wise, diferente do Windows. Não percebo porque é que tinha que haver uma mudança de política quando dois dispositivos que têm um interface físico diferente terem que ter o mesmo interface em software, quando noutro produto já tinham uma implementação diferente. Parece-me inconsistente.

“There are two ways of constructing a software design: One way is to make it so simple that there are obviously no deficiencies, and the other way is to make it so complicated that there are no obvious deficiencies. The first method is far more difficult.”

-- Tony Hoare

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