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MacBook Pro Retina: uma dor de cabeça reparar


FDomingos
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Citação

O site iFixit desmontou um MacBook Pro Retina da nova geração, e percebeu que o interior está cheio de peças proprietárias, muito difíceis de alterar

O trabalho do iFixit confirma os rumores de que o interior do novo MacBook Pro se assemelha muito ao dos Air. As células de bateria totalizam os 95 Whr, o que ajuda a alimentar o ecrã de Retina e a sua resolução de 2880x1800 pixéis. No entanto, a Apple optou por colar a bateria ao chassis unibody, o que dificulta não só a sua remoção como aumenta as possibilidades de estragar o touchpad no processo.

[...]

http://exameinformatica.sapo.pt/noticias/hardware/2012/06/14/macbook-pro-retina-uma-dor-de-cabeca-reparar#ixzz1xunBBFpK

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Tendo em conta as dimensões do aparelho, é normal que assim seja. A utilização de componentes não-standard é praticamente obrigatória. As dimensões dos HDD estão fora de questão e os SSD standard têm as mesmas dimensões, quando aquilo que é efectivamente necessário é apenas uma placa. Tal como os conectores para os módulos de RAM acabam por ocupar bastante espaço. Tudo isto acontece no novo MacBook Pro e no MacBook Air, mas não é exclusivo da Apple. Têm, por exemplo, o Asus Zenbook, que possui estas mesmas características. Claro que isto implica uma baixa customização, mas isso é o preço que se paga pela ergonomia.

Na questão da reparação, para quem nunca assistiu à reparação de um Mac, o normal é o agente autorizado encomendar a componente completa. No caso da bateria, toda a tampa da máquina seria trocada. Se houver algum problema com alguma das componentes da motherboard, a placa é tocada. Por isso, para eles, a reparação até é bastante simples.

“There are two ways of constructing a software design: One way is to make it so simple that there are obviously no deficiencies, and the other way is to make it so complicated that there are no obvious deficiencies. The first method is far more difficult.”

-- Tony Hoare

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KTachyon, achas que comparar um notebook de 13.3" (máximo do Zenbook) com um de 15" (máximo do MacBook Pro) é a mesma coisa? Já para não falar que um custa cerca de 1.000€ e outro só custa o dobro...

"Para desenhar um website, não tenho que saber distinguir server-side de client-side" - um membro do fórum que se auto-intitula webdesigner. Temo pelo futuro da web.

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A questão não é o tamanho do ecrã nem o preço. Num ultrabook não consegues colocar um SSD standard nem módulos de memória separados da motherboard. E o novo MacBook Pro, segundo a definição, é um ultrabook. Independentemente de ser mais caro ou de ter um ecrã maior que os outros.

Tecnicamente não é uma comparação. Apenas estou a dizer que o problema é comum em todos os ultrabooks. Referi no Zenbook, mas podia ter referido muitos outros ultrabooks, que também têm o mesmo problema.

No fundo é um tradeoff, e pela reacção do mercado, nem sequer parece ser um tradeoff problemático, tendo em conta o sucesso do MacBook Air.

“There are two ways of constructing a software design: One way is to make it so simple that there are obviously no deficiencies, and the other way is to make it so complicated that there are no obvious deficiencies. The first method is far more difficult.”

-- Tony Hoare

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Enfim, considerar um um portátil de 15" um ultrabook... Já 13" eu acho que é esticar a corda, mas pronto.

O problema, que nem sequer é específico da Apple, embora a própria marca se esforce por exacerbá-lo, é que o tradeoff não é claro; pelo contrário, é até feito um esforço para ocultar as desvantagens. Para mim, o problema maior até é o caso da bateria (do qual os iPhone são os casos mais prepósteros).

"Para desenhar um website, não tenho que saber distinguir server-side de client-side" - um membro do fórum que se auto-intitula webdesigner. Temo pelo futuro da web.

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Que eu saiba, a definição de ultrabook não tem nenhuma restrição no que diz respeito ao tamanho do ecrã. Até porque existem à venda vários ultrabooks de 14 e 15 polegadas.

“There are two ways of constructing a software design: One way is to make it so simple that there are obviously no deficiencies, and the other way is to make it so complicated that there are no obvious deficiencies. The first method is far more difficult.”

-- Tony Hoare

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So' queria o ecra 😄

Por muito mais que que estude só aprendo uma coisa, que ainda tenho muita coisa para aprender.

A beleza de um código está em decompor problemas complexos em pequenos blocos simples.

"learn how to do it manually first, then use the wizzy tool to save time."

"Kill the baby, don't be afraid of starting all over again. Fail soon, learn fast."

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bubulindo, essa é a pergunta errada, neste contexto, mas permite-me reformula-la:

Conheces algum carro com custos operacionais mais baixos que o Nissan Leaf? Não? Então porque é que as pessoas não enxameiam os concessionários para os comprar?

Simples! Porque, ao contrário de quando se compra um portátil, as pessoas consideram longamente os tradeoffs, que no caso de um carro 100% elétrico são consideráveis: o custo inicial é mais elevado (como o MacBook), a manutenção, quando for necessária, é bastante mais cara (como o MacBook), e o potencial de ser alterado ou mantido pelo proprietário é bastante baixo (como o MacBook).

Como disse o KTachyon, é um tradeoff. O problema é que a maioria das pessoas nem sequer sabe que está a fazer esse tradeoff e descobri-lo-á quando precisar de manutenção, ou quando quiser instalar mais RAM, por exemplo; e nessa altura, é demasiado tarde.

Edited by mjamado

"Para desenhar um website, não tenho que saber distinguir server-side de client-side" - um membro do fórum que se auto-intitula webdesigner. Temo pelo futuro da web.

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Como disse o KTachyon, é um tradeoff. O problema é que a maioria das pessoas nem sequer sabe que está a fazer esse tradeoff e descobri-lo-á quando precisar de manutenção, ou quando quiser instalar mais RAM, por exemplo; e nessa altura, é demasiado tarde.

A capacidade de expansão da RAM é uma das características que mais valorizo no portátil, pois parece-me essencial para garantir a longevidade de um portátil.

Mas diria que a maior parte das pessoas nunca chegará sequer a descobrir o tradeoff, na medida em que quando o portátil fica lento, a única coisa que lhes passa pela cabeça fazer é trocar de portátil. Aliás, as RAMs soldadas não são propriamente de agora, pelo que se o pessoal não está ciente destes tradeoffs é porque são irrelevantes (para essas pessoas).

E vamos lá ver que da mesma forma que poucos compram Leafs, também me parece que vão ser poucos a comprar este novo MacBook Pro.

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Cheira-me que não. Tendo em conta que a Apple já teve que atrasar as entregas do novo MacBook para 3-4 semanas, parece-me que o produto está a voar das prateleiras.

Mas daqui a um mês e picos vão sair os resultados, logo se vê qual é o veredicto.

“There are two ways of constructing a software design: One way is to make it so simple that there are obviously no deficiencies, and the other way is to make it so complicated that there are no obvious deficiencies. The first method is far more difficult.”

-- Tony Hoare

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bubulindo, essa é a pergunta errada, neste contexto, mas permite-me reformula-la:

Conheces algum carro com custos operacionais mais baixos que o Nissan Leaf? Não? Então porque é que as pessoas não enxameiam os concessionários para os comprar?

Simples! Porque, ao contrário de quando se compra um portátil, as pessoas consideram longamente os tradeoffs, que no caso de um carro 100% elétrico são consideráveis: o custo inicial é mais elevado (como o MacBook), a manutenção, quando for necessária, é bastante mais cara (como o MacBook), e o potencial de ser alterado ou mantido pelo proprietário é bastante baixo (como o MacBook).

Como disse o KTachyon, é um tradeoff. O problema é que a maioria das pessoas nem sequer sabe que está a fazer esse tradeoff e descobri-lo-á quando precisar de manutenção, ou quando quiser instalar mais RAM, por exemplo; e nessa altura, é demasiado tarde.

A pergunta era a correcta. A tua perspectiva é que, como o Rui Carlos apontou, é diferente da maioria.

Para colocar o mesmo hardware sendo fácil de reparar, trocar ou fazer upgrade, o tamanho do computador nunca seria este. Como tal tem de ser com peças proprietárias. Se a bateria do iPhone ou iPad fosse fácil de retirar, seria impossível de ter aquela bateria, uma vez que tinhas de arranjar espaços para conectores, molas e mais o resto para manter a bateria no sítio e acabarias por perder algum do espaço que a bateria consegue ocupar por ter aquele formato.

Felizmente que ninguém está a apontar uma arma às pessoas para irem comprar produtos da Apple, o que quer dizer que para elas o trade-off vale a pena ou não pesquisaram suficientemente o que compraram... o que é culpa delas e não da Apple.

Quanto ao Leaf, duas palavras: infraestrutura e autonomia.

include <ai se te avio>

Mãe () {

}

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Aquilo que eu quis apontar é que, para os agentes autorizados da Apple a reparação é mais simples. A reparação não é uma dor de cabeça porque a Apple nem quer que sejam vocês a reparar este tipo de produtos. E reparem que a Apple até facilita bastante no que toca aos outros MacBook Pro no que toca à alteração da RAM, do HDD/SSD e da drive óptica.

“There are two ways of constructing a software design: One way is to make it so simple that there are obviously no deficiencies, and the other way is to make it so complicated that there are no obvious deficiencies. The first method is far more difficult.”

-- Tony Hoare

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E reparem que a Apple até facilita bastante no que toca aos outros MacBook Pro no que toca à alteração da RAM, do HDD/SSD e da drive óptica.

Ao menos isso... um portátil ao qual eu não posso alterar a RAM tem logo considerações negativas da minha parte. Se o meu HP não permitisse alteração da RAM, já estaria no lixo há c'anos, mas ele ainda está aqui para as curvas.

Os ultrabooks são uma nova tecnologia para a qual todas as empresas se devem adaptar. Vai demorar um pouco, mas aposto que daqui a uns tempos (talvez na escala de anos, claro) os ultrabooks serão tão "personalizáveis" como um notebook. 😉

Até lá, teremos estas situações e notícias deste calibre. O que me admira é que estas sejam sempre a apontar para estas empresas, mas dos outros ultrabooks que estão no mercado e que padecem do mesmo "mal" ainda não vi nem ouvi (quase) nada...

(cheira-me que esta última frase seja uma acendalha... mas espero que não)

Edited by thoga31

Knowledge is free!

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Os ultrabooks são uma nova tecnologia para a qual todas as empresas se devem adaptar. Vai demorar um pouco, mas aposto que daqui a uns tempos (talvez na escala de anos, claro) os ultrabooks serão tão "personalizáveis" como um notebook. 😉

Não sei se te deves fiar muito nisso. Acredito que o SSD possa vir a ser personalizavel. Mas com a redução das dimensões dos ultrabooks, cada vez acho menos provável que estes possam vir a possibilitar a alteração dos módulos da RAM. Lembra-te que o objectivo é tornar estes aparelhos cada vez mais finos e leves.

“There are two ways of constructing a software design: One way is to make it so simple that there are obviously no deficiencies, and the other way is to make it so complicated that there are no obvious deficiencies. The first method is far more difficult.”

-- Tony Hoare

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Não sei se te deves fiar muito nisso. Acredito que o SSD possa vir a ser personalizavel. Mas com a redução das dimensões dos ultrabooks, cada vez acho menos provável que estes possam vir a possibilitar a alteração dos módulos da RAM. Lembra-te que o objectivo é tornar estes aparelhos cada vez mais finos e leves.

Quando os portáteis foram inventados, novas formas de encaixar tudo o que um PC tem numa coisa mais compacta foi uma reviravolta na tecnologia. As placas deixaram de ser encaixadas na perpendicular, as slots deixaram de ter quase 1cm de espessura, a refrigeração passou a ser indirecta (por contacto), etc etc etc.

Existem elementos electrónicos que se encaixam uns nos outros sem ser, por exemplo, ao estilo actual de uma RAM. Não me admira que qualquer dia tenhamos um modo totalmente diferente de encaixar RAM e outros elementos sem comprometer o design slim. Deixa os anos correr que isso poderá vir a acontecer - não digo que aconteça, poderá vir a acontecer... 😉

Knowledge is free!

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Não considero uma falha assim tão grande. Sempre comprei o meus portáteis a pensar em alterações futuras, e posso dizer que raras foram as vezes em fiz isso. Eventualmente um ou outro disco (normalmente por avaria do antigo, algo que não me parece tão provável com SSD's), e, apenas num caso, upgrade da RAM.

Normalmente quando compro já vêm com HW que chegue para uns anos largos, e o mais certo é eu querer um novo quando ele precisar de mais alterações.

Mesmo as baterias quando dão o berro, ou aprendo a viver com isso ou compro outro devido ao preço das novas :S

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