Happening Posted April 21, 2012 at 03:50 PM Report #450406 Posted April 21, 2012 at 03:50 PM Boas, ao estudar os limites das FRVV surgiu-me uma dúvida. Eis o que percebi: Para estudarmos os limites quando estes tendem para um dado ponto verificamos que eles existem se para duas trajectórias diferentes o limite der o mesmo. O problema é o seguinte se tivermos f(x,y)=(x^2y)/(x^4+y^2) e quisermos o limite desta função no ponto (x,y)->(0,0) conseguimos que todas as rectas y=mx dêem lim=0. No entanto se utilizarmos uma parábola do tipo y=x^2 isto já não se verifica e dá 1/2 o limite. Como é óbvio é impossível testar todas as trajectórias possíveis. Há alguma maneira de saber se existe limite ou não???? ?
pedrosorio Posted April 21, 2012 at 04:08 PM Report #450408 Posted April 21, 2012 at 04:08 PM Para mostrar que não existe basta-te encontrar um contra-exemplo. Para mostrar que existe tens mesmo que reduzir a função de forma a provar que os limite existe independentemente da parametrização que consideres. Não respondo a dúvidas por mensagem.
Happening Posted April 21, 2012 at 04:12 PM Author Report #450409 Posted April 21, 2012 at 04:12 PM Provar que não existe pode ser complicado, no exemplo que dei és tentado a dizer que o limite é zero... mas não é ? A verdade é que se andas num exercício de exame a ver se todas dão é mt complicado... Imagina que tinha de testar y=x^3 ou y=x^4... Nunca mais acabava... há infinitas funções a serem testadas 😛 Não há outro método? Obrigado desde já pela ajuda
thoga31 Posted April 21, 2012 at 05:28 PM Report #450427 Posted April 21, 2012 at 05:28 PM O outro método será calcular o limite. 😛 Knowledge is free!
pedrosorio Posted April 21, 2012 at 05:53 PM Report #450431 Posted April 21, 2012 at 05:53 PM Provar que não existe pode ser complicado, no exemplo que dei és tentado a dizer que o limite é zero... mas não é ? Nesse caso tens que "ter olho". Repara que se pegares na função 1/f(x,y) e separares a fracção em duas, ficas com x^2 / y + y / x^2, que está mesmo a pedir y=x^2. Lembra-te, mostrar que o limite existe para y=mx ou algo do género não chega para mostrar que a função tem limite, portanto vais ter sempre que mostrar que existe formalmente. Se não o consegues fazer, o mais natural é que exista um contra-exemplo à espreita. Não respondo a dúvidas por mensagem.
Happening Posted April 23, 2012 at 09:25 PM Author Report #450994 Posted April 23, 2012 at 09:25 PM Boas, um colega disse-me que era possivel provar que dado limite deste tipo de funções existe através de enquadramento ou coordenadas polares, só que ele também não sabia fazê-lo ? Alguem tem alguma ideia de como se pode provar através destas técnicas? 😄
pedrosorio Posted April 23, 2012 at 10:12 PM Report #451011 Posted April 23, 2012 at 10:12 PM Enquadramento é algo que também já deves ter usado para provar limites em R, ou convergência de sucessões. Basicamente, dada uma função f, consiste em definir duas funções g e h, tais que: g(x) <= f(x) <= h(x), x pertencente a uma vizinhança do ponto a (em que 'x' e 'a' são vectores em R2, Rn, whatever) e lim x->a g(x) = L e lim x->a h(x) = L Se tiveres estas duas condições, então podes afirmar que lim x->a f(x) = L. Em relação às coordenadas polares é exatamente o que o nome diz. Converter os teus x,y (e z caso estejas a trabalhar em R3), em r , theta (e phi caso estejas a trabalhar em R3). Para o caso do plano temos, como sabes, x = r * sin(theta); y = r * cos(theta), x^2 + y^2 = r^2. Depois de feitas estas transformações, basta transformar o ponto do limite (para que apareça também em coordenadas polares), e resolver o problema. Tipicamente usa-se esta transformação com limites para (0,0) porque esse caso corresponde a r -> 0. Se tiveres, por exemplo, a função f(x,y) = (x * y^2)/(x^2 + y^2), experimenta lá fazer a conversão para coordenadas polares e achar o limite quando (x,y) -> (0,0). Não respondo a dúvidas por mensagem.
Happening Posted April 24, 2012 at 12:02 AM Author Report #451031 Posted April 24, 2012 at 12:02 AM Penso que já resolvi, dá sen(theta)*cos(theta)? ? (O enquadramento é do género das séries mas é um bocado mais chato...)
pedrosorio Posted April 24, 2012 at 12:25 AM Report #451032 Posted April 24, 2012 at 12:25 AM Penso que já resolvi, dá sen(theta)*cos(theta)? ? O limite, se existir, tem que ser um número. Apresenta o que fizeste. Não respondo a dúvidas por mensagem.
Happening Posted April 24, 2012 at 12:30 AM Author Report #451033 Posted April 24, 2012 at 12:30 AM O que fiz foi o seguinte: Passei x a r*cos(theta) e y a r*sen(theta). Substitui x ,x^2 (...) pelas coordenadas polares, meti os r's em evidencia e em denominador ficava cos^2(theta)+ sen^2(theta) que pela fórmula fundamental da trigonometria dá 1. Ficamos entao com [sen(theta)*r*cos(theta)]/r= sen(theta)*cos(theta). 😄
Warrior Posted April 24, 2012 at 12:39 AM Report #451036 Posted April 24, 2012 at 12:39 AM Se o pedido era lim{(x,y) -> (0, 0)} também terias que converter essa parte e resolver o limite no fim.
pedrosorio Posted April 24, 2012 at 12:46 AM Report #451037 Posted April 24, 2012 at 12:46 AM O que fiz foi o seguinte: Passei x a r*cos(theta) e y a r*sen(theta). Substitui x ,x^2 (...) pelas coordenadas polares, meti os r's em evidencia e em denominador ficava cos^2(theta)+ sen^2(theta) que pela fórmula fundamental da trigonometria dá 1. Ficamos entao com [sen(theta)*r*cos(theta)]/r= sen(theta)*cos(theta). 😄 Continuas a não apresentar explicitamente o que fizeste. A conversão para coordenadas polares não dá nada do que escreveste. Não respondo a dúvidas por mensagem.
Happening Posted April 24, 2012 at 12:49 AM Author Report #451038 Posted April 24, 2012 at 12:49 AM Ah, entao dado que x=rcos(theta) e y=rsen(theta) entao o limite daria 0? rcos(theta)=0 ->theta 90º (circulo trigonométrico) rsen(theta)=0 ->theta 0º (circulo trigonométrico) 0*0=0??? mas isso nao dá indeterminação? 😄 Ou estou a fazer tudo mal? Epah então como passo isso para polares? (Agora estou confuso) [EDIT pedrosorio: Juntar double post]
pedrosorio Posted April 24, 2012 at 12:54 AM Report #451040 Posted April 24, 2012 at 12:54 AM Vê as fórmulas que eu escrevi da conversão entre coordenadas cartesianas e polares (que já deves saber), e faz passo a passo. E mostra o que fizeste. Primeiro converte o x e y, mostra o que dá, e só depois disso é que deves começar a simplificar. Não respondo a dúvidas por mensagem.
Happening Posted April 24, 2012 at 01:02 AM Author Report #451042 Posted April 24, 2012 at 01:02 AM x= r*cos(theta) y=r*sen(theta) x^2+y^2=r^2 dado que o limite é para o ponto (0,0) o r->0. resolvendo o limite fica lim (r->0) [rcos(theta)*r^2 * sen(theta)]/r^2= lim (r->0) r*sen(theta)*cos(theta)=0 é isto?
pedrosorio Posted April 24, 2012 at 01:13 AM Report #451044 Posted April 24, 2012 at 01:13 AM Tudo bem até ao último = É verdade que o limite é zero, mas terias que justificar. As funções seno e coseno são limitadas (mais precisamente os seus contradomínios são [-1,1]) pelo que o seu produto é também limitado. O limite do produto de uma função que tende para 0 ( r ) por uma função limitada é zero. Repara que aqui theta não tende para nada porque theta pode ter qualquer valor quando (x,y) -> (0,0). É o análogo daquilo que perguntavas inicialmente no tópico: a relação entre x e y à medida que se aproximam de zero pode ser qualquer uma ( y = mx, y = x^2, etc.) pelo que o ângulo também pode ser qualquer um. O que determina o limite nas coordenadas polares é o r->0. Se por acaso esse limite fosse diferente para diferentes valores de theta, a função não teria limite. Não respondo a dúvidas por mensagem.
Happening Posted April 24, 2012 at 01:16 AM Author Report #451045 Posted April 24, 2012 at 01:16 AM E é por essa mesma razão que só utilizamos este método para limites que tendam para o ponto (0 , 0) é isso? 😄
pedrosorio Posted April 24, 2012 at 01:28 AM Report #451047 Posted April 24, 2012 at 01:28 AM E é por essa mesma razão que só utilizamos este método para limites que tendam para o ponto (0 , 0) é isso? 😄 Não é obrigatório utilizar este método apenas quando estás a achar o limite em (0,0) mas é a situação mais natural para a sua utilização. Se a função estiver obviamente "centrada" em torno de outro ponto não te deves inibir de usar a transformação de coordenadas com uma translação, por exemplo: f(x,y) = (x-5) * (y-3)^2 / ((x-5)^2 + (y-3)^2) em que queres achar o limite em (5,3) Poderias aplicar a translação g(x,y) = f(x+5,y+3) = x * y^2 / ( x^2 + y^2) e agora tens que achar o limite de g em (0,0). Ou seja, tens o problema original ao qual podes aplicar a transformação para coordenadas polares. Não respondo a dúvidas por mensagem.
Happening Posted April 24, 2012 at 11:29 AM Author Report #451090 Posted April 24, 2012 at 11:29 AM já entendi por exemplo se o limite for para o ponto (1, 2) tenho de usar x-1=r*cos(theta) e y-2= r*sen(theta) e definindo isto o r passa a tender novamente para 0. Desta forma podemos analisar o comportamento Se nos derem funções por gráfico é possível através de uma vizinhança determinar se existe ou não limite? (funções de variável vectorial). E se fizermos por coordenadas polares o limite f(x,y) r->(0,0) (x*y)/((x^2)+(y^2)) dá cos(theta)*sen(theta), isto quer dizer que o ponto tem limites diferentes na vizinhança, logo não há limite certo?
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