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AngusYoung

Auto-didatas

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AngusYoung    5
AngusYoung

Boas a todos! Esta pergunta é direccionada aos auto-didatas, que começaram a aprender, ou aprenderam, a programar sozinhos.

  Gostava de saber como é que começaram. Com livros, pela internet, a mexer num IDE, com que frequência estudavam, se estavam sempre motivados e interessados e quanto tempo demoraram a aprender o suficiente para, por exemplo, fazer um jogo 2D simples.

Obrigado desde já,

Angus Young

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pmg    102
pmg

Quando eu comecei nem havia internet :)

Estava eu no ciclo (1972/73 ????) quando achei bem pedir uma maquina de calcular ao meu pai para fazer raizes quadradas.

Passados uns dias, sentamos-nos a mesa, um ao lado do outro. Ele pos-me umas folhas de papel e um lapis a frente e comecou

- qual e a raiz quadrada de 1723?

- fiz a continha no papel e disse: 41 e meio

- qual a raiz quadrada de 8091114

- fiz a continha e disse: 2844

- etc, etc

Como nao falhei nenhuma (o meu pai verificava as minhas contas na "minha" maquina), ao fim de 5 ou 6 continhas ele disse:

- toma la

Nunca mais (mentira) fiz uma raiz quadrada a pata!

Bom ... a calculadora era programavel ...

320px-Commodore_PR-100_3q.jpg

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thoga31    611
thoga31

@pmg, sou da geração muito mais recente. Já não ensinam a calcular a raíz quadrada à mão (o que eu acho mal). Perguntas a um professor, e quando descobrires um que saiba, joga no Euro Milhões. B)

Por isso, queres explicar como é? :)


@AngusYoung,

Eu cá comecei aos meus 14 anos quando recebi a minha TI 84 Plus SE. Decidi investigar a tecla "PRGM" com mais detalhe, e sozinho aprendi a programá-la.

O Pascal entrou na minha vida aos 16 anos de idade, e nunca mais parei. Comecei na escola em AIB por 1 mês e meio, mas eu continuei até hoje, onde já sei Object Pascal e algumas coisinhas de Delphi, que é espectacular.

VB.NET entrou há 1 ano e pouco, com o Visual Studio 2008 Express Edition. Já estou no 2010, e programo umas coisas, mas nada de especial.

Ser autodidacta é algo maravilhoso, eu acho. A sensação de resolver um problema por nós próprios e que parecia intransponível... é algo muito fixe. Acho que me "viciei" nessa sensação. :)

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djthyrax    11
djthyrax

Comecei com PHP aos 12-13 anos, não me recordo o ano ao certo, por causa dos bots p/o dAmn (deviantART messaging network). Depois para fazer uma webinterface para o dAmn (usando como base um bot) comecei a investigar a parte efectivamente virada para a web do PHP, que até ali usava como uma linguagem de uso geral. Ao mesmo tempo comecei a mexer em JavaScript para alterar scripts GreaseMonkey também para o dAmn. Depois com um user deste fórum (Foskasse) comprámos um domínio, abcdaprogramacao.info acho eu, onde escrevi uns tutoriais sobre PHP. Já tinha registo no P@P mas não vinha cá, só depois de uns meses é que vim cá e comecei a participar essencialmente na secção de PHP, e depois comecei a ir de vez em quando à secção de C e fui aprendendo C, e o mesmo aconteceu com Python.

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thoga31    611
thoga31

Obrigado pelas respostas!

Apesar de serem relativamente antigas e não terem muito a ver com a realidade atual  :)

Cara, me está chamando de velho? :)

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yoda    139
yoda

Eu aprendi porque quis, em tudo o que envolvia informática. O único método que salvo como guia a quem quer aventurar-se pelo mesmo caminho é o não desistir perante as dificuldades.

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KTachyon    272
KTachyon

Eu tinha 8 ou 9 quando encontrei um CD carregadinho de software, e uma das coisas que lá estava era um interpretador de Logo.

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HappyHippyHippo    1133
HappyHippyHippo

Comecei com o ZX Spectrum. Peguei no livro que lá trazia e comecei a fazer umas coisas em basic.

idem ...  que memorias ... só de saber que os melhores jogos para spectrum nunca eram feitos em basic :). Mas para compensar muito programa empresarial que corria no ZX spectrum que tirava partido da porta de seria que trasia acho que era :)

Eu cá comecei aos meus 14 anos quando recebi a minha TI 84 Plus SE

Ainda tenho a minha TI 84 Plus (transparente com o dobro da memoria e duas vezes mais rápida que a normal) mas nunca programei nela porque sempre achei que era um despredicio de tempo. Afinal ja andava a fazer coisas no C.

Isto agora para quem anda a aprender, não só tem a papinha feita toda como tem ajuda a toda a hora, ou seja bibliotecas ou informação de referência.

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JoaoNascimento    0
JoaoNascimento

Eu comecei a 6 anos entrei por brincadeira num curso profissional de Informática e quando dei por mim já estava na Universidade onde estou hoje.

Já passei por várias linguagens: C, C++, C#, agora Asp.NET e java, VB, Assembly, Html, PHP, Javascript.

Consigo perceber um pouco de todas de cima, mas comecei por Pascal.

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pedrosorio    5
pedrosorio

Eu tinha 11 ou 12 anos (1999/2000) quando recebi um Amstrad CPC464 do meu primo mais velho, e aprendi ao ler o manual e a experimentar, a programar em BASIC naquela peça de museu. Depois comprei a linguagem C do Damas (se soubesse o que sei hoje provavelmente tinha comprado o K&R), e entretanto, claro, uma calculadora programável no secundário (TI-83). Entrei na Universidade em Engenharia Biomédica e aprendi mais umas coisinhas (Mathematica, MATLAB, C como deve ser), mas continuo a ser mais autodidata do que outra coisa (python, php, C++). Entretanto, já tarde demais (?) descobri que também é fixe participar em concursos de programação.

@pmg, sou da geração muito mais recente. Já não ensinam a calcular a raíz quadrada à mão (o que eu acho mal). Perguntas a um professor, e quando descobrires um que saiba, joga no Euro Milhões. :)

Eu não acho mal porque é uma técnica de cálculo inútil, dada a tecnologia que temos ao nosso dispôr. Se dissesses que se aprendia no secundário a calcular a raíz quadrada explicando o algoritmo que está por trás disso, estaria completamente de acordo,  agora fazer decorar o processo mecânico de cálculo da raíz quadrada é inútil, não precisamos de macacos amestrados com essa habilidade.

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progster    1
progster

Boa tarde.

Numa palavra... "curiosidade", fui procurando aqui e ali, e assim entrei na área.

Todos os dias se aprende qualquer coisa, basta para isso entre outras coisas, ser curioso e ter vontade de aprender.

Cumprimentos.

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Flinger    50
Flinger

Não comecei propriamente a programar sozinho, mas já agora deixo aqui a minha experiência.

Acho que todo o programador tem de ser auto-didata, já que tem de aprender muito sozinho. Comecei no 10.º Ano com Pascal, seguiu-se o C, e na Universidade mais C, Java, Haskell e Prolog.

No entanto também programo em VB, C#, já dei um toques em PhP, ASP, Lua, C++, e mais uma série de outras linguagens. Estas, todas aprendidas sozinho.

É preciso ter gosto em resolver desafios, e, hoje em dia, com a internet, o know how é muito mais fácil de obter. Continuo a preferir um bom livro, em formato papel. E é preciso ter muita paciência. Quem quiser aprender tem de se mentalizar que não vai fazer um BF3 dois meses depois de ter começado a prender.  Demora muito tempo a dominar e entender todas as vertentes da programação.

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Gonka    3
Gonka

  Comecei a programar na escola, mas já explorei muita coisa sozinho.

  A primeira linguagem foi o Pascal :D Dei ainda um cheirinho de PHP e Assembly e depois seguiu-se o VB. Isto no secundário. Na faculdade dei C#, C, Prolog e um cheiro de Python. Sozinho explorei o WPF para o C# e adorei, mas apaixonei-me pelo open source e virei para Ubuntu user. Agora estudo bastante a linguagem Java e de vez em quando exploro o Python :D

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apocsantos    210
apocsantos

    Boa noite

    Eu comecei em 1986 a dar uns toques de BASIC no ZX Spectrum 48k.

sinclair_zx-spectrum_3-4_2_hr_s.jpg

    Inicialmente sem periféricos adicionais, mais tarde ofereceram-me um brinquedo que me despertou outras curiosidades no spectrum o "Cheetah Sweet Talker".

DSCF3155.jpg

    Do ZX Spectrum 48k passei para o Amstrad PC DD 1512, onde além de usar Basic, aprendi a programar Pascal e depois C, C++.

Depois o IBM PS/2 e o IBM PS/1, e nunca mais parei de aprender novas linguagens e ler, acima de tudo ler. Grande maioria dos livros que li, neste momento já não estão disponíveis no mercado, nem mesmo o primeiro que li de C.

    Livros... Bem com o Spectrum vinha um manual minimalista em inglês que tinham de mo ler, pois perceber inglês naquela altura era "complicado", até arranjar o primeiro em português, depois lia tudo o que apanha-se na biblioteca, ou que consegui-se emprestado.

    Passava inicialmente 5 a 6 horas dia ao computador, ao entrar na adolescência isso subiu para 7 a 10 horas dia, e chegou ao ponto de passar praticamente 18h/dia ao computador ao fim de semana.

    O entusiasmo estava sempre em alta, nunca baixava, cada novo desafio, mais entusiasmo, cada vez que se fazia algo de novo era "impecável" até as coisas mais simples eram demasiado motivadoras.

    Aulas de programação apenas tive a partir do 10º ano e nessa altura já estava bem farto de programar.

Cordiais cumprimentos,

Apocsantos

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Th3Alchemist    1
Th3Alchemist

Eu comecei por criar umas páginas web com o Dreamweaver e utilizei Flash no básico como brincadeira, e fiz um site que ainda se encontra online: http://turma94.no.sapo.pt (não se riam)... Foi mais por brincadeira... Depois no secundário foi para o Científico-Natural e comecei por ter curiosidades na área de informática... Então decidi seguir informática no ensino superior e antes de acabar o secundário um dia, agarrei um livro de Python, onde aprendi o básico.

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taviroquai    61
taviroquai

Cheguei a fazer no ZX Spectrum um jogo de aventura, onde se movia um boneco no mapa que ocupava o ecrã todo. Por exemplo se o boneco se move-se para uma determinada coordenada (uma porta mágica), era movido para outra coordenada... já nao me recordo bem do que fiz, mas tinha pontuação e vários níveis (mapas).

O que me fascina na programação é criar algo (programa) e esse algo ter "vida" própria e ser útil para outros, seja para entretenimento ou facilitar o trabalho de outros. No fundo é uma forma de ajudar os outros ainda que por intermédio de tecnologia :D

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apocsantos    210
apocsantos

    Boa noite,

    No ZX Spectrum ainda se faziam as coisas a um nivel tão baixo que se desenhavam os "bonecos" pixel a pixel". Ainda cheguei a fazer algumas brincadeiras interessantes, e cheguei a fazer uns joguitos simples, mas na altura muito interessantes.

O que me fascina na programação é criar algo (programa) e esse algo ter "vida" própria e ser útil para outros, seja para entretenimento ou facilitar o trabalho de outros. No fundo é uma forma de ajudar os outros ainda que por intermédio de tecnologia :D

    Sim de facto muito do que fazemos em programação é para ajudar os outros. De certa maneira é a "nossa maneira" de fazer a diferença. Conheço projectos de Software de apoio humanitário, estou envolvido em alguns, e para mim é "uma" das minhas maneiras de "ajudar os outros e fazer a diferença".

Cordiais cumprimentos,

Apocsantos

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softklin    12
softklin

Infelizmente nunca consegui ser auto-didata, ou pelo menos quanto queria, por dois motivos (que provavelmente serão comuns a quem também não consegue aprender sozinho):

1. Não ter/saber as fontes adequadas para aprender

2. Pouca motivação, que causa falta de persistência

Acho que já se falou em ambos, mas penso que grande parte do problema de hoje em dia é a falta de qualidade na informação. A título de exemplo, quantos tutoriais de de programação já prontos estão disponíveis por aí? Milhares, aos pontapés. E quantos desses têm qualidade? É esse o maior problema, a meu ver.

Para além disso, a informação existente já está "mastigada" e, muitas vezes, foca um caso específico que, sem fornecer as bases necessárias, se torna difícil adaptar para outras situações, mesmo dentro desse contexto. Por exemplo, o pessoal que vê um tutorial de login em PHP com username e password: copia, cola, copia, cola. Mas depois querem um nível de acesso. Uma coisa simples, como acrescentar um campo a uma base de dados e uma nova verificação com ifs e elses, passa a ser um obstáculo enorme, por falta de bases.

O que quero dizer com este aparte é que é necessário filtrar a informação, e talvez até deduzirmos por nós próprios, através de experimentação ou estudo aprofundado do tema. Quando vejo aqui alguns membros com bases de há alguns anos atrás, onde haviam poucos facilitismos, fico logo com uma pontinha de inveja :D Devia ser realmente duro não ter a Internet ou outras facilidades para auxiliar, mas será que esse esforço e método de aprendizagem não valeu a pena, face ao facilitismo de hoje? Eu falo do lado de fora, mas pelo que vejo, parece-me que valeu a pena.

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taviroquai    61
taviroquai

Aprendo muita coisa sozinho mas mesmo assim não me considero auto-didacta de um todo...

Por exemplo matemática (também por falta de motivação)... é um universo de possibilidades enorme que nem sei para que lado me virar  :D e quando me viro para algum lado dou  :wallbash:

Portanto um auto-didacta aprende qualquer coisa sozinho, teórica ou prática.

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apocsantos    210
apocsantos

    Boa noite,

    Eu falo por mim... aos 10 anos os "amigos do computador" juntavam-se em casa uns dos outros de volta dos PC's... A gente abria as maquinas e já tinha conhecimentos mínimos para as abrir e fazer alguma coisa (ligar um par de crocodilos na PC-Speaker , soldar um jack stereo com um "chante" na outra ponta e ligar a um amplificador, para ter "jogos em stereo". A necessidade aguçava o engenho.

    Sinceramente a falta de facilitismo, os livros e revistas da altura em que em vez de trazerem as ultimas novidades de "placas gráficas" traziam listagens de código de programas, explicados até há exaustão, davam outro "alento". Tudo era um "mistério" e tudo era uma "descoberta".

    Até certo ponto penso que a geração  "48k" e congéneres, tiveram alguma "vantagem" de aprendizagem, porque aprendemos da maneira difícil como se fazia tudo. Agora vamos para a "forma fácil" e ... "batatas", é simplesmente "fácil".

    Nesses tempos era mesmo o "explorar e rezar para que desse resultado" se não desse experimentava-se diferente, pois a informação era mais escassa, mas até certo ponto de melhor qualidade.

    Lembro-me perfeitamente de quando comecei a aprender Basic no Spectrum ter de usar

PEEK xyz

e

POKE zxy, xyz

, e o mistério que essas instruções eram... quando na realidade eram simples implementações de algo semelhante a apontadores.

    Estamos a falar num tempo em que os livros que existiam comparativamente com os de agora, eram muito mais escassos e os preços comparativamente eram "absurdos". O meu primeiro livro de C "Programação em linguagem C / R. E. Berry e B. A. Meekings", na altura em escudos custou algo como 7500 escudos (7 contos e quinhentos), para quem se recorda, isto em finais da década de 80.

    O acesso à informação era mais no "troca com os amigos, empresta e tira cópias do que interessa", etc... Não havia Internet, haviam as BBS mas custavam balurdios nas facturas telefónicas. Era "um mundo diferente". A informação tinha mais "qualidade", infelizmente agora as coisas "inverteram-se um bocado" e quem começou mais tarde pode nunca chegar a ter contacto com coisas tão "elementares" como Assembly, e até desconhecer como funciona o hardware a "baixo nível".

    Por outro lado, têm uma vantagem sobre "nós geração mais antiga", o acesso à informação está à distancia de um click e não custa "um salário". Basta que se use os recursos com sabedoria e interesse, para se conseguir o mesmo e até mais que a geração 48k e congéneres conseguiram.

    Um autodidacta é alguém que aprende algo de novo sem que seja ensinado, por isso até certo ponto uma boa parte dos verdadeiros "fãs" dos computadores têm uma grande componente de auto-didacta.

Cordiais cumprimentos,

Apocsantos

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