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HecKel

Tópico das Politiquices!

[LEGISLATIVAS 2011] Em quem vais votar?  

52 members have voted

  1. 1. [LEGISLATIVAS 2011] Em quem vais votar?

    • BE
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Rui Carlos
e antecipar uma compra devido à entrada de novas taxas é que não me parece estranho. As pessoas estão numa situação de igualdade, ainda que uns optem por não aproveitar esta situação para antecipar as suas compras.

Tu também podes criar uma empresa e mudar a sede para a Holanda.

Da mesma forma que nem toda a gente pode antecipar uma compra (por falta de fundos, por exemplo), nem toda a gente pode ir para a Holanda (também por falta de fundos, por exemplo). Não estou grande diferença.

Mas vou até mais longe. Vai ver os motivos que levaram a JM a transferir parte dos seus negócios para a Holanda. É que só a questão da dupla tributação de que seriam alvo continuando em Portugal parece-me motivo mais que suficiente para justificar a acção. É claro que não há nada como falar apenas em fuga aos impostos para que se possa criticar a empresa à vontade.

E o dinheiro corre tendencialmente para o mesmo lado.

Corre por livre vontade das pessoas para aqueles que disponibilizam serviços ou produtos que as pessoas querem.

Corre forçadamente (através de impostos) daqueles que disponibilizam serviços e produtos para a generalidade da população.

A mim preocupa-me sobretudo o segundo caso, por ser um fluxo que não deriva da livre vontade das pessoas. Para azar do estado, há quem tenha a possibilidade de se mudar para outro país.

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KTachyon

Agora experimenta por um desses individuos no meio de africa, junto com os necessitados, a ver se fazem essa fortuna outra vez... Nao me digam que é fruto de suor e inteligência... Mas sim desigualdade em oportunidades!

Para além de não ser totalmente impossível, o facto de não teres as mesmas oportunidades tendo nascido em diferentes pontos do planeta não é propriamente um problema com solução, ou é?

É que toda a gente se indigna com magnatas que tiram as fortunas de certos países para não pagar impostos mas esquecem-se de ver que muitas das vezes as taxas são absurdas, quem as impõe é um ignorante da pior espécie e essas mesmas pessoas nessa posição fariam o mesmo.

Não é apenas esse o problema. As empresas têm obrigações perante os sócios, e uma dessas obrigações é reduzir a despesa com impostos. De facto, está na lei que todos têm o direito de reduzir a sua contribuição fiscal o mais que possam, desde que o façam dentro da lei. As empresas não têm apenas esse direito, têm o dever de o fazer.

Ninguém pode criticar as empresas por realizarem operações fiscais que lhes permitam reduzir as contribuições fiscais. Isto também é uma forma de obrigar os governos a fazerem algum exercício nos impostos que aplicam, porque se forem demasiado altos vêm as empresas a sair e se forem demasiado baixos o valor das contribuições pode não gerar tanto como podiam.

Reparem que estas operações também têm custos para as empresas. São feitas apostas a longo prazo com estas mudanças, caso contrário passam a vida a perder dinheiro em operações fiscais.

Só uma pequena correcção: são milhares de milhão e não biliões. É um erro extremamente comum na tradução inglês-português. Em português nós temos a unidade milhar de milhão antes do bilião. Em inglês o bilião sucede-se de imediato ao milhão. Há, portanto, um desfasamento a partir do milhão entre as unidades portuguesas e inglesas. O nosso bilião é o trilião inglês. ;)

É dos erros que mais se vêm em notícias portuguesas traduzidas de notícias inglesas mas, neste caso, a notícia do Jornal i apresentava 40 mil milhões como 39% da riqueza mundial, continuando muito, muito, muito longe da realidade.


“There are two ways of constructing a software design: One way is to make it so simple that there are obviously no deficiencies, and the other way is to make it so complicated that there are no obvious deficiencies. The first method is far more difficult.”

-- Tony Hoare

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taviroquai

Para além de não ser totalmente impossível, o facto de não teres as mesmas oportunidades tendo nascido em diferentes pontos do planeta não é propriamente um problema com solução, ou é?

Claro que não tem solução... o que importa aqui reter, não fugindo ao tópico, é o desequilíbrio entre classes, ponto (desequilíbrio esse que por exemplo em Portugal está a aumentar, os pobres ficam cada vez mais pobres).

Ninguém pode criticar as empresas por realizarem operações fiscais que lhes permitam reduzir as contribuições fiscais.

Não me refiro a quem cumpre. Se bem que concordo com o que disseram: se se cumpre à risca, corre-se o risco de ser cegamente explorado. Mas não podemos esquecer que as empresas têm maior margem de manobra em termos financeiros, do que um cidadão que tem como único rendimento um ordenado mínimo.

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KTachyon
Claro que não tem solução... o que importa aqui reter, não fugindo ao tópico, é o desequilíbrio entre classes, ponto (desequilíbrio esse que por exemplo em Portugal está a aumentar, os pobres ficam cada vez mais pobres).

Achei que fosses sugerir alguma coisa radical como solução :)

Não me refiro a quem cumpre. Se bem que concordo com o que disseram: se se cumpre à risca, corre-se o risco de ser cegamente explorado. Mas não podemos esquecer que as empresas têm maior margem de manobra em termos financeiros, do que um cidadão que tem como único rendimento um ordenado mínimo.

Tendo ou não margem de manobra, eles têm o dever de reduzir os custos perante os investidores. Estando a passar o peso fiscal para as empresas é só mais uma forma de dar motivos para que estas passem parte do negócio para fora. Para além disso, são as empresas que criam emprego. Mais dinheiro tende a significar que pode haver mais investimento na criação de emprego. Logo tende a ser benéfico que se criem condições para que as empresas mantenham ou mesmo que tragam as suas operações para dentro do país.


“There are two ways of constructing a software design: One way is to make it so simple that there are obviously no deficiencies, and the other way is to make it so complicated that there are no obvious deficiencies. The first method is far more difficult.”

-- Tony Hoare

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taviroquai

Achei que fosses sugerir alguma coisa radical como solução :)

Offtopic: É o que dá as pessoas conhecerem-se nos foruns... ficam com ideias erradas...

Mais dinheiro tende a significar que pode haver mais investimento na criação de emprego. Logo tende a ser benéfico que se criem condições para que as empresas mantenham ou mesmo que tragam as suas operações para dentro do país.

Essas são as políticas capitalistas... estão a funcionar em Portugal? :)

Não tenho dada contra esses pontos positivos da actividade de uma empresa... o problema é que nem tudo "são rosas" e sabemos que existe muita corrupção, salários que não aumentam embora a empresa evolua, despedimentos em consequência da relocalização de infra-estruturas ou implementação de novos métodos de produção/actividade que não requerem tantos recursos humanos, etc... um banco ter mais dinheiro, não tem como consequência automática mais empréstimos ás empresas; um patrão com lucros não aumenta proporcionalmente os ordenados aos empregados... existem N formas de dizer isto... Capitalismo não significa equilíbrio de classes sociais.

Edited by taviroquai

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KTachyon

Por acaso, o facto de um banco ter mais dinheiro significa que podem investir muito mais e, que normalmente investem, visto que o negócio dos bancos é, precisamente, colocar o dinheiro noutro lado e não ficar como ele no cofre, onde não adiciona nenhum valor.

De facto, esse dinheiro que entra no banco sai multiplicado por N. Os bancos podem emprestar bastante mais dinheiro que aquele que têm. Chama-se reserva fraccionada.

O interessante é que as restantes empresas fazem exactamente o mesmo com os lucros: investem. A forma como investem pode não te parecer moralmente correcta, mas a intenção é sempre a mesma: investir para lucrar mais e poder reinvestir. A tendência é que, uma empresa bem sucedida faz crescer o emprego, não só por contratar, mas por criar condições que façam o mercado em que opera contratar.

A diferença entre as instituições financeiras e as restantes empresas é mesmo a possibilidade das financeiras poderem criar dinheiro, mesmo tendo certos limites. Existe uma enorme discussão em torno da liberdade que o sector financeiro tem para fazer isto. Uns dizem que é bom para a economia, outros dizem que é mau. É uma boa discussão para ter, visto que há mais sinais que apontam para o mau que para o bom, mas adiante.

Aquilo que acontece durante uma crise é a falta de circulação do dinheiro (falta de risco, falta de investimento, etc…). Quando as pessoas prevêem que vão chegar tempos complicados, reduzem a despesa, acumulam dinheiro e evitam empréstimos. Isto não é muito diferente daquilo que as empresas fazem, até porque estas são geridas (surpresa das surpresas) por pessoas. Não é porque não querem saber das classes sociais mais baixas, mas porque se eles estão a gerir uma empresa que já contrata pessoal, um investimento pode ser mau e levar a empresa à falência (e as pessoas que lá trabalham para o desemprego) apesar de também poder ser bom e permitir criar mais postos de trabalho. E, obviamente que, as pessoas como numa crise reagem conservando os recursos monetários, a tendência de um gestor de uma empresa vai tender igualmente para conservar o estado actual da empresa.

E obviamente que uma empresa que esteja a lucrar de forma exponencial não vai aumentar os ordenados dos funcionários na mesma proporção, nem numa crise, nem em época de vacas gordas. Isso não faz sentido nenhum. A lógica é aumentar os funcionários consoante a qualidade do trabalho que prestam e a responsabilidade que têm (mas nunca proporcionalmente) e investir, contratando mais pessoal e entrando em novos mercados.


“There are two ways of constructing a software design: One way is to make it so simple that there are obviously no deficiencies, and the other way is to make it so complicated that there are no obvious deficiencies. The first method is far more difficult.”

-- Tony Hoare

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Rui Carlos

Essas são as políticas capitalistas... estão a funcionar em Portugal? :)

Estão a ser implementadas em Portugal?

Tendo em conta a intervenção do estado na economia, o capitalismo português é mais crony capitalism.

Não tenho dada contra esses pontos positivos da actividade de uma empresa... o problema é que nem tudo "são rosas" e sabemos que existe muita corrupção, salários que não aumentam embora a empresa evolua, despedimentos em consequência da relocalização de infra-estruturas ou implementação de novos métodos de produção/actividade que não requerem tantos recursos humanos, etc... um banco ter mais dinheiro, não tem como consequência automática mais empréstimos ás empresas; um patrão com lucros não aumenta proporcionalmente os ordenados aos empregados... existem N formas de dizer isto... Capitalismo não significa equilíbrio de classes sociais.

É natural que o capitalismo não signifique o equilíbrio de classes sociais. Afinal, este distingue a capacidade de cada um, e como todos temos capacidades diferentes, é natural que não haja equilibrio.

Ainda assim, o capitalismo tende a contribuir para a melhoria das condições de vida dos pobres, e até diria que na maior parte dos em maior medida do que outros sistemas que tendem para o equilíbrio, mas onde esse equilibrio é atingido quando estão praticamente todos na miséria.

Já agora, quando há umas décadas atrás as empresas se deslocalizavam para Portugal, contribuindo para o aumento do nível de vida da população portuguesa, não vi ninguém preocupado com isso. (Agora, as deslocalizações estão a beneficiar pessoas noutros países.)

Adicionalmente, já pensaste em criar uma empresa, e implementar nessa empresa todas as medidas que achas que os outros deviam implementar? Temos falta de quem crie emprego, e ainda assim as pessoas passam a vida a criticar os poucos que ainda criam emprego. Aquilo que faz falta é quem crie emprego.

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bubulindo

Não tenho dada contra esses pontos positivos da actividade de uma empresa... o problema é que nem tudo "são rosas" e sabemos que existe muita corrupção, salários que não aumentam embora a empresa evolua, despedimentos em consequência da relocalização de infra-estruturas ou implementação de novos métodos de produção/actividade que não requerem tantos recursos humanos, etc... um banco ter mais dinheiro, não tem como consequência automática mais empréstimos ás empresas; um patrão com lucros não aumenta proporcionalmente os ordenados aos empregados... existem N formas de dizer isto... Capitalismo não significa equilíbrio de classes sociais.

Portugal sofre um problema de nepotismo empresarial. Ou seja, o filho, por muito inadequado que seja à posição de patrão ou gestor, é sempre quem fica ao comando da empresa acabando por, nalguns casos a levar ao chão e noutros a uma espécie de estado zombie onde a empresa apenas sobrevive.

Eu já trabalhei em duas empresa assim e embora tu lhe chames corrupção, eu diria que é mais uma falta de moralidade brutal. Uma vez que a empresa paga tudo aos patrões. Numa destas empresas, a roupa da família inteira era levada a uma lavandaria e a empresa é que pagava a conta. :|

Quanto à relocalização de estruturas, o mesmo passou-se com a empresa onde o meu pai trabalha em que o patrão aproveitou os incentivos ao crescimento para relocalizar a empresa a uns 80km do local original. Note-se que a relocalização abriu muito mais área produtiva e muito mais opções para jogar com stocks e produção, coisa que era simplesmente impossível nas antigas instalações. O que é interessante é que, por lei, o patrão não pode despedir quando muda a empresa... nem pode forçar os empregados a picarem o ponto nas novas instalações (excepto empregados contratados após a mudança, obviamente). Logo, o meu pai pica o ponto à mesma hora, no mesmo sítio e depois entra numa camioneta (fretada pelo patrão) para os levar às novas instalações. À chegada, normalmente pica o ponto mais tarde e compensa essas horas à sexta feira não trabalhando de tarde.

Aumentar proporcionalmente os salários consoante os lucros das empresas é estúpido e contraproducente.

Primeiro, olhando à empresa, ao aumentares os salários assim estás a assumir que a empresa vai continuar a aumentar os lucros. Se apenas mantiver os lucros, estás logo a deitar por terra a oportunidade de renovar/aumentar o negócio. Se, a empresa não conseguir manter os lucros, como é que vais pagar os salários?

Depois olhando às pessoas... quando aumentas os salários, estás a dizer às pessoas que elas vão passar a ganhar X... as pessoas começam a fazer contas à vida e com essa salário podem comprar um carro novo, uma casa nova, etc... pedem um empréstimo e começam a pagar a sua casa nova. Alguns meses passam e a empresa ão consegue manter os lucros... deixa de pagar os salários... e como é que as pessoas ficam?

Então, o aumento dos salários deve estar de acordo com a inflação e mediante a capacidade e prestação de cada um, mas nunca ligado directamente ao lucro que uma empresa faz.

Se quiseres ligar a gratificação dos empregados ao lucro da empresa, o ideal é um bónus que significa que aquele ano foi bom, mas que não é um encargo que terá de ser mantido para sempre.

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KTachyon

A relação lucros/ordenado tem outro problema. Se a empresa tiver uma redução dos lucros, o ordenado dos funcionários deve baixar? E se tiver prejuízo, devem pagar?

Aliás, estabelecer esse tipo de relação é quase como dizer que os funcionários devem trabalhar à comissão.


“There are two ways of constructing a software design: One way is to make it so simple that there are obviously no deficiencies, and the other way is to make it so complicated that there are no obvious deficiencies. The first method is far more difficult.”

-- Tony Hoare

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Virneto

Eu vejo o ordenado como a troca face a um serviço. E isto pressupõe que há um valor associado às atividades/tarefas que as pessoas desempenham, pelo que concordo que "os salários devem estar de acordo com a inflação e mediante a capacidade e prestação de cada um, mas nunca ligado diretamente ao lucro que uma empresa faz."

Deste ponto de vista, parece-me coerente que uma empresa não aumente os salários na proporção dos seus lucros, como também acho igualmente coerente que esta mesma empresa tenha capacidade para suportar alguma instabilidade nos mercados, sem que a sua primeira opção seja reduzir pessoal ou cortar salários. Outra questão é pensar sobre o valor que é atribuído ao trabalho que uma pessoa desempenha.

O conceito crony capitalism (que não conhecia) faz-me sentido face ao que vejo e acho sobre as politicas em Portugal, aliás, o setor político é para mim um dos grandes responsáveis pelos aspetos negativos que temos. E é o setor político que para mim é urgente alterar/reciclar/reformular, o que quiserem...

E quanto aos equilíbrios entre classes sociais, claro que este equilíbrio não tem de ser nivelado por igual (como de resto nunca foi). Acho que há uma certa margem que é aceitável de desequilíbrio e é nesta margem que está, para mim, refletida a capacidade de cada um. E acho que a procura deste equilíbrio não deve de ser descurada, sob pena de assistirmos a um autêntico desmoronar da estrutura social. Cada vez mais vemos os patrões a falar como se não precisassem dos funcionários e estes últimos a fazer o mesmo face aos primeiros. E isto faz-me lembrar as aulas de história do secundário e aquele cenário da revolução industrial quando os desequilíbrios atingiram níveis intoleráveis e despoletaram as primeiras greves gerais violentíssimas que pararam completamente as industrias europeias.

Por mais mérito que tenham os grandes patrões (e têm-no com certeza) as suas empresas produzem também porque têm capital humano.

Eu estou muito longe de concordar que os equilíbrios que vemos hoje refletem de forma exata e transparente as capacidades das pessoas.

outra coisa que também é interessante ver é que nos comentários e opiniões das pessoas, a nossa opinião face a estes temas varia consoante o nosso posicionamento. Ou seja, da perspetiva das classes dominantes é muito fácil encontrar razões negativas e apontar o dedo às massas. No reverso, para as massas, é muito mais fácil apontar razões e causas às classes que se estabeleceram e estão por cima.

Eu não escondo que o meu posicionamento está claramente inclinado para ver estes temas sob a perspetiva das massas. O que não significa que não faça um esforço de abrir o raciocínio. E o mais provável (como acontece quase sempre) é que em ambos os extremos existam pontos a ser melhorados.

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"Que inquieto desejo vos tortura, Seres elementares, força obscura? Em volta de que ideia gravitais?" >> Anthero de Quental

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taviroquai

um patrão com lucros não aumenta proporcionalmente os ordenados aos empregados...

Realmente fui infeliz nesta afirmação... não era bem isto que queria dizer...

Portugal sofre um problema de nepotismo empresarial. Ou seja, o filho, por muito inadequado que seja à posição de patrão ou gestor, é sempre quem fica ao comando da empresa acabando por, nalguns casos a levar ao chão e noutros a uma espécie de estado zombie onde a empresa apenas sobrevive.

Eu já trabalhei em duas empresa assim e embora tu lhe chames corrupção, eu diria que é mais uma falta de moralidade brutal. Uma vez que a empresa paga tudo aos patrões. Numa destas empresas, a roupa da família inteira era levada a uma lavandaria e a empresa é que pagava a conta. :|

Ora aqui estão relatos de pontos negativos (egoismo) que não trazem beneficio nenhum à sociedade e que surgem com o capitalismo. É preciso ver os dois lados da moeda... isto chama-se imparcialidade.

os funcionários devem trabalhar à comissão.

Não é a REMAX que trabalha nestes moldes? Isto é o melhor incentivo que qualquer empregado pode ter (o que com certeza pode proporcionar um aumento de qualidade do serviço do empregado). É uma justa relação entre ganhos da entidade empregadora e empregado.

@virmeto

TL;DR...

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KTachyon

Mas neste caso, a comissão é uma comissão de grupo. Não tens os mesmos moldes em todos os negócios que te permitam calcular qual é a comissão associada a cada funcionário. De facto, acredito que nenhuma empresa tenha todos os funcionários que para ela trabalham a receber à comissão.


“There are two ways of constructing a software design: One way is to make it so simple that there are obviously no deficiencies, and the other way is to make it so complicated that there are no obvious deficiencies. The first method is far more difficult.”

-- Tony Hoare

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Virneto

@virmeto

TL;DR...

To long, Didn´t read??

...Got it!!


"Que inquieto desejo vos tortura, Seres elementares, força obscura? Em volta de que ideia gravitais?" >> Anthero de Quental

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bubulindo

Ora aqui estão relatos de pontos negativos (egoismo) que não trazem beneficio nenhum à sociedade e que surgem com o capitalismo.

E no lado oposto do espectro temos uma nação em que o lider supremo é considerado um Deus e transfere os poderes para os filhos e outro onde o poder passou para o irmão ( não barbudo)...

Não me parece que isto seja propriamente problema do regime económico-politico... como é provado com o Comunismo.

Um ponto interessante... o Bill Gates não passou a Microsoft para a familia. Outro ainda mais interessante devido à proximidade com Portugal foi o Amancio Ortega que não deixou a Inditex aos filhos.

E quanto aos equilíbrios entre classes sociais, claro que este equilíbrio não tem de ser nivelado por igual (como de resto nunca foi). Acho que há uma certa margem que é aceitável de desequilíbrio e é nesta margem que está, para mim, refletida a capacidade de cada um. E acho que a procura deste equilíbrio não deve de ser descurada, sob pena de assistirmos a um autêntico desmoronar da estrutura social. Cada vez mais vemos os patrões a falar como se não precisassem dos funcionários e estes últimos a fazer o mesmo face aos primeiros. E isto faz-me lembrar as aulas de história do secundário e aquele cenário da revolução industrial quando os desequilíbrios atingiram níveis intoleráveis e despoletaram as primeiras greves gerais violentíssimas que pararam completamente as industrias europeias.

Por mais mérito que tenham os grandes patrões (e têm-no com certeza) as suas empresas produzem também porque têm capital humano.

Eu estou muito longe de concordar que os equilíbrios que vemos hoje refletem de forma exata e transparente as capacidades das pessoas.

Aqui tens o exemplo de Cuba... onde as pessoas com mais educação do país andam a servir às mesas para ganhar gorjetas dos turistas.

Ou, no outro espectro, os países nórdicos onde as pessoas são todas niveladas com impostos, tirando a motivação para as pessoas seguirem estudos já que mais tarde um curso superior não lhes valerá um salário muito maior.

Edited by bubulindo

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taviroquai

E no lado oposto do espectro temos uma nação em que o lider supremo é considerado um Deus e transfere os poderes para os filhos e outro onde o poder passou para o irmão ( não barbudo)...

não me parecr que isto seja propriamente problema do regime económico-politico...

Um ponto interessante... o bill gates não passou a Microsoft para a familia. Outro ainda mais interessante devido à proximidade com Portugal foi o Amancio Ortega que não deixou a Inditex aos filhos.

Não me referia propriamente ás heranças passarem de geração em geração mas sim aos factos de dinheiros das empresas serem gastos em luxos e prazeres (viva Portugal!) quando podiam ser aplicados nas melhorias das condições de trabalho ou mesmo na evolução da empresa.

outra coisa que também é interessante ver é que nos comentários e opiniões das pessoas, a nossa opinião face a estes temas varia consoante o nosso posicionamento. Ou seja, da perspetiva das classes dominantes é muito fácil encontrar razões negativas e apontar o dedo às massas. No reverso, para as massas, é muito mais fácil apontar razões e causas às classes que se estabeleceram e estão por cima.

Sem dúvida. Normalmente, os patrões gostam de manter o nível dos empregados sempre por abaixo, basta lembrar o famoso comentário do Belmiro: "É preciso é ter mão de obra barata".

Mas neste caso, a comissão é uma comissão de grupo. Não tens os mesmos moldes em todos os negócios que te permitam calcular qual é a comissão associada a cada funcionário. De facto, acredito que nenhuma empresa tenha todos os funcionários que para ela trabalham a receber à comissão.

Dei o exemplo da REMAX mas não preciso fazer muito esforço para encontrar outros N serviços onde se trabalha a comissão (não quer isto dizer que são sempre melhores condições onde não há comissão).

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bubulindo

Não me referia propriamente ás heranças passarem de geração em geração mas sim aos factos de dinheiros das empresas serem gastos em luxos e prazeres (viva Portugal!) quando podiam ser aplicados nas melhorias das condições de trabalho ou mesmo na evolução da empresa.

Num regime comunista não existem muitas empresas... e no entanto, os mesmo vícios do capitalismo são visíveis no comunismo também. Foi isso que quis referir.

Os luxos e prazeres são pontos de vista... para uma empresa, esses luxos e prazeres podem significar manter alguns empregados ou perdê-los para outras empresas. Não estou a dizer que é isso que acontece em Portugal, como já disse, tenho experiências no sentido oposto. Mas isso é algo a ter em conta, como por exemplo em Silicon Valley onde "luxos" desses são extremamente comuns para empregados e não apenas para patrões (leia-se filhos de patrões) como se vê em Portugal.

Mas isto advém do que referi acerca do nepotismo empresarial. Isso sim, é um problema.

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ruiribeiro

Se as eleições fossem agora, votaria na CDU (PCP + Verdes), não para que estes fossem para o governo, mas para lhes dar peso e obrighar o PS a fazer uma coligação à esquerda para conseguir governar... porque o que realmente faz falta aeste país é um PS realmente Socialista...

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Rui Ribeiro

.NET/T-SQL, JAVA, PHP, Javascript Developer

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bubulindo

Se as eleições fossem agora, votaria na CDU (PCP + Verdes), não para que estes fossem para o governo, mas para lhes dar peso e obrighar o PS a fazer uma coligação à esquerda para conseguir governar... porque o que realmente faz falta aeste país é um PS realmente Socialista...

O que faz falta neste país são políticos decentes. Enganas-te de achas que qualquer um dos que lá está agora é capaz de fazer seja o que for...


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ruiribeiro

Num regime comunista não existem muitas empresas... e no entanto, os mesmo vícios do capitalismo são visíveis no comunismo também. Foi isso que quis referir.

Por um lado, e em ultima análise, posso até concordar contigo, SE quando dizes comunista, estiveres a querer dizer socialista... é que efectivamente nunca existiu um regime comunista, já que este, na sua essência é quase uma impossibilidade...

O que faz falta neste país são políticos decentes. Enganas-te de achas que qualquer um dos que lá está agora é capaz de fazer seja o que for...

Sim, sim... entende das minhas palavras, algo como "... é o mal menor"... e o que faz falta, na minha opinião claro, são politicos que saibam aplicar o Socialismo...

Edited by ruiribeiro

Rui Ribeiro

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ruiribeiro

Desculpem o desabafo... mas estive a ler o resto do tópico e encontrei inumeras referências a comunismo, completamente desajustadas... agora começo a perceber os estigmas que as pessoas têm em relação ao comunismo... deve ser do nome... mete medo, ou coisa que o valha...

Em multiplos comentários sobre o comunismo, vejo associações ao poder que o Estado supostamente terá na Economia, nas empresas, etc... basicamente o que estão a querer dizer é que num regime comunista o Estado controla tudo, manda em tudo, etc...

Raios... mas isso é exactamente o oposto... será que ninguém sabe ao certo o que significa comunismo ?

vide in: https://pt.wikipedia.org/wiki/Comunismo

"O "comunismo puro", no sentido marxista refere-se a uma sociedade sem classes, sem Estado e livre de opressão, onde as decisões sobre o que produzir e quais as políticas devem prosseguir são tomadas democraticamente"

Como já disse anteriormente, comunismo é quase uma impossibilidade...

Provavelmente as pessoas estão a referir-se ao Socialismo, que é a etapa intermédia para atingir o Comunismo, onde o estado assume uma posição dominante de forma a assegurar a transição...

Não confundam PCP com comunismo

Não confundam URSS e Cuba (paises ditos comunistas) com comunismo

Na verdade, nunca existiu uma sociedade comunista, pois isso significaria um país sem estado.

Comunismo, é apenas uma corrente filosófica que na prática não tem aplicabilidade... se existisse, seria o melhor sistema possivel, onde todos seriamos iguais, não existiriam pobres e ricos e trabalhariamos todos para o bem estar da comunidade...

Edited by ruiribeiro

Rui Ribeiro

.NET/T-SQL, JAVA, PHP, Javascript Developer

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Rui Carlos

Comunismo, é apenas uma corrente filosófica que na prática não tem aplicabilidade... se existisse, seria o melhor sistema possivel, onde todos seriamos iguais, não existiriam pobres e ricos e trabalhariamos todos para o bem estar da comunidade...

Se todos quisessem ser iguais, se calhar até seria o melhor sistema do mundo. A parte chata é que cada um tem as suas prioridades, os seus objectivos de vida. Mas por minha parte, se todos os outros estivessem dispostos a aceitar as minhas preferências, não tinha problema nenhum com o comunismo :D

Este acaba por ser o problema do nosso socialismo também. As pessoas até concordam que o estado gaste dinheiro na RTP, por exemplo, desde que a RTP tenha a programação que eles querem. Se isso acontecesse, sempre devia ficar mais barato do que a TV por subscrição, que deixaríamos de precisar.

O comunismo tem outros problemas, como a dificuldade de planeamento (i.e., afectação dos recursos, regra geral bastante limitados) na ausência de mercado, de modo que se adeqúe às preferências de todos. Mas mais uma vez, se o objectivo for colocar todos iguais (a comer só arroz, a andar vestir o mesmo uniforme todos os dias, usar sempre o mesmo meio de transporte, etc., por exemplo), a tarefa do planeamento fica efectivamente simplificada...

Da mesma forma que não há implementações puras do comunismo, não há implementações puras do capitalismo (ou liberalismo). Ainda assim, parece-me que os países que se aproximam do capitalismo tendem a viver melhor do que os países que se aproximam do comunismo. (Os fluxos migratórios levam-me a concluir que esta não é apenas a minha opinião.)

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bubulindo

Por um lado, e em ultima análise, posso até concordar contigo, SE quando dizes comunista, estiveres a querer dizer socialista... é que efectivamente nunca existiu um regime comunista, já que este, na sua essência é quase uma impossibilidade...

Quase?

Sim, estava a referir-me aos países ditos comunistas.

Achas que o Socialismo é a solução? O grande problema está no ser humano em si... nós não somos todos iguais. Negar isso é pura estupidez e é onde os regimes comunista ou socialista falham.


include <ai se te avio>

Mãe () {

}

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