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M6

Mariano Gago: pirataria informática é «fonte de progresso»

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M6

O ministro da Ciência e Tecnologia português, Mariano Gago, referiu, numa conferência em Madrid, sobre o futuro da rede informática, que a pirataria não deve ser encarada pela indústria cultural como um «inimigo», uma vez que «tem sido uma fonte de progresso e globalização».

Continua...

In TVI24, 29 de Abril de 2010.


Este tipo de mentalidade dá-me a volta ao estômago, ainda para mais quando parte de pessoas que estão à frente dos destinos na nação...

Este "senhor ministro" de "senhor" não tem nada dado que afirmações destas estão a dizer que "não há problema em roubar nem há qualquer problema em usar o trabalho dos outros de borla"...

Só não me espanta mais porque estas declarações vêm de uma pessoa que está muito bem enquadrada num partido que na actualidade convive bastante bem com o roubo, o suborno e histórias de "justiça" muito mal contadas e nunca esclarecidas...


Mariano Gago desmente que tenha dito que pirataria é “fonte de progresso”

Mariano Gago desmentiu hoje, através do Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, que tenha dito durante uma conferência em Madrid que a indústria cultural não deve ver a pirataria como um inimigo mas sim como uma “fonte de progresso e de globalização”.

Continua...

In Público, 30 de Abril de 2010.


Afinal parece que o ministro tem bom senso.


10 REM Generation 48K!
20 INPUT "URL:", A$
30 IF A$(1 TO 4) = "HTTP" THEN PRINT "400 Bad Request": GOTO 50
40 PRINT "404 Not Found"
50 PRINT "./M6 @ Portugal a Programar."

 

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IceBrain
Portugal vai apresentar em Maio, no próximo Conselho de Ministros da Cultura da União Europeia (UE), um dossier sobre combate à pirataria e defesa dos direitos de autor, disse esta quarta-feira à Lusa a ministra da Cultura.

No final do encontro informal dos ministros da Cultura da UE, que decorreu em Barcelona, no âmbito do I Fórum das Indústrias Culturais, Gabriela Canavilhas explicou que informou os seus homólogos «que já tem desenvolvido um dossier sobre este tema».

O documento debruça-se sobre a «legislação para prevenir e compensar os autores em relação à pirataria», adiantou.

Este é um dos temas que tem suscitado mais discussão e polémica nos últimos anos, sobretudo devido à pirataria na área da música, e que mereceu maior destaque no fórum de Barcelona.

Also in TVI24. Portanto, não me parece que a opinião dele represente a do partido.

Mas já agora, ele disse:

«Hoje em dia, uma banda pode adquirir uma notoriedade impensável, graças à rede, que poderá depois rentabilizar em concertos e aumentar as vendas, graças à popularidade»

O que está de acordo com os factos:

music-industry-1.png


❝The idea that I can be presented with a problem, set out to logically solve it with the tools at hand, and wind up with a program that could not be legally used because someone else followed the same logical steps some years ago and filed for a patent on it is horrifying.❞- John Carmack on software patents

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M6

IceBrain, a opinião dele não representa a do partido, representa a de Portugal, o que é ainda mais grave.

O homem referiu que a pirataria não deve ser encarada pela indústria cultural como um «inimigo», ora isto que dizer que governo português acha que roubar música e filmes não é assim tão mau porque representa progresso.

Mas que raio de que raio de progresso estamos a falar? Progresso de maus costumes? Progresso na arte de ripar mp3?!? Não compreendo a que progresso se refere...

Quanto à ministra da cultura ter legislação para prevenir e compensar os autores em relação à pirataria, isso quer dizer uma coisa: aumento de impostos quando comprar um filme ou um cd sob o pretexto de "ajudar/compensar" os autores...


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KiNgPiTo

Sou contra o que ele disse, até parece que incita à pirataria...

Agora tens um país como a Inglaterra cujos impostos em produtos de cultura (musica, livros, cinema, etc.) é bem mais baixo, para alem de que se ganha mais...

Vou pegar em mim como exemplo e fazer uma conotação com o assunto debatido: Eu vejo em média 10 a 20 filmes por mês, aproximadamente uma temporada de uma série, em musica até assusta visto ter actualmente milhares e milhares de CDs de musica e não estão aqui a "encher chouriço", posso dizer que os ouvi todos bem mais que uma vez e ando a uma média de 2/3 cds por dia... O meu orçamento para cultura não vai para mais de 50/100 € por mês o que significaria que a minha qualidade cultural iria ser reduzida em (mais de) 99%...

As bandas perdiam pois não ia a concertos, o cinema perdia pois é com o dinheiro de um filme que se faz o próximo, etc. etc.

Se defendo a pirataria? Hell no! Defendo que:

  • Musica: Temos o suporte digital em que no itunes por exemplo, uma musica custa 0.99€. Um CD  acaba por custar tanto como em suporte físico! Porque não baixar (e muito) o preço destes downloads e acabar por tirar algum partido da internet? Não quer dizer que fosse parar de comprar em suporte fisico, mas pelo menos acabava-se o "ou 8 ou 80" que existe entre sacar (barato) e comprar (caro);
  • Porque não adoptar o conceito também a filmes? Todos temos um gravador de DVD, a qualidade é a mesma, filmes mais baratos, mais compra, mais uma vez o ou 8 ou 80 acabava;
  • Temos um pseudo-partido de esquerda que deveria defender a cultura e o acesso a mesma e continua a insistir na cultura impondo um IVA de 20%? No nosso país aplicando a lei, iamos a caminho da ignorancia, do não acesso a cultura, metade da população cortava a net ou reduzia a velocidade porque lets face it, toda a gente upgrada a net para sacar mais rápido...
  • Penso que a titulo temporário enquanto uma decisão conveniente a todos não seja adoptada, a pena para quem VENDE pirataria e faz lucro com o que saca, deva ser muito mas muito maior. Agora que faz o download para ver e apagar, deveria-se manter legal e como disse "a titulo temporário enquanto uma decisão conveniente a todos não seja adoptada";

Hail!

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IceBrain
O homem referiu que a pirataria não deve ser encarada pela indústria cultural como um «inimigo», ora isto que dizer que governo português acha que roubar música e filmes não é assim tão mau porque representa progresso.

Mas que raio de que raio de progresso estamos a falar? Progresso de maus costumes? Progresso na arte de ripar mp3?!? Não compreendo a que progresso se refere...

Aumento dos ingressos dos músicos, corte nos lucros de intermediários parasitas e inúteis, maior acesso à cultura por parte da população em geral, desenvolvimento das tecnologias de partilha de dados, incentivo ao aumento da largura de banda...

A pirataria é tão prejudicial que os músicos recebem agora mais (gráfico acima + múltiplos estudos), e os estúdios de cinema têm tido lucros recorde.

Quanto à ministra da cultura ter legislação para prevenir e compensar os autores em relação à pirataria, isso quer dizer uma coisa: aumento de impostos quando comprar um filme ou um cd sob o pretexto de "ajudar/compensar" os autores...

Agradece aos lobbies dos parasitas.


❝The idea that I can be presented with a problem, set out to logically solve it with the tools at hand, and wind up with a program that could not be legally used because someone else followed the same logical steps some years ago and filed for a patent on it is horrifying.❞- John Carmack on software patents

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M6

Aumento dos ingressos dos músicos, corte nos lucros de intermediários parasitas e inúteis, maior acesso à cultura por parte da população em geral, desenvolvimento das tecnologias de partilha de dados, incentivo ao aumento da largura de banda...

Tu acreditas mesmo nisso?

Mais, achas que isso se deve obter à custa do roubo?...

A pirataria é tão prejudicial que os músicos recebem agora mais (gráfico acima + múltiplos estudos), e os estúdios de cinema têm tido lucros recorde.

Agradece aos lobbies dos parasitas.

Vamos lá ver se eu compreendo a lógica da tua matemática: a subtracção por roubo do dinheiro dos artistas e das editoras faz com que os artistas ganhem mais é isso?

Se assim é, posso ficar com 10% do teu ordenado todos os meses, vais ver que no final vais passar a ganhar mais!

Agradece ao teu professor e matemática por te ter ensinado bem...

Essa tua relação causa-efeito entre pirataria e ganhar mais não faz sentido nenhum. Estão a confundir a facilidade de acesso e difusão de cultura com o roubo, o que são duas coisas completamente distintas.


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M6

Afinal parece o ministro tem bom senso, dado que desmentiu a notícia.


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mjamado

Tu acreditas mesmo nisso?

Mais, achas que isso se deve obter à custa do roubo?...

Vamos lá ver se eu compreendo a lógica da tua matemática: a subtracção por roubo do dinheiro dos artistas e das editoras faz com que os artistas ganhem mais é isso?

Se assim é, posso ficar com 10% do teu ordenado todos os meses, vais ver que no final vais passar a ganhar mais!

Agradece ao teu professor e matemática por te ter ensinado bem...

Essa tua relação causa-efeito entre pirataria e ganhar mais não faz sentido nenhum. Estão a confundir a facilidade de acesso e difusão de cultura com o roubo, o que são duas coisas completamente distintas.

Olha, M6, apesar de concordar contigo, há aí uma falha no teu raciocínio que te impede de compreender melhor o ponto de vista do IceBrain.

Imagina que a pirataria é responsável por 20% de quebra nas receitas dos álbuns e por 20% de incremento nas receitas dos concertos.

A questão, é que nos álbuns, a editora mama com cerca de 80% dos lucros e os artistas ficam com o restante. Nos concertos, os artistas ficam com 80% dos lucros e a produtora (que não é a editora!) fica com o resto.

Para simplificar as contas, vamos imaginar que um álbum, em condições normais, atinge pouco mais de dupla platina, 50.000 unidades. A 16€ cada um, dá 50.000 x 16 - 20% = 640.000€ de cashflow. Jogando os custos operacionais para 2 euros a unidade - o que é excessivo - ficamos com 640.000 - (50.000 x 2) = 540.000€.

Vamos também imaginar que o artista tem um cachet de 15.000€ (é um artista baratito) e que tem uma tour de lançamento do album com 20 concertos; isso dá 15.000 * 20 = 300.000€. Vamos imaginar que os custos operacionais de cada concerto são de 4.000€ e ficamos com 300.000 - (4.000 x 20) = 220.000€.

Agora vamos distribuir:

Editora (álbuns): 540k x 0,8 = 432k€

Produtora (concertos): 220k x 0,2 = 44k€

Artista: 540k x 0,2 + 220k x 0,8 = 108k + 176k = 284k€

Agora, vamos calcular o impacto da pirataria, tal como disse atrás, passando o lucro do álbum para 432k€ e dos concertos para 264k€.

Editora (álbuns): 432k x 0,8 = 345,6k€

Produtora (concertos): 264k x 0,2 = 52,8k€

Artista: 432k x 0,2 + 264k x 0,8 = 86,4k + 211,2k = 297,6k€

Estás a ver a diferença?

Seja como for, parece que Mariano Gago não disse bem, bem isso...


"Para desenhar um website, não tenho que saber distinguir server-side de client-side" - um membro do fórum que se auto-intitula webdesigner. Temo pelo futuro da web.

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F_Correia

para mim as proprias editoras são vitimas dos seus crimes.

Ora , se um jogo sai, custa 60 € , podemos adquirir por 0 €, não é espetacular ? claro que é.

Eu não me importava de comprar tudo original, se as coisas custasem menos, eu tenho uma coleção de DVD's originais , devo ter ai uns 70/80 Filmes todos originais, como é obvio não tenho mais porque os melhores filmes chegam a custar 20 € , e um filme tu vez 4 ou 5 vezes né.

Os jogos é a mesma coisa, eles vendiam mais se os preços fossem mais convidativos. Mas não é logo 50/60 € quando o jogo sai, e não venham com a historia de que os jogos depois baixam muito os preços, claro que baixam mas é no fim de já não ser novidade, tal como os downloads,o pessoal saca o que é novidade !

Abraços


Porque havia eu se assinar ? A minha mãe diz que é perigoso ter as nossas assinaturas na net ! :S

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M6

Olha, M6, apesar de concordar contigo, há aí uma falha no teu raciocínio que te impede de compreender melhor o ponto de vista do IceBrain.

Imagina que a pirataria é responsável por 20% de quebra nas receitas dos álbuns e por 20% de incremento nas receitas dos concertos.

A questão, é que nos álbuns, a editora mama com cerca de 80% dos lucros e os artistas ficam com o restante. Nos concertos, os artistas ficam com 80% dos lucros e a produtora (que não é a editora!) fica com o resto.

Para simplificar as contas, vamos imaginar que um álbum, em condições normais, atinge pouco mais de dupla platina, 50.000 unidades. A 16€ cada um, dá 50.000 x 16 - 20% = 640.000€ de cashflow. Jogando os custos operacionais para 2 euros a unidade - o que é excessivo - ficamos com 640.000 - (50.000 x 2) = 540.000€.

Vamos também imaginar que o artista tem um cachet de 15.000€ (é um artista baratito) e que tem uma tour de lançamento do album com 20 concertos; isso dá 15.000 * 20 = 300.000€. Vamos imaginar que os custos operacionais de cada concerto são de 4.000€ e ficamos com 300.000 - (4.000 x 20) = 220.000€.

Agora vamos distribuir:

Editora (álbuns): 540k x 0,8 = 432k€

Produtora (concertos): 220k x 0,2 = 44k€

Artista: 540k x 0,2 + 220k x 0,8 = 108k + 176k = 284k€

Agora, vamos calcular o impacto da pirataria, tal como disse atrás, passando o lucro do álbum para 432k€ e dos concertos para 264k€.

Editora (álbuns): 432k x 0,8 = 345,6k€

Produtora (concertos): 264k x 0,2 = 52,8k€

Artista: 432k x 0,2 + 264k x 0,8 = 86,4k + 211,2k = 297,6k€

Estás a ver a diferença?

Eu percebo muito bem onde querem chegar, a questão é que isso não corresponde à realidade e essa relação causa efeito é uma falácia.

O inicio do teu próprio argumento diz tudo "imagina"... Ora, isso criar um caso hipotético.

Eu também eu posso fazer contas:

A pirataria resulta numa quebra de 20% nas vendas, a editora e os artistas recebem menos 20%.

Tens um canal barato de difusão do teu trabalho, o trabalho chega a mais pessoas que gostam e essa publicidade dá-te mais concertos e os concertos resultam em mais 40% de lucro para os artistas e para as editoras.

Por aqui se conclui que na a pirataria aumentou as receitas aumentaram 20% (20% de quebra compensado por 40% de aumento em concertos).

Acontece que este argumento é uma falácia dado que a perca dos 20% acontece sempre.

Ou seja não ocorreu um aumento de 40% devido à pirataria, ocorreu uma quebra de 20% nas vendas.

Resumindo, o resultado final deveria ser os 40% dos concertos mais os 20% roubado pela pirataria.

É o mesmo que eu te roubar 10% do ordenado todos os meses mas dizer-te para ficares contente porque como o patrão te dá um bónus de 20% por cada mês na verdade o facto de eu te roubar está a aumentar o teu ordenado em 10% todos os meses. Isto é uma falácia.

Sim, como referi acima, afinal parece que o homem afinal tem tino...

PS: a forma de distribuição dos lucros é irrelevante para esta discussão, independentemente da divisão dos lucros com a pirataria perdem ambas as partes.


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mjamado

Se assumes que a quebra de 20% nas vendas dos álbuns acontece sempre, porque não assumes que a subida de 20% (tu até deste 40%) nos concertos não acontece sempre?

O que os defensores da pirataria... defendem...  :hmm: é que existe, efectivamente, uma relação de causalidade entre a pirataria e os concertos, visto que as músicas estão acessíveis a mais público, que de outra forma não as conhecia, não indo, por isso, aos concertos.

Isto é: se sem pirataria não existia a quebra, sem a pirataria também não haveria o acrescento do outro lado.

Se o meu patrão me desse mais 20% por causa dos 10% que me roubasses, eu não me queixava nem um bocadinho... ;)

A forma como os lucros são distribuídos só faz sentido para mostrar porque é que quem se queixa, o faz. Não vês artistas por aí além a queixarem-se e a abrir processos; vês é as editoras e os grupos de editoras...


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M6

[...]

O que os defensores da pirataria... defendem...  :hmm: é que existe, efectivamente, uma relação de causalidade entre a pirataria e os concertos, visto que as músicas estão acessíveis a mais público, que de outra forma não as conhecia, não indo, por isso, aos concertos.

Esse é o problema, esse argumento é falacioso.

Há aumento de lucros porque o trabalho dos artistas chega a mais pessoas, e não porque existe pirataria.

Por exemplo, o aparecimento do MySpace e do Youtube permitiu um boom brutal. Se um artista passou a ser conhecido por

e o meu patrão me desse mais 20% por causa dos 10% que me roubasses, eu não me queixava nem um bocadinho... ;)

Mas não é isso que acontece. O patrão não te vai dar mais por causa disso, já te ia dar mais de qualquer forma.

Mesmo que fosse, os meios não justificam os fins, ou seja, aplaudir a pirataria é mesmo que aplaudir um carteirista, mesmo que no final do mês até ficasses com mais dinheiro do que o que tinhas na carteira, aquele dinheiro que te roubaram era sempre teu.

É, no mínimo, moralmente reprovável.

A forma como os lucros são distribuídos só faz sentido para mostrar porque é que quem se queixa, o faz. Não vês artistas por aí além a queixarem-se e a abrir processos; vês é as editoras e os grupos de editoras...

Estás errado: http://lmgtfy.com/?q=artists+agains+piracy

Há artistas que sabem que estão a ser roubados e importam-se com isso: http://www.internetnews.com/ec-news/article.php/412001


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mjamado
Esse é o problema, esse argumento é falacioso.

Há aumento de lucros porque o trabalho dos artistas chega a mais pessoas, e não porque existe pirataria.

Não defendo o ponto de vista, mas não o considero falacioso. Tendencioso, sim, falacioso não. O argumento, enquanto opinião, é válido; assim como dizer que o decréscimo das vendas é atribuído à pirataria é tendencioso: eu poderia dizer (e há quem diga) que o decréscimo das vendas deve-se ao facto dos artistas actuais serem uma bela bosta.

Nenhum dos argumentos é uma falácia, são é portadores de opinião; e contra isso, nada.

Mas não é isso que acontece. O patrão não te vai dar mais por causa disso, já te ia dar mais de qualquer forma.

Mesmo que fosse, os meios não justificam os fins, ou seja, aplaudir a pirataria é mesmo que aplaudir um carteirista, mesmo que no final do mês até ficasses com mais dinheiro do que o que tinhas na carteira, aquele dinheiro que te roubaram era sempre teu.

Foi só para efeitos demonstrativos.

É, no mínimo, moralmente reprovável.

Eu também acho, mas aceito que a "moralidade" seja um conceito discutível, hoje em dia.

Estás errado: http://lmgtfy.com/?q=artists+agains+piracy

Há artistas que sabem que estão a ser roubados e importam-se com isso: http://www.internetnews.com/ec-news/article.php/412001

E dessa plataforma, quantos artistas já processaram, individualmente, piratas? Além disso, é interessante verificar quantos desses artistas pertencem à mesma label...

Offtopic: curti milhões a cena do let me google that for you...  ;)


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Rui Carlos

A questão é bastante complexa, mas ninguém obriga os músicos a estabelecer contratos com editoras. Se não querem parasitas, arranjem uma forma de venderem directamente os seus produtos (e disponibilizem-los gratuitamente) e vivam dos concertos à vontade. Ou seja, os parasitas só existem porque os músicos o permitem.

Depois, como o M6 referiu, não há necessariamente um relação causa/efeito entre pirataria e aumento das receitas dos concertos. O que é que vos garante que as assistências não aumentaram por causa da melhoria do poder compra das pessoas? Ou que o responsável não é o facto de muitos grupos disponibilizarem músicas no YouTube? Há uns tempos atrás costumava sacar as músicas da net antes de as comprar, hoje já recorro mais ao YouTube, onde posso ouvir muitas músicas legalmente.

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IceBrain
Mesmo que fosse, os meios não justificam os fins, ou seja, aplaudir a pirataria é mesmo que aplaudir um carteirista, mesmo que no final do mês até ficasses com mais dinheiro do que o que tinhas na carteira, aquele dinheiro que te roubaram era sempre teu.

É, no mínimo, moralmente reprovável.

Sim, estou mesmo a ver as pessoas todas a queixarem-se disso...

Na minha opinião, uma acção só é reprovável se prejudicar alguém. E não foi provado que a pirataria prejudique os músicos, há até estudos que indicam o contrário.

Ah sim, prejudica as editoras. Que pena tenho eu da Sony, com os seus rootkits, da RIAA, a fazer lobby para passar leis abusivas e a dar uma miséria aos músicos...

Há aumento de lucros porque o trabalho dos artistas chega a mais pessoas, e não porque existe pirataria.

Estudos da Harvard Business school não concordam (e de outros).

A questão é bastante complexa, mas ninguém obriga os músicos a estabelecer contratos com editoras. Se não querem parasitas, arranjem uma forma de venderem directamente os seus produtos (e disponibilizem-los gratuitamente) e vivam dos concertos à vontade. Ou seja, os parasitas só existem porque os músicos o permitem.

Novos artistas, sim. Artistas que já tenham assinado já têm obrigações contratuais. Esta situação é bastante recente.


❝The idea that I can be presented with a problem, set out to logically solve it with the tools at hand, and wind up with a program that could not be legally used because someone else followed the same logical steps some years ago and filed for a patent on it is horrifying.❞- John Carmack on software patents

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M6

Sim, estou mesmo a ver as pessoas todas a queixarem-se disso...

Na minha opinião, uma acção só é reprovável se prejudicar alguém.

Depreendo então que para ti as editoras, os distribuidores, as lojas que vendem cultura e toda a gente que trabalha nelas não são ninguém...

E não foi provado que a pirataria prejudique os músicos, há até estudos que indicam o contrário.

Tenho curiosidade em saber como foi feito o estudo, em particular como é que se consegue monitorizar o download de 600 e tal álbuns pelo mundo inteiro nas várias redes de distribuição...

A sério que tenho mesmo curiosidade em saber isso...

E tenho também muita curiosidade em saber se toda a gente que fez download foi entrevistada para saber se ia comprar o album antes ou depois de o piratear...

Ah, e "albums that sold more than 600,000 copies during this period appeared to sell better when downloaded more heavily" não é propriamente a constatação de um facto...

É engraçado que o estudo não analisou se as vendas não foram potenciadas pelo número de visitas no Youtube ou pela quantidade de vezes que o vídeo passou na TV ou a canção na rádio.

Ah sim, prejudica as editoras. Que pena tenho eu da Sony, com os seus rootkits, da RIAA, a fazer lobby para passar leis abusivas e a dar uma miséria aos músicos...

Estudos da Harvard Business school não concordam (e de outros).

Não necessitas de te repetir, já todos sabemos que aprovas o roubo.

Novos artistas, sim. Artistas que já tenham assinado já têm obrigações contratuais. Esta situação é bastante recente.

Essas obrigações tipicamente têm um termo, além disso podem ser quebradas.


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IRX773

Não é estar a fazer publicidade a nada mas encontrei isto nos meus feeds à muito tempo (que demonstra um dos casos):

http://abertoatedemadrugada.com/2009/11/os-filmes-e-pirataria.html

Quanto ao resto e à questão da pirataria sou "neutro". Nunca fui artista e por isso não posso criticar os piratas, mas sou consumidor e por isso critico os preços "galaxianos" que se pratica num conteúdo que sai novo.

E quem nunca sacou nada de nada ilegal em toda a vida que seja "exaltado" a santo (tirando o apocSANTOs... eheh)

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merlin3000

Em termo de discutir a pirataria é complicado pois à muitos se's. Por isso também não vou entrar nesse tema.

Agora ter um ministro a defender um acto ilegal é surpreendentemente mau. "...Piracy has been forever a source of progress.." ? A sério? Se for uma por aí (e ainda mais comprovado) também a guerra e não vemos o nosso ministro da defesa a dizer para não olharmos para ela como o inimigo.


Criar é Divertido

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pedrotuga

M6. Não se trata de roubar pois não  se priva ninguem do bem do qual se usofrui. Tambem não se trata de usurpação pois não se lucra com isso.

Se lerem a código dos direitos de autor e conexos (n me lembro do nome exactamente), vão chegar à conclusão que passar mp3 a uma amigo por exemplo, não é propriamente ilegal.

Mas o que a lei diz tambem se muda, nós vivemos numa democracia, isso implica que por uma coisa estar na lei não quer dizer que esteja bem nem tão pouco que seja moralmente acertada. Precisamente por se poder discutir e mudar o que está na lei é que estamos numa democracia.

Na espanha a lei é clara e permite a obtenção de música e filmes (entre outros) por meios de distribuição alternativos para uso pessoal, desde que não envolva negócio.

Agora o que o ministro diz não é uma posição, é uma constatação. A aprendizagem de gueto tem uma importancia histórica e cultural gigantesca, o ministro simplesmente constatou isso.

Rui, esse raciocínio é fácil de deitar abaixo. Os músicos são encurralados e muitas vezes prostituem-se culturalmente. Já passaram as passas do algarve quando eram pequenos... eventualmente quando se tornam conhecidos, poucos são os que rejeitam entrar na panelinha dos contratos milionários suportados por CDs a 25 euros.

A verdade é que tambem o mercado está todo formatado com base neste modelo atrasado das editoras discográficas. Há pouco espaço para outros meios. Mas vais por exemplo a um país africano ou sul americano e encontras músicos de excelente valor que arranjaram formas de subsistir que em nada dependem de editoras.

E nem podemos afirmar que os músicos é que entram nisso. Se formos a uma prateleira, a maior parte dos autores das músicas que estão à venda, escreveram-nas quando ainda nem havia mp3, na altura em que assinar por uma discográfica era na verdade a forma mais aberta de fazer música.

Muitos dos quais já morreram, e mesmo assim as editoras ainda podem ganhar com isso durante quase um século. Assim como os descendentes dos autores.

Ora eu todos os dias me levanto para ir trabalhar, e é para isso que me pagam. Não recebo ponta pelo trabalho que já fiz outrora. Não entendo porque é que os descendentes de um autor hão-de receber dividendos.

Mas para que conste, a música do mercado discográfico actual já pouco me diz. Na minha opinião, 80% dos CDs editados são lixo, e a verdade é que passados 3 anos de um CD saír já tudo se esqueceu dele.

Actualmente o grosso da cultura que consumo, dificilmente passa por discos à venda em lojas convencionais ou filmes distribuidos pelas principais distribuidoras. Não é uma questão de ter procurado alternativas nem tão pouco de querer marcar uma posição. Simplesmente, a cultura que por aí ainda por esses meios há muito que deixou de ter abundância de qualidade e valor.

Mas tudo isto já eu ando farto de dizer inclusivé neste fórum, e levo sempre com os mesmo argumentos de infringimento da lei do copyright, roubo, etc.

Os CDs e DVDs começam a não servir para rigorosamente nada tendo em conta os formatos de armazenamento de dados actuais. Coisas como downloads pagos apresentam poucas ou nenhumas vantagens em relação a downloads ditos ilegais. É tempo desse pessoal se aperceber que a tetinha está a secar e arranjar outra coisa para fazer. Enquanto isso vão conseguindo manter alguns persistentes que estão convencidos que o pessoal deve achar bem pagar 20 euros em 2010 por um pedaço de plástico que custa 6 centimos a produzir.

Por mim podem insistir nisso quanto quiserem, pessoalmente até conehço pessoal que ainda ouve música que tem em bobines de fita magnetica, e não estou a brincar.

A sony, o maior fabricante de disquetes de 3,5 polegadas deixou esta semana de as fabricar. O próximo é o CD.

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Rui Carlos
Os músicos são encurralados e muitas vezes prostituem-se culturalmente.

Ainda sou daqueles que acredita que "o homem está condenado a ser livre"...

A verdade é que tambem o mercado está todo formatado com base neste modelo atrasado das editoras discográficas. Há pouco espaço para outros meios. Mas vais por exemplo a um país africano ou sul americano e encontras músicos de excelente valor que arranjaram formas de subsistir que em nada dependem de editoras.

Se calhar há pouco espaço para outros modelos porque este é o que continua a funcionar melhor. Mas não é preciso ir a África ou à América do Sul... Temos em Portugal um modelo alternativo, em que o estado mantém os artistas... Pessoalmente prefiro o primeiro, não me obriga a pagar por coisas às quais não dou valor, por isso acho que me dá mais liberdade.

E também podes ir à América do Norte (e certamente que a muitos outros sítios) que encontras músicos de valor a subsistir de outras formas.

Ora eu todos os dias me levanto para ir trabalhar, e é para isso que me pagam. Não recebo ponta pelo trabalho que já fiz outrora. Não entendo porque é que os descendentes de um autor hão-de receber dividendos.

Se plantares uma árvore hoje, provavelmente vais colher frutos durante muitos anos. Depois de morreres, os teus filhos poderão continuar a colher os frutos dessa árvore que tu plantaste.

Enquanto isso vão conseguindo manter alguns persistentes que estão convencidos que o pessoal deve achar bem pagar 20 euros em 2010 por um pedaço de plástico que custa 6 centimos a produzir.

Deves estar a falar de CDs virgens... É que esses é que devem custar 6 centimos a produzir.


Não são só os outros que insistem nos mesmos argumentos (dos quais tu discordas), tu também insistes nos mesmos argumentos (dos quais outras pessoas discordam).

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IceBrain

Depreendo então que para ti as editoras, os distribuidores, as lojas que vendem cultura e toda a gente que trabalha nelas não são ninguém...

Valem o mesmo que os operadores de telégrafo. Ninguém critica os operadores de telefone por os terem posto na rua. E os cocheiros, quando apareceram os automóveis? Uma desgraça! Para não falar das telefonistas, quando os telefones foram informatizados.

Aliás, que fazes tu a mandar mensagens online, roubando o dinheiro que é por direito do CTT?

Tenho curiosidade em saber como foi feito o estudo, em particular como é que se consegue monitorizar o download de 600 e tal álbuns pelo mundo inteiro nas várias redes de distribuição...

A sério que tenho mesmo curiosidade em saber isso...

E tenho também muita curiosidade em saber se toda a gente que fez download foi entrevistada para saber se ia comprar o album antes ou depois de o piratear...

Não, não há estudos certos. Nem para um "lado" nem para o outro. Dizer que a cópia ilegal de ficheiros [prejudica/ajuda] as vendas não é mais do que uma suposição.

Não necessitas de te repetir, já todos sabemos que aprovas o roubo.

Cuidado: nós os ladrões já temos dois deputados no PE.


❝The idea that I can be presented with a problem, set out to logically solve it with the tools at hand, and wind up with a program that could not be legally used because someone else followed the same logical steps some years ago and filed for a patent on it is horrifying.❞- John Carmack on software patents

A list  of command line apps

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Rui Carlos
Não, não há estudos certos. Nem para um "lado" nem para o outro. Dizer que a cópia ilegal de ficheiros [prejudica/ajuda] as vendas não é mais do que uma suposição.

Do ponto de vista da legalidade, para mim é indiferente se prejudica ou não os artistas, ou se as editoras é que são prejudicadas.

Há contractos assinados de livre vontade, que para mim são para cumprir. Se acham que o modelo da distribuição gratuita é o melhor, convençam os artistas disso. Agora não vamos forçar todos os artistas a seguir o modelo que os outros acham que é melhor para eles.

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