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Casamento gay aprovado pelo governo

Concorda com os casamentos entre homossexuais ?  

35 membros votaram

  1. 1. Concorda com os casamentos entre homossexuais ?

    • Sim, incluindo adopção
      11
    • Sim, sem adopção
      15
    • Não concordo
      9


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HecKel    52
HecKel

Para tanta gente que defende liberdade de software, liberdade de patentes, disto e daquilo, esta é sem dúvida uma comunidade bem hipócrita no que toca à liberdade pessoal de cada um.

Nem vale a pena ler o resto do teu post, isto diz tudo :)

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Hipnoted    6
Hipnoted

Para tanta gente que defende liberdade de software, liberdade de patentes, disto e daquilo, esta é sem dúvida uma comunidade bem hipócrita no que toca à liberdade pessoal de cada um.

Desculpa mas não consigo perceber o que uma coisa tem a ver com a outra.

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JoaoRodrigues    0
JoaoRodrigues

Quando se fala em open-source/closed-source, aqui d'el rei que há logo lutas intensas e clamam-se valores morais e éticos para que a liberdade de todos seja respeitada. Porque o código fechado é individualista, porque o código fechado limita o conhecimento, etc. Pick one.

Quando toca a falar da liberdade individual de cada um para ser feliz, alto lá.

A pergunta que me resta fazer é: que problema tem quem é contra o casamento homossexual? Que vos afecta isso pessoalmente?

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pedrix21    0
pedrix21

Eu sou a favor desta lei, agora da adopção de crianças fico com o pé atrás. Por vários motivos.

Mas, será que mais tarde vão poder casar pela igreja?!

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HecKel    52
HecKel

A Igreja e o Estado foram separados com a queda da Monarquia, se não estou em erro foi nessa altura em que foi estabelecido isso. Como tal, nem o Estado tem nada a dizer quanto ao casamento religioso, nem a religião tem nada a dizer quanto ao casamento civil. Simple as that. Aliás, mesmo que o Estado quisesse não o poderia fazer, a religião tem um governo globalizado e liderado pelo Papa, não é um estado que irá conseguir obrigar o Papa a mudar a "lei católica", portanto, não deveria haver receio disso vir a acontecer por parte dos mais religiosos.

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Warrior    68
Warrior

Eu sou a favor desta lei, agora da adopção de crianças fico com o pé atrás. Por vários motivos.

Mas, será que mais tarde vão poder casar pela igreja?!

Tendo um líder religioso que infelizmente não consegue aceitar coisas como a utilização de preservativos, não me parece que algum dia tal venha a ser aceite.

Já agora, deixem-me mandar mais uma acha para a fogueira que eu acho que ainda não foi debatido:

Eu não hesitava duas vezes em retirar o filho de algumas famílias heterossexuais que conheço para o entregar a certas famílias homossexuais, tendo em vista o bem estar da criança.

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Rui Carlos    313
Rui Carlos

Para tanta gente que defende liberdade de software, liberdade de patentes, disto e daquilo, esta é sem dúvida uma comunidade bem hipócrita no que toca à liberdade pessoal de cada um.

O que cada um faz com a sua vida, não diz respeito a nenhum outro senão a ele. E se dois indivíduos se decidem casar, e aqui casar significa ter um estatuto perante o estado que os faça ser iguais a qualquer outro "casal", então que direito tenho eu, ou qualquer outra pessoa de lhes negar isso? Que direito tenho eu de negar o casamento entre um casal heterossexual que não goste de ver junto? Não será a mesma coisa?

Há quem puxe a Igreja para este meio, e invoque a família como escudo religioso. O casamento católico foi, é, e será sempre negado a casais homossexuais. Porquê? Porque a Igreja vê a homossexualidade como pecado. Logo por aí, o casamento religioso está fora de questão. O casamento civil por outro lado, é completamente diferente. É um direito legal, com obrigações e direitos que daí advém. E qual é o problema de lhe chamar casamento? Não é isso que de facto é? A formação de um casal? Tanta coisa com o Simplex e querem introduzir um novo termo para designar este tipo de uniões. Isso, é discriminação simples.

Leste o tópico todo, ou chegaste aqui e decidiste mandar uns bitaites? É que é um bocado chato andar a repetir a mesma coisa.

Relativamente ao problema de lhe chamar casamento, olha, é mais ou menos o mesmo problema do estado decidir criar o open-source civil, que não seria mais do que software com o código fonte disponível, sem todos os outros direitos habituais no open-source religioso (de acordo com quem criou e difundiu o termo e a religião a ele associada). Lá por eu não deixar modificar um software, se disponibilizo o código, ele é de código aberto, e não quero ser discriminado! Quero ser igual a qualquer outro open-source.

Ou então, é também semelhante aos títulos de Bolonha, ou das novas oportunidades, que tiraram requisitos aos títulos anteriormente existes, desconsiderando as pessoas que já possuíam os títulos. Eu até já perguntei, por que não dar o título de licenciado a quem acaba o 12º ano? Ou quando saem da primária? Os putos também se devem sentir discriminados porque também querem ser doutores! Eles também gostariam de ser iguais a qualquer outro doutor. E que direito temos nós de lhes negar esse direito? Eles também já acabaram um ciclo de estudos.

Tal como acontece no caso do open-source, o casamento é uma instituição que pertence antecede o estado, e por isso é completamente ridículo que o estado legisle sobre o mesmo, e tente alterar o significado do termo original (este é um aspecto em que o caso dos títulos académicos é um pouco diferente, razão pela qual não será tão absurdo).

Quanto há hipocrisia dos defensores do open-source, ainda não vi aqui ninguém a querer exterminar os homossexuais, ou a querer fazê-los mudar de estilo de vida.

Mas a questão aqui é que não se alteram instituições, títulos, marcas, etc. como nos apetece.

Por último, há mais umas quantas discriminações relativas a uniões das quais ninguém quer falar (e que até estão sujeitas a maior discriminação do que estavam os homossexuais). Essas ainda são demasiado chocantes para a mentalidade dos progressistas actuais...

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pedrosorio    5
pedrosorio

Ou então, é também semelhante aos títulos de Bolonha, ou das novas oportunidades, que tiraram requisitos aos títulos anteriormente existes, desconsiderando as pessoas que já possuíam os títulos. Eu até já perguntei, por que não dar o título de licenciado a quem acaba o 12º ano? Ou quando saem da primária? Os putos também se devem sentir discriminados porque também querem ser doutores! Eles também gostariam de ser iguais a qualquer outro doutor. E que direito temos nós de lhes negar esse direito? Eles também já acabaram um ciclo de estudos.

Não percebo porque é que insistes nisto quando sabes perfeitamente que não é mais do que um nome e que no mercado global uma licenciatura pré-bolonha não é equivalente a uma licenciatura de bolonha.

Tal como acontece no caso do open-source, o casamento é uma instituição que pertence antecede o estado, e por isso é completamente ridículo que o estado legisle sobre o mesmo, e tente alterar o significado do termo original (este é um aspecto em que o caso dos títulos académicos é um pouco diferente, razão pela qual não será tão absurdo).

O casamento é uma instituição que antecede o estado mas que, ao contrário do que muita gente ignorante pensa, nada tem a ver com a Igreja. Existem aliás, diversas formas desta mesma instituição nas várias culturas por esse mundo fora.

Não consigo entender porque é que vos faz assim tanta confusão chamar casamento legalmente à união entre duas pessoas do mesmo sexo que se amam. Será que "esta liberalização vai provocar muitas polémicas e dúvidas" no vosso espírito, como no do senhor que criou este grupo no facebook?

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Rui Carlos    313
Rui Carlos

Não percebo porque é que insistes nisto quando sabes perfeitamente que não é mais do que um nome e que no mercado global uma licenciatura pré-bolonha não é equivalente a uma licenciatura de bolonha.

Não é por enquanto. Daqui a uns anos estou para ver quem é que vai distinguir as duas.

O casamento é uma instituição que antecede o estado mas que, ao contrário do que muita gente ignorante pensa, nada tem a ver com a Igreja. Existem aliás, diversas formas desta mesma instituição nas várias culturas por esse mundo fora.

Ao contrário do que outra tanta gente ignorante pensa, o casamento tem muito mais a ver com a igreja do que com o estado. É também anterior à Igreja, mas na nossa sociedade é a organização mais antiga que "tem a ver" com o casamento, que define as regras do casamento, e que os concede.

Não consigo entender porque é que vos faz assim tanta confusão chamar casamento legalmente à união entre duas pessoas do mesmo sexo que se amam. Será que "esta liberalização vai provocar muitas polémicas e dúvidas" no vosso espírito, como no do senhor que criou este grupo no facebook?

Faz-me tanta confusão como chamarem open-source a código aberto, que não permite modificações (entre outras coisas).

Será que dar outro nome ia provocar muitas polémicas e dúvidas no vosso espírito, como no do senhor José Sócrates?


Era capaz de ser boa ideia discutir com argumentos em vez de adjectivos (ou similares). E a validade de um argumento ainda é independente de quem o defende.

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pedrosorio    5
pedrosorio

Ao contrário do que outra tanta gente ignorante pensa, o casamento tem muito mais a ver com a igreja do que com o estado. É também anterior à Igreja, mas na nossa sociedade é a organização mais antiga que "tem a ver" com o casamento, que define as regras do casamento, e que os concede.

O casamento é algo inerente à espécie humana desde que nos tornámos sedentários. MUITO antes da religião católica e até da formação de qualquer tipo de religião organizada.

Se a Igreja quer definir as suas regras e conceder os seus casamentos de acordo com a sua tradição tem pleno direito de o fazer e ninguém lho tira. Agora quererem usar o casamento católico como modelo único para aquilo que é o casamento entre duas pessoas numa sociedade, isso sim é ridículo e injustificável porque muito antes de cá chegar a Evangelização já as pessoas se casavam e, "graças a Deus", a Igreja manda zero naquilo que as pessoas podem ou não fazer na nossa sociedade.

Faz-me tanta confusão como chamarem open-source a código aberto, que não permite modificações (entre outras coisas).

Será que dar outro nome ia provocar muitas polémicas e dúvidas no vosso espírito, como no do senhor José Sócrates?


Era capaz de ser boa ideia discutir com argumentos em vez de adjectivos (ou similares). E a validade de um argumento ainda é independente de quem o defende.

Esta última não comento porque não percebo onde queres chegar.

Quanto ao anterior, de acordo, aquilo que foi aprovado não se devia chamar casamento quando é explícito que estas pessoas estão proibidas de formar família pela lei que diz que se podem casar. Com o tempo, também isso mudará.

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jpaulino    106
jpaulino

Esqueci de dizer qual foi a minha orientação de voto ... Sim, sem adopção!

Acho que a adopção não é saudável para uma criança, principalmente pelos tabus que o casamento homosexual ainda representa(e que vai durar uns bons anos a desaparecer), e pelo que isso iria afectar a essa criança. Existe tanta dificuldade em adoptar por um casal hetero, e isso sim, poderia sem muito melhorado/simplificado.

Para mim, casamento sim, adopção totalmente fora de questão.

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pedrosorio    5
pedrosorio

Esqueci de dizer qual foi a minha orientação de voto ... Sim, sem adopção!

Acho que a adopção não é saudável para uma criança, principalmente pelos tabus que o casamento homosexual ainda representa(e que vai durar uns bons anos a desaparecer)

E por isso é que esta lei já devia ter sido aprovada há mais tempo.

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HecKel    52
HecKel

Sim, porque só existe uma religião e tudo...

Gostava de ver que argumentos iriam dar para uma hipotética legalização da poligamia, tento em conta que no Islamismo isto é possível :)

Ou então...

http://en.wikipedia.org/wiki/Marriage#Same-sex_marriage_2

Vejam as religiões que reconhecem o casamento homossexual ;)

Mais uma vez, é a religião CATÓLICA que continua a querer mandar no Estado, impedindo a liberdade de cada um. Se eu for de qualquer uma daquelas religiões e quiser casar com outro homem, em Portugal não PODIA. Porquê? Porque a religião CATÓLICA meteu um entrave ao assumir que TODA a população portuguesa é católica.

Lamento informar, mas não é isso que acontece.

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jpaulino    106
jpaulino

E por isso é que esta lei já devia ter sido aprovada há mais tempo.

Se tivesse sido aprovada à mais tempo e os tabus já tivessem sido dissipados com o tempo, até poderia concordar com a adopção. Nesta fase é para mim de todo inaceitável a adopção (não o casamento).

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Rui Carlos    313
Rui Carlos
O casamento é algo inerente à espécie humana desde que nos tornámos sedentários. MUITO antes da religião católica e até da formação de qualquer tipo de religião organizada.

Se a Igreja quer definir as suas regras e conceder os seus casamentos de acordo com a sua tradição tem pleno direito de o fazer e ninguém lho tira. Agora quererem usar o casamento católico como modelo único para aquilo que é o casamento entre duas pessoas numa sociedade, isso sim é ridículo e injustificável porque muito antes de cá chegar a Evangelização já as pessoas se casavam e, "graças a Deus", a Igreja manda zero naquilo que as pessoas podem ou não fazer na nossa sociedade.

Qual é a mais antiga organização a controlar/legislar o casamento na nossa sociedade/cultura/país? Isto é o que para mim dá à Igreja o direito de definir o que é o casamento.

Sim, porque só existe uma religião e tudo...

Gostava de ver que argumentos iriam dar para uma hipotética legalização da poligamia, tento em conta que no Islamismo isto é possível :)

Ou então...

http://en.wikipedia.org/wiki/Marriage#Same-sex_marriage_2

Vejam as religiões que reconhecem o casamento homossexual ;)

Mais uma vez, é a religião CATÓLICA que continua a querer mandar no Estado, impedindo a liberdade de cada um. Se eu for de qualquer uma daquelas religiões e quiser casar com outro homem, em Portugal não PODIA. Porquê? Porque a religião CATÓLICA meteu um entrave ao assumir que TODA a população portuguesa é católica.

Lamento informar, mas não é isso que acontece.

Já me ouviste criticar o casamento poligâmico que é possível em muitos países? Desde que ele não tenha sido estabelecido contra a vontade daqueles que historicamente o controlavam (e de preferência, sem ser contra a vontade das pessoas), não tenho nada contra. É uma cultura diferente apenas. O mesmo é válido para casamentos homossexuais.

Quanto ao ser a religião católica a querer mandar no estado, ainda estou à espera que me digam se isto

Relativamente ao problema de lhe chamar casamento, olha, é mais ou menos o mesmo problema do estado decidir criar o open-source civil, que não seria mais do que software com o código fonte disponível, sem todos os outros direitos habituais no open-source religioso (de acordo com quem criou e difundiu o termo e a religião a ele associada). Lá por eu não deixar modificar um software, se disponibilizo o código, ele é de código aberto, e não quero ser discriminado! Quero ser igual a qualquer outro open-source.

Ou então, é também semelhante aos títulos de Bolonha, ou das novas oportunidades, que tiraram requisitos aos títulos anteriormente existes, desconsiderando as pessoas que já possuíam os títulos. Eu até já perguntei, por que não dar o título de licenciado a quem acaba o 12º ano? Ou quando saem da primária? Os putos também se devem sentir discriminados porque também querem ser doutores! Eles também gostariam de ser iguais a qualquer outro doutor. E que direito temos nós de lhes negar esse direito? Eles também já acabaram um ciclo de estudos.

também é impedir a liberdade de cada um, ou discriminação. Ou já agora, se também não é discriminação falarem em casamento homossexual. E se os homossexuais quiserem que lhes chamem casamento heterossexual? Ou então se uma mulher se queixar que lhe chamam mulher, quando ela preferia que lhe chamassem homem, também é discriminação? Basicamente a questão aqui é se o casamento implica heterossexualidade ou não, se implicar, será absurdo queixarem-se de falta de liberdade/discriminação.

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HecKel    52
HecKel

Estás a comparar batatas com pudim flan, mas isso também já foi dito umas 20 vezes antes. Para quê voltar a dizer as mesmas coisas?

Licenciatura não é Licenciatura de Bolonha, e Licenciatura de 5 anos só existia em Portugal, lá fora foi SEMPRE chamado de Master e vários amigos meus estão no estrangeiro a trabalhar em que são reconhecidos com um curso MASTER mas que em Portugal ainda se chama Licenciatura.

Mais uma vez, Portugal veio com a mudança em atraso, que levou a problemas éticos. Se tivesse sido feito mais cedo, nada disso acontecia.

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JoaoRodrigues    0
JoaoRodrigues

Portugal não veio com problemas de atraso. Portugal veio foi com a mania dos graus. Rui Carlos, tu que estás em investigação (certo né? :x) diz-me que pessoa fora de Portugal sem um PhD é que se atreve a ser chamado "Doctor". Olha, eu nunca vi ninguém... Mas cá por terras lusas é uma correria desenfreada. Porra, até eu no meu cartão de crédito tive automaticamente direito a Dr. mal acabei a licenciatura. Achas isto normal? O problema de Bolonha é outro e concordo PLENAMENTE contigo, apesar de ter uma licenciatura que foi 3 anos fora de bolonha e no último ano como veio Bolonha levei com o grau de Bolonha.

Agora, em relação ao que tu disseste há uma página atrás. Não, não li 9 páginas de posts. Li alguns comentários soltos de muita gente e decidi mandar o bitaite. Mas não deixa de ser o que penso mesmo que vá ler tudo.

O nome casamento pode ter raízes religiosas sim. Mas então também serias contra o meu casamento (sou claramente não-religioso) com alguém porque também ao fim ao cabo não partilho das crenças que originaram o nome.

Eu só acho que a hipocrisia é no facto de se estar a debater a liberdade de alguns por uma mera questão semântica.

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Rui Carlos    313
Rui Carlos

Regra geral lá fora o termo nem é Licenciatura, mas sim Bacharelato. Se calhar a razão para em Portugal haver Licenciaturas era o facto de durarem mais anos que os tradicionais Bacharelatos no estrangeiro.

Para quê voltar a repetir a mesma coisa? Posso-vos perguntar o mesmo...

Se repito isto, é porque antes repetiram outras coisas, e também ainda não vi ninguém a responder à questão essencial directamente, mas apenas a contorná-la. A questão essencial é se acham que as marcas devem ser respeitadas, ou se, por outro lado, o estado pode deturpá-las como bem entender.

E também continuam a repetir 20 vezes que haveria discriminação ou se estaria a limitar a liberdade se não se chamasse casamento a este contracto, quando isso depende do conceito de casamento. Como referi, acho que ninguém passa a chamar homem a uma mulher porque esta se queixou de discriminação.

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Rui Carlos    313
Rui Carlos

Portugal não veio com problemas de atraso. Portugal veio foi com a mania dos graus. Rui Carlos, tu que estás em investigação (certo né? :x) diz-me que pessoa fora de Portugal sem um PhD é que se atreve a ser chamado "Doctor".

Se calhar isso não é assim tão incomum, cá em Portugal temos o problema do Médico/Doutor, nos países de língua inglesa têm o problema do Physician/Doctor. Mas também é uma coisa que sempre me irritou.

O nome casamento pode ter raízes religiosas sim. Mas então também serias contra o meu casamento (sou claramente não-religioso) com alguém porque também ao fim ao cabo não partilho das crenças que originaram o nome.

Eu só acho que a hipocrisia é no facto de se estar a debater a liberdade de alguns por uma mera questão semântica.

Para pessoas para quem o casamento pouco ou nada significa, é apenas uma questão semântica. Para àqueles que dão valor ao casamento já é uma questão diferente.

Isto para mim também é uma questão semântica, pois também não dou muito valor ao casamento, em parte porque há muito que o casamento deixou de ser respeitado muitas das pessoas que o contraem (e aqui acho que também há alguma hipocrisia). Mas acho que aqueles que realmente dão valor ao casamento devem ser respeitados.

É a questão das marcas, que já aqui referi várias vezes, que do meu ponto de vista devem ser respeitadas.

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IceBrain    1
IceBrain

Eu não vou discutir mais a questão do nome; boa sorte na campanha para mudar os nomes (casamento católico, civil heterossexual, homossexual, etc) que toda a gente já usa.

Ou então se uma mulher se queixar que lhe chamam mulher, quando ela preferia que lhe chamassem homem, também é discriminação?
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HecKel    52
HecKel

Desculpa-me Rui, mas quem anda a contornar o assunto és tu.

Já te falei de outras religiões onde o casamento é aceite, e tu continuas a bater na mesma tecla e quando te falha o argumento voltas à história das licenciaturas. Aqui a religião NADA tem a dizer, casamento é um estado civil e não religioso, para isso existe a palavra matrimónio e isso sim é um sacramento da religião católica. Há diferença entre casamento e matrimónio, se eu quiser casar faço-o quando quiser e independentemente de ser agnóstico ou não, já fazer o sacramento do matrimónio (vulgarmente chamado de casamento) tenho de aceitar a religião que me efectua essa cerimónia (ou então ser hipócrita como existem muitos assim).

Casamento é a união entre duas pessoas. Matrimónio é uma cerimónia religiosa.

Querem confundir as coisas? Força nisso. Mas pelo menos não se esqueçam que Estado e Igreja não é a mesma coisa, e como tal, um não tem nada que meter o bedelho nas coisas do outro.

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pedrosorio    5
pedrosorio

Qual é a mais antiga organização a controlar/legislar o casamento na nossa sociedade/cultura/país? Isto é o que para mim dá à Igreja o direito de definir o que é o casamento.

Já me ouviste criticar o casamento poligâmico que é possível em muitos países? Desde que ele não tenha sido estabelecido contra a vontade daqueles que historicamente o controlavam (e de preferência, sem ser contra a vontade das pessoas), não tenho nada contra. É uma cultura diferente apenas. O mesmo é válido para casamentos homossexuais.

Isto é ridículo. Garanto-te que se a Igreja tivesse uma palavra a dizer (aquela que historicamente controlava o casamento no nosso país), não havia casamentos civis, porque não faz sentido a união de duas pessoas sem ser com "a benção do Senhor", no "sagrado matrimónio" bla bla bla. Se a Igreja mandasse, éramos todos católicos, íamos à missa aos Domingos e confessávamos todos os pecados aos senhores da Santa Igreja. MAS A IGREJA NÃO MANDA NADA --> Século XXI, acorda.

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