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UE convencida de que adjudicação directa do Magalhães é ilegal


M6

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A Comissão Europeia já não tem dúvidas de que o processo de adjudicação directa dos computadores Magalhães à JP Sá Couto constitui uma infracção ao direito comunitário do mercado interno e já o fez saber ao Governo.

[...]

In Público, 16 de Dezembro de 2009


Mais uma acha para a fogueira da novela Magalhães...

10 REM Generation 48K!
20 INPUT "URL:", A$
30 IF A$(1 TO 4) = "HTTP" THEN PRINT "400 Bad Request": GOTO 50
40 PRINT "404 Not Found"
50 PRINT "./M6 @ Portugal a Programar."

 

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Vai ser uma novela engraçada.... Todos os dias nas noticias vem mais um episódio da novela "Magalhães".

A ir pra frente não vejo que consequencias possa ter em termos praticos, mas também não percebi nunca muito bem o porquê da escolha da JP Sá Couto para produzir o dito cujo "Magalhães". Além de aquela "treta" custar pra caraças.... A exemplo um TFT para substituir um avariado custa alguma coisa como 85€+IVA para os revendedores, que ainda vão ter de aplicar a sua margem e substituir o TFT. Pouco mais custou recentemente um TFT para um portatil "à séria" (HP DV5830), a mim, quando me deram um que teve o infortunio de testar a lei da gravidade....

Provavelmente no mercado Europeu existiam outras capazes de produzir maquinas identicas mais baratas... no caso a ACER. Ou optavam por requalificar a fabrica de Vila do Conde (a Quimonda), e produziam lá os computadores..... 😛

Vamos ver em que dá esta novela.... mas a resultar em multa para Portugal gostava de saber como raio a Comisão Europeia pensa cobra-la! O País tá "roto" 👍

"A paciência é uma das coisas que se aprendeu na era do 48k" O respeito é como a escrita de código, uma vez perdido, dificilmente se retoma o habito"

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"Já fez saber ao Governo". Isto significa o quê? "Oh Sócrates pá... não vês que isso tá mal? Tss...que chatice pá.."

Que consequências se tiram disto?

Tens essas resposta na notícia completa.

10 REM Generation 48K!
20 INPUT "URL:", A$
30 IF A$(1 TO 4) = "HTTP" THEN PRINT "400 Bad Request": GOTO 50
40 PRINT "404 Not Found"
50 PRINT "./M6 @ Portugal a Programar."

 

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A ir pra frente não vejo que consequencias possa ter em termos praticos,

O estado pode ser multado pela União Europeia!

Vamos ver em que dá esta novela.... mas a resultar em multa para Portugal gostava de saber como raio a Comisão Europeia pensa cobra-la! O País tá "roto"

Não está roto, nem "roto". E poderia facilmente cobrar retirando dinheiro das ajudas financeiras.

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A meu ver o processo de adjudicação do Magalhães foi tudo menos "transparente". Não sei todos os detalhes, sei os poucos que li. Magalhães nos poucos que mexi, foi para efectuar reparações em Magalhães do programa e-escolinha, que foram comprados por amigos meus.

Outro dia perguntaram-me o que recomentava, o Magalhães ou um outro netbook de uma outra marca, eu recomendei outro netbook, uma vez que o outro netbook tinha as suas vantagens face ao Magalhães. Ainda assim não sou contra o "dito cujo Magalhães", também chamado de "fabrica de piratinhas".

Se realmente for verdade que a adjudicação do Magalhães à JP Sá Couto, foi feita em termos que violem as regras, acho muito bem que sejam tomadas medidas, mas pessoalmente acho que deveriam ir mais além do que multar o Estado, uma vez que no final de contas quem paga é o contribuinte e quem comete o erro é o governante. Deveriam investigar ao promenor quem cometeu o "erro", as motivações da comissão do "erro", e caso fosse provada a intenção na comissão do "erro", fosse punida a pessoa ou conjunto de pessoas em causa, sem prejuizo das restantes sanções a aplicar. Mas isto é uma opinião pessoal.

Já agora e porque me chegou ao conhecimento esta, e não deixa de ter piada.... um aluno com escalão maximo do apoio escolar, que obteve o computador magalhães sem pagar um centimo, teve os pais a vende-lo por uma quantia que desconheço, e disse na escola "Eu não tenho porque a minha mãe o vendeu". (Interessante o contrato relativo ao computador Magalhães com os beneficiários do apoio social escolar, não ter nenhuma clausula que proiba a venda).

Já agora eu uso uma unidade de DVD que foi feita para o magalhães, mas comprei-a directamente à JP. Dá um jeitasso do caraças no meu netbook Asus 😛

Cumprimentos

"A paciência é uma das coisas que se aprendeu na era do 48k" O respeito é como a escrita de código, uma vez perdido, dificilmente se retoma o habito"

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A meu ver o processo de adjudicação do Magalhães foi tudo menos "transparente".

As instituições em Portugal têm uma tradição de falta de transparência.

Se realmente for verdade que a adjudicação do Magalhães à JP Sá Couto, foi feita em termos que violem as regras, acho muito bem que sejam tomadas medidas, mas pessoalmente acho que deveriam ir mais além do que multar o Estado, uma vez que no final de contas quem paga é o contribuinte e quem comete o erro é o governante.

Concordo! Mas isso é responsabilidade da República Portuguesa e não da União Europeia.

Mas estamos cheios de casos desses, por exemplo na escolha de software para o estado. A Associação Nacional para o Software Livre tem denunciado sistematicamente ajustes directos feitos para valores superiores aos permitidos por lei e o facto de nunca ter havido qualquer concurso público, para por exemplo escolher qual o sistema operativo a usar usado nos desktops do estado.

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Bem que eu tenha conhecimento a grande maioria dos desktops do estado está com Sistemas Operativos Microsoft.

Faz alguns anos no tempo do DOS os tribunais estavam com o IBM-DOS 5 e o Display Write 4.

Agora sei que usam uma plataforma propria o @Habilus e se não estou em erro é independente do SO que utiliza.

Os Hospitais, todos os que usam o Alert, estão com Windows. Os centros de Saude, com Windows e Softare feito em base Oracle.

Outras instituições do estado sei que estão ainda com SO Microsoft tanto a nivel de Desktop como a nivel de Server, mas nunca tive a oportunidade de descobrir o porquê, uma vez que lido maioritáriamente com os proficionais que trabalham com a tecnologia e não a escolhem, é-lhes imposta.

Foi uma das muitas coisas que não percebi no estado Português. Mas também deixei de tentar perceber!

Tens razão sobre ser da responsabilidade da Republica Portuguesa tratar de apurar os verdadeiros responsaveis pelos erros, e apurar o grau de responsabilidade e dolo no acto. Mas também é tradição "institucionalizada", não se fazer "puto". Afinal de contas o povo não se aborrece, paga na mesma e não "mia", e se "miar", paciência, paga igual!

A falta de transparência é quase uma "instituição" por si só. Então no que a informática diz respeito... Nem comento...

Recentemente uma instituição publica adjudicou a construção de uma extranet a uma entidade, sem qualquer concurso, apenas "gastar dinheiro". Por acidente eu fui um dos muitos que descobriu um bug na aplicação que permitia fazer "asneira". Um bug relacionado com o RSS do site publico e a sua "incompatibilidade" com o Thunderbird. Quando mandei mail para o responsavel pelo sistema informático da instiução, informando que tinha descoberto o erro, com respectivos screen-shots ele respondeu cordialmente que não tinham testado a aplicação com clientes OSS, mas que iriam verificar e corrigir o erro... 5 Semanas mais tarde o erro apareceu corrigido! 5 Semanas, é um bocado de tempo! Mas transparência sobre a quem adjudicar o projecto, não vi nenhuma.... A aplicação continua um "buraco" de erros, a todos os niveis... Custou mais do que custaria se fosse feita numa plataforma OSS, muito provavelmente até ficaria melhor.... Mas pronto... Tem de se gastar dinheiro!

Não estou a par de tudo o que a Associação Nacional de Software Livre faz, não tenho lido muito, e raramente vou ao site.

Mas vou tentar começar a acompanhar mais de perto.

Cumprimentos

"A paciência é uma das coisas que se aprendeu na era do 48k" O respeito é como a escrita de código, uma vez perdido, dificilmente se retoma o habito"

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  • 1 year later...

Eu estou um pouco a leste disto do Magalhães, mas lembro-me vagamente de ter lido sobre uma relação qualquer de amizade entre o dono da J.P. Sá Couto (que à custa do Magalhães obteve uma subida de lucro na ordem dos 1000 e tal porcento) e alguém no Governo. Claro que isto por si só, não implica nada...

Até porque, a julgar por casos parecidos, a "troca" não é feita no local, mas sim após a pessoa responsável pelo negócio sair do Governo. Querem saber se alguém foi directa e individualmente culpado por isto? Esperem até o Governo sair todo do seu poiso e vejam quem entra para os quadros da JP Sá Couto... posso estar errado, e quero mesmo muito estar errado, mas tenho quase a certeza absoluta que não estou. 🙂 O que é pena.

Querem um exemplo concreto? A empresa que comercializa os pórticos das novas portagens, tem nos seus quadros administrativos um antigo secretário de estado que esteve envolvido no negócio das portagens? Coincidência? Fica ao vosso critério.

@esquiso, tu perguntaste se estávamos loucos... o que para mim não é uma ofensa. 😄 O problema é o facto de não teres provas e provavelmente quando as arranjares já ninguém querer saber disto.

include <ai se te avio>

Mãe () {

}

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