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Microsoft dá estágios tecnológicos a quadros dos PALOP

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A Microsoft vai proporcionar estágios de três meses de formação tecnológica a quadros dos cinco países africanos de língua portuguesa (PALOP) e de Timor-Leste em Portugal, indicou hoje o director-geral da Microsoft Portugal, Nuno Duarte.

Nos termos de um protocolo hoje assinado entre a Microsoft e o IPAD - Instituto Português de Apoio ao Desenvolvimento, participam nos estágios 18 quadros dos PALOP e Timor Leste, um por ano e por país, durante três anos, adiantaram os responsáveis da multinacional.

O protocolo prevê, ainda, que o portal da rede de professores inovadores seja estendido aos professores portugueses cooperantes nos PALOP e Timor-Leste.

Nuno Duarte assinalou que este protocolo é um dos 18 previstos no Memorando de Entendimento assinado no princípio de 2006 entre Bill Gates e o Governo português, no âmbito do apoio da Microsoft ao plano tecnológico.

Augusto Correia, presidente do IPAD, falando na cerimónia de assinatura do protocolo, destacou que o protocolo com a Microsoft «faz todo o sentido» nas acções de cooperação do IPAD, de apoio à lusofonia enquanto instrumento de escolarização e formação, na capacitação de instituições e técnicos dos PALOP e Timor e no apoio ao desenvolvimento harmonioso e sustentável daqueles países.

Augusto Correia afirmou que pode haver interrogações sobre se as tecnologias da informação e comunicação (TIC) avançadas serão as mais adequadas ao desenvolvimento de países em que grande parte da população vive em pobreza extrema, defendendo que as TIC «devidamente enquadradas na realidade, são não apenas uma ferramenta de desenvolvimento importante como, muitas vezes, decisiva».

O presidente do IPAD salientou que a montagem de um projecto para desenvolvimento da comunidade de professores de língua portuguesa nos PALOP e Timor-Leste no portal de professores inovadores vai permitir partilha de conhecimentos, experiências e de material pedagógico e didáctico.

Para Augusto Correia, este projecto pode «constituir uma importante vantagem em termos da qualidade das intervenções e do ensino ministrado».

O Presidente do IPAD assinalou que aquele instituto dedica mais de metade do seu orçamento a acção de capacitação e educação de pessoas dos países que falam português, indicando que o IPAD assegura bolsas de estudo em Portugal a seis centenas de estudantes daqueles países e cerca de 200 nos países de origem.

Augusto Correia indicou à Lusa que a Microsoft deverá definir os termos de referência a que os beneficiários dos estágios de três meses devem responder e as embaixadas de Portugal em cada um dos seis países lançarão um concurso e farão a selecção dessas pessoas.

Adiantou que o tipo de formação a ministrar pela Microsoft ainda está em aberto e dependerá do currículo e nível de conhecimentos das pessoas seleccionadas.

Neil Holloway, presidente da Microsoft EMEA (Europa, Médio Oriente e África), salientou que a Microsoft está empenhada nas novas maneiras de aprender e no impacte das tecnologias no ensino.

Holloway defendeu que a educação é a chave do desenvolvimento e começa pela qualidade das escolas e universidades mas passa também pela formação e desenvolvimento de competências em tecnologias ao longo da vida activa.

Indicou que a Microsoft tem memorandos de entendimento com 25 países da União Europeia que beneficiam meio milhão de professores.

O presidente da Microsoft EMEA sustentou que dispor de equipamentos a baixo custo não é suficiente, é preciso que a tecnologia esteja acessível, seja relevante e disponha dos recursos necessários para ter um impacte positivo, o que deve passar por parcerias entre Governo, instituições educacionais e organizações da sociedade.

Neil Holloway assinalou que a Microsoft aposta na investigação e desenvolvimento na Europa, região onde tem mais de 2 mil empregados a trabalhar em investigação, destacando que Portugal tem desde 2005 o primeiro centro de desenvolvimento de linguagem natural da Microsoft fora dos Estados Unidos.

Sublinhou que o objectivo dos centros de investigação locais é incentivar as competências locais em software e aumentar a competitividade dos países, observando que a Microsoft criou 18 centros de inovação em parceria com governos e parceiros industriais, três dos quais em Portugal.

Nuno Duarte assinalou que o centro de desenvolvimento da linguagem existente em Portugal é importante para combater a info- inclusão, em Portugal mas também nos PALOP e Timor.

O director-geral da Microsoft Portugal afirmou que está a ser feito um esforço para captar para o centro português o desenvolvimento relativo a linguagens de pequenos países europeus, com idiomas que não são muito falados.

Diário Digital / Lusa

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