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Ridelight

Olha o robô luso em Nova Iorque

25 mensagens neste tópico

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Se um chimpanzé pode fazer um quadro como Picasso, porque não um robô? Se bem o pensou, melhor o fez: o artista plástico Leonel Moura concebeu um robô capaz de pintar sozinho (!) e levou-o para os EUA, onde vai integrar, a partir de amanhã, a colecção permanente do Museu de História Natural de Nova Iorque.

O robô-pintor, ou RAP (Robotic Action Painter), assim se chama a criação, foi apresentado ao público português em Setembro do ano passado (na Culturgest, Lisboa) e questiona se a arte é – ou não – exclusiva ao ser humano. Um tema que já tem suscitado as discussões mais apaixonadas e que não deixará de alimentar polémicas entre os críticos nova-iorquinos.

“A ideia foi criar um robô capaz de fazer a sua própria pintura e, portanto, desafiar a noção que nós temos de que a arte é uma coisa exclusivamente humana”, explicou o criador à Lusa, acrescentando que o seu RAP “é muito sensível à cor” e que “com base nas cores que encontra vai construindo um quadro, em pinturas sempre originais”.

“O RAP nunca repete uma pintura”, garante Leonel Moura, que a partir de amanhã verá a sua obra exposta numa secção toda ela devotada ao questionamento do humano. Nas secções-laboratórios interactivos o visitante será levado a interrogar-se sobre a exclusividade do homem em usar a linguagem como forma de comunicação e em criar música e pintura como formas de expressão.

A exposição, que foi apresentada ontem aos sócios do Museu de História Natural, levou dois anos a montar num espaço de mil metros quadrados e mostra o desenvolvimento humano desde a pré-história até à actualidade. Desde o fóssil mais antigo até às criações tecnológicas mais radicais.

PERFIL

Leonel Moura nasceu em 1948, em Lisboa, e é um dos maiores expoentes mundiais de um novo tipo de arte: a arte robótica. Em 2003 criou o seu primeiro robô- -pintor: um mecanismo dotado de inteligência artificial e capaz de fazer desenhos e colori-los sem qualquer intervenção humana. Escreveu vários livros sobre a matéria e tem exposto e dado conferências por todo o Mundo.

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Na minha opinião e pelo menos nos tempos que correm, a arte ainda é algo exclusivamente humano. Digo isto porque arte não é fazer meia dúzia de riscos com base em algo pré-programado, mas sim as ideias que estão por detrás desses riscos. Apesar de eu não gostar minimamente das correntes abstraccionistas da arte, acho que contém algo de mais humano do que os riscos feito por esses robots: o significado que se atribui aos próprios riscos antes de os fazer.

É algo que esse robot não tem capacidade para fazer.  :)

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E quanto aos quadros pintados pelos elefantes?

Ou às montagens de ramos (pirâmides) feitas pelos macacos, que depois chamam os outros todos a correr para irem ver, e ficam a olhar para lá a admirar?

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E quanto aos quadros pintados pelos elefantes?

Ou às montagens de ramos (pirâmides) feitas pelos macacos, que depois chamam os outros todos a correr para irem ver, e ficam a olhar para lá a admirar?

Acho que dizeres que esses seres fazem arte é o mesmo que dizeres que as gaivotas ao fim da tarde, quando se juntam todas na praia a observar o por-do-sol é um indício de um fenómeno religioso. Os cientistas da área têm estudado esses comportamentos e pelo que ouvi em conversas com amigos e professores, chegaram á conclusão de que é um fenómeno bastante difícil de explicar e que levanta muitas questões. No entanto, os animais não estão pré-programados (pelo menos na mesma concepção de programação que os robots têm) e acho que isso já explica tudo.

O que estás a dizer aí, Warrior, é que a arte já existia antes de surgir o Homem, o que nos remete novamente para a questão do universo e do seu verdadeiro significado, do seu verdadeiro porquê.  :)

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Eu acho que a questão que se coloca é mais.. Qual a diferença da arte dos homens para a dos elefantes..

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Eu acho que a questão que se coloca é mais.. Qual a diferença da arte dos homens para a dos elefantes..

A intenção em exprimir algo. O intuito. Essa é que é a grande diferença entre a arte e o resto: o intuito de se exprimir algo, de se demonstrar algo. Acho que os elefantes ou qualquer outro animal não têm essa capacidade.

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Acho que os elefantes ou qualquer outro animal não têm essa capacidade.

Será mesmo? :)

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Acho que os elefantes ou qualquer outro animal não têm essa capacidade.

Será mesmo? :)

É o que apontam todos os estudos que conheço da psicologia animal. Pavlov no início do século, num estudo com cães, descobriu que os animais reagem de acordo com estímulos. Por exemplo, o que aconteceu com Pavlov foi o seguinte:

Pavlov trabalhava num canil e todos os dias levava carne a um dos cães para este comer. Ao fim de alguns dias, reparou que antes de chegar á beira do cão para lhe dar comida, já este se encontrava a salivar. Pavlov experimentou, no dia seguinte, não trazer comida mas sim fazer barulho com os passos que dava até chegar á sala onde se encontrava o cão. E o cão continuava a salivar, mesmo sem sentir o cheiro a comida.

Pavlov descobriu assim que os animais reagem de acordos com estímulos. Assim sendo, a meu ver, não se põe a possibilidade sequer dos animais fazerem arte.

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deathseeker25, isso até os humanos ;)

LOL, até os humanos reagem de acordo com estímulos? Não numa relação directa e única, como acontece com os animais. Por exemplo, se tiveres vontade de fazer uma necessidade básica qualquer como urinar, não o fazes no primeiro poste que encontras pois não? Se te apetecer ter sexo com alguem, não te mandas a essa pessoa de primeira pois não? Então só por aí já se conclui que o comportamento humano não é apenas condicionado por estímulos, ao contrário do que acontece com os animais.  :)

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LOL, até os humanos reagem de acordo com estímulos?
Sim.
se tiveres vontade de fazer uma necessidade básica qualquer como urinar, não o fazes no primeiro poste que encontras pois não?
Não.
Se te apetecer ter sexo com alguem, não te mandas a essa pessoa de primeira pois não?
Provavelmente sim.
Então só por aí já se conclui que o comportamento humano não é apenas condicionado por estímulos, ao contrário do que acontece com os animais.  :)
Nem o comportamento dos outros animais. ;)
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O famoso cão de Pavlov... E depois tocava uma campainha quando trazia a comida.. Passado algum tempo o cão associava a campainha à comida... Salivava ao ouvir a campainha, ao ouvir algum coisa parecida com um campaínha. Por aí adiante...

Bem, dou mais relevo ao facto de o tal robô luso estar por tais terras... "onde vai integrar, a partir de amanhã, a colecção permanente do Museu de História Natural de Nova Iorque."

Quanto à possibilidade de os animais criarem arte actualmente tudo aponta para que isso seja improvável...  Mas o que hoje é uma certeza, amanhã...

Quanto à questão dos estímulos, concordo com o deathseeker25, ou seja, os animais reagem a estímulos instintivamente, nós o que temos são impulsos.

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A intenção em exprimir algo. O intuito. Essa é que é a grande diferença entre a arte e o resto: o intuito de se exprimir algo, de se demonstrar algo. Acho que os elefantes ou qualquer outro animal não têm essa capacidade.

Como explicas então que os elefantes não deixem que ninguém lhes tire as folhas pintadas por eles, enquanto que mexer nas brancas ou rasgá-las não representa qualquer problema?

Ou os macacos, que ficam exaltados quando um dos outros tenta tocar na sua construção?

Não demonstra um protectorismo que demonstra uma consciência de beleza/arte?

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A intenção em exprimir algo. O intuito. Essa é que é a grande diferença entre a arte e o resto: o intuito de se exprimir algo, de se demonstrar algo. Acho que os elefantes ou qualquer outro animal não têm essa capacidade.

Como explicas então que os elefantes não deixem que ninguém lhes tire as folhas pintadas por eles, enquanto que mexer nas brancas ou rasgá-las não representa qualquer problema?

Ou os macacos, que ficam exaltados quando um dos outros tenta tocar na sua construção?

Não demonstra um protectorismo que demonstra uma consciência de beleza/arte?

Acho que demonstra protectorismo, mas não derivado de uma consciência de beleza/arte. Demonstra o mesmo género de protectorismo que têm pelas crias, por exemplo. Não conheço bem esses factos para além de que não tenho formação na área, no entanto acho que os animais desenvolvem o tal protectorismo em torno de objectos com que contactam durante algum tempo. De qualquer modo, Warrior, refere as fontes de onde retiraste essas afirmações para que se possam comentar a veracidade das mesmas. Só assim poderei dar uma justificação mais concreta relativamente ao assunto.

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Li uma discussão qualquer num forum.. Por acaso hoje de manhã tive à procura mas já não achei onde foi. Vou ver se volto a encontrar..

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Se te apetecer ter sexo com alguem, não te mandas a essa pessoa de primeira pois não?

:) Ás vezes é o que apetece! heheheh  :cheesygrin:

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Acho que demonstra protectorismo, mas não derivado de uma consciência de beleza/arte.

Será que não? ;) Eles dão valor ao que fizeram, daí o proteccionismo deles. Tu vais proteger alguma coisa que não te interessa? :)

O que tu podes dizer é que eles não conseguem ao longo do tempo ter controlo em certas acções como nós fazemos. Isso do sexo é um exemplo. Tu quando eras mais novo eras capaz de passar por uma gaja todo boa e pensavas "ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh que gaja tãaaaaaaaaaaaaaaaao boa, papava-te toda filha" e eras capaz de te vires. Mas agora, talvez penses isso mas controlas-te e não te vens. :)

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Acho que demonstra protectorismo, mas não derivado de uma consciência de beleza/arte.

Será que não? ;) Eles dão valor ao que fizeram, daí o proteccionismo deles. Tu vais proteger alguma coisa que não te interessa? :)

O que tu podes dizer é que eles não conseguem ao longo do tempo ter controlo em certas acções como nós fazemos. Isso do sexo é um exemplo. Tu quando eras mais novo eras capaz de passar por uma gaja todo boa e pensavas "ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh que gaja tãaaaaaaaaaaaaaaaao boa, papava-te toda filha" e eras capaz de te vires. Mas agora, talvez penses isso mas controlas-te e não te vens. :)

O que acabaste de dizer não tem lógica. Os animais não pensam. Todas as experiências feitas até á actualidade, apontam para que os animais apenas reajam de acordo com instintos. Unica e exclusivamente de acordo com instintos. Não existe pensamento nem raciocínio nos animais. Por mais que vos custe a acreditar que assim é, é para isto que aponta a ciência.  ;)

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O que acabaste de dizer não tem lógica. Os animais não pensam. Todas as experiências feitas até á actualidade, apontam para que os animais apenas reajam de acordo com instintos. Unica e exclusivamente de acordo com instintos. Não existe pensamento nem raciocínio nos animais. Por mais que vos custe a acreditar que assim é, é para isto que aponta a ciência.  :)

Eu não estou a dizer que pensam, eu estou a dizer que eles não reagem exclusivamente de acordo com instintos. Eles tal como nós pensam, guardam recordações, etc. Sim, porque para associares algum som a qualquer coisa tens que pensar. :)

(Quanto ao não ter sentido, é normal, acabei de acordar ;))

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O que acabaste de dizer não tem lógica. Os animais não pensam. Todas as experiências feitas até á actualidade, apontam para que os animais apenas reajam de acordo com instintos. Unica e exclusivamente de acordo com instintos. Não existe pensamento nem raciocínio nos animais. Por mais que vos custe a acreditar que assim é, é para isto que aponta a ciência.  ;)

Eu não estou a dizer que pensam, eu estou a dizer que eles não reagem exclusivamente de acordo com instintos. Eles tal como nós pensam, guardam recordações, etc. Sim, porque para associares algum som a qualquer coisa tens que pensar. ;)

(Quanto ao não ter sentido, é normal, acabei de acordar :))

O problema é que foi também provado que a memória deles é temporária. Demora apenas uns dias ou ás vezes ums horas. Se tirares uma cria a uma cadela, ela é bem capaz de ficar triste durante uns 3 ou 4 dias, mas depois esquece-se disso. Ao contrário dos seres humanos, as células de memória dos animais têm muito pouco tempo de vida. Isso foi também verificado por Pavlov.  :)

É por isso que se desenvolve o tal proteccionismo de que vocês falam: os animais associam aquilo que fizeram como algo territorial que lhes pertence e, portanto, não deixam ninguém mexer. Umas horas ou dias depois, esquecem esse algo.

Mas o que está em questão é a intenção em fazer algo. E isso os animais não têm, visto que reagem apenas a um instinto. Com intenção é que se faz arte.

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Embora tenham memória, é um facto que hoje os animais reagem segundo um esquema de estímulo -> resposta.

Dentro deste esquema, não pensam, mas aprendem, são capazes de agir sobre o meio que os rodeia, associando estímulos.

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Embora tenham memória, é um facto que hoje os animais reagem segundo um esquema de estímulo -> resposta.

Dentro deste esquema, não pensam, mas aprendem, são capazes de agir sobre o meio que os rodeia, associando estímulos.

No entanto, como disse anteriormente, os estudos de Pavlov apontam para que essa aprendizagem seja temporária. Aprendem e passado uns dias ou umas horas desaprendem, voltando á estaca zero. É isto que não lhes permite evoluír, ao contrário do que aconteceu com o ser humano.

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Embora tenham memória, é um facto que hoje os animais reagem segundo um esquema de estímulo -> resposta.

Dentro deste esquema, não pensam, mas aprendem, são capazes de agir sobre o meio que os rodeia, associando estímulos.

No entanto, como disse anteriormente, os estudos de Pavlov apontam para que essa aprendizagem seja temporária. Aprendem e passado uns dias ou umas horas desaprendem, voltando á estaca zero. É isto que não lhes permite evoluír, ao contrário do que aconteceu com o ser humano.

Essa questão parece-me um pouco ambígua, é um facto no processo de aprendizagem estudado por Pavlov existia um momento de extinção, ou seja, um momento em que um estímulo condicionado deixava de provocar uma resposta incondicionada, no entanto, depois poderia ocorrer um processo de recuperação espontânea em que o cão voltaria a reagir a esse mesmo estímulo. Ou seja, provava-se aqui a aquilo que dizes acerca da memória dos cães.

Por outro lado, não sei até que ponto estas conclusões são generalizáveis a todos os animais. ;)

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Já para não falar que a memória do elefante é mais do que reconhecida..

Outra coisa em relação à história dos macacos (apesar de me sentir mal por estar a usar este exemplo quando não encontro onde o li..) repara uma coisa: o resto do grupo também admirou a obra. Não se trata de um mero instinto protector pela sua criação, mas de uma apreciação genuína, porque não foram eles que o fizeram.

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Eheh estudos recentes dizem que os chimpanzés podem ter começado a criar um pensamento minimamente semelhante ao dos humanos, há um documentário sobre uma mãe chimpanzé que criou uma palavra em linguagem gestual para explicar que a filha chimpanzé tinha vomitado, então juntou cereja, sumo e mau cheiro, para explicar o vomitado, pode até ser um caso de associação de vários conteúdos no seu cérebro, mas demonstra uma criação de conceitos próprios, e provavelmente pensarem sem serem "programados" por humanos...

Não digo que tenham um pensamento filosófico como o nosso, mas já começam a ter um pensamento minimamente lógico.

Quanto ao mito dos peixes, e dos 3 segundos de memória, foi desmistificado no mithbusters quando lhes expuseram um labirinto e eles souberam o caminho sempre em frente e nunca a regressar para de onde tinham vindo.

E há muitos mais testes a serem feitos, para além do mais todas as espécies estão a evoluir incluindo o homem, em que o cérebro está cada vez mais pequeno e os corpos maiores e cada vez estamos mais inteligentes.

Cumps. Overrun

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