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Portugueses criam televisão à medida

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Retirado de:

Jornal de Negócios

A PT Inovação e o INESC inventaram um novo sistema que permite construir canais de televisão à medida – sem anúncios – e que "aprende" os hábitos do seu dono. O sistema será apresentado à PT no início de Março e deverá chegar ao grande público dentro de três anos, noticiou o "Diário Económico".

A caixa que mudou o mundo vai sofrer a maior revolução desde o seu surgimento, quando os telespectadores assumirem o controlo da sua programação. Ver televisão dentro de alguns anos será uma experiência personalizada, em que o consumidor decide quando e como pretende assistir aos seus programas favoritos. Os canais de TV poderão estudar os interesses dos seus assinantes e perceber que conteúdos devem oferecer, deixando para trás a ideia de consumo para uma massa anónima.

Tudo isto será possível com o nPVR, um "gravador" de TV inteligente digital que obedece aos critérios de selecção dos consumidores e disponibiliza uma grelha de conteúdos personalizada, que deverá modificar radicalmente os hábitos de consumo de televisão e o próprio modelo publicitário instituído na "caixa mágica". É a informática ao serviço da televisão, e não a integração da TV nos computadores, como há alguns anos se pensou que iria acontecer.

A tecnologia foi desenvolvida ao longo dos últimos dez meses pela PT Inovação e o INESC Porto (Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores) e consiste num sistema virtual de personalização dos conteúdos num contexto de rede. O sistema, que vai ser apresentado à Portugal Telecom no próximo dia 1 de Março, no Workshop do Plano de Inovação 2006, foi financiado integralmente pela PT Inovação. O montante de investimento terá sido apenas de várias dezenas de milhares de euros mas irá mudar os hábitos de uma indústria de muitos milhões de euros.

"A cena internacional nesta área tecnológica tem evoluído rapidamente", explicou o responsável, justificando o interesse da PT Inovação em ganhar ‘know-how’ num segmento que em Portugal ainda não tem expressão. Fausto de Carvalho afirmou ainda que o sistema de personalização de conteúdos "irá chegar ao mercado certamente, mas não sabemos quando", embora tenha apontado um prazo de três a cinco anos para a transposição deste tipo tecnologias para o mercado europeu.

Como protótipo concluído e a tecnologia pronta, o próximo passo será estabelecer a viabilidade comercial e obter o acordo entre fornecedores de conteúdos, anunciantes e operadores de televisão, uma vez que serão estes os responsáveis pela gestão do "gravador". Ao contrário do Ti- Vo, o nPVR não será um gravador ou ‘box’ que os telespectadores tenham de adquirir nas lojas. Consistirá num serviço ao qual os consumidores irão aderir, distribuído via TV digital sobre ligação ADSL, que permitirá a criação de uma grelha personalizada dos programas televisivos. "O consumidor irá criar um perfil de interesses, que depois é usado pelos operadores para perceber que tipo de conteúdos deve oferecer", sublinhou Sílvio Macedo, coordenador da unidade do INESC Porto responsável pelo nPVR.

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Vi hoje a notícia no telejornal e fiquei entusiasmado. Acho que é desta que na minha TV só vão passar séries e filmes de qualidade.  :P

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