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Mau Uso da Internet Despoleta Distúrbios de Personalidade

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A Internet criou uma enorme variedade de doenças e vícios, assegura a revista New Scientist, que os disseca e exemplifica na sua edição de Natal.

Chicletpod, cibercondria, crackberry ou egonavegação parecem palavras sem sentido mas foram os términos escolhidos pela "New Scientist" para denominar alguns dos vícios e doenças que o uso generalizado e descontrolado da Internet fez aparecer. Num artigo de opinião, publicado na edição de Natal da revista científica, são exemplificadas estas e outras manias, com casos reais e uma boa dose de humor.

Richard Fisher, o jornalista que assina o texto, começa por dar o exemplo, confessando ter-se viciado em ver o seu nome impresso nas folhas da revista. Com o advento da Internet a mania ganhou novas proporções e o egocentrismo subiu de tom.

Rapidamente, ganhou o hábito de consultar o pageranking dos seus artigos no Google.

Quando verificou que um dos seus textos aparecia numa miserável 47ª posição, encetou estratégias para ganhar prestígio no motor de pesquisa, como se disso dependesse a sua vida, até que tomou consciência do quão ridículo era estar a competir com uma velha glória do basquetebol, dos idos anos 70.

Ainda assim, a crónica que escreve e a investigação que a precedeu permitiram-lhe perceber que está longe de estar sozinho no que aos vícios do mundo virtual diz respeito.

"As novas tecnologias vieram revelar um vasto leque de problemas de personalidade", assegura. "- Quem é que nunca deu por si a escrever um e-mail para um amigo ou colega que está a alguns passos de distância em vez de falar directamente com ele?", questiona.

Algumas pessoas navegam na Internet para coscuvilhar informações acerca de velhos amigos, antigos namorados ou até pessoas que conheceram recentemente, exemplifica.

Há cada vez mais pessoas que usam a web e a blogoesfera como uma espécie de diário virtual, revelando segredos ou informações que de outra forma permaneceriam na esfera da vida privada, continua.

Isto já para não falar de quem, sob o manto do anonimato, se diverte a fazer de conta que é uma pessoa diferente da que realmente é.

Mas a questão que o autor considera relevante é saber se estas são síndromes da Web ou "tiques tecnológicos" ou novas versões de velhos problemas.

Desenvolver maus hábitos é muito mais fácil do que se supõe, garante.

Mark Griffiths, investigador de comportamentos adictivos na Universidade Nottingham Trent, no Reino Unido, parece concordar com esta ideia.

"Potencialmente, uma pessoa pode viciar-se em qualquer coisa que faça", revela. "Na verdade, embora as definições de dependência variem, existem indícios que sugerem que os hábitos adictivos partilham o mesmo pathos ", sejam em relação a drogas ou a outra coisa qualquer, acrescenta o especialista.

Apesar de os cibernautas que se podem classificar como estando verdadeiramente viciados em tecnologia serem uma minoria, uma pesquisa não-científica elaborada pela equipa da "New Scientist" na Internet revelou que há uma série de vícios que são cada vez mais frequentes no universo de pessoas que usam os meios tecnológicos.

Entre os inúmeros exemplos que o artigo cita está o caso dos que se viciaram na Wikipedia. Cerca de 2400 "wikipedianos" já contribuíram com mais de 400 páginas cada para a enciclopédia livre.

Também os fotologs, do género do Flickr, surgem como "culpados", com cada vez mais cibernautas a assumir que diariamente se entretêm a ver fotografias de pessoas que não conhecem.

Os programas de e-mail também podem ser um meio propício para ganhar um comportamento disfuncional.

De acordo com um estudo elaborado por Pam Briggs, especialista na interacção Homem-computador, numa mensagem de correio electrónico as pessoas tendem a escrever coisas exageradas, que nunca diriam em voz alta numa sala com várias pessoas.

A explicação, segundo a investigadora, está relacionada com a ausência de algumas "muletas" comunicacionais importantes, como as expressões faciais ou a linguagem corporal, uma falta que pode ser compensada através das palavras.

Antes de encontrar alguma destas manias "no sapatinho" o melhor é consultar a lista de tecno-distúrbios elaborada pela publicação (no rodapé).

No artigo de Richard Fisher pode ainda consultar testemunhos de alguns ciber-viciados.

- Algumas doenças dos novos tempos:

Blogoindiscrição

Revelar segredos ou informações pessoais online que, para sua própria segurança, deveriam manter-se privadas.

Blackberrymania

A doença do executivo moderno, que não consegue parar de consultar o seu PDA (BlackBerry ou outro) mesmo em situações graves como um funeral.

Cibercondria

Tem uma dor de cabeça e, ao mesmo tempo, um eczema? Uma pesquisa aprofundada na Internet poderá ditar que tem ...cancro.

Egonavegação

Quando o “Deixa-me só ver” fica fora de controle. Quando você pesquisa o seu nome e informações sobre si na internet repetidamente.

Infodependência

Quando adquirir e partilhar informação se torna um vício.

Narcisismo You Tube

Nem mesmo o seu melhor amigo quer ver horas e horas dos vídeos das suas férias!

Google-espionagem

Vigiar online velhos amigos, ex-namorados, colegas ou pessoas com quem se vai encontrar pela 1ª vez.

Personificação MySpace

Muitas pessoas tentam parecer ser alguém diferente do que são; algumas fazem-se passar por figuras públicas.

Fotobisbilhotice

Navegar por álbuns de fotografias online de alguém que não conhece.

Wikipediomania

Dedicação excessiva à famosa enciclopédia online. Pode fazer o teste de dependência aqui

Chicletepod

Descarregar uma música invulgarmente kitsch . As vítimas são geralmente fãs dos hits de soft-rock dos anos 1970.

Fonte: CDRWXP

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