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hister

Parlamento francês adopta Linux como sistema operativo

7 mensagens neste tópico

O Parlamento Francês anunciou que irá migrar de sistema operativo, mudando de Windows para o software Linux. Desta forma, mais de 1,1 mil estações de trabalho no Parlamento começarão a usar o sistema open-source e outras aplicações de código aberto, tais como, a suite OpenOffice, o browser Firefox e outras aplicações livres.

Apesar de muitos trabalhadores passarem a ser confrontados com um sistema operativo e aplicações que nunca utilizaram, o projecto do Parlamento mantém-se não havendo qualquer indício para o retrocesso da decisão.

O projecto francês apoia-se num estudo efectuado pela Atos Origin, cujas conclusões conseguiram convencer a Assembleia Nacional francesa.

Citado pela C|net, o Parlamento francês refere que a análise mostrou que a utilização de software open-source, adaptado às necessidades dos membros que o constituem, "permitirá a redução de custos apesar dos gastos associados à migração e formação" dos utilizadores.

Os apoiantes de software de código aberto já demonstraram agrado na decisão que, de acordo com especialistas, irá permitir ao parlamento francês maior controlo nos sistemas de tecnologias de informação sem que para isso dependa do apoio técnico de terceiros, o que permitirá "utilizar melhor os fundos públicos".

Fonte: Tek

Bem, tenho dito várias vezes que o Linux (open-source) está a ganhar terreno sobre o Windows, o mais engraçado nesta noticia  é que o nosso Governo, anda a pagar licenças para Windows quando muitas delas (tal como nas Universidades) trocam Windows por linux...

Não seria boa altura para este governo fazer  o mesmo, ora se para empresas e afins é indiferente...escrever cartas, fazer cálculos...

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Isto não é bem assim, há muitos interesses por detrás...

Por exemplo o nosso governo assinou um protocolo com a Microsoft ainda há bem pouco tempo. :D

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Por exemplo o nosso governo assinou um protocolo com a Microsoft ainda há bem pouco tempo. :D

... isto pouco depois de o Bill Gates ter vindo a Portugal elogiar algumas das medidas do governo (terá sido coincidência? não me parece...)

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Aí tem a resposta do Tek:

O Ministério da Justiça paga anualmente à Microsoft 5 milhões de euros em licenças de software. A empresa de Bill Gates é o principal fornecedor de programas informáticos da Justiça que está em fase de migração para software livre, em algumas áreas de actividade, com o objectivo de poupar custos.

A decisão foi alinhada pelo Governo nas Grandes Opções do Plano e tem vindo a ser posta no terreno de forma progressiva embora como sublinha Mário Valente, director do Instituto de Tecnologias de Informação da Justiça, o processo nunca venha a contemplar uma mudança radical para software livre.

Durante um debate sobre a utilização de software livre na Administração Pública, decorrido hoje na Torre do Tombo, o responsável - conhecido defensor da opção open source - sublinhou a possibilidade de coexistência entre software livre e software proprietário e referiu que as opções devem ser analisadas caso a caso, por forma a garantir a solução mais adequada para cada serviço ou função. No caso do MJ está em funcionamento desde o ano passado um sistema operativo de código aberto que já tem uma segunda versão, o Linius, e estão também em marcha vários outros projectos com a mesma matriz.

Incluem-se aqui a criação de um Laboratório para a Iniciativa Open Source (um repositório de software), uma plataforma de portais, um sistema de controlo de custos VoIP, entre outros.

Por outro lado, a organização afastou recentemente a hipótese de usar software livre na área da gestão documental por não encontrada uma alternativa suficientemente madura.

Mário Valente admite que não é racional equacionar uma migração rápida e total para o open source e lembra o peso da base instalada de software proprietário no MJ, bem como o histórico de utilização deste tipo de opção tecnológica, o que criaria sérios problemas num cenário de migração total.

Justiça não migra para o Vista

Nesta lógica a Microsoft manter-se-á um parceiro de peso do Ministério da Justiça, embora o organismo já tenha decido não migrar, pelo menos numa primeira fase, para o Vista. A decisão é fundamentada com razões económicas e humanas. "[Para já] Não temos condições financeiras e humanas para responder à instalação de 30 mil PCs e às exigências de hardware e impactos de compatibilidade nas aplicações que isso representa", detalhou.

Além dos encargos com a Microsoft o MJ gasta anualmente mais um a dois milhões de euros com licenças de software. Com a empresa de Bill Gates o actual enterprise agreement termina em 2007, altura em que o Ministério espera aproveitar para fazer uma renegociação mais vantajosa de condições.

Para as escolas, o Ministério da Educação estabeleceu com a Microsoft um entendimento para fazer um piloto com a nova versão do sistema operativo por forma a avaliar o interesse na migração, adiantou no mesmo encontro João Correia de Freitas do CRIE - Computadores, Redes e Internet na Escola.

Fonte: Tek

Depois digam que nós é que temos cabeça para poupar, já que o país tanto precisa... outras áreas estão a fechar para poupar algum...

Edit: Estou curioso por saber quanto gasta o Ministério da Educação e outros mais por ano...

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Este é um país de brincar... se noutro planeta houvessem países de brincar para oferecer às crianças alienigenas, o nome da marca seria Portugal. Num país que faz cortes brutais noutras áreas que tanto precisam, observa-se a uma saíde de dinheiro brutal para pagar licensas a uma só empresa, quando há alternativas mesmo nacionais que podem fezer melhor (ok, o cm também não é grande coisa,mas enfim...).

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Por outro lado, a organização afastou recentemente a hipótese de usar software livre na área da gestão documental por não encontrada uma alternativa suficientemente madura.

Ok eu comento... nas Universidades bem podemos fazer seja lá o que for, pois assim além de aprenderem, o Governo ficava com algum software feito por Tugas, mas ok não à iniciativas... enfim

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Por outro lado, a organização afastou recentemente a hipótese de usar software livre na área da gestão documental por não encontrada uma alternativa suficientemente madura.

Ok eu comento... nas Universidades bem podemos fazer seja lá o que for, pois assim além de aprenderem, o Governo ficava com algum software feito por Tugas, mas ok não à iniciativas... enfim

neste momento existe pelo menos uma universidade a trabalhar num projecto nesta área...

podemos por as Universidades a desenvolver software, mas também não é de um dia para o outro que vão aparecer soluções tão boas como as já existentes. é claro que existem áreas em que temos soluções opensource tão boas como as comerciais e que ainda não são aproveitadas...

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