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Empresas portuguesas são mais lentas a aderir a novas tecnologias

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Ao contrário do que acontece com os utilizadores individuais, a maioria das empresas portuguesas têm mais resistência a aderir a novas tecnologias, o que dificulta a manutenção no mercado de companhias com produtos inovadores, defendeu hoje Pedro Ramalho Carlos, CEO da Novis, durante a sua apresentação no IDC Directions. Suportado num estudo de mercado realizado pela própria empresa, Pedro Carlos garante porém que esta realidade não é exclusiva de Portugal, verificando-se também noutros países.

A análise realizada pela Novis permite estimar que nas empresas portuguesas apenas 3,4 por cento se encontram entre os techies ou visionários, adoptando rapidamente as novas tecnologias, enquanto 18 por cento devem ser qualificadas como pragmáticas, aderindo na fase de massificação. O grosso das empresas concentra-se porém no segmento de conservadores, ou later adopters, segundo a classificação definida por Geoffrey A. Moore, e 27,6 por cento é mesmo classificada como céptica.

O maior problema desta distribuição de interesse em aderir a novas tecnologias está relacionado com o abismo criado. Enquanto já na distribuição normal da curva de adopção existe um abismo que as empresas que comercializam a tecnologia têm de saltar - entre as vendas conseguidas junto dos early adopters e a fase de massificação - neste caso o abismo é ainda maior.

Pedro Carlos salienta porém que a Rede Fixa tem ainda espaço para crescer através da reinvenção de alguns negócios, nomeadamente na área da comunicação de dados. Os resultados do mesmo estudo permitiram à Novis apurar que a presença de serviços de voz nas empresas portuguesas chega aos 100 por cento, enquanto a voz móvel está ainda em apenas 62 por cento e a Internet em 52 por cento das empresas.

Já as redes de dados são utilizadas por apenas 5 por cento das empresas, existindo uma grande discrepância entre as grandes empresas - que tipicamente têm uma utilização de VPNs a rondar os 63 por cento, e as pequenas empresas, com apenas 3 por cento. É porém no segmento intermédio, das médias empresas, que Pedro Carlos antecipa um grande potencial de crescimento nas soluções de dados, residindo o desafio em lançar produtos e soluções que sejam interessantes para este mercado.

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