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Triton

Universities see sharp drop in computer science majors

7 mensagens neste tópico

Artigo interessante sobre o mercado actual de programação. O que se passa em Portugal?


Universities see sharp drop in computer science majors

Dot-com bust, fears of job outsourcing may be behind decline in enrollment

Computer science majors make some of the highest starting salaries for college graduates in the country, at about $50,000 a year. Computer science and computer engineering jobs are some of the fastest-growing occupations in the nation, according to the U.S. Department of Labor.

So why are university computer science departments watching their enrollments slide?

This fall, Vanderbilt University's computer science department is less than half the size it was in 2001. This year, enrollment fell again, to 61 students from 78 a year ago. Computer engineering has dropped as well.

At universities across the country, the picture has been similar. Fewer and fewer people are enrolling in university computer science programs, just at a time when employers say they can't find enough qualified employees.

"We're going crazy trying to find candidates,'' said Sridevi Movva, the managing partner of Nashville IT consulting firm Optimum Technologies Solutions.

This is a change from the peak of the dot-com era from roughly 1997 to 2001, when tech companies with big plans, wild ideas and investors willing to take a big risk flooded the marketplace. Students showed up for jam-packed computer classes with dollar signs flashing in their eyeballs.

Then, the bottom fell out of the boom and a national recession entered the picture.

Some university professors feel students and their parents are still scared off from computer science because of the dot-com bust, combined with a fear that an increasing number of jobs, especially programming jobs, are being sent offshore to places such as India. Others think universities haven't done a good job offering the latest skills and that students are turning to technical schools and career colleges as an alternative. Career college enrollment almost doubled between 1998 and 2003, according to data compiled by the Career College Association.

"It's not one university that's doing a bad job, they're all doing a bad job,'' said Andy Orr, a recruiting manager at employment agency Robert Half Technology in Nashville.

There is a perception that you don't need a four-year degree to get an IT job, said Beth Hunter, the branch manager of the Robert Half office.

Many students can bypass universities and pick up certifications, perhaps in the latest programming language or as a database administrator, she said.

One of the exceptions to the general downward trend among universities is Tennessee Tech University in Cookeville, which didn't see a spike during the dot-com era and has simply been growing steadily over the past few years.

Computer science department chairman Doug Talbert speculated his department never saw the boom and bust in enrollment because students who pick Tennessee Tech already know they want technology careers. Plus, the school added a popular information technology major this year.

Tennessee Tech has seen a high demand for graduating computer science majors.

"We have companies who call us and say, 'Do you have any graduates who haven't found work?' '' he said. "And we say, no."

But employers continue to send technical jobs to other countries, which professors worry is scaring students away from computer science programs.

Beth Hunter, the Nashville branch manager for Robert Half, said she lost an account last week because a local employer was outsourcing 13 jobs to India. She wouldn't name the employer.

"We're losing some of our positions to offshore staffing,'' she said. "We just are. But there are jobs out there, and the market is growing."

The East South Central region, which includes Tennessee, Kentucky, Alabama and Mississippi, is the fastest growing in the country in terms of information technology jobs, in part because of economic growth here, according to her agency's latest survey.

Some 23 percent of chief information officers in that region plan to hire more workers this year and only 1 percent plan cutbacks.

Movva said she hasn't been able to find experienced consultants in Nashville, and has had to hire outside the region, including signing visas for foreign nationals, to fill job openings.

"There are lots of jobs but not enough people are entering this field,'' said Sandeep Walia, who is opening an e-commerce software office called Ignify on West End Avenue.

With Oracle database experts making as much as $150,000 a year, "you wonder why more people aren't getting into this,'' Walia said.

Vanderbilt professors are worried about the perception that jobs aren't out there.

The department's Web site includes a plea from the chairman to prospective students that says: "Contrary to what you may be reading in some publications, there are jobs. …

"The jobs are out there, but the perception is that they're not,'' said Richard Detmer, the chairman of the computer science department at Middle Tennessee State University.

Jonathan Waite graduated with a bachelor's degree from Vanderbilt in May. But he says the job market is saturated with computer scientists. He feels that way even though he got three job offers in three months of looking for a job. The 22-year-old is a programmer for health-care technology company Pathfinder Therapeutics, creating a program to help surgeons use laser images to perform liver surgery.

Waite said some fellow programming grads had a tough time finding work and decided to go to graduate school. The prospect of computer science jobs being sent overseas is something he thinks about, too.

"I feel as long as I work hard, and I'm willing to learn new things, I'll be able to find work,'' he added.

Fonte: link.

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Eu acho que temos uma situação, em certo ponto, parecida em Portugal. Segundo alguns dados que ouvi anteontem, curiosamente, na Praça da Alegria, onde uma senhora que trabalha num ministério qualquer ou universidade tinha sido a convidada, afirmou que na área das engenharias tem havido uma queda significativa de estudantes de informática, o que faz com que a procura nesse ramo tivesse aumentado. Ela afirmou que 90% dos licenciados em engenharia informática têm emprego na sua área até 3 meses depois de estarem formados, o que de facto é uma estatística muito cómoda.

É apenas o que ouvi.

Em relação á emigração de programadores americanos para SPs na India eu digo que é perfeitamente normal. A India é um país em grande desenvolvimento tecnológico e empresas como a Red Hat e Novell têm das suas maiores filiais em Nova Deli. A população das grandes cidades é uma população instruída, são trabalhadores e é um povo muito numeroso. Têm algumas falhas a nível de infraestruturas para o interior do país e nas aldeias (vi no Discovery uma reportagem com uns 4 ou 5 anos que falava da chegada da electricidade a algumas aldeias no norte da India, perto da fronteira com o Paquistão), mas são coisas que têm sido colmatadas na ultima década. É um país com potencial e as empresas americanas, face ao mercado sobrelotado dos EUA e á crescente procura em países como a India, emigram os seus departamentos e empregados para lá. :P

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Eu acho que temos uma situação, em certo ponto, parecida em Portugal. Segundo alguns dados que ouvi anteontem, curiosamente, na Praça da Alegria, onde uma senhora que trabalha num ministério qualquer ou universidade tinha sido a convidada, afirmou que na área das engenharias tem havido uma queda significativa de estudantes de informática, o que faz com que a procura nesse ramo tivesse aumentado. Ela afirmou que 90% dos licenciados em engenharia informática têm emprego na sua área até 3 meses depois de estarem formados, o que de facto é uma estatística muito cómoda.

Isso são boas notícias para mim e para muitos dos que visitam este fórum... :P

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E em termos de remuneração, como está a situação em Portugal? Isso ainda é o que mais me preocupa, pois pelo que li isso é que está mau... :angry1:

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E em termos de remuneração, como está a situação em Portugal? Isso ainda é o que mais me preocupa, pois pelo que li isso é que está mau... :angry1:

Pelo que sei acho que os Engº Informáticos ganham bem. Claro que depende da pessoa e do emprego mas em geral, sendo procurados como são neste momento a remuneração é boa.

Mas eu sinceramente não é uma questão que me preocupe muito, quero é ter um bom emprego quado acabar o curso. O dinheiro vem depois...:P

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Eu posso afirmar que começam a faltar caloiros para praxar. lol  :cheesygrin:

Este ano na minha escola entraram apenas 18 em Eng. informatica e 13 ou 14 em Tecnologias e design multimedia, em que haviam 60 e 35 vagas respectivamente. (ver pelo lado positivo + hipoteses temos de encontrar emprego facilmente e ser + bem remunerados  ;))

Em relação á emigração de programadores americanos para SPs na India eu digo que é perfeitamente normal. A India é um país em grande desenvolvimento tecnológico e empresas como a Red Hat e Novell têm das suas maiores filiais em Nova Deli. A população das grandes cidades é uma população instruída, são trabalhadores e é um povo muito numeroso. Têm algumas falhas a nível de infraestruturas para o interior do país e nas aldeias (vi no Discovery uma reportagem com uns 4 ou 5 anos que falava da chegada da electricidade a algumas aldeias no norte da India, perto da fronteira com o Paquistão), mas são coisas que têm sido colmatadas na ultima década. É um país com potencial e as empresas americanas, face ao mercado sobrelotado dos EUA e á crescente procura em países como a India, emigram os seus departamentos e empregados para lá. :D

Pelo que li à uns tempos atrás a M$ tinha cerca de 30 ou 40%(não sei a precisão agora) dos programadores de origem indiana, tá a inverter-se o sentido das coisas, vão indianos pos EUA e americanos pa India.

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Creio que a India vai "esgotar" dentro de uma década, e a China vai passar a dominar.

A nível de desenvolvimento a India é interessante quando queremos mão de obra qualificada e barata, mas para tal é necessário ter uma boa estrutura a nível de análise e desenho, onde os indianos recebem a especificação e fazem apenas a parte de "bater código". Mas a verdade é que existem muito poucas empresas que consigam entregar uma especificação como deve ser, que seja só "bater tecla". O preço dos indianos só é apelativo nestas condições. E há que ter em conta custos como comunicação e o fuso horário, duas coisas que não são "simpáticas" quando o projecto está a ser dirigido fora da India...

Quando é necessário ter consultores indianos in loco, a coisa muda de figura, saem pouco mais baratos (valores não significantes) que qualquer outro consultor e tem uma carga acrescida de "problemas culturais" que por vezes impactam directamente o valor do projecto.

Acreditem, pois estou a falar com conhecimento de causa.

Mesmo o pessoal residente na India, assim que o primeiro programador comprar um BMW, todos vão querer ter um e lá se vai a vantagem competitiva da India: a mão de obra barata.

Assim, não acho que seja por causa dessa concorrência que haja menos procura por esses cursos. Creio que é mais um ajuste normal, reparem que a ciência da computação é algo relativamente novo, com apenas algumas décadas nos EUA, em comparação com outras engenharias, pelo que vejo isto com naturalidade. Até porque se há 10 anos atrás informática era "cool", hoje em dia os "miudos" já sabem mexer num PC e acham engenharia do ambiente "cool", ou seja, têm outros interesses.

Quanto à  realidade portuguesa, a mesma preocupa-me um bocado... Não vejo nenhum real ajuste do número de vagas nos cursos à necessidade empresarial do país e esse desfazamento é "mortal", para as pessoas, para as empresas, para a economia e, consequentemente, para a sociedade.

Ainda este fim-de-semana deu uma reportagem na SIC sobre "Doutorados no Desemprego" (criticas ao mau jornalismo à parte), havia um padrão nesses "doutorados no desemprego", creio mesmo que exceptuando uma pessoa eram todos da área de Química, num país que não possui industria química (tirando, tipo, algumas empresas de tintas e a Galp não temos nada) e consequentemente não tem forma de absorver todos os engenheiros quimicos que saem por ano das univs, acredito que só do IST saem em número suficiente para o país inteiro, quanto mais pessoal com tão alta qualificação e especialização.

É quase a mesma coisa que eu ser produtor de leite num país onde só se bebe cidra, a oferta e a procura estão totalmente desfazadas...

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