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Sonae pode desistir de oferta sobre a Portugal Telecom

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A Sonaecom diz que os remédios da Autoridade da Concorrência (AdC) são "violentos e agressivos" e pondera não fazer o registo da operação. O conselho de administração da empresa reúne-se esta semana para tomar uma decisão final. A Sonaecom diz quem são os vencedores e os perdedores caso a oferta caía por terra.

A Sonaecom está a ponderar não avançar com a compra da Portugal Telecom (PT) [Cot] devido aos remédios que a empresa classificou de "bastante violentos e agressivos". A mesma fonte acrescenta que a agressividade dos remédios não afecta apenas a fusão dos móveis mas as áreas todas "em geral".

A empresa, logo no inicio da oferta pública de aquisição (OPA), disse que a fusão da TMN e Optimus iria resultar em sinergias de 2 mil milhões ( 2 bilhões) de euros e que caso esta operação fosse chumbada pela Autoridade da Concorrência (AdC), a OPA cairia por terra.

A edição de hoje do "Diário Económico" avança que Abel Mateus deve aprovar a OPA, mas com condições agressivas.

A empresa liderada por Paulo Azevedo lançou uma OPA sobre a PT em Fevereiro e a AdC decidiu, a 9 de Junho, decidiu passar a análise da operação para uma fase de investigação aprofundada.

Fonte da Sonaecom disse ao Jornal de Negócios que "ficaria surpreendido se não houvesse uma decisão esta semana. A AdC sente que não pode durar mais tempo". Fontes de mercado estão a apontar para amanhã, ou o mais tardar na quarta-feira, para que a entidade presidida por Abel Mateus anuncie uma decisão final, ainda que sujeita a apreciação por parte dos interessados.

Segue-se um período de 10 dias para que os interessados na operação se pronunciem sobre os remédios. Segundo fonte oficial da Sonaecom, o conselho de administração da empresa deve reunir ainda esta semana para analisar se regista ou não a operação junto da Comissão de Mercados de Valores Mobiliários (CMVM).

Quando questionado se a agressividade dos remédios poderá fazer a empresa desistir da operação, fonte da Sonaecom afirma "estar a ponderar" essa possibilidade, mas acrescenta que uma decisão final só poderá ser tomada pelo conselho de administração.

Um cenário que parece já estar posto de lado é a revisão em baixa da contrapartida da OPA. Fonte da empresa disse ao Jornal de Negócios que "este cenário, por questões jurídicas ligadas aos remédios, não me parece que seja possível".

Para a empresa, caso a OPA falhe "existe um meio ganhador" que é a Sonaecom, já que a sua investida levou a administração da PT a avançar com o "spin off" das redes de cobre e cabo, em caso de insucesso da OPA.

A Sonaecom afirma que os "grandes perdedores serão a generalidade dos accionistas da PT", considerando que a cotação da empresa, ainda sem descontar o destaque da PT Multimédia, vai estar em linha com as estimativas mais baixas dos analistas, de 7 euros.

Os vencedores, caso a empresa opte por não registar a operação, serão "um pequeno grupo de accionistas da PT, cuja relação com a empresa não está nas acções, mas sim nas suas relações privilegiadas" com o maior grupo de telecomunicações nacionais.

As informações são do Jornal de Negócios, de Lisboa.

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