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karva

«Não há crimes perfeitos»

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Polícia Judiciária investiga neste momento 400 casos de prática de crimes informáticos. Associação Fonográfica, afinal, só apresentou duas queixas-crime por causa de downloads, que incluem 28 suspeitos
A Polícia Judiciária (PJ) recebeu da Associação Fonográfica Portuguesa apenas duas queixas-crime. Nestas estão incluídas as «identificações de 28 suspeitos». A taxa de resolução de crimes informáticos tem vindo a decrescer, mas a Judiciária garante que «não há crimes perfeitos».

Actualmente, a PJ tem em mãos cerca de 400 processos relativos a ilícitos informáticos. Crimes como a sabotagem, o dano informático, o acesso ilegítimo estão incluídos naquela lista. Todos têm em comum o uso de computadores. E nem sempre são fáceis de investigar.

Ainda assim, os ilícitos informáticos têm aspectos idênticos aos crimes considerados tradicionais. «Há uma velha máxima que diz que qualquer criminoso deixa vestígios no local do crime. Há um conjunto de elementos que deixa no seu percurso. Mesmo que consiga apagar o rasto deixa sempre qualquer coisa e mesmo na maneira de apagar o rasto pode deixar elementos importantes», explica Jorge Duque, da Secção Central de Investigação de Alta Tecnologia, da PJ. A «assinatura» deixada pelos criminosos é o ponto de partida para toda a investigação.

Os dados recolhidos junto das operadoras são fundamentais. «Esses registos nunca podem ser apagados pelos meliantes. Nós estamos atentos às falsificações e aos elementos forjados. Mas há alguns dados que eles não conseguem forjar que são aqueles que estão do lado das operadoras.»

Estas informações permitem descobrir o local onde o crime foi cometido. «A ligação à Internet tem que ser feita nalgum lado, em casa, no trabalho. Há sempre um ponto de acesso, seja ele uma antena, seja um cabo na rede. É sempre possível identificar esta localização».

IP ajuda Polícia

Jorge Duque deixa ainda a certeza de que «através dos IPs é possível identificar os utilizadores. Através da forma de subscrição: um IP estático, ou dinâmico ou uma conta de acesso com IP dinâmico ou fixo. Em qualquer caso é sempre possível identificar». Identificado o local, a investigação prossegue como se de um crime tradicional se tratasse.

A taxa de resolução destes casos é «elevada» mas «tem vindo a decrescer». O inspector-chefe aponta «alguns empecilhos legais» para o insucesso das investigações. Defende «legislação para que os operadores tenham regras instituídas por forma a salvaguadar os elementos necessários às investigações criminais» sem que isto colida com a vida privada dos utilizadores. «Nós só pretendemos a imediata localização da prática do crime. A Polícia não quer aceder aos dados pessoais dos utilizadores», garante.

Os crimes praticados na Internet têm ganho um peso preocupante nos últimos anos. Um estudo da PJ, citado por Jorge Duque, indica que a Internet é usada em cinco por cento dos crimes de abuso sexual praticados em Portugal.

Mulheres ciber-criminosas

Nos últimos anos o perfil destes criminosos alterou-se. «Se antes eram estudantes universitários, agora são indivíduos com pouco mais de 30 anos». Estão, habitualmente empregados e são, na maioria, homens. «Mas já há bastantes mulheres». Os crimes ocorrem sobretudo nos grandes centros urbanos ou nas cidades onde existem pólos universitários tecnológicos.

Fonte: http://www.portugaldiario.iol.pt/noticia.php?div_id=291&id=682419

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