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Anonym

Matemática: 60% dos alunos tiveram negativa no exame do 9ºano

70 mensagens neste tópico

Seis em cada dez alunos do 9º ano tiveram negativa no exame nacional de Matemática, apesar da média de notas ter subido ligeira mente em relação ao ano passado, segundo dados do Ministério da Educação.

Dos 92.217 estudantes que realizaram a prova na primeira chamada, 64 por cento tiveram nota negativa, com um ou dois valores (numa escala de um a cinco), enquanto os restantes 36 por cento alcançaram uma nota positiva.

De acordo com os dados, 13 por cento (11.988) tiveram a nota mais baixa da escala, enquanto só dois por cento (1.844) atingiram o valor máximo.

No total, a média de notas ficou-se pelos 2.4 (o mesmo que 48 por cento), o que representa uma ligeira subida relativamente aos 2.2 (ou 44 por cento) registados em 2005, ano em que cerca de 70 por cento "chumbaram" no exame.

Já na prova de Língua Portuguesa, os alunos conseguiram melhores resultados, tendo alcançado nota positiva 54 por cento dos 92.144 que fizeram o exame na primeira chamada.

No entanto, ao contrário do que aconteceu na Matemática, o número de alunos com positiva desceu significativamente em relação ao ano passado, quando 77 por cento dos estudantes "passaram" na prova.

A média de notas também diminuiu, passando de 3.0 (ou 60 por cento) par a 2.6 (52 por cento).

Os exames nacionais do 9º ano, cujos resultados foram hoje afixados nas escolas, são obrigatórios para a conclusão do ensino básico e valem apenas 30 por cento para a classificação final dos estudantes.

Por isso, e apesar dos resultados maioritariamente negativos no exame d e Matemática, 68 por cento dos alunos conseguiram passar à disciplina, obtendo u ma nota positiva no final do ano.

No caso da Língua Portuguesa, 87 por cento dos alunos concluíram a disciplina com uma avaliação final positiva.

Nos dois exames, os resultados alcançados pelos alunos externos (que se auto-propuseram a exame, depois de terem chumbado) são claramente piores do que os dos alunos internos.

A Matemática, 95 por cento dos 4.060 alunos externos tiveram negativa, o mesmo acontecendo com 80 por cento dos 4.119 que se auto-propuseram ao exame de Língua Portuguesa.

fonte: Jornal Notícias

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noticias que não me supreendem em nada....

A matemática do 9º ano, para mim é a mais simples....

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Pois... mas por um lado acho muito bem que esse pessoal tirasse negativa e porquê?

Conheço um caso de alguém que teve 5 no 9º ano a matemática e este ano tá mesmo deprimente a roçar as negativas...

Nem sei se chegou a passar ou não...

É bom para o pessoal abrir os olhos porque a matemática complica-se bastante parecendo que não :D

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Epa, sinceramente, eu que achei o exame tão fácil, nunca pensei... mas enfim, não sei o que é que andam a fazer todos anos na escola, para depois acontecer isto. Este país vai de mal a pior!

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isto só mostra o estado em que está o ensino em Portugal.

e, pelos comentários que estou a ouvir, o exame era fácil... agora imaginem se fosse díficil.

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queria participar na discussão mas voces já disseram tudo o que eu ia dizer :D

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Pois é, o ensino está assim e vai piorar, porquê?

Porque há uma descoordenação entre governo e escolas que quase assusta!

Porque os professores vão ser avaliados pelos pais, ou seja, vão-se sentir coagidos a apresentar exercícios fáceis para que os alunos tirem boas notas e com isso terem uma boa avaliação por parte dos paizinhos!

Porque os pais, têm tendência a desculpar aos filhos a dificuldade que eles têm a matemática porque eles tiveram a mesma dificuldade!

Porque cada vez mais parece haver uma preguiça mental que passa impune e quase é aplaudida! Quando se vê que os alunos só querem exercícios em vez de problemas!

Porque cada vez mais uma sala de aula é "uma seca" e não há questões levantadas, nem diálogo "matemático" entre aluno e professor a não ser "perceberam?", "siiiim!" ou "calem-se!"...

enfim...

Por outro lado, penso que há dois grandes  problemas que é urgente resolver, o primeiro  é a aplicação da matemática a situações da vida real... é fácil dizer que a matemática está em todo o lado, mas dizer como ela está em todo o lado é que quase ninguém faz. O segundo é contextualizar tudo, por exemplo, quando na matemática se utilizam as expressões "caso notável" ou "elemento neutro" parece que as palavras deixam de ter o seu sentido "em português" para se tornarem algo mt complicado que apenas alguns entendem, mas se dissermos "o Figo é um caso notável" ou "O árbitro é um elemento neutro" toda a gente entende!

A minha mensagem para quem não tem boas notas a matemática é: "liguem o cérebro" a matemática vem por acréscimo!

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Isto está uma vergonha. Mas o ensino secundário não se compara com a calamidade do ensino superior, e esse é que importa. Porquê? Porque quase metade dos meus colegas já desistiram por causa das matemáticas. E não são só um ou dois colegas. Já sei que pelo menos 8-10 colegas desistiram porque não conseguem passar as matemáticas.

Convém frisar que os professores na universidade estão-se nas tintas para os alunos. Estes também não fornecem soluções para 85% dos exercícios que dão nas aulas. Só fazem um exercício de cada tipo e depois passam para o próximo capítulo. E toda a gente sabe que cada exercício tem um método peculiar de resolver. Um exercício com uma raíz no denominador resolve-se de maneira diferente do que se tivermos uma potência elevada a outra potência.

Temos que literalmente chatear-lhes a cabeça para nos ajudarem, e mesmo assim muitos fazem-no contrariados. E alguns até recusam.

Houve uma ocasião que me recordo em particular, em que o professor está a dar uma matéria do 12º ano, mas maior parte dos alunos não deram e quando perguntaram para o professor explixar essa matéria, a resposta do indivíduo foi:"

Desculpem, mas não vou perder tempo para explicar algo tão básico. Agarrem um livro do 12º e desenrasquem-se".

Pouco depois maior parte das pessoas desistiram de ir às aulas desse professor.

O ensino básico e secundário o pessoal recusa-se a estudar porque: esperam que podem safar-se colocando todas as fórmulas na calculadora gráfica e porque têm explicações. Maior parte dos alunos que têm explicação (como eu tive) nunca faziam o trabalho de casa porque na explicação faziam sempre tudo. Para quê perder tempo a fazer exercícios secantes e não ver os Morangos com Açúcar, se o explicador faz o trabalho de casa por nós?

Foi por causa deste pensamento que chumbei no 12º ano, por pura preguiça. Se nós tirarmos uma negativa e maior parte do pessoal tirar positiva, nós ficamos envergonhados e estudamos mais para evitar que aconteça o mesmo, mas se maior parte dos alunos chumbarem, o aluno não se preocupa tanto e culpa os professores/testes.

Sempre que os meus pais perguntavam o que corria mal nos testes, eu dizia-lhes que os testes eram demasiado difíceis e que 90% dos alunos tiraram negativas também. Os únicos que tiravam positiva eram os marrões.

Apesar de apanhar sempre um sermão do género "tens que te aplicar mais", eles sabem que as notas de matemática são uma calamidade. Por isso eles nunca me pressionavam muito.

Mas na universidade as coisas pioram muito mais.

Imaginem o que é chegarem à universidade, e depois terem que fazer testes de matemática sem o auxílio de qualquer calculadora. Isto não parece nada de mais, mas fazer dezenas de contas à pata consome MONTES de tempo nos testes e nos exames. Pessoalmente já tive negativas, não porque não sabia o conteúdo da matéria, mas sim porque errei em cálculos triviais.

Ironicamente o curso de matemáticas com quem fizémos o teste final de Matemática Discreta podia usar calculadora e fizeram o teste com consulta. Nós, os de Informática ficámos chocados e indignados, porque a única coisa que podíamos ter em cima da mesa, era a caneta. Deu-me raiva, mas sei que não vale a pena ficar chateado porque provavelmente não posso fazer nada. É estudar mais para o próximo teste e esperar que tenha um bom resultado.

Quando confrontámos os professores que nós já estamos habituados a usar máquina desde do 5º ano, e que era uma completa estupidez fazer estes cálculos inútes (montes de multiplicações com 4-5 dígitos, divisões com vários números), eles disseram que a culpa era nossa e dos professores do ensino básico e secundário por nos tornarem demasiado dependentes das calculadoras.

Quem estiver no ensino secundário é bom que começe a pensar a dedicar-se às matemáticas, porque na universidade vão sofrer um choque. As explicações são super-caras, logo muitos dos alunos que actualmente andam em explicações provavelmente vão ter que começar a estudar sozinhos. E acreditem que estudar sozinho é 1000x mais difícil que ter uma explicação. Neste estado da vossa vida, vocês vão ter que perder montes de horas a falar com os professores para saberem como se resolvem os exercícios mais difíceís. Não é ir logo para casa mal que a aula acabe, apesar de 95% dos alunos que fazem isso. E os que ficam normalmente são considerados os graxistas. Mas depois são os que vão passando de ano, enquanto o resto fica retido.

Isto é só para provar que o que vem a seguir é muito mais difícil do que vocês estão a enfrentar. Apesar de uma parte da culpa ser dos professores, os alunos não estudam. Chumbei dois anos no 12º por causa da matemática. Saí da explicação, porque era um desperdício de dinheiro e com 2 semanas de estudo com afinco consegui tirar um 10,0 no exame nacional de recurso.

Senti-me parvo porque podia estar este ano a acabar a universidade e só agora é que comecei.

Mas a culpa também é da mentalidade tuga. Nós somos um povo preguiçoso e queremos tudo de mão-beijada.

Eu já fui como vocês, logo sei o que se  passa nas vossas cabeças. Desses 36% que passaram no exame, tenho a certeza que uma boa parte são alunos normais que conseguiram passar através do estudo.

Mas se quiserem fazer algo nas vossas vidas, vão ter que enfrentar o monstro da matemática. Especialmente nos tempos de hoje onde praticamente todos os cursos têm matemáticas. Infelizmente em Portugal, um diploma de universidade não nos automaticamente garante um bom emprego. Mas só com o 12º ano concluído será ainda mais difícil.

Só escrevi este testamento porque já tive na mesma situação que vocês. E para sair desse buraco é só mesmo preciso um pouco de estudo.

E para quem vai entrar no 10º ano. Pessoal, estudem forte e feio na matemática e tentem tirar pelo menos um 12, para depois no 12º ano irem à vontade no exame. Não façam como muitos fazem, que cagam no 10º e 11º e depois ainda todos aflitos no 12º ano, porque têm de tirar um 9.5 no exame para passarem, enquanto o vosso amigo, que apesar de estar com problemas com a matemática, só precisa de tirar um 5 por causa das notas que teve no 10º e 11º.

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EuCoRi 

sim senhor, bom comentário! Certamente seguirei os teus concelhos!

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koitados, fix o exame no ano passado, e tive 5 memo na boa...

TRISTEZA!!!!:|

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koitados, fix o exame no ano passado, e tive 5 memo na boa...

TRISTEZA!!!!:|

há uma pequena diferença, no exame do ano passado apenas podia sair materia do 9, e este ano podia sair 7, 8, 9... Estive a estudar por 9 livros. A pressão este ano foi muito maior q no ano passado.

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Sinceramente, tudo o que vi no exame um aluno de 9º ano tinha mais que obrigação de saber fazer.

Obrigado pelos vossos comentários, sempre pensei que a universidade não fosse assim tão díficil como as pessoas dizem, mas depois de ler os teus comentários começo a ficar com medo do que vem aí, e começo a mentalizar-me que a "boa-vida" até agora na escola, que sempre deu para tirar 16's e 17's vai começar a acabar. Para pessoas como eu que não estão nada habituadas a estudar é mesmo muito díficil começar assim de repente a estudar, mas pelo que estou a ver vai mesmo ter de ser, pois apartir do 12º ano começa a ser muito díficil este método de "estudo".

Fiquem bem!

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Já repararam que a percentagem de negativas foi de 64%, mas todas as notícias falavam como título em "seis em cada dez"?

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A matemática é cm "uma bola de neve"  (de certeza k já ouviram isto). E não tenham dúvidas. Pk na matemática (e outras disciplinas) temos k começar a perceber (a matemática não se marra) logo de início porque senão os problemas e as dúviadas vão acumulando e aí é k já não damos conta... e não é só a partir do 10º ano, deve-se começar logo no básico, pois se não entendem o "básico" cm é k é o "secundário".

Eu sempre tive notas razoáveis e cheguei ao 10º ano e tive salvo erro uma nega e ainda algumas notas fraquinhas e consegui ter no final do ano 15 a matemática. No entanto pro' ano vou-me esforçar ainda mais. Pois podem não acreditar mas eu não estudei mt este ano o k me safou ao longo do ano foi as "bases" k trazia do Básico.

A do meu curso é Matemática B. Não é mais fácil k a Matemática A como mt pensam, na B temos menos um bloco por semana e assim damos menos matéria e sem muitas explicações. Por isso é k por um lado gostava de ter a A, dão mais matéria mas parece k percebem melhor, digo eu.

[só quero ver se me safo no exame a matemática no 12ºano, pois eu estou no Tecnológico de Informática (daí a Matamética B), e no exame o mais provável é sair a A.]

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Sinceramente, tudo o que vi no exame um aluno de 9º ano tinha mais que obrigação de saber fazer.

Obrigado pelos vossos comentários, sempre pensei que a universidade não fosse assim tão díficil como as pessoas dizem, mas depois de ler os teus comentários começo a ficar com medo do que vem aí, e começo a mentalizar-me que a "boa-vida" até agora na escola, que sempre deu para tirar 16's e 17's vai começar a acabar. Para pessoas como eu que não estão nada habituadas a estudar é mesmo muito díficil começar assim de repente a estudar, mas pelo que estou a ver vai mesmo ter de ser, pois apartir do 12º ano começa a ser muito díficil este método de "estudo".

O meu objectio não era para assustar, mas sim alertar. Não é só por causa do estudo, mas também dos jantares de turma, do convívio, saídas todas as 5ª feiras, etc. Na universidade não há faltas de presença (com excepcção de uns casos) nem toques para avisar a que é hora de entrar/sair da sala de aula. Apesar de ser uma falta de respeito chegares 10-15 minutos atrasado, maior parte dos professores não te dizem nada quando sais a meio da aula ou entras com 20 minutos de atraso. Tinha colegas meus que saíam durante a aula para tomar café e voltavam 20-30 minutos depois.

E o pior de tudo, é que se fazes isto uma vez, depois fazes outra, e outra...e depois dás-te por ti nem vais a metade das aulas (como foi comigo este ano).

Depois a preguiça faz efeito e pensas "bhá, isto é cagativo. Vou passar isto tudo por exame".

Apesar de alguns alunos não colocarem os pés na universidade e vão passando as cadeiras, maior parte do pessoal obviamente que não tem a mesma sorte.

Eu este ano passei mais tempo na biblioteca da escola, do que nas salas de aulas.

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memo ke saia + materia, na matematica, as materias estao smp interligadas, precisas sempre de saber uma cena + basica, pa saber outra + avancada...

pra um programador, a matematica deve tar smp toda sabida...

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Tinha colegas meus que saíam durante a aula para tomar café e voltavam 20-30 minutos depois.

E o pior de tudo, é que se fazes isto uma vez, depois fazes outra, e outra...e depois dás-te por ti nem vais a metade das aulas (como foi comigo este ano).

Depois a preguiça faz efeito e pensas "bhá, isto é cagativo. Vou passar isto tudo por exame".

Apesar de alguns alunos não colocarem os pés na universidade e vão passando as cadeiras, maior parte do pessoal obviamente que não tem a mesma sorte.

Na minha opinião penso que se deveria ter no minimo 2.5 no exame de mat para se puderem inscrever no 10º->12º. Porquê? Porque assim abriam o olho e aprendiam que o ensino secundário é para quem quer e não para quem está para avacalhar. Esta medida ajudaria também a alimentar a educação que temos e fazer ver que o ensino superior é para quem pode.

Quanto à citação que fiz, também me aconteceu 2/3 vezes sair durante as aulas teoricas para ir beber café mas sempre porque ou tinha uma directa em cima para acabar um trabalho ou porque não tinha descançado o suficiente durante a noite. O pensamento do 'eu em exame papo isso' também me ocorreu e correu sempre muito mal. Se podes fazer por testes fá-lo... por mais simples que seja as cadeiras não são triviais e os docentes não gostam de passar pessoas que não merecem.

Cumps 8)

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A matemática é cm "uma bola de neve"  (de certeza k já ouviram isto). E não tenham dúvidas. Pk na matemática (e outras disciplinas) temos k começar a perceber (a matemática não se marra) logo de início porque senão os problemas e as dúviadas vão acumulando e aí é k já não damos conta... e não é só a partir do 10º ano, deve-se começar logo no básico, pois se não entendem o "básico" cm é k é o "secundário".

Eu sempre tive notas razoáveis e cheguei ao 10º ano e tive salvo erro uma nega e ainda algumas notas fraquinhas e consegui ter no final do ano 15 a matemática. No entanto pro' ano vou-me esforçar ainda mais. Pois podem não acreditar mas eu não estudei mt este ano o k me safou ao longo do ano foi as "bases" k trazia do Básico.

A do meu curso é Matemática B. Não é mais fácil k a Matemática A como mt pensam, na B temos menos um bloco por semana e assim damos menos matéria e sem muitas explicações. Por isso é k por um lado gostava de ter a A, dão mais matéria mas parece k percebem melhor, digo eu.

[só quero ver se me safo no exame a matemática no 12ºano, pois eu estou no Tecnológico de Informática (daí a Matamética B), e no exame o mais provável é sair a A.]

Sei de fontes seguras que vai ser criado ainda este ano um Exame Nacional de Matemática B para nós alunos do Tecnológico...

Mas voltando ao assunto, acho que tens toda a razão, mas não te podes esquecer que os alunos para alem de alunos são pessoas, e nem todos têm a mesma capacidade, ou mesmo nem sempre a tiveram, como tu para perceber que devem-se agarrar desde o início, o meu caso por exemplo, passei por aquela fase na puberdade, falo dos 12/13 anos, onde achava que no futuro é que era, e que me safava facilmente sem estudar, ou sem apanhar as bases, depois cheguei a esta idade, (17/18 anos), e apercebi-me que não tenho nada a que me agarrar, e que está a ser complicado agarrar a matemática desde o princípio, no entanto vou-me esforçar ao máximo para a conseguir compreender, porque mesmo com pouquissimas bases tenho bastante força de vontade, o complicado é a preguissa, mas quando um gajo quer, quer e quer mesmo e têm de ser, porque se não vai-nos ser impossível seguir os nossos sonhos, e acreditem que eu sonho alto só que já fui burro e os erros do passado interferem com os sonhos do futuro  :).

O mal de portugal, é que ha muita gente como eu, que tem de bater com a cabeça la no fundo do poço para perceber os erros que cometeu, isto vem também da educação que é dada em casa, porque relembro que países de leste, como a polínia, e a ucrânia, têm uma educação desde pequenos que lhes proporciona um sentido cívico muito mais avançado que o nosso, e que por conseguinte lhes facilita os estudos, pois para eles estudar é uma dádiva e não uma obrigação, infelizmente os portuguêses por mais que falem continuam a agir exactamente ao contrário do que dizem.

Cumps. Overrun

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Espero bem k isso do Exame a Matemática B se concretize. Mas no entanto tbm tenho medo. :bored:

Pois o meu stor de Mat o ano passado disse k esteve a fazer uma prova modelo para Mat B k o ministério axo k já fez, mas penso k foi só disponibilizado aos docentes. Ora, o meu stor (e ele é de Matemática) disse-me k achou mais difícil k a prova para Matemática A, porque nessa prova (espero estar enganado) havia só seis problemas, e nesses problemas tavam a matéria toda misturada. Ok, k por um lado os problemas são melhores que as perguntas "directas" para nos desenvolver o raciocínio, mas assim acaba por ser ainda mais dificil k a A, a prova para Matemática tem mais exercícios...

[se não há exame pa Mat B, fico chateado e se há tbm fico (já não sei o k pensar)] :wallbash:

Comigo foi ao contrário, comecei bem e agora estou-me a abandalhar, mas isso tem mm k mudar (LoL)... tbm com os comentários k já ouvi pr'ai ainda me incentivou mais!

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Bem, ler tudos estes posts já me fizeram rir um bocado... gostei da do prof que disse peguem num lvro do 12º ano e desenrasquem-se :thumbsup: Eu não diria melhor.

Quanto aos exames do 9º ano, eu nem sabia que isso se fazia, mas também tenho andado um bocado afastado do sistema de ensino português pré-universitário. Até acho que os resultados nem são muito maus, tendo em conta a aversão nacional que existe em relação à matéria. Realmente nunca percebi porque tal repulsa existe, mas é assim  que as coisas são!

E sim, preparem-se se quiserem ir para o ensino superior... lá as coisas piam de outra forma!

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Imaginem o que é chegarem à universidade, e depois terem que fazer testes de matemática sem o auxílio de qualquer calculadora. Isto não parece nada de mais, mas fazer dezenas de contas à pata consome MONTES de tempo nos testes e nos exames. Pessoalmente já tive negativas, não porque não sabia o conteúdo da matéria, mas sim porque errei em cálculos triviais.

Ironicamente o curso de matemáticas com quem fizémos o teste final de Matemática Discreta podia usar calculadora e fizeram o teste com consulta. Nós, os de Informática ficámos chocados e indignados, porque a única coisa que podíamos ter em cima da mesa, era a caneta. Deu-me raiva, mas sei que não vale a pena ficar chateado porque provavelmente não posso fazer nada. É estudar mais para o próximo teste e esperar que tenha um bom resultado.

Quando confrontámos os professores que nós já estamos habituados a usar máquina desde do 5º ano, e que era uma completa estupidez fazer estes cálculos inútes (montes de multiplicações com 4-5 dígitos, divisões com vários números), eles disseram que a culpa era nossa e dos professores do ensino básico e secundário por nos tornarem demasiado dependentes das calculadoras.

Quem estiver no ensino secundário é bom que começe a pensar a dedicar-se às matemáticas, porque na universidade vão sofrer um choque. As explicações são super-caras, logo muitos dos alunos que actualmente andam em explicações provavelmente vão ter que começar a estudar sozinhos. E acreditem que estudar sozinho é 1000x mais difícil que ter uma explicação. Neste estado da vossa vida, vocês vão ter que perder montes de horas a falar com os professores para saberem como se resolvem os exercícios mais difíceís. Não é ir logo para casa mal que a aula acabe, apesar de 95% dos alunos que fazem isso. E os que ficam normalmente são considerados os graxistas. Mas depois são os que vão passando de ano, enquanto o resto fica retido.

Isto é só para provar que o que vem a seguir é muito mais difícil do que vocês estão a enfrentar. Apesar de uma parte da culpa ser dos professores, os alunos não estudam. Chumbei dois anos no 12º por causa da matemática. Saí da explicação, porque era um desperdício de dinheiro e com 2 semanas de estudo com afinco consegui tirar um 10,0 no exame nacional de recurso.

Senti-me parvo porque podia estar este ano a acabar a universidade e só agora é que comecei.

Mas a culpa também é da mentalidade tuga. Nós somos um povo preguiçoso e queremos tudo de mão-beijada.

Eu já fui como vocês, logo sei o que se  passa nas vossas cabeças. Desses 36% que passaram no exame, tenho a certeza que uma boa parte são alunos normais que conseguiram passar através do estudo.

Mas se quiserem fazer algo nas vossas vidas, vão ter que enfrentar o monstro da matemática. Especialmente nos tempos de hoje onde praticamente todos os cursos têm matemáticas. Infelizmente em Portugal, um diploma de universidade não nos automaticamente garante um bom emprego. Mas só com o 12º ano concluído será ainda mais difícil.

Só escrevi este testamento porque já tive na mesma situação que vocês. E para sair desse buraco é só mesmo preciso um pouco de estudo.

E para quem vai entrar no 10º ano. Pessoal, estudem forte e feio na matemática e tentem tirar pelo menos um 12, para depois no 12º ano irem à vontade no exame. Não façam como muitos fazem, que cagam no 10º e 11º e depois ainda todos aflitos no 12º ano, porque têm de tirar um 9.5 no exame para passarem, enquanto o vosso amigo, que apesar de estar com problemas com a matemática, só precisa de tirar um 5 por causa das notas que teve no 10º e 11º.

Mas que raio de universidade andaste tu ? No ist usei sempre calculadora.

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Convém frisar que os professores na universidade estão-se nas tintas para os alunos. Estes também não fornecem soluções para 85% dos exercícios que dão nas aulas. Só fazem um exercício de cada tipo e depois passam para o próximo capítulo. E toda a gente sabe que cada exercício tem um método peculiar de resolver. Um exercício com uma raíz no denominador resolve-se de maneira diferente do que se tivermos uma potência elevada a outra potência.

Temos que literalmente chatear-lhes a cabeça para nos ajudarem, e mesmo assim muitos fazem-no contrariados. E alguns até recusam.

Houve uma ocasião que me recordo em particular, em que o professor está a dar uma matéria do 12º ano, mas maior parte dos alunos não deram e quando perguntaram para o professor explixar essa matéria, a resposta do indivíduo foi:"

Desculpem, mas não vou perder tempo para explicar algo tão básico. Agarrem um livro do 12º e desenrasquem-se".

Pouco depois maior parte das pessoas desistiram de ir às aulas desse professor.

quando chegamos à Universidade já devemos ser capazes de ir pesquisar à bibliografia recomendada pelo professor para sermos capazes de resolver os exercícios. no meu caso, quando mesmo assim não consigo resolvê-lo, só tenho que ir ao horário de atendimento e pedir ajuda ao professor (se bem que, normalmente, não me apetece estar a perder tempo a ir ao gabinete dele).

Mas na universidade as coisas pioram muito mais.

Imaginem o que é chegarem à universidade, e depois terem que fazer testes de matemática sem o auxílio de qualquer calculadora. Isto não parece nada de mais, mas fazer dezenas de contas à pata consome MONTES de tempo nos testes e nos exames. Pessoalmente já tive negativas, não porque não sabia o conteúdo da matéria, mas sim porque errei em cálculos triviais.

Ironicamente o curso de matemáticas com quem fizémos o teste final de Matemática Discreta podia usar calculadora e fizeram o teste com consulta. Nós, os de Informática ficámos chocados e indignados, porque a única coisa que podíamos ter em cima da mesa, era a caneta. Deu-me raiva, mas sei que não vale a pena ficar chateado porque provavelmente não posso fazer nada. É estudar mais para o próximo teste e esperar que tenha um bom resultado.

Mas que raio de universidade andaste tu ? No ist usei sempre calculadora.

eu estou num curso de matemática (na Universidade do Minho) e nunca usei calculadora. muita vezes erro nos cálculos, mas isso não é muito penalizador, pois no meu caso o que interessa é a forma como resolvemos os problemas (as contas valem para aí 10% de uma questão). mas se calhar isto depende um pouco das disciplinas/cursos, em curso de engenharia talvez se justifique mais o uso de calculadora.

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