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Livros?

25 mensagens neste tópico

Boas :)

Eu sou um curioso por robótica e como pedi noutro tópico decidi criar este com melhor visibilidade :)

Eu queria saber se não existiam livros porreiros que ensinassem uns conceitos desde o inicio dos inicios :)

Se alguém souber de alguma coisa diga :D

Thanks

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sem querer parecer desanimador... ha pessoal que tira cursos superiores para fazer destes brinquedos....... :)

Quanto a livros... epah eu tinha algua coisa de electronica... agr ja deitei tudo fora :x

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Lol eu sei que existem cursos :D aliás quero seguir Leec em principio :) o que queria era fazer umas brincadeiras antes :) electrónica é mesmo o que estou a precisar porque sou um 0 :)

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Pois eu fartei-me de procurar coisas... e cá em pt n encontrei nada!

No amazon de Inglaterra lá me safei... tens lá alguns bastante bons! De qq modo o google é a ferramenta q mais uso :)

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Sei :) também tenho pesquisado e tenho encontrado livros porreiros :D tenho de ver se os encontro dentro da UE :) depois se tiver tempo posto aqui a ver se são alguma coisa de jeito :)

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Se fores tendo alguma duvida em concreto vai perguntando! :D Agora em relação a livros,... :? não conheco nenhum interecante

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Tens este livro para te iniciar em programação de automatos:

An Introduction to Formal Languages and Automata, Peter Linz, 3rd Ed., Jones and Bartelett Computer Science, 2001

É o meu livro principal da cadeira de Teoria da Computação 1.

;)

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Livros Online

Absolute Beginner's Guide to Building Robots

ABGRobotCover.jpghttp://www.streettech.com/robotbook/

Sebenta Multimédia

logosmgr.gifhttp://ltodi.est.ips.pt/lveriss/Sebenta_Online/capa.htm

Microcontroladores PIC

PICe145a.gifhttp://www.mikroelektronika.co.yu/portuguese/product/books/picbook/00.htm

Pic By Example

logo_250.gifhttp://www.tanzilli.com/?id=207

ou podem sacar o pdf em portugues/brasileiro aqui http://www.marcelo.perotto.nom.br/arquivos/pbeport.pdf

Circuitos Magazine

capa_cm.jpghttp://www.canalrobotica.pt.vu/

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O scout enviou-te aí umas boas dicas.

Há muita coisa a aprender. O conhecimento não tem limites e quanto mais se aprende mais se relaciona umas coisas com as outras e mais facil se torna aprender mais e mais.

Uns conceitos de algebra podem dar jeito, ma isso vais já aprender de rajada assim que entrares para a univ por isso n te aocnselho a perderes tempo com algebra para já. Quem diz algebra diz por exemplo sistemas digitais.

O livro de pic que o scout apontou é espectacular, estive a dar uma vista de olhos e acho-o brutal. Aborda a arquitectura do processador, as suas funcionalidades, a linguagem usada ( assembly ).

Nunca usei um pic, se amanha precisasse de fazer programar um desatava já a ler esse livro.

Penso que é o mais indicado para ti agora. Para dizer a verdade estou com ganas de o ler, mas não é uma prioridade neste momento.

Lê isso... vai ao site de pic by example e vai fazendo uns circuitozinhos. Se precisares de ideias para circuitos é só dizeres.

Depois qdo expandires o teu conhecimento vais precisar de saber electronica, dominar nao sei quantas bibliotecas de C, ter boas bases de sistemas operativos, protocolo can, estruturas de dados, sistemas digitais, algebra, controlo... e por aí fora.

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Thanks pelos links :D Parecem ser excelentes ;) Vou dar uma vista de olhos e logo posto uma oipinião :)

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Lol eu sei que existem cursos :P aliás quero seguir Leec em principio :D o que queria era fazer umas brincadeiras antes :) electrónica é mesmo o que estou a precisar porque sou um 0 ;)

offtopic: Mas tu curtes mais a programação ou tb a electronica em si?É que eu tou em electronica no 12ºano e vou seguir é MIEIC, pk a electronica te cenas que desmotiva, principlmente se fores amante de programação...Eu tou mortinho por ir pa UNI pa só ter Informática...llooll...É que tudo que sei foi pelo que aprendi sozinho...

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Quanto à electrónica aproveito a oportunidade para desmistificar uma ideia um pouco romantica que naturalmente pode andar por aí.

Portugal não tem hipótese alguma de marcar pontos em electronica. Na verdade só cerca de dez países no mundo todo é que podem participar no mercado de lectrónica de forma séria.

O meu curso ( engenharia electrotecnica - telecomunicações ) é dos cursos com mais electronica no país, e sejamos realistas, sei o B-A BA da electrónica e nem por isso é na ponta da lingua. Não é por ineficiencia do sistema de ensino, a electronica é uma area gigantesca que para se ser fluente numa parte desta seria preciso um curso superior completo, que é de resto o que os chineses e os americanos fazem. Eu digo isto porque já estudei lá fora e os meus colegas chineses eram umas máquinas do carago e vinham de um curso chamado "system on chip".

Para alem disso, o desenvolvimento de um aparelho electronico em portugal pode demorar anos e custar uma fortuna. Os chineses têm os meios e o conhecimento ( para alem de outras vantagens mais duvidosas) e desenvolvem uma coisa muito mais completa em 15 dias por um décimo do preço.

Aprender electrónica é engraçado, interessante e, não me interpretem mal, está longe de ser inutil. Estou a dizer isto pois a probabilidade de virem a trabalhar em electronica de forma profissional é infima.

No entanto, para o pessoal que trabalha em robotica por exemplo ( para esses sim há muitas oportunidades no nosso país ) tem que dominar aquela electronica mais curriqueira, quanto mais nao seja para ligar um controlador. Atenção que a palavra "curriqueira" pode ser enganadora. Um circuitozito simples tem muita ciencia.

Qualquer duvida em relação ao que é a engenharia electrotecnica perguntem aí, tenho todo o gosto em esclarecer e acho que até aí há mais pessoal que pode dar a sua opiniao/testemunho. Se for preciso abram outro tópico para este nao tenrar off-topic.

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Lol eu sei que existem cursos :P aliás quero seguir Leec em principio :D o que queria era fazer umas brincadeiras antes :D electrónica é mesmo o que estou a precisar porque sou um 0 ;)

offtopic: Mas tu curtes mais a programação ou tb a electronica em si?É que eu tou em electronica no 12ºano e vou seguir é MIEIC, pk a electronica te cenas que desmotiva, principlmente se fores amante de programação...Eu tou mortinho por ir pa UNI pa só ter Informática...llooll...É que tudo que sei foi pelo que aprendi sozinho...

Eu adoro hardware e programação :D A única diferença é que não me vejo só a programar para o resto da minha vida prefiro algo mais físico intercalado com a programação :)

Eu estou a pensar seguir MEEC no IST e adorava poder seguir robotica ou algo relacionado mas isso só o futuro me vai dizer :D

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Boa tarde

Também tenho algumas dúvidas relativamente a Engenharia Electrotécnica. Ando no 2º ano do curso, mas todas as minhas aulás práticas, baseiam-se em montar um circuito, medir tensões e correntes, fazer cálculos e depois montar outro circuito para repetir o processo.

Ninguém explica o que se pode fazer com esses circuitos, ninguém explica o porquê de se usarem aqueles componentes especificamente. E isto deixa-me muito desmotivado.

Claro que gostava de ter a autonomia de fazer umas "brincadeiras", porque supostamente, quem anda a estudar Electrónica há 2 anos, tem qualquer coisa para se desenrascar...

O que eu vejo é que não sei fazer nada! Dando outro exemplo, os transístores. Eu tenho cadeiras onde "estudo" os transístores, mas se quisesse realmente fazer alguma coisa, não sabia. Porquê?

1º) nas fichas aparecem transístores com um dado número, por exemplo 2N2222..... e eu fico "Porque raio temos de usar este transístor especificamente?"

2º) se quisesse fazer por exemplo um interruptor com o transístor, teria de saber se ele está na saturação, ou ao corte ou na zona activa?

3º) tem tantas contas à volta daquilo que acabo por saber 0 sobre transístores, mas fico pro a fazer contas.

Parece que tudo na electrónica é tão exacto, mas ao mesmo tempo tão subjectivo... tão indefinido....

Alguém tem algum conselho para conseguir dar a volta a isto?

Eu gosto muito de programação, e pensei até em mudar para Informática, mas depois fico sempre com o pensamento de que não vou perceber nada de electrónica. E toda a gente gosta de perceber sobre as coisas que as rodeiam... No entanto, ao continuar no curso, acontece o que referi em cima. É tudo tão subjectivo que acabo sem perceber nada, na mesma.

Alguém tem alguma dica sobre isto?

E há alguém que tenha tirado este curso e que saiba dizer se os anos seguintes são assim também?

Obrigado

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Infelizmente para quem faz curso superior, tem que gramar com a "biscoitada" toda. E o mais natural eh o acabar o curso sem saber realmente o que andou a fazer nem saber fazer nada. Infelizmente mesmo, conheco muito boa gente que me diz que tem a licenciatura e que tem medo de ir par ao mercado de trabalho pois nao sabe fazer nada. Compreendo. Eh um problema global, nao apenas em Portugal.

Dentro da "bolha" das pessoas que gosta de electronica, ha dois tipos ::

- os que se apaixonaram em crianca, crescem a mexer em componentes e a fazer montagens didacticas, e vao p a faculdade ja a saber montar alguns circuitos e compreendem o q os componentes sao e para que servem, embora possam nao saber calcular circuitos de raiz (cada vez mais rara esta especie)

- os que sempre gostaram de tecnologia, acham piada a poder construir um aparelho, mas q nao sabem distinguir uma resistencia de um condensador, e q acabam a faculdade sem saber como o fazer ou entao deu o clique e sao natos para a coisa. Das duas uma.

O meu conselho, neste caso, eh agarrar o mais possivel kits didacticos simples. Especialmente aqueles que teem uma explicacao detalhada de como o circuito funciona. As revistas electronica do antigamente eram boas neste aspecto, as explicacoes eram optimas.

Ah falta de revistas, os datasheets dos componentes oferecem muita informacao, assim como as Application Notes e White Papers.

Depois, se ja sabes o q sao os componentes e para q servem :: muito muito muito resumidamente - resistencias sao limitadoras de corrente, condensadores em DC sao reservatorios de energia para "filtrar eventos" na linha em AC, transistores sao amplificadores - BJT controlados por corrente eos FET controlados por tensao.

Cada componente tem um valor diferente para agir de maneira diferente, saih os transistores terem uma referencia propria. Cada uma dessa referencia refere-se a um transistor com um determinado tipo de caracteristicas.

Que mais podemos falar ?

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Muito obrigado pela resposta.

Concordo perfeitamente com esses dois tipos de pessoas que trabalham/estudam electrónica.

Quando era pequeno também gostava de electrónica (pensava eu, porque não sabia nada e por isso tudo me fascinava. Nem fazia ideia de todas as contas que ali estavam). Porém, temo que seja neste momento, como o segundo tipo. Sei pouco sobre as coisas, ou para que servem. Ainda hoje estava numa aula de micro-processadores e foi para mim muito difícil acompanhar aqueles conceitos todos. Especialmente a parte em que falavamos de filtros, ondas e claro, mais contas. Gosto muito de programar, embora não tenha muito jeito. E neste momento, aquilo que eu penso é o seguinte:

- ou tento mudar para informática para programar e acabou (fico sem perceber ponta de hardware)

- ou continuo a enfrentar isto, na esperança de que se dê esse "clique".

A verdade é que ao olhar para a maioria das "coisas electrónicas" com que me envolvo, seja na escola ou na net, gosto bastante dos conceitos e das ideias que são aplicadas. Acho que é uma oportunidade para se ser criativo e para fazer a mente crescer. Porém, ao dar de caras com todo o trabalho que está por trás de um simples comando de garagem, ou de um simples controlador que activa um motor DC, fico muito desanimado porque não vejo maneira de conseguir compreender aquelas coisas todas (principalmente as matemáticas e as lógicas) e penso novamente em mudar de curso...

Como é que vocês fizeram para ultrapassar este tipo de dificuldades? Como fizeram para conseguir descobrir motivação para estudar electrónica, quando na verdade só faziam contas, e mexiam com ondas, e filtros, e integrais, e transformadas de Furrier, e de electrónica propriamente dita, nada sabiam?

Muito obrigado pelas respostas mais uma vez.

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Ola Pedro, compreendo muito bem a tua situacao pois estou certo q se deve ao facto da mesma advir do excesso de teoria na aprendizagem, consoante o programa academico extremamente desactualizado e nao adequado ah sociedade q temos hoje em dia. E provavelmente nunca tivemos, tudo nos eh imposto. Enfim. Foi esta forma de estar q me levou a sair de Portugal, sem querer sequer voltar nem olhar p trahs.

Fica certo de q todo o esforco matematico/calculo/algebra q estahs a ter agora, na vida activa na industria, menos de 1% eh usado. Ou seja, 99% do teu tempo foi perdido c teorias e conceitos q nao te vao servir de nada.

O curriculo estah feito para manter os alunos a frequentar as mesmas cadeiras varios semestres seguidos, para os academicos continuarem com trabalho. Eh uma industria, a academica, como outra qualquer.

Hoje ja nao se calculam os circuitos todos de raiz, nao ha necessidade. Um manager nao pode estar ah espera q o seu engenheiro demora 4 semanas a calcular um circuito complexo, qd o podia fazer e afinar em 2 ou 3 se usasse um pacote de simulacao virtual. Eh o q acontece agora, ja nao se fazem contas. Mas, muito atencao, apesar de nao se fazerem contas, tem q se compreender o q se estah a fazer e os resultados q se observam pois senao o simulador nao serve de nada. Lah por nao se fazerem as contas ah mao, nao significa q nao se tenha q saber interepretar os resultados :)

Por isso cabe-te a ti descobrir e escolher o q queres fazer, sabendo q qd chegares ao mundo de trabalho de desenvolvimento de electronica em Portugal, vais deparar-te c uma industria pauperrima, nas lonas e onde pouco podes aprender. Frequentemente tenho "conversas animadas" com conterraneos q estao em PT e q nao conhecem outra realidade. A industria electronica em PT estah moribunda, nao ha desenvolvimento a serio, nao se criam produtos novos q desafiem o mercado de consumo, enfim, estao todos ah espera do subsidio da europa/estado p comecar a trabalhar, mas q no fundo acabam por nao fazer. Ha criacao, ha coisas novas a aparecer, mas nao teem impacto pois falta-lhes alguma coisa q ainda nao se estah a fazer em PT ::: criar p um mercado global c um apoio de uma maquina de marketing e vendas do mundo moderno.

E a classe patronal em PT nao valoriza os seus ajudantes, acha q lhes estah a fazer um favor ao os ter empregado. Obrigam-te a fazer horas extra q nao tas pagam. Criam a necessidade parva de q eh bom ficar ateh tarde no trabalho e trabalhar ao fim semana. Como se esse trabalho fosse realmente compensar alguma coisa. Mentalidade autista e virada p o umbigo.

Vens p o estrangeiro e a gerencia agradece-te teres escolhido aquela empresa p trabalhar, recompensa-te pelo teu esforco e tens horas definidas. Tens fins semana e feriados. E ferias completas sem ter q atender o telefone.

Em PT os engenheiros decidem os requisitos e o pessoal do Marketing trabalha c o resultado final.

No estrangeiro o pessoal do Marketing decide os requisitos e algumas das especificacoes e os engenheiros trabalham c o q lhes dao. (ha aqui nuances, mas eh basicamente assim)

Mt diferentes ambos os casos e acho q podes ver qual deles pode criar um impacto na sociedade de hoje.

Com risco de ter entrado em tangente, nao te quero desanimar, antes pelo contrario. O meu conselho eh q te agarres a todas as revistas, sites, kits, etc q conseguires encontrar e nao facas mais nada a nao ser estudar os projectos, dormir e comer.

Se eh realmente o q queres, agarra-te, nao facas mais nada, esquece as noites e os fins-de-semana, os feriados e as ferias, as saidas aos bares e discotecas. O tempo q consumires agora a singrar o teu caminho, mais ah frente vais colher os frutos. Sao soh uns anos de estudo, depois tens o resto da vida p poder aproveitar e descansar.

Se considerares uma aventura internacional, vehs um mundo de possibilidades a abrir ah frente dos teus olhos q nunca terahs no PT dos pequeninos.

-> Se souberes quem tu ehs, nao vais ter problema algum em trilhar o teu caminho. If you know who you are, go all in.

-> Se souberes aquilo em q ehs realmente bom, entao podes passar os teus dias a ter um hobby e uma paixao em vez dum trabalho.

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Muito obrigado pela resposta!

Eu sei que nunca podemos saber tudo sobre todas as coisas, especialmente em electrónica, que é uma área extremamente diversificada.

Talvez posso acabar a trabalhar em software, mesmo tendo tirado electrotécnica.

Obrigado pela motivação e pelos bons conselhos :thumbsup:

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Eu tenho uma opiniao algo diferente do asena acerca de toda a matematica e contas que se faz na universidade... ele nao deixa de ter razao que no outro dia tive de rever ganhos de transistores apos mais de 10 anos sem "fazer as contas".

No entanto, todos estes calculos, a bem ou a mal estao a exercitar os neuronios... e isso sera talvez uma das mais valias da universidade. Nao que nao haja desperdicio (porque ha e muito), mas e um ponto positivo a tirar desse tempo ai.

Como me disse um professor meu: "Voces desenganem-se, se julgam que estao aqui para aprender a linguagem de programacao X ou o microprocessador Y. Isso, quando voces terminarem ja e obsoleto e ninguem o usa. Voces estao aqui para aprender a aprender. E isso que e importante. Terem conhecimento de base para quando vos colocarem um desafio a frente voces terem capacidade de procurarem, filtrarem e tirarem a informacao que precisam para resolver o problema."

Da mesma forma, como o asena disse, Portugal e horrivel para trabalhar. Eu confirmo tudo o que ele disse tanto acerca de Portugal como o ambiente (regra geral) no estrangeiro, ou em determinados paises.

Quanto ao que podes fazer com transistores (BJT), amplificadores... o problema e que hoje em dia ninguem quer fazer amplificadores.

No entanto, e tendo experimentado programar computadores de secretaria, microcontroladores e PLC's... nao trocaria por nada a possibilidade de fazer coisas mexer com um microcontrolador/PLC em vez de programar so um computador. Nao que nao seja interessante, mas para mim pelo menos, ver coisas mexer e o que me da prazer.

Pensa tambem que muitas vezes as coisas tem um beneficio que so se torna evidente muito mais tarde. Um exemplo (nao relacionado com electronica propriamente dito).

A primeira linguagem de programacao que aprendi foi C para usar em computadores. O tipico Hello World, escolher o numero maior e menor, etc...

Depois aprendi Assembly (em arquitectura RISC) e fiquei na mesma a pensar que era um desperdicio programar com algo tao dificil quando existem compiladores de C para essa mesma arquitectura. Eu detestei Assembly... tambem detestei os microcontroladores PIC com que aprendi a programar Assembly.

Anos mais tarde ao programar em C, noto que parte da maneira como lido com variaveis, calculos e ciclos e melhorada tendo por base o que aprendi de Assembly e nao o que aprendi de C.

Da mesma maneira que mesmo tendo odiado as PIC, reconheco o quanto aprendi e o quanto me permitiram avancar com outras arquitecturas.

Experimenta pesquisar pelos videos da Stanford University e MIT acerca de electronica. Certamente que eles terao algo mais a adicionar... ;)

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@bubulindo, concordo com tudo, execelente opiniao.

A minha introducao aos processadores foi nos 90's com a aquitectura 8051 e meses mais tarde descobri os PIC. Sabia q havia mais coisas, mas o q se encontrava na loja da esquina era o 16C54 ou 16C84 programados com adaptadores de porta paralela ou os famosos programadores dos piratas dos cartoes satelite.

E claro, tudo em Assembly. Programacao em C, nem pensar. Teenagers nos 90's nao tinham hipotese de comprar compiladores C, a nao ser q algum familiar da area lhes passasse a licenca ou conhececem algum pirata, o q nao era o caso. Depois mais tarde, devido ah extensao e complexidade dos programas, tive q passar a programar em C e aih eh q vi o jeito q saber Assembly e manipulacao de registos me fez.

Agora ha alguns anos quando me atirei aos ARM, nerd como sou comecei por estudar a arquitectura e como as coisas funcionam no baixo nivel. Acabei por pousar os manuais quando chegou ah parte das instrucoes Assembly. nao faz sentido visto q o compilador trata de tudo por trahs. Ainda uso 8bit p as tarefas simples, visto q em termos energeticos ainda compensam.

Entrei numa tangente... sorry. Entusiasmo-me a escrever :)

Pedro, de certeza q vais encontrar o teu caminho!

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Olá!

Excelentes respostas de ambos, muito obrigado!

Na universidade também usamos o 8051. Gostava de usar aquilo como um Arduino, mas não tenho de longe a autonomia necessária para isso. Programar aquele "bichinho" começou por ser em Assembly, e agora estamos em C. Acho bastante complicado, mas que é interessante, isso é!

No entanto, fiquei com a ideia de que devem ser pouco utilizados hoje em dia. Usam-se na universidade talvez por ser algo fácil de ensinar e de aprender (não tão fácil de aprender para mim :P ).

Mas nunca pensei que tivesse tantas coisas por trás daquilo. Imaginar tudo aquilo, desde registos, bus de endereços e afins, é obra.

Eu acho que ver as coisas mexer como referiu o @bubulindo é uma recompensa para quem fez o projecto/trabalho/programa. Por isso é que os projectos com o Arduino por exemplo são muito interessantes. Mas na minha opinião, o mais interessante é uma pessoa ter uma ideia e conseguir fazer um projecto próprio, de raiz. Eu gostava de ter essa autonomia, mas lá está a tal questão. Como tudo tem tantas contas, como é preciso saber como ligar tudo, como é preciso saber que componentes usar, torna-se bem mais complicado. Vejo talvez uma vantagem na programação, porque teoricamente precisamos apenas do IDE e das nossas ideias.

Obrigado a todos pelas respostas! :)

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Sim, a maioria das coisas que aprendes na universidade estão desactualizadas, mas, regra geral, têm sempre utilidade. Quanto ao assembly, mesmo que não seja uma arquitectura recente, depois é relativamente fácil passar para outra plataformas. Eu aprendi MIPS e mais tarde IA32.

O que aprendi com o MIPS não se perdeu. Como o bubulindo referiu, se não for mais, ajuda-te a desenvolver o raciocínio necessário para depois aprenderes por ti próprio o que realmente é usado...

Dito isto, eu sou de programação, não electrónica, mas mesmo aqui aplica-se o mesmo princípio. Aprendes uma batelada de linguagens, sendo que a maioria não vais usar em contexto de trabalho. O que realmente te querem passar não é a linguagem em si, mas o paradigma associado à mesma. Se entenderes o paradigma, aprendes qualquer linguagem que o utilize.

Vejo talvez uma vantagem na programação, porque teoricamente precisamos apenas do IDE e das nossas ideias.

Não é tão linear assim. Se quiseres fazer um programa, o nível de exigência aumenta. Meter multiprocessamento ao barulho, theads, bases de dados, bibliotecas externas, frameworks, etc.etc. Muita coisa que não usas ao programar micros, mas se quiseres fazer um programa a sério, com uma GUI, tens de ter em conta, caso contrário estás muitos furos abaixo do "mercado"

O difícil está em conseguir ter uma ideia que te motive a começar um projecto, e manter essa motivação ao longo do tempo. Sim, na parte da electrónica precisas de gastar dinheiro, mas de resto é o mesmo. Tens de saber que componentes usar e ligar? Claro, mas isso faz parte da aprendizagem, descobrir que componentes precisas e como se usam. Na programação também vais ter um sem fim de linguagens e componentes (bibliotecas) e vais ter de escolher quais se enquadram com o problema, e aprender a usa-las.

O importante é encontrares algo que gostes de fazer, seja electrónica, informática ou outra área qualquer.

Dito isto, eu tenho pena de ser um maçarico na electrónica, gostava de saber mais...

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No entanto, fiquei com a ideia de que devem ser pouco utilizados hoje em dia. Usam-se na universidade talvez por ser algo fácil de ensinar e de aprender (não tão fácil de aprender para mim :P ).

Pelo contrario... o 8051, ou 80C51 ou mesmo o 80C2051 que usaras agora ainda e usado, mas talvez nao no formato que tu usas. Eventualmente o fabrico de chips avancaram, mas existem ainda linhas de microcontroladores que usam como base e instrucoes o 8051. A MAXIM, por exemplo, era uma das empresas que os fabricava.

Nota tambem que existe bastante coisas hoje em dia programadas com essa linha de microprocessadores... e havendo chips, as empresas nao vao reinventar a roda.

Outra coisa interessante e que se nao me engano o 8051 permitia ter um barramento de dados com um chip em formato DIP, coisa que hoje em dia e inexistente e deveras importante em microprocessadores. ;)

Vejo talvez uma vantagem na programação, porque teoricamente precisamos apenas do IDE e das nossas ideias.

Ups... desculpa ser eu, mas se vais para a universidade a pensar que tudo o que vais programar vai ter uma IDE, vais ter um choque bastante grande.

Duvido que alguem te ponha a programar php com uma IDE...

Duvido seriamente que aprendas C/C++ com uma IDE... ou que o professor aceite trabalhos tendo por base uma IDE. Isso seria o equivalente de apresentares um trabalho de electronica (firmware, ja que o hardware nalguns casos e bastante bom para o ensino) com as bibliotecas do Arduino.

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Os 8051 continuam, realmente, a ser muito usados na industria, tal como o Bubulindo disse.

O IP estah tao difundido que, se nao estou em erro, o VHDL basico dos basicos 8051 ja eh dominio publico.

Os fabricantes q optam por usar a arquitectura 8051 em vez de desenharem a sua ou comprarem outra implementacao de 8-bits, fazem-no pq sabem q estah mais q comprovada q funciona. nao ha testes a fazer e a clientela confia. As instrucoes sao conhecidas, os registos tb, eh simples de programar e sabe-se como funciona a maquina interna. Os designers (mais os managers :)) ahs vezes nao gostam de novas aventuras e vao p o q conhecem.

Quem apostou forte nesta arquitectura foi a Silabs, tem os modelos C8051 ha btts anos no mercado e em 2015 lancou os EFM8 com a revisao e melhoria da arquitectura. Ao terem posto um pipeline no core 8051, melhoraram o desempenho, velocidade dos chips.

Em termos de hardware gosto muito de desenhar com ARM, mas um 8051 ou um PIC10/12 ainda me pisca o olho :) Por vezes as aplicacoes "mais simples" sao as q dao mais desafios em termos de recursos.

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