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M6

Governo abre concurso público para comprar 250 mil computadores do tipo Magalhãe

9 mensagens neste tópico

O Conselho de Ministros aprovou hoje uma resolução que determina aabertura de concurso público internacional para comprar 250 milcomputadores portáteis para os alunos do primeiro ciclo do EnsinoBásico. Para a aquisição computadores, que podem ou não ser Magalhães(da empresa JP Sá Couto), o Governo autorizou uma despesa máxima de 50milhões de euros, o que inclui serviços conexos e a instalação dosportáteis.

[...]

In Público, 10 de Dezembro de 2009.

Finalmente! Já basta de histórias mal contadas à volta do Magalhães.

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Continuo com dúvidas relativamente à utilidade dos computadores (parece que já há escolas a proibir os alunos de levar computadores para as aulas, pois era mais um motivo de desatenção), mas pelo menos desta vez temos um concurso.

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Finalmente! Já basta de histórias mal contadas à volta do Magalhães.

Isso. Sempre é mais transparente. 200 euros por pc é um preço razoável e sempre há um concurso que é do conhecimento de todos.

Continuo com dúvidas relativamente à utilidade dos computadores (parece que já há escolas a proibir os alunos de levar computadores para as aulas, pois era mais um motivo de desatenção), mas pelo menos desta vez temos um concurso.

LOL, pois. Não é querer ser antiquado, eu até sou o cromo que tem 5 computadores, mas tipo, para a escola primária??? Eu diria que é possivelmente o único tipo de ensino que não precisa de computadores. É que até as creches têm mais utilidade para eles.

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LOL, pois. Não é querer ser antiquado, eu até sou o cromo que tem 5 computadores, mas tipo, para a escola primária??? Eu diria que é possivelmente o único tipo de ensino que não precisa de computadores. É que até as creches têm mais utilidade para eles.

Pois. As crianças ainda não sabem escrever, para que é que precisam de um computador? :thumbdown:

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Finalmente alguma transparência e alguma hipótese de o mercado funcionar... Agora resta ver se o caderno de encargos, não foi feito à medida de alguém.

Quanto ao concurso em si, já vejo aqui um possível problema. Parece que não se aprende com o Passado. A JP Sá Couto, teve dificuldades em fabricar e distribuir um número muito grande de computadores em tão pouco tempo. O que de resto é normal. E daí deveríamos ter aprendido que tentar obter tantos computadores em tão pouco tempo a partir de um único fabricante pode ser muito complicado. Por isso era interessante sabermos que medidas foram tomadas para assegurar a capacidade de resposta por parte do vencedor do concurso.

Para além de diversas medidas possíveis, que poderiam e deveriam (não sei se estão) tomadas ao nível de requisitos no caderno de encargos. Poderia também, ter havido, a opção por haverem diversos concursos, para quantidades mais pequenas de computadores. Sendo que assim que cada concorrente visse esgotada a sua capacidade de resposta (algo que era avaliado em cada concurso), outros concorrentes igualmente qualificados (de acordo com a avaliação da proposta) poderiam concorrer e ganhar.

Por tanto podemos ter diversas soluções legitimas e válidas para resolver esse potencial problema.

Quanto às outras questões que os utilizadores do fórum estão a colocar, elas são legitimas, mas as respostas devem ser dadas por especialistas no tema. Mas a minha opinião é que um computador tem o potencial de ajudar em todos os níveis de ensino (e ensino básico não é só até à quarta classe). A sua utilização tem é que ser enquadrada adequadamente com base em metodologias fundadas e conteúdos e ferramentas próprias.

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mas alerto que só agora é que houve concurso público... até agora foi sem concurso público e até há um processo em tribunal por isso

também não concordo com isto... não acho que o investimento tenha resultados... quem quer seguir ou têm jeito para informática e têm muitos locais para usar PC´s e aprender... basta querer e procurar... só numa terriola do Alentejo há 4 locais públicos e gratuitos para usar PC e Internet...

eu tinha 7 anos quando me apaixonei pelos computadores... não tinha o 48k mas tinha um vizinho... levei o livro de BASIC que ele não lhe interessava para nada e aprendi em casa, sem computador e com um caderno a programar... quando ia a casa dele testava... chegeui a fazer grandes programas (milhares de linhas de código) só com debug mental

aos 10 anos no IMPE tive acesso a um Apple II com um modem 3 bauds... loucura total... de noite de surrapa ia para a sala e era tudo meu... na altura as redes não tinha o conceito de segurança e login... assumia-se que ninguém conhecia os endereços e usavam-se passwords em branco e logins anónimos por todo o lado... brinquei na rede militar durante muito tempo... sem saber o que fazer... apenas por lá andava e não entendia nada do que via... eu era militar apesar de ter 10 anos e como tal tinha acesso à rede... não sei se a todos os locais mas também nada estava fechado assumo que não cometi nada de errado  :smoke:

só aos 12 anos é que tive um PC... o MEU PC... um EUROPC da sheneider com 512KBytes RAM, sem disco rígido, tinha de inserir a disquete do SO e depois mudar para a do programa... h3h3h3h monitor hércules...tudo junto com teclado... rato? que é isso? e para que? não havia interface grafico no DOS 3.11... enfim

vejam esta maravilha... já é considerado raridade de museu, pois não sairam muitos e já há quem ofereça bom dinheiro por certas peças...

Manufacturer:  Schneider

Model Euro PC

Released: 1988

Processor 8088

Mhz: 9,54

RAM: 512 KB

Data Medium: internal Diskdrive 3,5"

Graphic-Card Graphic: CGA 620x200, Hercules 720x384, Text: 80x25

Colors: 4

Sound: PC-Speaker

Operating Systems: MS-DOS 3.3

Ports: Seriel, Parallel, Mouse, Keyboard, Monitor, 1 ISA-Slot

Specials: The Systemspeed can be changed in the BIOS between 4.77, 8 and 9.54 Mhz

Launch price: 1800,- DEM

Got my own one: Present of a friend

europc1_1.jpg

reparem no pormenor de especialidade... poder alterar a velocidade de 4 para 9... Mhz.. agora fala-se em gigahertz  ;)

quero com esta história dizer que quem quer luta para ter o que quer... quem quer realmente ser especialista de informática é não porque lhe dão um portátil mas porque quer ser e esforça-se para isso... acho que esta politica aumenta o síndrome de dependencia... a seguir ao portátil vem outras coisas... e anula o espírito de luta por algo que se quer mesmo e não se destinge quem luta

o que vejo é já um grande negócio underground de portáteis (principalmente dos da E-Escola)... tou farto de se procurado para ver se vendo alguns... que bom investimento para o pais

e vejo todo o tipo de trolhas com portáteis oferecidos para verem videos, jogarem jogos, ouvir musica, etc

mas afinal qual é a ideia disto? tornar todos os tugas craques das TI? mas é assim? dar portateis e cursos do office? que diferenciação isso nos dá dos outros? e é isso que faz uma pessoa se interessar pelas TI e ser bom profissional no futuro? ou é fomentando projectos e o conhecimento? só dar um portátil para mim não é nada... quer dizer...é um grande e mau investimento... com tantos cortes em tanta coisa... como na saúde...

fecham-se urgências e dá-se portáteis para o ppl brincar, partir ou vender... sei que alguns lhes darão um excelente uso, mas são uma minoria e chegariam lá por outro caminho...

teckV

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mas alerto que só agora é que houve concurso público... até agora foi sem concurso público e até há um processo em tribunal por isso

Acho que já toda a gente sabe que não houve concurso.

Desconheço totalmente um processo em tribunal a esse respeito. Sei sim de um inquérito da Comissão Europeia.

também não concordo com isto... não acho que o investimento tenha resultados... quem quer seguir ou têm jeito para informática e têm muitos locais para usar PC´s e aprender... basta querer e procurar... só numa terriola do Alentejo há 4 locais públicos e gratuitos para usar PC e Internet...

O objectivo destes programas, não é criar informáticos!

O objectivo destes programas é educar utilizadores.

Os pressupostos são simples:

* as ferramentas informáticas estão estarão cada vez mais presentes nas nossas vidas, não as dominar passará se não é já a ser um motivo de exclusão social e cultural;

* são cada vez mais úteis em mais coisas (incluindo na educação). Existem mesmo interacções entre o estado e o cidadão que já só podem ser feitas de forma electrónica;

* quanto mais novo o ser humano for exposto a algo, mais facilmente se adapta;

* existem muitas famílias que não têm o poder económico para comprar um computador e suportar o custo de acesso à Internet.

Estes programas têm o objectivo de resolver, ou pelo menos contribuir para resolver estes problemas e utilizar estas vantagens. Não para criar um país de geeks.

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* existem muitas famílias que não têm o poder económico para comprar um computador e suportar o custo de acesso à Internet.

se usassem isso como regra... tipo, só quem mostra interesse e não têm posses.. concordava

há muitos locais para se aceder a um PC e Internet públicos e sem custos... olhem.. A ESCOLA... já agora porque não se oferece os livros? porque os portáteis? quando a coisa que mais custa à família média são os materiais escolares... isto é esquema meu amigo... se me venderes 250 milhões dou-te 20%... mas sei que vais discordar... eu já participei em concursos públicos que estavam ganhos antes de começar... cheguei a ter nas mãos as arquitecturas das propostas concorrentes... não me perguntem como, pois era à carta fechada... mas tudo bem.

mas o que vejo é muito diferente... é milhares de portáteis destribuidos à toa... a maior parte param no mercado negro, uma grande parte apenas é usada para jogar e brincar

acho que quando um projecto têm cerca de 2 a 3 % de sucesso... e se gasta muito dinheiro nisso... acho que se deveria usar outro caminho

a minha opinião... e reforço... hoje HÁ MUITOS LOCAIS PÚBLICOS DE ACESSO A PC´s... quem realmente quer aprender...

e que valor acrescentado trás ao pais saber usar-se o PC da forma básica e quando isso é já parte do programa escolar? que mais valia traz isto de dar portáteis a toda a gente? vamos todos rentabilizar o uso do portátil? mas na escola não é o local para se aprender? e depois praticar nos locais de acesso publico? e então porque não se cria como regra a ausência de posses? e quando alguém já recebe vários subsídios e casa grátis ainda se dá um portátil?.. eu não entendo mesmo

já agora... alguém quer comprar portáteis da e-escola? há ai muitos a preço da chuva e alguns ainda nem sequer saíram da caixa... sei até de quem já vai no terceiro e claro também o colocou à venda... combinando isso com tráfico de droga e subsídios de filhos e com casa oferecida e electricidade "raptada da linha" e tudo mais... acho que estamos no bom caminho... para os imorais... mas quando o governo é imoral...

a comunidade XPTO neste momento é quem vive melhor no pais... passou assim de repente a classe trabalhadora... basta ter-se muitos filhos, exigir-se casa grátis e sem ter negros por perto... ameaçar para ter vários subsídios e sem nunca trabalharem... excelente... faz-me sentir muito bem quando pago tantos impostos

acho bem ajudar-se ao banditismo e ao sentimento que o estado dá tudo... o que acho estranho é pessoas que tomam uma posição contra um estado participativo apoiarem estas iniciativas... mas isso são outros quinhentos...

teckV

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se usassem isso como regra... tipo, só quem mostra interesse e não têm posses.. concordava

Continuas a não entender o objectivo do projecto!

Em primeiro lugar, isto não é apenas para quem demonstra interesse!

As competências de utilizador de sistemas informáticas, já não são, nem um luxo, nem algo que se possa ficar para carolas! São competências básicas, que todos têm que ter!

É como saber ler e escrever!

Ou seja, não são competências que possam ser opcionais!

Em segundo lugar, só quem se inscreve no programa é que tem acesso ao programa!

Há quem não tenha demonstrado interesse! Embora a maioria tenha demonstrado interesse.

Em terceiro lugar o programa tem em conta as capacidades financeiras de cada família, é por isso que uns pagam tudo, outros pagam parte, outros não pagam quase nada e há mesmo os que não pagam nada. Mas num programa destes a escala é importante e por isso por motivos económicos e por isso, não faz sentido excluir à partida ninguém, até porque este programa foi até agora feito em parceria com privados que têm o lucro como expectativa legitima.

há muitos locais para se aceder a um PC e Internet públicos e sem custos... olhem.. A ESCOLA...

Esse locais são insuficientes!

É uma solução que não escala e não oferece tanto valor.

E o serviço que oferecem tem uma grande limitação que é as pessoas terem que lá estar, ou lá ir. Esse tipo de limitação já não faz sentido com a existência tecnologias que podem ser adquiridas de forma tão barata.

já agora porque não se oferece os livros? porque os portáteis? quando a coisa que mais custa à família média são os materiais escolares... isto é esquema meu amigo...

Isso de oferecer livros é algo que também tem sido estudado e até praticado em pequena escala.

Os computadores portáteis, trazem uma dimensão de ferramentas didáctica diferente e tal como os livros também com os computadores vêm conteúdos e acesso ainda muitos mais conteúdos disponíveis na Internet. Para além do mais a tendência acredito eu, é a do abandono dos livros escolares físicos e programas como este vêm potenciar isso.

mas o que vejo é muito diferente... é milhares de portáteis destribuidos à toa... a maior parte param no mercado negro, uma grande parte apenas é usada para jogar e brincar

Há computadores no mercado negro, mas está longe de ser a maioria!

Os computadores estão a ser distribuídos de acordo com um critério social.

Quanto à forma como estão a ser utilizados, isso já é uma conversa diferente. Há muitas coisas erradas com este programa, mas não são nenhumas das que tu apontaste.

acho que quando um projecto têm cerca de 2 a 3 % de sucesso... e se gasta muito dinheiro nisso... acho que se deveria usar outro caminho

Eu acho que as estatísticas inventadas também deviam ser usadas para outras coisas...

a minha opinião... e reforço... hoje HÁ MUITOS LOCAIS PÚBLICOS DE ACESSO A PC´s... quem realmente quer aprender...

Nenhum deles permite a utilização dentro das salas de aulas e em casa!

E por isso as suas utilizações são e serão sempre limitadas e com sentido em poucos contextos.

e que valor acrescentado trás ao pais saber usar-se o PC da forma básica e quando isso é já parte do programa escolar?

Eu já apontei uma razão!

Quanto mais cedo as pessoas tiverem contacto com as tecnologias maior vai ser a sua facilidade de utilização.

Aponto outras duas:

* Os programas escolares com a disciplina de TIC destinam-se a jovens com idades diferentes e aí a abordagem pode ser diferente, sendo que no Futuro isto irá permitir que esta geração que tem Magalhães possa obter ainda mais competências/competências mais evoluídas nas disciplinas de TIC.

Não faz sentido esperar que só quando se chega a adolescente é que se obtenham estas básicas competências que são cada vez mais importantes para todos.

* Com que meios é que se vai leccionar a todos os estudantes de todas as escolas a disciplina de TIC?

Parece-me que o investimento do estado será melhor aproveitado, quer do ponto de vista do estado como utilizador de TIC, quer na sua missão de educar. Se for feito em ajudar os estudantes a ter o seu próprio computador portátil porque:

- Poderão usar para estudar TIC em casa;

- Poderão utilizar para suportar os estudos de outras disciplinas dentro e fora das salas de aula;

- Faz com que o estado invista menos em manter salas de computadores que se degradam muito mais e mais rapidamente;

que mais valia traz isto de dar portáteis a toda a gente?

Já te respondi em outros e agora neste post. Mas mais uma vez, pareces ignorar o que te dizem.

vamos todos rentabilizar o uso do portátil?

Isso é da responsabilidade de cada, rentabilizar, ou não a sua propriedade privada. E cabe aos professores ajudarem nessa missão.

mas na escola não é o local para se aprender?

Não é de forma alguma o único local para se aprender.

e depois praticar nos locais de acesso publico?

Manifestamente insuficientes em quantidade e impossíveis de utilizar na maior parte dos casos, quer pelas horas de acesso, quer pela necessidade de deslocação, quer por imensas outras razões.

e então porque não se cria como regra a ausência de posses? e quando alguém já recebe vários subsídios e casa grátis ainda se dá um portátil?.. eu não entendo mesmo

Este programa tem essa dimensão social.

Se uma pessoa não tem dinheiro para subsistir, para comprar/alugar casa? Achas que iria ter dinheiro para comprar um computador e ter um acesso à Internet?

Não haveram outras prioridades, como por exemplo comprar comida e roupa e outros bens essenciais para si e para a sua família?

O problema é que para além de ignorante a respeito deste programa és extremamente "short sighted" e confundes totalmente casos particulares, e situações minoritárias com a prática generalizada.

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