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IceBrain

Software totalmente livre?

67 mensagens neste tópico

Split da discussão Melhor Laptop para Linux.

Espero que a ordem dos post esteja OK.

./M6

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Não interessa quem beneficia, interessa haver uma razão para tal.

Eu entendo as razões da NVidia.

Também entendo as razões do DRM, dos rootkits nos CDs da Sony e do IE6 não respeitar os standards. Mas isso não me leva a comprar e/ou usar esses produtos.

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Não interessa quem beneficia, interessa haver uma razão para tal.

Não! Interessa quem é beneficiado e quem é prejudicado. E apenas ter um motivo, não faz com que seja correcto.

Em relação ao andar aqui há dois dias, não tinhas argumento pior para pôr ao barulho? Estou-me literalmente a cagar se andas de volta de software opensource há 1 ou 100 anos,

A experiência no estudo do tema não é um mau argumento. Pelo contrário é um excelente argumento. É que quem tem experiência no estudo de um tema pode não ter uma opinião correcta, mas de certeza que foi exposto aos argumentos e aos factos. E tu argumentaste que com o desconhecimento dos factos e dos argumentos.

o que eu sei é que não podes exigir à nVidia que abra os drivers porque não podes exigir que alguém crie algo específico para ti,

Posso!

Não os posso obrigar! Mas posso exigir.

Exigir é exercer a liberdade de expressão e desde que me mantenha nos limites da lei e da ética, tenho todo o direito de exigir.

Eu tenho as minhas exigências como consumidor e utilizador. Que são totalmente legitimas. E eles ou as satisfazem, ou dificilmente me têm como cliente. E em resultado da decisão deles, no mínimo não ganham dinheiro comigo.

Mas para além disso. Eu não pedi nada à nvidia que fosse especialmente para mim.

RMS é grande e as grandes empresas que não abrem o código das suas apps são evil fazem-me sentir sick.

Nunca vi ninguém dizer que o RMS é grande, ou se quer a falar muito dele. Mas faz parte do teu teatro...

A questão não está em abrir o código. Abrir o código é só uma pré-condição para uma das 4 coisas que realmente interessam.

É por merdas destas que o movimento OS não é levado a sério: há demasiada faggotery extremista que não sabe o que deve e não deve fazer/exigir.

O movimento de Software Livre não é extremista.

Por exemplo não defendemos a proibição do software proprietário e até criámos licenças para que os fabricantes de software proprietário utilizem algumas bibliotecas de software livre de forma a facilitar interoperatibilidade, criámos formatos de ficheiros abertos e standards para formatos de dados, API e protocolos de rede que podem ser livremente utilizados por todos (até mesmo pelos fabricantes de software proprietário) sem qualquer tipo de restrição, ou controlo. Apenas temos a opinião que ele é inaceitavelmente anti-ético e de várias formas prejudiciais aos utilizadores. E que entre várias outras coisas impede que os donos dos computadores controlem realmente os seus computadores.

Também defendemos que o Software Livre é a parte do conjuntos de soluções para os problemas provocados pelo software proprietário.

Eu preferia ter os drivers abertos, MAS, vivo muito bem com os drivers fechados.

Eu e muitos outros não vivemos bem com drivers fechados.

Não achas que temos o direito de ter essa opinião?

Eu confio nas marcas que vendem aquilo que eu compro, e confio nelas e escolho-as a elas porque me dão a possibilidade de satisfazer as minhas necessidades.

Eu só confio no que posso verificar. Como o software proprietário cria uma certa opacidade não posso confiar nele.

mas também não ia fazer brainwashing na praça publica para ninguém usar porque os malvados não  me fazem uma peruca por medida de pêlos púbicos de cavalo como muitos fanboys aí fazem.

Não deves saber o que é lavagem ao cérebro!

Ninguém está a pedir que façam algo à medida ao contrário do que tu dizes.

O que eu acho correcto não é que eles façam um driver específico para mim.

O que eu acho correcto também não é apenas a opção de fazerem um driver que seja Software Livre. Aliás nem é essa a opinião defendida pela FSF, nem por ninguém que eu conheça na comunidade de Software Livre. Defendemos que há várias possibilidades legitimas, que os fabricantes podem escolher, só não concordamos com a que passa por apenas publicar um driver proprietário.

O teu argumento é completamente baseado no teu preconceito e não nos factos e argumentos da comunidade de Software Livre.

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O que eu acho correcto também não é apenas a opção de fazerem um driver que seja Software Livre. Aliás nem é essa a opinião defendida pela FSF, nem por ninguém que eu conheça na comunidade de Software Livre. Defendemos que há várias possibilidades legitimas, que os fabricantes podem escolher, só não concordamos com a que passa por apenas publicar um driver proprietário.
Desculpa, mas a FSF diz que o software proprietário deve acabar. Quem defende a coexistência entre proprietário e livre é a OSI.

http://www.gnu.org/philosophy/open-source-misses-the-point.html

http://www.gnu.org/licenses/why-not-lgpl.html

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Desculpa, mas a FSF diz que o software proprietário deve acabar. Quem defende a coexistência entre proprietário e livre é a OSI.

A FSF defende que deve acabar, mas não defende que deve ser proibido.

Defende que deve eventualmente acabar por as pessoas não o quererem. Ou seja, primeiro é preciso que as pessoas não o queiram.

E eu posso legitimamente ter e exprimir a opinião que os outros deveriam ter determinada opinião, que isso não é obriga-las a ter a dita opinião. Podes achar isso arrogante e de facto é um pouco, mas é legitimo.

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A FSF defende que deve acabar, mas não defende que deve ser proibido.

Isso é +/- o mesmo que dizer que os carros devem ser todos limitados a uma velocidade máxima mas não estão impedidos de a exceder...

Não te parece um "bocadinho" ridículo dizer que algo não deve ser proibido mas que não deve existir?

É que a mim parece-me idiota estar a dizer que um software não é proibido mas não pode existir!

Defende que deve eventualmente acabar por as pessoas não o quererem. Ou seja, primeiro é preciso que as pessoas não o queiram.

Ah-ah! Chegámos ao cerne da questão, à lei base da economia: oferta e procura.

E é precisamente por isso que o software proprietário e fechado vai continuar a existir: porque há procura de soluções que são apenas disponibilizadas de forma fechada.

Um exemplo simples, o sw open source existe para coisas gerais, no que toca a nichos de mercado a sua existência é residual e, quando existe, é muitas vezes muito mais fraca do que os sistemas proprietários e fechados.

A razão é simples: são coisas mais especializadas e como tal há menos interesse e gente a trabalhar nisso, logo não tem a dinâmica que outros grandes projectos têm, como por exemplo FF, OpenOffice ou Linux.

E eu posso legitimamente ter e exprimir a opinião que os outros deveriam ter determinada opinião, que isso não é obriga-las a ter a dita opinião. Podes achar isso arrogante e de facto é um pouco, mas é legitimo.

Correcto, é legítimo.

Mas da mesma forma é correcto e legítimo que nem todos tenham de lutar pelo sw aberto, nem sequer têm de gostar da existência de sw aberto...

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Isso é +/- o mesmo que dizer que os carros devem ser todos limitados a uma velocidade máxima mas não estão impedidos de a exceder...

Não te parece um "bocadinho" ridículo dizer que algo não deve ser proibido mas que não deve existir?

É que a mim parece-me idiota estar a dizer que um software não é proibido mas não pode existir!

Não é!

E é por isso que a ética e a lei, não são a mesma coisa. E em muitos casos não devem ser.

Um exemplo simples, o sw open source existe para coisas gerais, no que toca a nichos de mercado a sua existência é residual e, quando existe, é muitas vezes muito mais fraca do que os sistemas proprietários e fechados.

As tuas premissas estão todas erradas.

Há muito software livre para nichos e é tão comum ele ser melhor que o proprietário, como o contrário.

Por exemplo muito do software de nicho é criado por entidades, que não querem saber de ganhar dinheiro com software e que têm mais vantagens em colaborar com os outro que estão no nicho, para melhorar o software, do que em competir. Outras vezes são entidades que querem ganhar dinheiro com o software, mas os possíveis clientes estão todos tão longe um dos outros que eles só podem ganhar dinheiro com os que estão perto e por isso não se importam de partilhar com outros que ganham dinheiro com os que estão longe.

Porque a questão dos softwares muito específicos, não é de forma serem complexos no que toca à engenharia de software, mas sim à funcionalidade que implementam, às regras de negócio. E não é qualquer um que tem acesso ao conhecimento sobre as funcionalidades e regras de negócio para conseguir depois fazer algo tão simples como alterar o software, ou dar suporte, mesmo que o código seja aberto e o Software Licenciado como Software Livre. Para além de por exemplo nestes meios pequenos as escolhas terem por base confiança prévia nas pessoas que trabalham no fornecedor de software e/ou prestador de serviços com base na sua competência e experiência no sector/utilização a que se destina esse software.

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Não é!

E é por isso que a ética e a lei, não são a mesma coisa. E em muitos casos não devem ser.

Claro que são coisas diferentes, mas a lei actua em conformidade com a ética.

Mais, não conheço nenhum código de ética para o desenvolvimento de sw, nem que seja reconhecido apenas como standar de facto, que diga que o sw deva ser livre.

As tuas premissas estão todas erradas.

Estás totalmente errado meu caro.

As minhas premissas não só estão correctas como são corroboradas pelas leis da oferta e da procura.

Há muito software livre para nichos e é tão comum ele ser melhor que o proprietário, como o contrário.

Certo.

Assim de repente lembro-me de que o SAS, Oracle, DB2, SAP, Peopleware, aplicações de domótica para sistemas como Dynalight/iLight/CUE/etc. , aplicações de gestão de seguros/banca/etc. tipo GIS/SESAME/FlexCube, ou aplicações de gestão de equipas laboratórios farmacêuticos tipo TEAMS,  e não existe nenhuma solução open source pela qual seja possível substituir esse sw!

Actualmente nenhum sw livre consegue substituir esse sw mantendo as mesmas funcionalidades, performance e produtividade.

E repito nenhum.

Por exemplo muito do software de nicho é criado por entidades, que não querem saber de ganhar dinheiro com software e que têm mais vantagens em colaborar com os outro que estão no nicho, para melhorar o software, do que em competir.

Outras vezes são entidades que querem ganhar dinheiro com o software, mas os possíveis clientes estão todos tão longe um dos outros que eles só podem ganhar dinheiro com os que estão perto e por isso não se importam de partilhar com outros que ganham dinheiro com os que estão longe.

Porque a questão dos softwares muito específicos, não é de forma serem complexos no que toca à engenharia de software, mas sim à funcionalidade que implementam, às regras de negócio. E não é qualquer um que tem acesso ao conhecimento sobre as funcionalidades e regras de negócio para conseguir depois fazer algo tão simples como alterar o software, ou dar suporte, mesmo que o código seja aberto e o Software Licenciado como Software Livre. Para além de por exemplo nestes meios pequenos as escolhas terem por base confiança prévia nas pessoas que trabalham no fornecedor de software e/ou prestador de serviços com base na sua competência e experiência no sector/utilização a que se destina esse software.

Bonita retórica, mas assim de repente não estou a ver nenhum caso sw livre de nicho que consiga substituir sem perca de eficiência, etc. o sw líder desse mercado...

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Claro que são coisas diferentes, mas a lei actua em conformidade com a ética.

Idealmente... Mas nem sempre...

E normalmente a lei deixa sempre muito espaço para ética.

A lei tende a estar mais relacionada com a moral, do que com a ética.

Mais, não conheço nenhum código de ética para o desenvolvimento de sw, nem que seja reconhecido apenas como standar de facto, que diga que o sw deva ser livre.

A ética da comunidade de Software Livre é essa.

Eu não conheço nenhum código de ética que esteja normalizado na área de informática.... O que não quer dizer que cada um, ou cada comunidade não possa ter o seu e serem, ou não serem válidos, de acordo com a opinião de cada um.

As minhas premissas não só estão correctas como são corroboradas pelas leis da oferta e da procura.

Estão erradas. E o mercado não se rege apenas por regras de oferta e procura.

Assim de repente lembro-me de que o SAS, Oracle, DB2, SAP, Peopleware, aplicações de domótica para sistemas como Dynalight/iLight/CUE/etc. , aplicações de gestão de seguros/banca/etc. tipo GIS/SESAME/FlexCube, ou aplicações de gestão de equipas laboratórios farmacêuticos tipo TEAMS,  e não existe nenhuma solução open source pela qual seja possível substituir esse sw!

Várias dessas aplicações não são de nicho...

Como não conheço todos esses nichos, não respondo em relação a todos, mas por exemplo de GIS, sei que não estás correcto. E sei de nichos, para os quais ocorre o contrário. E mais o poder, ou não poder substituir as aplicações, depende muito dos requisitos de cada um em cada caso. O que mais uma vez demonstra que não tens razão.

Bonita retórica, mas assim de repente não estou a ver nenhum caso sw livre de nicho que consiga substituir sem perca de eficiência, etc. o sw líder desse mercado...

Não conheceres, não faz com que tenhas razão. Por exempo na áreas de investigação ciêntifica é comum a melhor oferta ser Software Livre. Por exemplo a sequenciação de DNA foi feita em boa parte por se ter utilizado Perl para algumas das operações de computação relacionadas, porque ele provou ser melhor solução que as outras (livres e proprietárias).

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Isso é +/- o mesmo que dizer que os carros devem ser todos limitados a uma velocidade máxima mas não estão impedidos de a exceder...

Não te parece um "bocadinho" ridículo dizer que algo não deve ser proibido mas que não deve existir?

É que a mim parece-me idiota estar a dizer que um software não é proibido mas não pode existir!

Ah-ah! Chegámos ao cerne da questão, à lei base da economia: oferta e procura.

E é precisamente por isso que o software proprietário e fechado vai continuar a existir: porque há procura de soluções que são apenas disponibilizadas de forma fechada.

Um exemplo simples, o sw open source existe para coisas gerais, no que toca a nichos de mercado a sua existência é residual e, quando existe, é muitas vezes muito mais fraca do que os sistemas proprietários e fechados.

A razão é simples: são coisas mais especializadas e como tal há menos interesse e gente a trabalhar nisso, logo não tem a dinâmica que outros grandes projectos têm, como por exemplo FF, OpenOffice ou Linux.

Correcto, é legítimo.

Mas da mesma forma é correcto e legítimo que nem todos tenham de lutar pelo sw aberto, nem sequer têm de gostar da existência de sw aberto...

Acho que confundes software livre com software criado pela comunidade.

Se todo o software fosse livre, o TEAMS seria livre, não?

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Idealmente... Mas nem sempre...

E normalmente a lei deixa sempre muito espaço para ética.

A lei tende a estar mais relacionada com a moral, do que com a ética.

A moral e a ética têm muito em comum.

A ética da comunidade de Software Livre é essa.

Eu não conheço nenhum código de ética que esteja normalizado na área de informática.... O que não quer dizer que cada um, ou cada comunidade não possa ter o seu e serem, ou não serem válidos, de acordo com a opinião de cada um.

E devem seguir o seu código desde que não interfira com a liberdade/direitos dos outros.

O que não podem, nem devem, é obrigar toda a gente a segui-la quando claramente não há - nem de perto nem de longe - qualquer tipo de consenso quanto a isso.

Estão erradas. E o mercado não se rege apenas por regras de oferta e procura.

Claro que não, mas essa é a regra base num mercado livre e aberto, qualquer puto que tenha tido economia no  9º ano sabe isso.

E é essa mesma lei que rege o grosso neste caso.

Várias dessas aplicações não são de nicho...

No máximo podias excluir as bases de dados, mas a bem da verdade, as próprias BDs são um nicho, há muito poucos players que suportem dados como a esse nível no mundo relacional.

Fora das BDs relacionais então ai o nicho é ainda maior.

Como não conheço todos esses nichos, não respondo em relação a todos, mas por exemplo de GIS, sei que não estás correcto.

Ah, espera GIS não é sistema de gestão geográfico, é uma aplicação de seguros.

Mea culpa não ter explicado melhor.

E sei de nichos, para os quais ocorre o contrário. E mais o poder, ou não poder substituir as aplicações, depende muito dos requisitos de cada um em cada caso. O que mais uma vez demonstra que não tens razão.

Importas-te de mostrar um exemplo?

Estou curioso...

Não conheceres, não faz com que tenhas razão.

Por não conhecer é que estou curioso em ver um exemplo.

Por exempo na áreas de investigação ciêntifica é comum a melhor oferta ser Software Livre. Por exemplo a sequenciação de DNA foi feita em boa parte por se ter utilizado Perl para algumas das operações de computação relacionadas, porque ele provou ser melhor solução que as outras (livres e proprietárias).

O que referes é que se fez desenvolvimento em Perl à medida. É óbvio que um programa desenvolvido à medida resultará num sw que responde de forma mais produtiva às necessidades, mas não é disso que se trata.

Soluções à medida não são comparáveis com sw finais e é disso que se trata.

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Acho que confundes software livre com software criado pela comunidade.

Não há qualquer confusão, se bem que ambos costumam andar a par são distintos.

Se todo o software fosse livre, o TEAMS seria livre, não?

Ou isso ou então não existiria.

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Então os laboratórios deixavam de gerir as equipas?

Se os laboratórios tinham necessidade de um programa que não existia, porque é que não podiam pagar a uma empresa de software para que esta o desenvolvesse?

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Posso!

Não os posso obrigar! Mas posso exigir.

Exigir é exercer a liberdade de expressão e desde que me mantenha nos limites da lei e da ética, tenho todo o direito de exigir.

Eu tenho as minhas exigências como consumidor e utilizador. Que são totalmente legitimas. E eles ou as satisfazem, ou dificilmente me têm como cliente. E em resultado da decisão deles, no mínimo não ganham dinheiro comigo.

Ou seja, tu não exiges: tu pedes a abertura do código. Ver 3 @ http://www.priberam.pt/DLPO/default.aspx?pal=exigir

Mas para além disso. Eu não pedi nada à nvidia que fosse especialmente para mim.

s/ti/uma parte do mercado.

A questão não está em abrir o código. Abrir o código é só uma pré-condição para uma das 4 coisas que realmente interessam.

Que são...?

O movimento de Software Livre não é extremista.

Por exemplo não defendemos a proibição do software proprietário e até criámos licenças para que os fabricantes de software proprietário utilizem algumas bibliotecas de software livre de forma a facilitar interoperatibilidade, criámos formatos de ficheiros abertos e standards para formatos de dados, API e protocolos de rede que podem ser livremente utilizados por todos (até mesmo pelos fabricantes de software proprietário) sem qualquer tipo de restrição, ou controlo. Apenas temos a opinião que ele é inaceitavelmente anti-ético e de várias formas prejudiciais aos utilizadores. E que entre várias outras coisas impede que os donos dos computadores controlem realmente os seus computadores.

Também defendemos que o Software Livre é a parte do conjuntos de soluções para os problemas provocados pelo software proprietário.

Eu não disse que o movimento é extremista, disse que há pessoas dentro do movimento/apoiantes do movimento que são extremistas, e por causa disso "por uns, comem todos".

Eu e muitos outros não vivemos bem com drivers fechados.

Não achas que temos o direito de ter essa opinião?

Eu só confio no que posso verificar. Como o software proprietário cria uma certa opacidade não posso confiar nele.

Não deves saber o que é lavagem ao cérebro!

Têm, não têm é o direito de exigir que alguém abra o seu código, e não devem tentar "converter" toda a gente a seguir a vossa "doutrina".

Ninguém está a pedir que façam algo à medida ao contrário do que tu dizes.

[...]

não concordamos com a que passa por apenas publicar um driver proprietário.

Ou seja, estão a dizer que não obrigam ninguém a fazer um veículo com um determinado número de rodas, mas que não concordam com um veículo de 3 rodas em vez de 2 ou 4. Certo.

O teu argumento é completamente baseado no teu preconceito e não nos factos e argumentos da comunidade de Software Livre.

O meu argumento é baseado em factos, factos esses que são, de forma resumida:

- Apoio a maior parte das ideias da comunidade de software livre, mas não todas;

- Há bastantes "apoiantes" extremistas.

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Ou seja, tu não exiges: tu pedes a abertura do código. Ver 3 @ http://www.priberam.pt/DLPO/default.aspx?pal=exigir

Porquê a 3?
1. Reclamar (em virtude de direito que se julga ter).
não têm é o direito de exigir que alguém abra o seu código
Porquê?

A questão é: porque é que o direito do produtor de manter o código fechado vale mais que o direito do utilizador de o poder ver e alterar, se foi o último que pagou por ele?

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Porquê a 3?

O problema é que não existe esse direito, é tal como exigir à Microsoft que te manda o código fonte do Windows só porque te apetece compilar uma versão diferente.

O mundo simplesmente não funciona assim. Podemos pedir às empresas para lançarem o seu software segundo licenças livres, mas cabe a elas a decisão final.

Eu sou da ideia que os fabricantes de hardware deviam era ser obrigados a fornecer documentação sobre todo o hardware que vendem, para que os consumidores possam usufruir das suas capacidades. Assim como todo o micro código que constitui os CPUs de hoje em dia, por exemplo. Não é possível corrigir bugs no CPU sem um update do fabricante (a Intel lança correcções via micro-code patches).

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O problema é que não existe esse direito
Não existe? Mas há uma tábua qualquer onde estão escritos todos os direitos? Que eu saiba, os direitos evoluem e são relativos.
O mundo simplesmente não funciona assim. Podemos pedir às empresas para lançarem o seu software segundo licenças livres, mas cabe a elas a decisão final.
Porquê? Porque é que tem que ser assim?
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A questão é: porque é que o direito do produtor de manter o código fechado vale mais que o direito do utilizador de o poder ver e alterar, se foi o último que pagou por ele?

Porque, na minha acepção das coisas, tu pagas pelo produto e não pelo código do driver.

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A questão é: porque é que o direito do produtor de manter o código fechado vale mais que o direito do utilizador de o poder ver e alterar, se foi o último que pagou por ele?

Mas o utilizador pagou pelo quê exactamente? No "contracto" de compra ficou acordado que o produtor também estava a vender o código aberto dos drivers?

O direito do utilizador poder ver e alterar os drivers regra geral não existe, porque não é isto que o produtor está a vender, nem é isto que o utilizador paga. Com o pouco de sorte nem há nada que obrigue os fabricantes a disponibilizar os drivers para Linux.

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Porque, na minha acepção das coisas, tu pagas pelo produto e não pelo código do driver.

O driver é um componente indispensável do produto, visto que sem ele não se pode usar o produto. Se paguei pelo produto e pelo driver, porque é que não hei de ter direito ao código dele?
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Mas o utilizador pagou pelo quê exactamente? No "contracto" de compra ficou acordado que o produtor também estava a vender o código aberto dos drivers?

O direito do utilizador poder ver e alterar os drivers regra geral não existe, porque não é isto que o produtor está a vender, nem é isto que o utilizador paga. Com o pouco de sorte nem há nada que obrigue os fabricantes a disponibilizar os drivers para Linux.

Não devia ter que estar no contrato. Na minha opinião, deve ser um direito previsto na lei, e as cláusulas que vão contra a lei são inválidas.
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O driver é um componente indispensável do produto, visto que sem ele não se pode usar o produto. Se paguei pelo produto e pelo driver, porque é que não hei de ter direito ao código dele?

Porque o facto de tu veres ou não o código não influencia o funcionamento do produto. Tu tens direito a um driver funcional, claro está; mas não me parece "lógico" pedir pelo acesso ao código.

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O driver é um componente indispensável do produto, visto que sem ele não se pode usar o produto. Se paguei pelo produto e pelo driver, porque é que não hei de ter direito ao código dele?

Dizes tu que pagaste pelo produto e pelo driver... Eventualmente o produtor dirá que pagaste pelo hardware e pelo direito de utilização do driver (ou com um pouco de sorte pela utilização do driver para windows, sendo o do Linux já um extra com o qual o vendedor nem se tinha comprometido).

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Eventualmente o produtor dirá que pagaste pelo hardware e pelo direito de utilização do driver

É esta a minha visão das coisas também.

Se se instaurasse uma política de drivers abertos então haveriam na net centenas de drivers modificados, muitos deles maliciosos que poderiam danificar o hardware. As pessoas iriam depois pedir responsabilidades ao fabricante do hardware. Imagine-se uma gráfica, metia-se pra lá uma malandrice para a overclockar e reduzir a velocidade da fan. Pum, e o leigo fica a lê-las. E inúmeras situações que daí podem advir.

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É esta a minha visão das coisas também.

Se se instaurasse uma política de drivers abertos então haveriam na net centenas de drivers modificados, muitos deles maliciosos que poderiam danificar o hardware. As pessoas iriam depois pedir responsabilidades ao fabricante do hardware. Imagine-se uma gráfica, metia-se pra lá uma malandrice para a overclockar e reduzir a velocidade da fan. Pum, e o leigo fica a lê-las. E inúmeras situações que daí podem advir.

Mas isso é responsabilidade do utilizador, não do fabricante.

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Mas isso é responsabilidade do utilizador, não do fabricante.

Nem todos têm a sabedoria para distinguir drivers fidedignos de drivers marados. Nem todos sabem o que é o phishing, etc, e há sempre gente prejudicada. É da responsabilidade das pessoas estarem alerta, se não sabe... soubesse né! Também é da responsabilidade dos fdp's que só pensam em fazer asneiras, não as fazer, e todos os dias convivemos com spam, virus spyware, etc.. que elesm 'andem' aí 'andem'!

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