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Ridelight

ISP britânico desliga Internet a piratas sem aviso

5 mensagens neste tópico

A medida já foi implementada noutros países mas o Karoo é o primeiro ISP britânico que decidiu desligar o acesso Internet a quem fizer downloads ilegais.

O corte pode vir sem qualquer aviso depois do Karoo receber a informação das editoras ou da polícia sobre o recurso a serviços de partilha de ficheiros e de confirmar a violação dos direitos de autor, escreve a BBC.

O utilizador recebe depois uma carta onde é intimado a admitir a culpa e a prometer não voltar a copiar ficheiros ilegalmente, adiantou um porta-voz da empresa.

Neste caso o Karoo volta a ligar a Internet gratuitamente, mas em futuras infracções é necessário pagar uma taxa de 30 libras (cerca de 35 euros) para recuperar a ligação.

Os ISPs britânicos têm-se recusado a adoptar esta política e só recentemente começaram a enviar cartas de aviso a utilizadores intensivos de redes P2P.

http://www.karoo.co.uk/

O utilizador recebe depois uma carta onde é intimado a admitir a culpa e a prometer não voltar a copiar ficheiros ilegalmente, adiantou um porta-voz da empresa.
  :wallbash:  :wallbash:  :wallbash:
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Acho que isso vai dar muita guerra na Inglaterra e estou cá para ver...

As editoras e a polícia têm de provar que um utilizador estava a infringir a lei, o que vai ser "cómico".

Gostava de saber como é que as editoras têm poder suficiente para ordenarem a um ISP para cortar o acesso a um seu cliente...

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Gostava de saber como é que as editoras têm poder suficiente para ordenarem a um ISP para cortar o acesso a um seu cliente...ja somos dois. em vez de andarem atras dos users deviam era andar atras dos sites... se bem que vai haver sempre manieras de piratear

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Pior,

Os ISPs britânicos têm-se recusado a adoptar esta política e só recentemente começaram a enviar cartas de aviso a utilizadores intensivos de redes P2P.

esta relação pode ser feita de forma legal?? (pirataria <-> P2P)
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A respeito da questão do poder:

Existem directivas comunitárias que têm aquilo a que se chama "take down clause", ou seja, basicamente tornam os ISP, cúmplices de violações da lei cometidos pelos seus clientes se não colaborarem de forma diligente para resolver a situação, ou seja, se não desligarem o cliente e fornecerem dados para acusa-lo criminalmente.

Normalmente ps países membros têm liberdade suficiente para durante a transposição dar a a volta a "take down clauses", por exemplo em Portugal penso que nunca nenhuma foi transposta para o nosso regime legal.

Se no UK, houver uma take down clausses, e se o contracto prever o corte de serviço se houver violação da lei utilizando o serviço (por exemplo cá todos prevêm), então têm o poder e a obrigação, sob a pena de eles próprios serem acusados de crime e de terem que acabar por defender o cliente, para se defenderem assim, sendo que o cliente até pode ser culpado.

Agora que respondi à questão do poder, passemos à questão da legimitadade moral, ética no ambito de um estado livre, de direito e democrático.

Em primeiro lugar é da minha opinião que clausulas legais como a que falei anteriormente, não podem existir em estados com as características que mencionei anteriormente.

Em segundo lugar, mesmo que não hajam essas clausulas, trata-se de algo que me parece um abuso por várias razões:

* é uma violação da democracia, em democracia só os órgãos de soberania podem dizer que pode agir policial e judicialmente, se outras entidades o fazem a democracia foi enfraquecida;

* só um tribunal pode ditar a culpa em caso de crime, menos que isso é um abuso em relação aos tribunais e aos cidadãos que assim perdem o direito a um julgamento justo, e vêm as suas liberdades e garantias ameaçadas;

* é uma inversão desnecessária do princípio da presunção de inocência;

* a tentativa de coerção ao cliente para que ele admita ter cometido um crime é também na minha opinião imoral;

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