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Microsoft abre software à comunidade Linux

19 mensagens neste tópico

A Microsoft anunciou ontem que vai abrir 20 mil linhas de código à comunidade Linux. O código pertence a drivers que vão ser incluídas no kernel Linux para facilitar o funcionamento virtual de qualquer distribuição open source em servidores com Windows ou Hyper-V, a tecnologia de virtualização usada pela empresa.

As linhas de código vão também ser disponibilizadas através da licença GPLv2, que não só permite a utilização livre do software, como obriga a que qualquer aplicação desenvolvida a partir daí se mantenha disponível a partir do mesmo tipo de licença.

A medida, que coloca a a Microsoft a usar pela primeira vez a licença GPL, revela uma mudança na estratégia da empresa liderada por Steve Ballmer, que ao longo dos últimos anos contabilizou 235 violações de patentes suas em produtos desenvolvidos sobre Linux. Muitos casos acabaram mesmo em tribunal.

Interoperabilidade é a palavra que pode resumir o gesto. A empresa garante que a necessidade de melhorar o funcionamento dos sistemas de terceiros com as suas plataformas ditaram a decisão e admite que a medida é também uma forma de ajudar as empresas, que em tempo de crise procuram soluções menos complexas e que resultam de uma combinação heterógenea de tecnologia.

No futuro a empresa pretende avançar com novas aproximações à comunidade open source, em várias frentes, garantem os responsáveis citados pela imprensa internacional. Um dos próximos passos vai ser no sentido de melhorar o suporte à linguagem Python no Windows.

Vai também manter-se o trabalho com a Eclipse Foundation, no sentido de desenvolver aplicações (RIAS) baseadas na plataforma Silverlight.

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Bem, se isto for tudo verdade, se o conteúdo for nice e se não tiverem intenções secundárias, é de louvar. :P

Um dos próximos passos vai ser no sentido de melhorar o suporte à linguagem Python no Windows.

Ámen! :confused:

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Sim senhor. Estou surpreendido. Mas diga-se em boa verdade, 20 mil linhas é uma coisita de nada.

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Bem, se isto for tudo verdade, se o conteúdo for nice e se não tiverem intenções secundárias, é de louvar. :confused:

Uma empresa faz as coisas com um objectivo, o que acho perfeitamente natural. Vi num site com essa notícia que a razão de fundo era fornecer este código à comunidade open-source e ver se conseguiam efectuar melhorias (como optimizações em termos de eficiência), de modo a melhorar a tecnologia de virtualização da Microsoft (facilitando o uso de Linux através de uma máquina virtual a correr em Windows).

Penso que é uma boa iniciativa, mas concordo com o pedrotuga: 20 mil linhas não é grande coisa.

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O que a m$ fez, foi publicar dois drivers de Linux para a plataforma de virtualização deles. Sendo esta a forma de o kernel Linux poder correr sob a plataforma de virtualização da m$. Sendo drivers para o Kernel Linux, que está licenciado sobre GNU GPL v2, para todos os efeitos práticos, esses drivers, teriam que ser licenciados sob a mesma licença, para poderem ser distribuídos. Caso contrário a m$ estaria a violar a licença do Linux e as leis de direito de autor, o que é um crime como vocês devem saber.

O objectivo directo da m$ é permitir que o kernel Linux, possa correr de forma aceitável sob a plataforma de virtualização da m$.  Isto era uma necessidade sob a pena de a plataforma da m$ se tornar irrelevante (ainda mais) e também por haver uma grande demanda por parte dos clientes da m$, para que esse suporte existisse.

Este objectivo é obviamente perfeitamente e tão legitimo, quanto qualquer outro de qualquer outra entidade que contribua para o Kernel Linux. Vamos ver se o código tem qualidade suficiente para ser aceite no kernel oficial.

A m$ tem um acordo de cooperação com empresas ligadas a projectos de Software Livre neste domínio da virtualização. Talvez este seja o primeiro resultado dessa iniciativa.

Não é a primeira vez que a m$ publica código como Software Livre, nem que colabora com projectos de Software Livre, nem sequer que vende produtos, ou serviços para Software Livre.

A m$ já fez anteriormente uma contribuação para o kernel Linux (mas não com código do kernel mas sim um dos scripts para o build). Também publicou algum projectos internos de muito pequena dimensão sob licenças de Software Livre (incompatíveis com a GNU GPL e por isso de limitada utilidade real). Promove a utilização e contribuiu para o DotNetNuke (que é um projecto derivado de outro projecto da m$). Colabora com o IronPython, Mono, Moonlight, PHP, etc... Sem contar de financiamento para vários outros projectos.

A m$ até inclui no seu serviço de cloud computing suporte para PHP. E foi um dos maiores vendedores de copões de serviços para as distribuições de GNU/Linux da Novell, tendo esgotado todos os que tinha e encomendando mais para poder satisfazer os clientes.

A questão é que a m$ atacou ferozmente a GNU GPL e o kernel Linux e as suas comunidades, classificando-as como cancerigenas, comunistas, anti-americanas, anti-capitalistas, etc... E agora fez isto e sendo que agora é liderada pela pessoa que mais ataques deste tipo fez no passado.

Isto também demonstra que o Software Livre não fecha a porta a ninguém, e que todos podem ganhar com ele idenpendentemente das suas motivações. E a que m$ vai ter que sofrer muitas mudanças apesar de estar de forma geral a tentar resistir a elas. Software Livre é simplesmente uma inevitabilidade.

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É minha opinião que dificilmente um driver para o kernel Linux, pode ser licenciado de outra forma do que com a própria GPL... Mas parece que neste caso não poderia ser mesmo de outra forma, sob nenhuma interpretação da GPL, pois o código da m$ está "linkado", estaticamente a outras porções de código licenciadas sob GPL e que não são da autoria da m$.

Num volte-face interessante, parece que apesar do marketing da m$. A m$ publicou este código sob GPL, porque o autor do código que a m$ re-utilizou, no seu próprio código, deu por isso, e começou a mexer-se no sentido de fazer com que a m$ parasse de violar a GPL (sim este código já foi proprietário).

Ou seja, mais uma vez, a m$ foi apanhada a violar a lei. E mais uma vez a m$ tentou enganar toda a gente.

Quem é que ainda acredita na m$?

A história em:

http://www.osnews.com/story/21882/Microsoft_s_Linux_Kernel_Code_Drop_Result_of_GPL_Violation

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Acho estranho que ainda haja quem acredite em criminosos e mentirosos compulsivos, que tentam enganar os consumidores (sim também já foram apanhados por isso)... Acho que isso é um acto de tremenda ingenuidade, ou então de masoquismo... Mas a vida está cheia de coisas estranhas...

Não é a primeira vez que a m$ viola o direito de autor de outros. Em 2001 foi condenada por violação de direitos de autor em França, desconheço se houve mais casos, mas pelo tipo de comportamento da empresa não ficava espantado se fossem descobertos mais.

Em defesa da m$, pelo menos eles decidiram cumprir a licença voluntariamente, após terem sido chamados a atenção para isso. O que é menos mau, no meio disto tudo.

Teria sido interessante do ponto de vista ético e moral que a m$ tivesse feito isto de vontade e iniciativa própria, independentemente das suas motivações (não interessam muito, cada um tem as suas). Mas é que nem cumprir as regras básicas deste sector, a m$ consegue. O que é realmente uma pena e é por isso que muita gente, como eu, não consegue ver a m$ como um agente confiável, sendo que até provoca outras reacções mais adversas em outros (o que é natural, mas excessivo).

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Mais um que acredita na microsoft, e na sua estratégia empresarial, foi é e irá continuar a ser das maiores senao a maior empresa a nivel mundial.

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Quem aqui nunca violou direitos de autor que atire a primeira pedra.

Tu nunca violas-te? Nunca quebras-te nenhuma lei falco?

E muitos dos processos contra a microsoft, nomeadamente o da U.E. por causa do I.E. nao passa de uma tremenda fantochada.

Mas ja agora e a intel também se farta de fazer concorrência desleal, porque é que nao se vê ninguém importado com isso?

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Quem aqui nunca violou direitos de autor que atire a primeira pedra.

Tu nunca violas-te? Nunca quebras-te nenhuma lei falco?

Sim já violei, quando ganhei consciência da violação parei de violar, e já faz perto de 10 anos que não violo e que destruí o material que violava. Passei a defender a não violação e que tento promovo o respeito pela lei, independentemente de concordar ou não totalmente com a lei em vigor.

Este meu comportamento é completamente distinto do comportamento do comportamento da m$, que tem e sempre teve a consciência do que fazia e que sempre advocou (desde os primeiros anos de existência) que os seus direitos deveriam ser respeitados pelos outros, mesmo quando ela não tem um comportamento reciproco.

Ou seja, no meu caso houve uma evolução no comportamento, aprendi com os meus erros (com ajuda de outras pessoas que me foram explicando as coisas), no caso da m$ só há hipocrisia.

Quanto ao cumprir a lei, sim esforço-me por o fazer, e quando tenho consciência de algum desvio tento compensar na medida do possível.

E muitos dos processos contra a microsoft, nomeadamente o da U.E. por causa do I.E. nao passa de uma tremenda fantochada.

Discordo!

Eu acho que há motivos para levantar o processo. Não concordo com as medidas que alguns propuseram como soluções. Ainda assim o processo ainda não chegou ao fim. A m$ não foi ainda condenada. E mesmo depois de condenada, vai poder recorrer para um tribunal.

Mas ja agora e a intel também se farta de fazer concorrência desleal, porque é que nao se vê ninguém importado com isso?

Isso não é verdade!

A Intel até já levou com a maior multa de sempre na UE. Alias tão grande que foi bem maior que a da m$, e teve até impacto nos resultados financeiros da empresa.

Antes que digas que tratei os casos da m$ e intel de forma diferente, tenho os seguintes argumentos:

* cheguei a iniciar uma thread sobre o assunto, um moderador moveu o post para outra thread, sobre o assunto (http://www.portugal-a-programar.pt/forums/topic/0-find-topic/?do=findComment&comment=273934);

* suspendi todos os meus planos de comprar produtos da Intel, a curto e médio prazo (como forma pessoal de censurar tais actividades ilícitas da Intel) e recomendo que outros façam o mesmo;

* a Intel apesar de se ter comportado mal, não o faz de tantas formas e tão repetidamente como faz a m$ e quando comparada com outros fabricantes de hardware até se comporta relativamente bem no respeito pela liberdade dos consumidores e por tudo isso tal merece uma censura numa medida também diferente;

* não falo mais no caso da Intel, porque desconheço a maior parte dos factos (não foram tornados públicos) e evito falar do que não sei;

Acho triste que haja quem defenda a violação da lei, num país livre e democrático e quem defenda os incumprimentos de uns com os de outros. Mas assim se vê parte do carácter das pessoas.

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O caso da intel era evidente há vários anos. A multa da UE só o tornou oficial e peca por muito tardia.

De resto, acho que os teus argumentos costumam ser muito bonitos, mas para uma empresa com fins lucrativos não fazem grande sentido.

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O caso da intel era evidente há vários anos.

Ai sim?

Então porquê, quais são os factos que conheces a respeito desta situação, que te levam a dizer isso?

Ser líder de mercado não é nenhuma violação da lei. E todos os factos a respeito deste caso estavam em contractos e acordos que são documentos privados e a respeito dos quais o conhecimento público é sempre escasso. Gostava de saber como é que sabias dessas coisas.

No caso da m$, houveram fugas de informação e durante os processos em tribunal nos EUA, vários documentos internos foram tornados públicos, neste caso da Intel, não tive conhecimento de nenhuma informação, gostava de saber onde é que conseguiste obter.

De resto, acho que os teus argumentos costumam ser muito bonitos, mas para uma empresa com fins lucrativos não fazem grande sentido.

Aí é que te enganas. Há imensas empresas que têm lucros e não violam as leis. Violar a lei e não agir de forma ética, não é são requisitos para ter lucro. E não só não é, como não foi, nem nunca será. Daí que o teu argumento é que não faça sentido nenhum. E não passa de uma tentativa esfarrapada de desculpar abusos.

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Antes de tudo, não percebo o que estão a discutir sobre acreditar numa empresa. "Eu acredito na empresa X", esta frase não faz sentido nenhum, nem consigo compreender qual a ideia que estão a transmitir.

Voltando ao assunto, pelo que li pela Internet fora, fiquei com a ideia que todo este caso da violação GPL é tudo uma tempestade num copo de água. Pessoal que já andaram a ver o código submetido pela Microsoft, não viram nenhuma dependência externa, é código 100% da Microsoft. Ou seja, penso que a violação GPL que se referem é ao kernel do Linux que obriga que os drivers da Microsoft também sejam GPL.

Alguém referiu isso à Microsoft e o resto é óbvio. É como tem num dos links do artigo do Falco.

GKH: I didn’t have to “suggest” anything, I only had to merely point out the obviousness of the situation  ;)

Achei também bastante interessante o comentário do Linus.

http://www.osnews.com/story/21887/Linus_Microsoft_Hatred_Is_a_Disease_

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Pessoal que já andaram a ver o código submetido pela Microsoft, não viram nenhuma dependência externa, é código 100% da Microsoft.

E onde é que viste isso?

É que se disseram isso é mentira.

Nem a m$ desmente que usa código externo sob GPL, apenas diz que não foi essa a motivação primária para publicar sob GPL.

Já o que o Torvalds está a comentar é simplesmente idiota!

O Torvalds alega que houve algum tipo de critica quanto às motivações anunciadas pela m$ para publicar o código, ou que alguém criticou a m$ por o ter publicado. O que é absolutamente falso. Ninguém com o mínimo destaque na comunidade e nem sequer vi anónimos a criticar os motivos que a m$ apresentou. Ou seja, mais uma vez o Linus volta a tomar decisões com base em premissas que são nada mais que invenções da cabeça dele, na sua paranóia de ser pragmático e neutro. É que falar de algo, ou noticiar algo, não é necessariamente criticar, mas o Linus não sabe distinguir isso.

Mas já estamos acostumados aos delírios dos génios... Deve ter apanhado gripe A e está com febre.

O Linus tem algo bias em relação a determinadas pessoas, e mesmo quando elas não se manifestam em relação a determinado tema, o Linus cola-as e associa-as a determinadas posições que alegadamente alguém terá tido, mesmo quando ninguém manifestou essas posições. Ele pode ser um bom engenheiro e bom lider para a comunidade do kernel Linux, mas em outras coisas e falha bastante. Este é mais um exemplo, ninguém na FSF, ou mesmo na FSF Europe se manifestou quanto ao tema e no entanto ele teve que ir falar delas como sendo parte das pessoas que alegadamente teriam atacado a m$ por ter publicado o código sob GPL. Sendo que nem houveram criticas, nem as pessoas que ele associa a tais criticas o fizeram.

As únicas posições que eu vi de pessoas associadas aos ideais do Software Livre, foram posições de congratular a m$, por o ter feito, e de pena que a m$ não seja mais amigável, ou seja, não há qualquer ataque.

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E onde é que viste isso?

É que se disseram isso é mentira.

Nem a m$ desmente que usa código externo sob GPL, apenas diz que não foi essa a motivação primária para publicar sob GPL.

E eu não disse o contrário. O que eu disse foi que o código era 100% da Microsoft, GPL ou não.

Por exemplo, no link que deste tem lá pessoal a comentar a mesma coisa. Se procurares pela net fora encontras mais.

Mas mais noticias a falar disto.

Microsoft has been making LIC available for standalone download for a while now. Some elements of LIC were available under the GPL license, but some pieces weren’t. As of July 20, all pieces of LIC are now under GPL. (By the way, Microsoft’s LIC code talks to Hyper-V and runs on top of it. So while the LIC is under the GPL, Hyper-V isn’t and is “protected” from it.)
source
Microsoft originally was licensing the Linux drivers, also known as the Linux Integration Components (LIC), in a way that was in violation of the GPL. It was offering them under a combination of the GPL and a closed source license.
source
Vyatta Vice President Dave Roberts states that neither it, or principal engineer Stephen Hemminger, have accused Microsoft of GPL violations, as reported elsewhere. In a blog posting, Roberts says "news stories have started to circulate that have bordered on putting words into the mouths of both Vyatta and its employees". Stephen Hemminger had reported that when investigating the Hyper-V network drivers, part of LinuxIC, he found a licensing issue; according to a report Hemminger found that Microsoft's closed source code used a number of interfaces marked EXPORT_SYMBOL_GPL, which marks an interface as only usable by code which has a GPL compatible interface.
source


O Torvalds alega que houve algum tipo de critica quanto às motivações anunciadas pela m$ para publicar o código, ou que alguém criticou a m$ por o ter publicado. O que é absolutamente falso. Ninguém com o mínimo destaque na comunidade e nem sequer vi anónimos a criticar os motivos que a m$ apresentou. Ou seja, mais uma vez o Linus volta a tomar decisões com base em premissas que são nada mais que invenções da cabeça dele, na sua paranóia de ser pragmático e neutro. É que falar de algo, ou noticiar algo, não é necessariamente criticar, mas o Linus não sabe distinguir isso.

Então não houve? Basta ver os inúmeros comentários por aí fora. Várias pessoas a questionarem os motivos por trás da Microsoft como a preparar algum ataque à comunidade. Agora que existe código "patenteado" no kernel já tem mais "poder de fogo" para futuros casos.

Então quando apareceu que os drivers não respeitavam GPL, devido à sua característica virulenta (no bom sentido) que faz com que os drivers tenham que ser também GPL foi o fim do mundo. Microsoft anda a roubar código dos outros, vá-se la saber a quantidade de código GPL por trás dos produtos da Microsoft. E por ai fora...

Penso também que ele não se referia apenas a este caso isolado mas sim a tudo. Por exemplo, a enorme polémica por o Ubuntu vir a incluir o Mono.

O Linus tem algo bias em relação a determinadas pessoas, e mesmo quando elas não se manifestam em relação a determinado tema, o Linus cola-as e associa-as a determinadas posições que alegadamente alguém terá tido, mesmo quando ninguém manifestou essas posições. Ele pode ser um bom engenheiro e bom lider para a comunidade do kernel Linux, mas em outras coisas e falha bastante. Este é mais um exemplo, ninguém na FSF, ou mesmo na FSF Europe se manifestou quanto ao tema e no entanto ele teve que ir falar delas como sendo parte das pessoas que alegadamente teriam atacado a m$ por ter publicado o código sob GPL. Sendo que nem houveram criticas, nem as pessoas que ele associa a tais criticas o fizeram.

Em que parte ele referiu a FSF? Já não me lembrava bem do artigo e dei novamente uma olhadela na diagonal e não reparei em nenhuma referência à FSF.
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E eu não disse o contrário. O que eu disse foi que o código era 100% da Microsoft, GPL ou não.

Por exemplo, no link que deste tem lá pessoal a comentar a mesma coisa. Se procurares pela net fora encontras mais.

Mas mais noticias a falar disto.

O driver é da m$, mas para funcionar linka estaticamente a código de outros (pelo menos a outro driver). Isso faz dele uma obra derivada. E isto faz com que o driver da m$ tenha que estar sob GPL. O que estás a dizer é outra coisa, mas que não influencia nada a respeito do licenciamento neste caso.

Nos links que apresentaste na ZDnet o Greg fiz que era obvio que havia uma violação, não disse à m$ que estava a violar, porque isso era óbvio e o que é óbvio não precisa de ser dito, porque é isso mesmo, óbvio.

Também não foi feita uma acusação de violação... Porque de facto não foi necessário fazer, houve apenas uma tentativa por parte do engenheiro da Vyata de resolver o assunto.

Não sei se percebes, mas isto é apenas um jogo de palavras de várias partes para fazer toda a gente parecer bem na fotografia. Os factos são que houve violação e ela foi resolvida.

Então não houve? Basta ver os inúmeros comentários por aí fora. Várias pessoas a questionarem os motivos por trás da Microsoft como a preparar algum ataque à comunidade.

Não vi um único!

E não vi um único feito por alguém que representasse de alguma forma a comunidade de Software Livre, como o Linus diz.

Questionar, não é criticar. Tentar perceber é bom. Mas questionar não passa disso. É um passo prévio para uma potencial critica, mas não é criticar.

Agora que existe código "patenteado" no kernel já tem mais "poder de fogo" para futuros casos.

Existe imenso código patenteado no kernel. Para o qual ele foi licenciado.

E também não vi ninguém a falar disso, nem ninguém que represente a comunidade a faze-lo.

A GPL v2 obriga a um licenciamento de patentes implícito por parte do autor. Não é um mecanismo tão evoluído como o da GPL v3, mas é o suficiente para este caso. Daí que não vejo como é que a m$ poderia pegar nisso, não vejo qualquer tipo de ameaça desse tipo. E qualquer pessoa que tenha falado disso não sabe do que está a falar e não acredito que fosse minimamente representativa da comunidade.

Então quando apareceu que os drivers não respeitavam GPL, devido à sua característica virulenta (no bom sentido) que faz com que os drivers tenham que ser também GPL foi o fim do mundo.

Estás a exagerar imenso!

Não houve critica à m$ por ter publicado o código sob GPL.

Houve alguma critica por causa da hipocrisia a respeito dos motivos apresentados. O que é diferente.

Em que parte ele referiu a FSF? Já não me lembrava bem do artigo e dei novamente uma olhadela na diagonal e não reparei em nenhuma referência à FSF.

Não mencionou a FSF explicitamente, mencionou explicitamente:

There are 'extremists' in the free software world, but that's one major reason why I don't call what I do 'free software' any more. I don't want to be associated with the people for whom it's about exclusion and hatred.

Ele já caracterizou várias vezes a FSF e toda a comunidade ao seu redor dessa forma, para quem acompanha isto à tanto tempo como eu é óbvio é que é da FSF que ele fala.

A m$ pode dizer que os seus motivos, foram os que diz, e provavelmente também foram os seus motivos, pois são motivos razoáveis e que são iguais ao de muitos dos contribuidores para o kernel. Contudo, com este código em específico, a m$ não poderia ter feito outra coisa (se mudasse o código talvez pudesse). E como isto vem da m$, eu não acredito em que o motivo fosse o que eles dizem, pelo menos, não depois de descoberta esta situação.

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