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pmcosta

Why Linux is not (yet) Ready for the Desktop

10 mensagens neste tópico

Yep. Já referi mais de metade destas deficiências do Linux aqui no fórum em várias discussões. Foram as conclusões a que tenho chegado depois de anos de uso de várias distribuições. Uma das maiores vantagens do Linux (ser livre e cada pessoa poder alterar) também é a sua maior desvantagem (causa bastante fragmentação, duplicação de código, versões incompatíveis).

Dois exemplos que já dei, e são os mais conhecidos: duplicação de APIs de aúdio (ALSA, OSS, PulseAudio, Phonon, GStreamer, libcanberra...) e toolkits gráficos (Qt, GTK+).

E o mais engraçado é que a solução que alguém arranja é sempre adicionar um novo layer de abstracção (grr.. PulseAudio...).

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Em parte concordo com o artigo, mas por outro lado discordo completamente.

:-)

Na minha perspectiva, ao falarmos de um SO para desktop temos que definir qual o público alvo a quem nos dirigimos. Na minha opinião, e de uma forma muito genérica, podemos dividir os utilizadores em 4 grandes grupos:

1 - pessoal da informática

2 - pessoas que necessitam de software específico (CAD, photoshop, ...)

3 - pessoal que curte "joguinhos" (também estou incluída, por isso tenho sempre uma partição com windows)

4 - todos os que usam o computador para "bater texto", ver filmes, fotos, usam o msn, etc... (estimo que esta seja uma boa fasquia da população)

A meu ver, o primeiro grupo não deveria ter grandes dificuldades em adaptar-se e utilizar diferentes distribuições de linux (não digo todas, mas algumas). Já há muitos anos que uso linux (cerca de 15) e desde 2004 (+/-) a utilização deste SO em ambiente gráfico tem vindo a ser cada vez mais fácil (quando saiu fedora, o mandrake teve uma nova roupagem e posteriormente com a divulgação do ubuntu e do caixa mágica). Hoje em dia, temos várias distribuições com tradução em português, o que faz com que a língua também não seja um impedimento.

O segundo grupo é problemático. Muitos profissionais em áreas específicas têm formação numa determinada ferramenta, não tendo sentido utilizarem posteriormente uma ferramenta alternativa. Por exemplo: photoshop/gimp

O terceiro grupo... não tenho opinião formada sobre eles. Acho que realmente o Windows é a melhor opção. Emuladores nem sempre dão resultado a 100% e é tornar a coisa complicada.

O quarto grupo: pode perfeitamente, e digo isto com todas as letras, utilizar um ubuntu ou uma distribuição semelhante. Qual é realmente o grande impedimento? Mentalidade (é como a matemática, toda a gente tem medo) e o impingimento do windows. Dou formação em cursos "novas oportunidades" e presto assistência técnica a família e amigos. Todos eles me pedem/necessitamd a seguinte lista de coisas:

- um processador de texto

- às vezes uma folha de cálculo

- ver filmes

- ouvir música

- navegar na net

- msn

- jogos de cartas

- ver imagens

Por defeito, o ubuntu instala automaticamente o OpenOffice, já traz software de áudio e vídeo, firefox, vêem-se perfeitamente as imagens e jogos tem ainda mais que o windows.

Quanto ao msn, o pidgin também já está por defeito na instalação do ubuntu.

Relativamente a codecs específicos temos de instala-los, uqer em windows como em linux. Em geral, volta e meia tenho uma chamada de telefone a dizerem: eu não consigo ver o filme!!! E lá dou eu a indicação de: vai à net, procura por ffdshow, faz download, a seguir clicas sempre em next.... Em ubuntu diria: vai a sistema, escolhe synaptic, procura por vlc, clica em cima e faz ok. Por acaso, eu também uso o vlc em windows.

Dou apoio em algumas associações que não têm o poder de compra para adquirir uma licença do windows, mas têm de estar com o software legal. Tenho instalado ubuntu e até agora, os problemas que têm são exactamente os mesmos que o resto do pessoal que utiliza o windows. Para a maior parte da população o computador continua a ser um bicho estranho, seja qual for o SO que esteja instalado. E nós, informáticos de serviço, estamos condenados a resolver-lhes os problemas (como por exemplo, o típico: Ai que a minha impressora não funciona!!! Ao qual se pergunta: já viste se está ligada à corrente?). E é disso que não nos podemos esquecer.

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Em parte concordo com o artigo, mas por outro lado discordo completamente.

:-)

Na minha perspectiva, ao falarmos de um SO para desktop temos que definir qual o público alvo a quem nos dirigimos. Na minha opinião, e de uma forma muito genérica, podemos dividir os utilizadores em 4 grandes grupos:

1 - pessoal da informática

2 - pessoas que necessitam de software específico (CAD, photoshop, ...)

3 - pessoal que curte "joguinhos" (também estou incluída, por isso tenho sempre uma partição com windows)

4 - todos os que usam o computador para "bater texto", ver filmes, fotos, usam o msn, etc... (estimo que esta seja uma boa fasquia da população)

A meu ver, o primeiro grupo não deveria ter grandes dificuldades em adaptar-se e utilizar diferentes distribuições de linux (não digo todas, mas algumas). Já há muitos anos que uso linux (cerca de 15) e desde 2004 (+/-) a utilização deste SO em ambiente gráfico tem vindo a ser cada vez mais fácil (quando saiu fedora, o mandrake teve uma nova roupagem e posteriormente com a divulgação do ubuntu e do caixa mágica). Hoje em dia, temos várias distribuições com tradução em português, o que faz com que a língua também não seja um impedimento.

O segundo grupo é problemático. Muitos profissionais em áreas específicas têm formação numa determinada ferramenta, não tendo sentido utilizarem posteriormente uma ferramenta alternativa. Por exemplo: photoshop/gimp

O terceiro grupo... não tenho opinião formada sobre eles. Acho que realmente o Windows é a melhor opção. Emuladores nem sempre dão resultado a 100% e é tornar a coisa complicada.

O quarto grupo: pode perfeitamente, e digo isto com todas as letras, utilizar um ubuntu ou uma distribuição semelhante. Qual é realmente o grande impedimento? Mentalidade (é como a matemática, toda a gente tem medo) e o impingimento do windows. Dou formação em cursos "novas oportunidades" e presto assistência técnica a família e amigos. Todos eles me pedem/necessitamd a seguinte lista de coisas:

- um processador de texto

- às vezes uma folha de cálculo

- ver filmes

- ouvir música

- navegar na net

- msn

- jogos de cartas

- ver imagens

Por defeito, o ubuntu instala automaticamente o OpenOffice, já traz software de áudio e vídeo, firefox, vêem-se perfeitamente as imagens e jogos tem ainda mais que o windows.

Quanto ao msn, o pidgin também já está por defeito na instalação do ubuntu.

Relativamente a codecs específicos temos de instala-los, uqer em windows como em linux. Em geral, volta e meia tenho uma chamada de telefone a dizerem: eu não consigo ver o filme!!! E lá dou eu a indicação de: vai à net, procura por ffdshow, faz download, a seguir clicas sempre em next.... Em ubuntu diria: vai a sistema, escolhe synaptic, procura por vlc, clica em cima e faz ok. Por acaso, eu também uso o vlc em windows.

Dou apoio em algumas associações que não têm o poder de compra para adquirir uma licença do windows, mas têm de estar com o software legal. Tenho instalado ubuntu e até agora, os problemas que têm são exactamente os mesmos que o resto do pessoal que utiliza o windows. Para a maior parte da população o computador continua a ser um bicho estranho, seja qual for o SO que esteja instalado. E nós, informáticos de serviço, estamos condenados a resolver-lhes os problemas (como por exemplo, o típico: Ai que a minha impressora não funciona!!! Ao qual se pergunta: já viste se está ligada à corrente?). E é disso que não nos podemos esquecer.

instalei o Ubuntu (na altura) 7.04 num Pentium III 1Ghz com uma Riva TNT2 integrada (bons tempos com aquela gráfica), tive que configurar manualmente o X, os drivers da placa gráfica e os do som. Escolhi o Ubuntu mesmo por causa da facilidade de uso (era para um grupo de pessoas que se enquadra no teu "quarto grupo") e acabei por pensar que se calhar, até com um pouco mais de esforço metia uma distro mais leve que ao menos dava mais rápido. Não sei se estas novas versões do Ubuntu são tão boas "out of the box", mas se têem problemas como estas, não, o Linux ainda está longe de ser para o público geral.

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quanto ao 4º grupo de pessoas que o estrucida referiu, queria só acrescentar que não só pode usar linux como até deve!

pode ser que até seja, às vezes, mais complicado para instalar e configurar que windows (mas também estamos a falar de um grupo que teria as mesmas dificuldades para outro SO qq e porntato precisaria de ajuda d qq maneira) mas a utilização em si é tão simples como em outro SO qq e com a vantagem de trazer muito mais estabilidade que o windows que muita gente consegue infectar com 500000 virus por semana...

aqui em casa toda a gente usa Debian e não podiam ser mais felizes!

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Na minha perspectiva, ao falarmos de um SO para desktop temos que definir qual o público alvo a quem nos dirigimos. Na minha opinião, e de uma forma muito genérica, podemos dividir os utilizadores em 4 grandes grupos:

1 - pessoal da informática

2 - pessoas que necessitam de software específico (CAD, photoshop, ...)

3 - pessoal que curte "joguinhos" (também estou incluída, por isso tenho sempre uma partição com windows)

4 - todos os que usam o computador para "bater texto", ver filmes, fotos, usam o msn, etc... (estimo que esta seja uma boa fasquia da população)

Além de te esqueceres de uma boa fatia dos utilizadores de computadores (uso empresarial) dividiste os utilizadores em grupos, e é com essa divisão que não concordo. Não vale a pena ir muito longe, eu próprio me encaixo perfeitamente em todos os grupos que definiste, assim como a maior parte do pessoal que conheço. Um sistema operativo para uso geral deve responder a todas as características e necessidades que indicaste, e realmente tanto Mac OS X, como Linux ou Windows respondem relativamente bem (pode haver falta de software, mas isso não significa que o SO seja menos capaz).

Em parte concordo com o artigo, mas por outro lado discordo completamente.

Só queria acrescentar que não respondeste a nada relacionado com o artigo. O artigo deu razões (semi-)técnicas que explicam porque é que o Linux não está pronto para o desktop. Não interessa falar aqui de tipos de utilizadores. São simplesmente factores que tornam a vida difícil a todos. Por isso discutam essas razões e não tornem isto em mais uma guerra de sistemas operativos.

Outra vez: Na discussão deste artigo não interessa se o Linux é melhor que o Windows. Interessa é discutir as falhas do Linux.

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9.1 - Já há muito que se discute isso. Até acabou por ter posto uma noticia do género aqui. http://www.portugal-a-programar.pt/forums/topic/0-find-topic/?do=findComment&comment=244617

12 - Soo, sooo true....

estrucida, eu não sei como está agora (já não uso linux à um par de anos), mas não tenho boas memórias de visualização de filmes em linux. Sempre obtinha melhor performance/rendimento em windows, e lembro-me que quando começou a sair os 1ºs animes em h.264 em linux as legendas eram uns grandes quadrados rosas. Só comecei a conseguir ver h.264 em "condições" passado prai meio ano depois de ver em condiões no windows.

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estrucida, eu não sei como está agora (já não uso linux à um par de anos), mas não tenho boas memórias de visualização de filmes em linux. Sempre obtinha melhor performance/rendimento em windows, e lembro-me que quando começou a sair os 1ºs animes em h.264 em linux as legendas eram uns grandes quadrados rosas. Só comecei a conseguir ver h.264 em "condições" passado prai meio ano depois de ver em condiões no windows.

Em termos de performance nos decoders por software é aceitável (ffmpeg, o mesmo que uso em Windows). Mas as legendas softsub em formato ASS ainda não funcionam muito bem. A malta do VLC tinha um projecto que era um render cross-platform para esse formato de legendas mas há uns meses tentei ir ao site e estava dead. Hmm, parece que ainda está dead (http://asa.diac24.net/). ;)

O que está bastante melhor é o suporte para descodificação com ajuda de hardware. Sei que os drivers da NVIDIA (os closed source) são muito bons em relação a este aspecto, e uma placa de 50$ descodifica 1080p sem sobrecarregar o CPU (pelo menos as reviews que vi disto há uns meses assim indicavam). Os outros fabricantes também têm algo do género na manga, mas estão a demorar séculos a lançar.

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Além de te esqueceres de uma boa fatia dos utilizadores de computadores (uso empresarial) dividiste os utilizadores em grupos, e é com essa divisão que não concordo. Não vale a pena ir muito longe, eu próprio me encaixo perfeitamente em todos os grupos que definiste, assim como a maior parte do pessoal que conheço.

Quando divido utilizadores em grupos não é por uma questão de "rótulos" ou descriminação. É uma questão prática. Cá em casa somos dois informáticos, eu estou ligada à programação e ele é administrador de sistemas e vende hardware. Ou seja, quando nos chega um pedido de compra de uma máquina: computador pessoal, portátil ou servidor, temos de estudar muito bem quem vai ser o utilizador e qual a funcionalidade que essa máquina vai ter, qual o ambiente em que vai ser inserido, possíveis interacções em rede, etc, etc, etc.

Daí eu já estar habituada a catalogar clientes (utilizadores) nestes 4 grandes grupos.

Repara, tal como tu eu também não estou num só grupo, pertenço a dois deles :-) E isto porque, o facto de trabalhar como freelancer permite-me escolher software alternativo, senão também estaria no 3º grupo.

Os utilizadores a nível empresarial, se usam software específico, é claro que estão incluídos no 3º grupo, caso contrário, passam para o primeiro. No entanto, a nível empresarial nem sequer podes discutir ao certo qual o SO a utilizar porque vai depender muito da finalidade da máquina. Se fores a ver, empresas com vários computadores começam a optar por ter diferentes máquinas com SO adaptados à funcionalidade de cada uma.

Só queria acrescentar que não respondeste a nada relacionado com o artigo. O artigo deu razões (semi-)técnicas que explicam porque é que o Linux não está pronto para o desktop.

Mas olha, eu acho que o linux já se encontra pronto para desktop, a questão é mesmo essa. E apresentei uma série de razões que me levam a pensar assim.

No entanto, tal como a maior parte das pessoas, concordo com muitos dos argumentos citados pelo artigo inicial: existem bastante melhoramentos a fazer.

Tenho plena consciência de como funciona o linux, os diferentes tipos de distribuições e por consequência os problemas que podem causar.

Para começar tens a questão de qual o linux a instalar. Não podes comparar a usabilidade de um ubuntu a um fedora ou a um debian! Têm formas distintas de apresentação e de estruturação. Eu não tenho uma máquina minha com debian porque não tenho paciência para andar a instalar "à pata" uma série de coisas. Por isso escolhi ubuntu, é mais intuitivo, tem mais funcionalidades disponíveis através do x-windows. No debian tinha a vantagem de este ser "mais leve" que o ubuntu, mas para mim essa vantagem não tinha o peso suficiente para que eu a escolhesse.

Mas repara, neste ponto já começamos a entrar numa área muito técnica que diz essencialmente respeito a quem está mais ligado à informática em si e não ao utilizador em geral.

Neste momento, a nível de desktop, o grande problema encontra-se nos drivers para dispositivos muito recentes: impressoras, scanners, ... Em geral, esse tipo de software sai primeiro para Windows e só depois é que começa a ser adaptado para linux.

No entanto, dispositivos não tão recentes não costumam levantar problemas, por exemplo, eu tenho impressora a lazer, jacto de tinta, disco externo, adaptadores de rede, ... e não tive de recorrer à linha de comandos para os instalar.

... as legendas eram uns grandes quadrados rosas. Só comecei a conseguir ver h.264 em "condições" passado prai meio ano depois de ver em condiões no windows.

Olha, esse é um ponto em que eu realmente não me lembrei. Peço desculpa, a sério. Eu não vejo nada com legendas e isso nem me passou pela cabeça. Também não faço a mínima ideia de como está, mas posso tentar saber-te. Mas acredito que o vlc deve ter isso controlado.

Outra vez: Na discussão deste artigo não interessa se o Linux é melhor que o Windows. Interessa é discutir as falhas do Linux.

Eu acho que nem sequer vamos por aí. Cada SO tem as suas vantagens e desvantagens. E é como te digo, cada cliente tem as suas necessidades, havendo muita gente a usar Windows, linux, MAcOS ou mesmo unix. Pessoalmente, eu prefiro trabalhar com linux por uma série de razões, que se adaptam às minhas necessidades específicas, mas que tal como disseste Triton, não vêm para o caso deste post.

Mas o que eu quero realmente frisar é que, neste momento, linux já está pronto para desktop.

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