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Clairvoyant

Quadros Eléctricos

9 mensagens neste tópico

No dimensionamento de quadros eléctricos existem aspectos a observar, nomeadamente as secções dos condutores e as protecções (disjuntores, diferenciais, etc). Tendo em conta que a pergunta é para um caso genérico, alguém sabe indicar quais são as protecções típicas que se devem implementar quando se planifica um quadro eléctrico?

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Tens tabelas oficiais para isso e tens de executar cálculos. Não é assim tão linear nem tão típico.

Estive envolvida na construção de um web site para o cálculo de dimensões de canalizações eléctricas (mas o web site nunca chegou a ser implementado) e necessitei de consultar vários documentos oficiais.

Posso dar-te algumas indicações da pouca coisa que estudei. Lembra-te, eu estava a trabalhar com canalizações eléctricas e não simplesmente com quadros eléctricos.

1- R.T.I.E.B.T (Regras Técnicas das Instalações Eléctricas de Baixa Tensão – Decreto Lei nº 226/2005 e Portaria nº 949-A/2006).

2- o manual da CABELTE

Espero ter ajudado em alguma coisa.

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Maravilha, uma pequena pesquisa e parece que já consegui tudo o que indicaste estrucida. Agradeço, porque embora tenha alguns conhecimentos, necessito de basear o meu trabalho em documentação oficial, e não apenas debitar umas tretas para entregar um relatório fraco que dê apenas para passar.

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Alguém conhece um CAD eléctrico, preferencialmente gratuito, para fazer esquemas eléctricos e planificação de quadros? Seria a cereja sobre o bolo :)

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uso um : http://www.pcschematic.com/english/index.htm, tem uma versão semi-gratuita, pois podes usar 10pag no máximo e 200 simbolos.

é muito intuitivo e se tivers alguma duvida, o centro de ajuda responde logo e explica tudo.

Tambem é bom no aspecto de ja vir com muitos simbolos e alem disso, se ja tiveres uma base de dados tua com referencias e preços e tudo, podes facilmente criar um acess 2003 com isso e o programa usar as tuas referencias como simbolos..

é muito bom..

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As secções de condutores a utilizar nos quadros costuma-se considerar que os limites para as seguintes secções são os seguintes:

1.5mm2 -> 10A

2.5mm2 -> 16A

4mm2 -> 25A

Julgo que 4mm2 aguenta com mais, mas não tenho certezas. Procura mais informação sobre isso.

Sobre a escolha de protecções diferenciais, a escolha do interruptor diferencial depende muito do que estás a proteger. Para instalações domésticas, duma forma muiiiiito geral, até 30mA estás a proteger a integridade do utilizador, até 300mA os órgãos da instalação, até 1A o edifício, isto com disjuntores da curva C. Uma boa referência para a escolha de ints. difs. é o catálogo da Hager que tem uma parte bastante explicativa disto. A lei portuguesa estipula valores máximos de sensibilidade para os diversos usos.

EDIT: Ah, e por lei tens só podes usar cablagem com secção superior ou igual a 1.5mm2 em quadros.

EDIT2: Claro que há outras protecções que podes ter num quadro como descarregadores de sobretensão (protecção contra descargas atmosféricas acidentais), mas sobre isto não sei grande coisa.

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Podes dividir os quadros em 2 grandes áreas, cada uma com as suas especialidades:

* Distribuição

* Comando ou automação

Na parte de distribuição, para cada circuito necessitas de saber:

- a potência necessária

- a distância

- o tipo de canalização (enterrada, há vista, etc...)

Baseado nesses dados, podes consultar a tabela da Cabelte para escolher o cabo,

Baseado no cabo (e limites deste em questões de corrente) escolhes o calibre do disjuntor.

A protecção diferencial (se necessária, dependendo do tipo de terra TT ou TN) por norma fica no quadro a montante.

Baseado nisto vai-se andando do "interior da instalação" para o PT, somando ou agrupando as cargas sempre que necessário e se justifique.

No final temos a potência necessária para o PT.

Depois de termos dimensionado o PT, ficamos a saber qual a Icc ou poder de corte necessário, assim é necessário completar os cálculos desta vez do PT para o "interior da instalação"

Na parte do comando ou automação, há mais decisões a tomar:

Para começar, temos que saber a potência e tipo de carga, com estes dados podemos decidir qual o tipo de arranque:

- Directo

- Estrela-Triângulo

- Arrancador suave

- Variador de velocidade

Se for arranque directo ou arrancador suave, dimensionamos o cabo como no caso de distribuição.

Se for arranque estrela-triângulo, temos que passar 2 cabos até ao motor e dimensiona-los para 58% da potência nominal.

Se for com variador de velocidade, temos que usar um cabo com malha (apesar de não ser muito comum em Portugal é obrigatório), se o comprimento do cabo for superior a 25 metros, temos que montar indutâncias de saída no variador, se o comprimento for superior a 50m, temos que sobre dimensionar o variador.

No caso do variador de velocidade, podemos protege-lo com um disjuntor normal para a potência nominal do variador, este por sua vez faz a protecção do motor e do cabo. Como o variador produz muito ruído eléctrico, é necessário cuidado com a classe (ou tipo) do interruptor diferencial para não haver disparos intempestivos.

No caso do arrancado suave, se este tiver protecção do motor integrado, então podemos usar um disjuntor normal.

No caso dos arranques directos, estrela-triângulo e arrancador suave sem protecção de motor, por norma monta-se disjuntor-motor, são disjuntores magneto-térmicos com regulação. Alternativamente também se pode montar disjuntores standard e relés térmicos com regulação. Neste caso o interruptor diferencial pode ser standard.

No caso de arrancadores suaves ou variadores de velocidade de elevada potência, também é necessário montar fusíveis ultra-rápidos para protecção de semicondutores. Este fusíveis devem ser montados em seccionadores de corte em carga, ou em base fusíveis caso existe um equipamento de corte omnipolar.

No caso de se usar tensões DC, deve-se cuidado na montagem de disjuntores, estes devem estar dimensionados para cortar a tensão DC usada.

Neste tipo de quadros, também há outras protecções que terminam dentro do quadro, como por exemplo fontes de alimentação, transformadores de comando ou iluminação do quadro.

Depois há outros cuidados que se prendem à montagem do quadro, como por exemplo: a classe de isolamento, a homologação do quadro, o IP, o IK, a dissipação térmica, ventilação, aquecimento, EMC, etc...

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A protecção diferencial (se necessária, dependendo do tipo de terra TT ou TN) por norma fica no quadro a montante.

TT ou TN?
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TT - Terra Terra, ou seja há 2 terras distintas a Terra de Protecção, é a Terra normal das tomadas e afins e a Terra de Serviço é o Neutro

TN - Terra ao Neutro, quando os valores das terras são muito baixos, podem-se shuntar (ou ligar) uma terra há outra,

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