• Revista PROGRAMAR: Já está disponível a edição #53 da revista programar. Faz já o download aqui!

Dotinho

Variador AC OMROM Série RV

11 mensagens neste tópico

Boas, tenho uma máquina de dobrar tubo, e para isso uso uma caixa redutora, um encoder um motor e um variador..

e para parar o motor uso injecção de corrente DC, para travar o motor.. só que após o cpu desligar o enable, o variados demora um bocadinho a ligar a injecção de corrente DC, já dei muitas voltas pela configuraçã, e não consigo encontrar nada para corrigir isso..

Alguma sugestão?

0

Partilhar esta mensagem


Link para a mensagem
Partilhar noutros sites

Já não uso Omron há muito tempo e as poucas vezes que injectei DC foi com variadores Siemens.

Ao dizeres RV, imagino que estejas a falar de um F7.

Como não deste os parametros, imagino que tenhas B1-03=2 (DC Braking to Stop).

No manual, diz que entre a ordem de paragem e a injecção de DC, há um tempo de espera (L2-03) que deverá ser 0,1 segundos.

Não sei se consegues reduzir este tempo, porque parece-me ser uma protecção do variador.

Eventualmente tens a hipótese de programar uma das entradas H1-xx para 60 e quando activas mandar injectar DC, se não tiverem a ordem de RUN.

Cuidado para não injectares tempo de mais porque aquece o motor.

0

Partilhar esta mensagem


Link para a mensagem
Partilhar noutros sites

Aproveitando a boleia deste tópico, o travão eléctrico é um assunto que me interessa à bastante tempo, mas pelo que li, pode ser perigoso para os motores já que as correntes induzidas nos enrolamentos do motor podem danificá-los através da dissipação por efeito de joule.

Alguém me corrija se estiver errado por favor, estou a tentar aprofundar os meus conhecimentos e a corrigir eventuais erros.

A minha pergunta é: existe algum processo expedito para determinar até que ponto se pode exigir de um motor em travagem? A ideia é saber como implementar um travão não excedendo um limite máximo de corrente e de tempo em que a corrente é aplicada, sem danificar o motor.

0

Partilhar esta mensagem


Link para a mensagem
Partilhar noutros sites

A injecção DC é muito mais perigosa para a mecânica da máquina, do que para o motor em termos eléctricos.

Do ponto de vista eléctrico, pegamos na energia gerada pelo motor e devolvemos, ao motor em corrente DC criando um polo fixo.

Em termos de protecção do motor, a injecção DC está limitada pelo próprio variador, ele (em princípio) não permite injectar mais corrente do que a permitida pelo motor (corrente nominal do motor).

O problema de aquecimento do motor, depende de aplicação para aplicação, depende basicamente do duty-cycle, se estivermos contantemente a injectar DC então é recomendado montar um ventilador auxiliar, da mesma maneira que se o motor funcionar muito tempo a baixo do 20-25Hz também se deve montar um ventilador auxiliar.

A corrente que injectarmos é controlada e programada no variador (por norma vem regulada a 50% da nominal) para adaptarmos há necessidade da aplicação.

Em questões de violencia mecânica, já fiz um motor saltar quando injectei DC (o motor estava mal preso).

0

Partilhar esta mensagem


Link para a mensagem
Partilhar noutros sites

sim sim, tens razão nisso tudo, é assim qando a maquina acaba o angulo de curvatra, deve segurar o motor se nao com a força do tubo, ela volta para traz, então injecto 45% durante 4seg para segurar o tubo e a curva ficar mais perfeita.

Este nunca saltou, tem tempos de ciclo de 5min..

0

Partilhar esta mensagem


Link para a mensagem
Partilhar noutros sites

não esqueçer a resistencia de frenagem!!! muito importante nesta aplicação.

0

Partilhar esta mensagem


Link para a mensagem
Partilhar noutros sites

Não concordo, a resistência de frenagem é importante quando não temos onde meter a energia gerada pelo motor (e queremos travar depressa sem esturricar o equipamento)

Nesta aplicação, a energia é devolvida ao próprio motor, pelo que a resistência de frenagem não me parece necessária.

0

Partilhar esta mensagem


Link para a mensagem
Partilhar noutros sites

Os motores têm 2 modos de funcionamento:

* Motor - Quando estamos a traccionar a carga

* Gerador - Quando a carga está a traccionar o motor, por exemplo nas desacelerações do motor ou no movimento de descida da carga numa grua

Quando o motor está a funcionar como gerador, o variador recebe energia tanto da rele eléctrica como do motor e a tensão no barramento DC aumenta.

Há vários métodos que se pode usar para a tensão do barramento DC não se elevar a cima dos níveis máximos:

- Aumentar o tempo de paragem -> Quanto mais tempo levar a parar, menor energia gera. Este método é eficaz e do ponto de vista de investimento inicial não tem custos.

- Resistência de frenagem -> É um método amplamente usado quando não é possível aumentar o tempo de paragem (por questões de produção, processo ou segurança) e consiste em montar uma resistência de frenagem (e respectivo chopper se o variado não estiver já equipado com um) a ideia é pegar na energia extra que o variador está a receber a partir do motor e dissipa-la/transforma-la numa resistência. Com este método consegue reduzir consideravelmente o tempo de paragem. O custo do investimento inicial é maior e do ponto de vista de eficiência energética é uma má opção, estamos a desperdiçar energia a aquecer o meio ambiente.

- Frenagem DC ou Compound -> Basicamente devolvemos ao motor a energia que ele está a geral, criando assim um polo fixo. Usando este método conseguimos reduzir ainda mais o tempo de paragem, mas são necessários alguns cuidados, tal como já foi descrito neste tópico. O custo de investimento inicial também é nulo.

- Ligação entre barramentos DC -> A ideia é ligar os vários barramentos DC dos variadores no mesmo barramento, assim quando um motor estiver a gerar energia, esta pode ser aproveitada pelos outros em vez de a ir buscar à rede eléctrica. Este método tem algumas limitações, tem que haver mais que 1 variador de velocidade (naturalmente), o funcionamento dos motores tem que estar desfasado, todos os variadores têm que ter a mesma tensão de barramento DC, são necessárias montar protecção suplementares (fusiveis ultra-rápidos para semi-condutores) nas protecções do barramento DC de cada variador. Tem um custo considerável, mas até pouco tempo era inferior à montagem de módulos de regeneração.

- Regeneração de energia -> Devolvemos à rede a energia gerada pelo motor. Os variadores com esta possibilidade têm por norma um custo superior ou um módulo opcional para regeneração, pelo que o investimento inicial é superior, mas tende a ser igual com a massificação e com as exigências de eficiência energética que estão/vão ser implementadas.

0

Partilhar esta mensagem


Link para a mensagem
Partilhar noutros sites

sim, ja entendi... obrigado pela explicação, foi muito clara, eu é que não entendi a frenagem, não me lembrei de relacionar frenagem com travão..até costumo instalar resistencia de travao em alguns variadores que monto..

Obrigado pela explicação.

cmps

0

Partilhar esta mensagem


Link para a mensagem
Partilhar noutros sites

este quipamento parece-me que tem que ter alguma fiabilidade. já ha alguns anos que monto OMRON e gosto, mas deixa-me dar-te um conselho para esta aplicação. Para aplicações de travagem com precisão usa motores com electro-freio SEW e variadores SEW que tem controlo individual sobre o travao. instalador e cliente satisfeitos......

0

Partilhar esta mensagem


Link para a mensagem
Partilhar noutros sites

Crie uma conta ou ligue-se para comentar

Só membros podem comentar

Criar nova conta

Registe para ter uma conta na nossa comunidade. É fácil!


Registar nova conta

Entra

Já tem conta? Inicie sessão aqui.


Entrar Agora