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Docente da UA na descoberta de novo sistema solar

11 mensagens neste tópico

Alexandre Morgado Correia, docente do Departamento de Física na Universidade de Aveiro, integrado numa equipa europeia de investigadores europeus, publica esta quinta-feira um artigo na revista NATURE sobre a descoberta de um novo sistema solar: o «tridente de Neptuno».

A equipa anuncia a descoberta de um novo sistema planetário constituído por três planetas semelhantes a Neptuno.

«Este sistema planetário parece ainda possuir uma cintura de asteróides, tornando-o assim um dos mais parecidos com o nosso Sistema Solar. Além disso, à semelhança da Terra, o terceiro planeta do novo sistema encontra-se igualmente na zona habitável», segundo um comunicado da UA,

O mesmo comunicado refere que «esta nova descoberta só foi possível devido à utilização do espectrógrafo «HARPS», o equipamento mais rigoroso actualmente existente para a detecção de planetas, e que está instalado num dos telescópios do ESO (European Southern Observatory), organização à qual Portugal pertence.»

Videos / Imagens:

Pode fazer download de alguns vídeos deanimação e/ou imagens (artísticas) do novo sistema em:ftp://ftp.ua.pt/incoming/system3p/Se necessitar de material adicionalcontactar Prof. Alexandre Correia (Univ. Aveiro). Esta descoberta é igualmentedivulgada num press-release do ESO que pode ser encontrado em:http://www.eso.org/outreach/press-rel/pr-2006/

Equipe responsável pela descoberta

- Christophe Lovis, Michel Mayor,Francesco Pepe, Didier Queloz, (Observatoire de Genève, Suiça)

- Alexandre C. M. Correia (Departamento de Física da Universidade de Aveiro)

- Nuno Cardoso Santos (Centro de Astronomia e Astrofísica de Universidade Centro de Geofísica de Évora)

-Yann Alibert, Willy Benz, Christoph Mordasini (Physikalishes InstitutBern, Suiça)

- François Bouchy (Observatoire de Haute-Provence e Institut d'Astrophysique França)

- Jacques Laskar (Observatoire de Paris,França)

- Jean-Loup Bertaux (Service D'Aéronomiedu CNRS, França)

- Jean-Pierre Sivan (Laboratoired'Astrophysique de Marseille, França)

texto da UANa última década os astrofísicos têm descoberto dezenas de planetas a orbitar outras estrelas semelhantes ao Sol. Na grande maioria dos casos, os planetas descobertos são gigantes gasosos, semelhantes a Júpiter, o maior planeta do Sistema Solar (com ~318 vezes a massa da Terra). No entanto, o recente desenvolvimento das técnicas de procura de planetas extra-solares tem permitido a descoberta de alguns planetas com massa entre 5 e 20 vezes a massa da Terra, comparáveis à massa de Neptuno (~17 vezes amassa da Terra). Agora, é anunciada a primeira descoberta de um sistema composto por três planetas com massas semelhantes à de Neptuno, todos eles em órbitas quase circulares. Estes planetas orbitam a estrela HD69830, uma estrela próxima do Sol (~41 anos-luz), e efectuam uma volta a esta em cada 8.67, 31.6 e 197dias, respectivamente.

A descoberta foi feita recorrendo ao método das velocidades radiais (ver nota), e só foi possível graças ao rigor do espectrógrafo HARPS, acoplado ao telescópio de 3.6 m do Observatório de LaSilla, no Chile, que pertence ao ESO (European Southern Observatory). Este equipamento permite a medição das velocidades radiais com uma precisão melhor do que 1 m/s (3.6 km/h, ou seja, a velocidade de uma pessoa a caminhar). Segundo Nuno Cardoso Santos (CAAUL/GCE), «a enorme precisão do HARPS permitiu-nos detectar o movimento da estrela HD69830 induzido pela gravidade dos 3 planetasque a orbitam, apesar destes terem uma massa de apenas 10.2, 11.8 e 18.1 vezes amassa da Terra, respectivamente».

Uma série de simulações numéricas, realizadas pelo Prof. Alexandre Correia (Universidade de Aveiro), um dos co-autores do artigo, mostram que o sistema é extremamente estável dinamicamente. Observações anteriormente realizadas com o telescópio espacial Spitzer tinham mostrado que esta estrela emite muito nos infra-vermelhos. Estas observações sugerem que a emissão é proveniente de poeira em torno da estrela, que emite a uma temperatura de cerca de 130 graus centígrados (400 grausKelvin). Os estudos dinâmicos agora realizados sugerem que esta emissão seja emitida de uma cintura de asteróides localizada entre as órbitas do segundo e terceiro planeta do sistema, ou numa órbita ligeiramente mais distante. A colisão entre os asteróides desta cintura será responsável pela existência da poeira detectada.

Mais ainda, os modelos teóricos parecem mostrar que o planeta que se encontra mais próximo da estrela será constituído sobretudo por rochas, enquanto que o segundo planeta deve ser rochoso e possuir uma extensa atmosfera. O terceiro planeta do sistema, e o mais afastado da estrela, parece ser constituído por rochas e gelos, rodeados por uma espessa atmosfera. Este último é o primeiro planeta descoberto com uma massa semelhante à de Neptuno e que se encontra simultaneamente na zona habitável do sistema, isto é, a zona com condições propícias à existência de vida. Contudo, devido à sua massa relativamente elevada, é improvável a existência de água no estado líquido.

A Técnica das Velocidades Radiais

A Técnica das Velocidades Radiais é um método indirecto para a descoberta de planetas extra-solares, e que já permitiu encontrar cerca de 180 exoplanetas. Esta técnica consiste na medição das variações na velocidade da estrela central, causadas pelo efeito gravitacional do planeta na estrela. Quando um planeta orbita uma estrela, esta também vai orbitar o planeta. Na verdade, ambos vão rodar em torno de um ponto “intermédio”, a que os físicos chamam de centro de massa.

Quanto maior for a massa do planeta, maior é o efeito produzido. Se conhecermos a amplitude de variação de velocidade da estrela devido à influência gravitacional do objecto que a orbita, podemos inferir a massa do mesmo

Contactos para mais informação:

Alexandre C. M. Correia,Departamento de Física daUniversidade de Aveiro, Tel: 234 378 117, Telm: 968 235 593, Fax: 234 424 965,E-mail:acorreia@fis.ua.pt

Professor Auxiliar Convidado do Departamento de Física da Universidade de Aveiro, Alexandre Carlos Morgado Correia, 28 anos, licenciou-se em Física pela Universidade de Lisboa, concluiu Doutoramento pela Universidade de Paris VII, e tem centrado o seu trabalho de investigação em torno da evolução a longo termo da rotação de Vénus e dos planetas telúricos.

Fonte: On-Line News

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Excelente descoberta! Os portugueses são os maiores! ;)

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Já tinha visto isto ontem na RTP. É o primeiro sistema solar descoberto não é? Sem dúvida que é uma notícia muito boa para nós portugueses. É pena é que sejam só portugueses e não equipas portuguesas.

41 anos luz? Talvez daqui a milhares de anos cheguemos lá ;)

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Já tinha visto isto ontem na RTP. É o primeiro sistema solar descoberto não é? Sem dúvida que é uma notícia muito boa para nós portugueses. É pena é que sejam só portugueses e não equipas portuguesas.

41 anos luz? Talvez daqui a milhares de anos cheguemos lá ;)

Tambem já tinha visto na RTP á hora do almoço de ontem. Não, não é o primeiro sistema solar descoberto. Já se descobriram muitos mais sistemas planetários: lê isto para mais informação.

Antes de se formarem equipes de investigadores portugueses, há que formar portugueses na equipes estrangeiras.

É uma honra poder saber que temos um português entre os investigadores.  :P

41 anos-luz, na teoria, levariamos algums milhares de anos a chegar lá (não fiz contas...). Agora, como todos sabemos, a evolução não é algo sistemático, pelo que a qualquer momento pode surgir uma nova descoberta que revolucione o método de navegação ou o nosso modo de pensar. Só acho que se os humanos chegarem a outros pontos do universo e se descobrirmos vida nesses pontos, vamos fazer muitos estragos (ou ser muito estragados, caso sejamos intelectualmente inferiores aos outros seres).

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41 anos-luz, na teoria, levariamos algums milhares de anos a chegar lá (não fiz contas...).

Demora 41 anos terrestres para chegar lá se viajares à velocidade da luz (considerado por enquanto como limite de velocidade máxima).

Claro que, para quem está na nave a viagem é instantânea (relatividade de Einstein).

Cumpr. brink@ero    ;)

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41 anos-luz, na teoria, levariamos algums milhares de anos a chegar lá (não fiz contas...).

Demora 41 anos terrestres para chegar lá se viajares à velocidade da luz (considerado por enquanto como limite de velocidade máxima).

Claro que, para quem está na nave a viagem é instantânea (relatividade de Einstein).

Cumpr. brink@ero    ;)

Isto sim é rever conceitos da Físicp-Química do 10º ano. Portanto, levaria 41 anos se viajássemos a 3,0 x 10^6 km/s, certo? Em relação á teoria da relatividade de Einstein, não percebi como é que a viagem seria instantânea para quem se encontrasse na nave... :P

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Eu também bem tento perceber as teorias do Einstein (ando a ler o livro que me deram nas olímpiadas da física), mas não percebo grande coisa.

Para o einstein, no espaço há mais uma dimensão além das normais: o espaço-tempo.

Por exemplo, alguém que tenha saído da terra às 14:00 e tenha andado à velocidade da luz vê após algum tempo o relógio e vê que são 16:00, enquanto na Terra seriam já 18:00.

É qualquer coisa assim.

Por exemplo, se uma nave visse outra a aproximar-se de um buraco negro, vê-la ía a aproximar-se e a de repente desaparecer, mas quem estivesse na nava acharia que nunca mais chegaria ao buraco negro.

The universe is fucking strange!

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Para o einstein, no espaço há mais uma dimensão além das normais: o espaço-tempo.

Não, a quarta dimensão é o tempo! O conjunto das 3 coordenadas com o tempo é designado espaço-tempo.

A variação do tempo depende da velocidade que deslocas.

Basta olhar para as transformadas de Lorentz e intepretá-las:

http://hyperphysics.phy-astr.gsu.edu/hbase/relativ/ltrans.html

Mas resumidamente, quanto mais rápido andas, mais lento o teu relógio anda em comparação com o referêncial (dilatação do tempo).

Quando atinges a velocidade da luz, teoricamente, o tempo pára.

Mas tambem, para tal é necessário uma energia infinita.

Isto é muito giro, um dos problemas que resolvi nas olimpíadas era encaixar una tábua de 2 m numa cabine telefónica de 1 m (se não me engano) com a contração da tábua.

Experimentem o site: o T0, o L0 e o m0 é as características do corpo em relação à um referencial.

Podem ver por exemplo que quando atinges 1 % da velocidade da luz, não há grandes diferenças.

Mas quando estás à 99%:

Se a tábua tinha 1 m -> passou a ter 14.1 cm

Enquanto o teu relógio passa 1 seg -> no referencial passou 7 seg

A massa de 1 Kg -> passou a pesar 7 kg

No limite:

A tábua de 1 m -> fica com comprimento 0!

1 seg -> corresponde a tempo infinito (ou seja, em relação ao referencial, o teu relógio parou)

E 1 Kg -> passou à infinito (por isso é necessário energia infinita)

Cumpr. brink@ero    :ipool:

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Omg....

Como isso é esquisito e estranho, o einstein teve de ter um poder de abstracção tremendo para se sair com essa teoria... :O

À velocidade da luz ninguém envelhece ou quê? :D

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Omg....

Como isso é esquisito e estranho, o einstein teve de ter um poder de abstracção tremendo para se sair com essa teoria... :O

À velocidade da luz ninguém envelhece ou quê? :D

Por isso é que os fotões não morrem!  :cheesygrin: :cheesygrin: :cheesygrin: :2funny:

Tudo isto foi baseado em dois corolários:

  • A velocidade da luz ser constante.
  • Independentemente do referencial, a velocidade da luz medida é sempre a mesma.

É de referir que ele não foi o primeiro a pensar na relatividade.

Existiu antes o Maxwell, mas na área do electromagnetismo.

Cumpr. bk@ero      :beer:

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Começam agora a conhecer-se mais pormenores sobre o novo sistema solar ‘Tridente de Neptuno’, cuja descoberta foi feita por uma equipa que integra dois portugueses: Alexandre Correia, docente de Física da Universidade de Aveiro, e Nuno Santos, investigador do Centro de Astronomia e Astrofísica da Universidade de Évora.

De acordo com o que disse ao CM Alexandre Correia, “os três planetas são pequenos (dez a 20 vezes o tamanho da Terra) e têm órbitas muito circulares, à volta de uma estrela (a HD69830), ao contrário de outros que fazem órbitas mais achatadas, do tipo cometa”.

“Está a 41 anos-luz do nosso sistema solar, sendo um dos mais próximos, e o terceiro planeta, o mais distante da estrela, está numa zona habitável, que é como quem diz tem temperaturas que permitem a existência de água no estado líquido”, refere.

Os três planetas são muito semelhantes a Neptuno e parecem possuir uma cintura de asteróides, tornando este sistema muito parecido com o solar.

“Esta descoberta só foi possível utilizando um instrumento dos mais rigorosos – o espectógrafo HARPS, que está instalado no Chile – e os telescópios do ESO, organização a que Portugal pertence”, salienta.

O trabalho específico deste investigador, que acabou por não ter oportunidade de participar nas observações telescópicas, uma vez que está comprometido com 12 horas de aulas por semana, foi o de criar, através de sistemas numéricos, uma simulação em computador que confirmou a veracidade da descoberta observada pelos colegas.

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