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falco

Opera e Google querem transformar um monopólio num oligopólio

54 mensagens neste tópico

A Opera, fabricante do famoso browser proprietário com o mesmo nome, parece apoiar a ideia mais idiota que parece ter surgido para combater o efeito negativo para o mercado livre, causado pela inclusão do browser internet exploder, na instalação por omissão do window$.

A sugestão da Opera (e de outros imbecis), é que durante a instalação do window$ apareça uma janela em que se possa escolher qual o browser instalado. O principal problema com isso é que o window$ teria de passar a incluir um conjunto de bowsers, que obviamente será sempre limitado em relação ao universo de browsers que existem. Quais seriam os browsers a serem incluídos, quem decidiria isso? E os que ficassem de fora, não continuariam a ser vitimas de concorrência desleal, só que agora de mais que um fabricante?

O pior é que parece que estamos rodeados de imbecis, ou manipuladores, porque parece haver alguém no Google que parece apoiar esta ideia.

Ou seja, querem que haja escolha, mas só para o benefício deles e não para o benefício do mercado.

http://www.betanews.com/article/Opera-CEO-von-Tetzchner-Microsofts-IE8-turnoff-is-not-enough/1236630337

http://www.betanews.com/article/Google-Windows-7-users-should-be-able-to-choose-any-browser-any-time/1236782173

Para além destas questões que eu levantei, há mesmo quem levante outras questões práticas:

http://www.osnews.com/story/21127/Opera_Google_Not_Satisfied_with_IE8_Turn_off_Switch_

Pessoalmente acho que existe de facto um problema, mas não é esta a forma de o resolver.

Não seria justo obrigar a m$ a excluir o ie de todas as suas ofertas de sistemas operativos.

Uma solução justa talvez passasse pela criação de uma oferta em paralelo onde o window$ não traria browser. A complementar a existência da oferta, a m$ e os seus re-distribuidores teriam que ter no mercado uma número mínimo de imagens para instalação e de computadores com o window$ pré-instalado. Isto garantiria uma oferta real no mercado, que é o que me parece a única forma para garantir uma efectiva liberdade de escolha para os consumidores.

A mim parece-me que a minha proposta é um remédio equilibrado, para um mercado que está monopolizado e que por isso tem muitas dificuldades em ter uma escolha real baseada no mérito das ofertas... Não impede a m$ de ter a sua melhor oferta, não promove um conjunto limitado de browsers a ninguém e ainda garante uma existência real de uma liberdade de escolha. Não pretendo que esta solução isolada resolva todo o problema, mas acho que pelo menos o problema da existência real de uma oferta concorrente em condições de oferta justas, resolve. Faltam ainda questões relacionadas com o lock-in e com o mercados relacionados (de ferramentas de desenvolvimento, de aplicações web, etc...). Que acham?

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Se a sugestão da Opera é idiótica por só um punhado de browsers ser suportado e ser desleal para os restantes, então é o mesmo que dizer que todas as distros de Linux são idióticas...

E sinceramente a tua solução não serve. Eu não quero tar a instalar um SO que não venha com um browser. A ferramenta básica de acesso à net.

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E sinceramente a tua solução não serve. Eu não quero tar a instalar um SO que não venha com um browser. A ferramenta básica de acesso à net.

Exacto, acabas de instalar o Windows, depois tens de ir á net sacar um browser para poder ir á net :x

Eu nem desgosto da ideia de poder instalar logo o Opera quando estou a instalar o windows.

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Nunca vai ser possível dar todas as possibilidades à partida a alguém. Se se derem as alternativas que 90% da população usa... já é muito bom!

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Se a sugestão da Opera é idiótica por só um punhado de browsers ser suportado e ser desleal para os restantes, então é o mesmo que dizer que todas as distros de Linux são idióticas...

Nem por isso!

Isso seria verdade se a situação fosse a mesma. Mas não é! Porque é que não é?

Em primeiro lugar, a Opera propõe isso como uma solução para um problema específico que acontece com um fabricante específico. Ou seja, até ver, esta medida só é necessária nos sistemas m$, porque o problema a ser resolvido é o browser é lider de mercado por causa do window$ e não por causa dos seus méritos. Isso não é algo que aconteça em mais nenhum sistema operativo.

Em segundo lugar, qualquer fabricante de software pode fazer com que o seu software seja incluído numa distribuição de GNU/Linux e caso a distribuição oficial não o faça ele pode sempre distribuir ele próprio um fork que inclua. Isto é algo que não pode acontecer com o window$, por a licença do mesmo não o permitir.

Em terceiro lugar nenhum outro browser tem um efeito em outros mercados (aplicações web, ferramentas de desenvolvimento, etc...) que o internet exploder tem. E essa é mais uma razão pela qual a situação não tem paralelo.

Em quarto lugar, várias distribuições de GNU/Linux contêm repositórios oficiais nos quais qualquer fabricante de software proprietário pode incluir o seu software (Ubuntu, Debian, Xandros, etc...) e em todas se pode de uma forma ou de outra adicionar após a instalação repositórios não oficiais (coisa que não é possível no window$, porque não existe sequer esse conceito para mais nada do que o window$ update) e isto é algo que pode ser feito por qualquer utilizador.

Por isso o problema que se quer resolver com aquela solução, não é algo que exista, nas distribuições de GNU/Linux. Por isso é uma situação que nem se coloca.

E sinceramente a tua solução não serve. Eu não quero tar a instalar um SO que não venha com um browser. A ferramenta básica de acesso à net.

Não quereres tu, não quer dizer que não queiram outros. Não podes dizer que por algo não servir para ti, não serve para os outros. A concluir de um caso particular para o geral é um erro de lógica, ao qual se chama falácia.

Exacto, acabas de instalar o Windows, depois tens de ir á net sacar um browser para poder ir á net :x

Nem por isso!

Há distribuição física!

Alguns ISPs incluem em CDs vários browsers, sei também que em algumas grandes superfícies já houveram bundles de software que incluiam browsers, as revistas de informática também costumam ter cds com software e há ainda projectos como o antigo GNU/win, no qual se criaram CDs com software.

Não precisas de usar HTTP para ir buscar um bowser à Internet, podes usar outros protocolos.

Para o caso dos utilizadores que não têm conhecimento para fazer tal coisa, poderiam ainda comprar o computador com a versão do window$ sem browser e pedir para instalarem o seu browser de escolha na loja (ou noutra loja).

Há muito mais hipóteses de a pessoa ter o que quer, de poder escolher.

Como disse, não acho que esta solução resolva tudo... Mas acho que é um passo positivo para dar uma escolha real.

Nunca vai ser possível dar todas as possibilidades à partida a alguém. Se se derem as alternativas que 90% da população usa... já é muito bom!

Mas isso não resolve o problema do mercado. Por exemplo um novo player terá sempre mais dificuldade em entrar no mercado, mesmo que seja muito superior em qualidade, porque o mercado continuaria a ser fechado.

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Em primeiro lugar, a Opera propõe isso como uma solução para um problema específico que acontece com um fabricante específico. Ou seja, até ver, esta medida só é necessária nos sistemas m$, porque o problema a ser resolvido é o browser é lider de mercado por causa do window$ e não por causa dos seus méritos. Isso não é algo que aconteça em mais nenhum sistema operativo.

Claro. Se uma dada distribuição Linux, só incluísse um browser, a maior parte do utilizador comum só iria usar esse browser. Esse utilizador não iria procurar por outro browser. Claro que se esse utilizador já tivesse uma predilecção por um determinado browser, ele o ia buscar e instalar. E isso é o que acontece hoje em dia quando os utilizadores instalam o Firefox ou Opera no PC com Windows.

Em segundo lugar, qualquer fabricante de software pode fazer com que o seu software seja incluído numa distribuição de GNU/Linux e caso a distribuição oficial não o faça ele pode sempre distribuir ele próprio um fork que inclua. Isto é algo que não pode acontecer com o window$, por a licença do mesmo não o permitir.

Totalmente irrelevante. Um utilizador comum "nunca" irá instalar um fork, vai sempre para a versão oficial.

Em terceiro lugar nenhum outro browser tem um efeito em outros mercados (aplicações web, ferramentas de desenvolvimento, etc...) que o internet exploder tem. E essa é mais uma razão pela qual a situação não tem paralelo.

Falso. Todos os browsers tem um efeito nos ditos mercados. Simplesmente o IE é o que se sente mais devido a também ser o mais usado...

Em quarto lugar, várias distribuições de GNU/Linux contêm repositórios oficiais nos quais qualquer fabricante de software proprietário pode incluir o seu software (Ubuntu, Debian, Xandros, etc...) e em todas se pode de uma forma ou de outra adicionar após a instalação repositórios não oficiais (coisa que não é possível no window$, porque não existe sequer esse conceito para mais nada do que o window$ update) e isto é algo que pode ser feito por qualquer utilizador.

Irrelevante. Só muda o método, mas a possibilidade existe nos 2. No windows em vez de ires buscar a um repositório, vais buscar ao site do fabricante do SW o installer.

Por isso o problema que se quer resolver com aquela solução, não é algo que exista, nas distribuições de GNU/Linux. Por isso é uma situação que nem se coloca.

Eu não disse que as distribuições de Linux tinham problema. Eu estava a referir se a solução era idiótica então as distribuições de Linux também o seriam. Porque o que a Opera pretende é mesmo isso, dar a múltiplas opções de SW no momento de instalação como acontece com as distribuições de Linux.

Não quereres tu, não quer dizer que não queiram outros. Não podes dizer que por algo não servir para ti, não serve para os outros. A concluir de um caso particular para o geral é um erro de lógica, ao qual se chama falácia.

Estás a gozar certo? Ter um SO sem um browser não serve para ninguém. O único caso onde haja interesse de ter um PC  sem browser é na indústria. Mas nesse caso nem interessa a liberdade, já que cabe à empresa decidir que permissões/operações confere aos seus empregados.

Acredito que haja, mas pessoalmente não conheço ninguém que tenha um PC sem acesso à net.

Há distribuição física!

Alguns ISPs incluem em CDs vários browsers, sei também que em algumas grandes superfícies já houveram bundles de software que incluiam browsers, as revistas de informática também costumam ter cds com software e há ainda projectos como o antigo GNU/win, no qual se criaram CDs com software.

Se for por distribuição física é impossível que seja dada a escolha de todos os browsers existentes, ficando sempre alguém de fora. E acaba por ser o mesmo que viesse distribuído juntamente com o CD do Windows...

Não precisas de usar HTTP para ir buscar um bowser à Internet, podes usar outros protocolos.

Para meu conhecimento, o HTTP é o único protocolo que é "usado" por todos os SOs.

Para o caso dos utilizadores que não têm conhecimento para fazer tal coisa, poderiam ainda comprar o computador com a versão do window$ sem browser e pedir para instalarem o seu browser de escolha na loja (ou noutra loja).

E para aqueles que compram o PC às peças? Para não falar que era mais um grande motivo para as lojas chularem à força toda o comprador. Como já vi de uma loja cobrar cerca de 50€ de mão de obra só para instalar o Windows...

Há muito mais hipóteses de a pessoa ter o que quer, de poder escolher.

Mas a hipótese de a pessoa ter o que quer existe neste momento. O problema está no momento de instalação...

Como disse, não acho que esta solução resolva tudo... Mas acho que é um passo positivo para dar uma escolha real.

Mas isso não resolve o problema do mercado. Por exemplo um novo player terá sempre mais dificuldade em entrar no mercado, mesmo que seja muito superior em qualidade, porque o mercado continuaria a ser fechado.

Concordo. Por isso é que acho a sugestão da Opera boa. Não é ideal, nem sei se existirá uma forma ideal, mas mais vale dar pequenos passos de cada vez. Do que ficar parado à espera de uma grande passo.
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Parece-me que a solução oferecida pela Microsoft é bastante razoável, ou seja, traz o IE e pode ser desactivado depois.

http://gizmodo.com/5165495/you-can-turn-off-every-major-windows-feature-in-windows-7

As outras soluções que tenho visto parecem-me radicais e infundadas. (e algumas mesmo ridiculas...desculpem mas é o que acho... Não trazer nenhum browser?!?!? ridiculo)

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Qual é o grande problema do Internet Explorer vir instalado por default? ;)

Qualquer pessoa pode instalar outra alternativa quando quiser!

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Parece-me que a solução oferecida pela Microsoft é bastante razoável, ou seja, traz o IE e pode ser desactivado depois.

Acho que é uma proposta que é razoável e que deve ser uma das que devem fazer parte  do "pacote" de soluções para o problema. Não acho no entanto que seja o suficiente.

O que é radical na proposta que eu fiz? Podes explicar?

Radical parece-me ser proibir a m$ de distribuir o ie com o window$. A proposta que eu proponho é algo que mete isso de fora, criando uma solução intermédia que permite criar mais soluções diferentes sem limitar a m$ a uma oferta menos competitiva.

Qual é o grande problema do Internet Explorer vir instalado por default? ;)

Qualquer pessoa pode instalar outra alternativa quando quiser!

É verdade que pode instalar.

No entanto o que acontece é que não fazem por razões de comodidade e ignorância que são provocadas pela inclusão do browser e não por o browser ter qualidade.

Mas isto tem mais impacto ainda sobre outros que não os utilizadores finais.

O facto de o ie ser o browser que vem com virtualmente todos os computadores, faz com que os fabricantes de aplicações web e de ferramentas de desenvolvimento se foquem exclusivamente nele, porque até à pouco tempo ao ter mais que 95% de quota de mercado tornava os outros browsers completamente irrelevantes para estes fabricantes. Isto não seria um problema por si, se o ie cumprisse de forma razoável os standards, mas a verdade é que não o fazia de forma extremamente flagrante, como ainda hoje continua a não o fazer de uma forma que é digna de nota (apesar de terem havido melhorias). O efeito de tudo isto é que os outros browsers são impedidos de competir porque as pessoas não podiam aceder à web e ter uma experiência agradável (mesmo sendo muitos dos outros de qualidade superior).

Há sérias distorções do mercado que são parcialmente causadas pela inclusão do browser em causa no sistema operativo em causa e que continuam a ser provocadas. E como parte da solução para este problema tem que se combater as várias fontes do problema e esta é uma delas (embora não a única).

Criar uma oferta real no mercado faria com que houvesse muito mais probabilidades de se poder fazer uma escolha mais livre. Sem oferta é que não se pode exercer essa escolha de forma efectiva. Criar uma oferta não exclusiva, em paralelo, que não tenha o browser no window$, cria uma possibilidade de escolha efectiva.

E sim concordo que proibir de forma absoluta a m$ de distribuir o browser no window$ é injusto e mau para o mercado livre.

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É verdade que pode instalar.

No entanto o que acontece é que não fazem por razões de comodidade e ignorância que são provocadas pela inclusão do browser e não por o browser ter qualidade.

Já pensaste que a maioria das pessoas simplesmente não sabe sequer o que é um browser e simplesmente prefere ter uma solução que funcione em vez de andar a perder tempo desnecessariamente?

Acho que ias ter uma surpresa se visses a quantidade de computadores que já vi em que nem o wallpaper por omissão foi mudado.

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Estás a gozar certo? Ter um SO sem um browser não serve para ninguém. O único caso onde haja interesse de ter um PC  sem browser é na indústria. Mas nesse caso nem interessa a liberdade, já que cabe à empresa decidir que permissões/operações confere aos seus empregados.

Acredito que haja, mas pessoalmente não conheço ninguém que tenha um PC sem acesso à net.

Eu conheço alguns casos de pessoas que não têm net... Agora com o e-escolas e com o Meo isso está a diminuir, mas ainda há pessoas com pc e sem net.

Além disso, eu tenho uma máquina virtual com XP sem browser (e sem net).


Pessoalmente não me incomoda que o windows traga o IE, desde que no processo de instalação haja uma opção bem visível que permita não instalar o IE (e já agora, isto é algo que também fazia falta no MacOSX).

Melhor do que isto, talvez na altura da instalação os utilizadores poderem escolher o browser a partir de um repositório web onde qualquer fabricante pudesse colocar o seu browser.

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A proposta de incluir mais do que um browser no Windows quanto a mim é ridicula, pelo seguinte:

1) E o Windows Media Player? acrescenta-se mais algumas dezenas de alternativas para o utilizador escolher?

2) E o Notepad/Wordpad? Acrescenta-se mais algumas dezenas de versões alternativas para o utilizador escolher?

3) E o (colocar aqui qualquer aplicação das centenas que vêm de origem com o Windows e para as quais há alternativas). Perceberam a ideia?

A proposta de não incluir nenhum browser (quanto a mim) é ridicula, já agora retira-se tudo o resto porque para tudo o resto existe alternativa

A proposta do Falco de haver várias versões do Windows basta ver que multiplicadas pelos pontos acima teríamos milhares de configurações possíveis e os custos logísticos disso seriam pagos pelo end user... sim, porque há users que querem ter a liberdade de escolher MS Windows ;)

Daí pensar que a solução MS é a mais inteligente, prática e eficaz.

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A proposta do Falco de haver várias versões do Windows basta ver que multiplicadas pelos pontos acima teríamos milhares de configurações possíveis e os custos logísticos disso seriam pagos pelo end user... sim, porque há users que querem ter a liberdade de escolher MS Windows ;)

Se calhar eram apenas duas, sendo que uma tinha IE, WMP, Notepad, etc., e outra não tinham nenhum desses acessórios.

Mas como já disse, eu dava-me por contente se me dessem total flexibilidade para escolher o software que não quero instalar.

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Já pensaste que a maioria das pessoas simplesmente não sabe sequer o que é um browser e simplesmente prefere ter uma solução que funcione em vez de andar a perder tempo desnecessariamente?

Eu acredito que a maior parte das pessoas não sabe.

Quanto a não querer saber, para isso elas não teriam que saber, como dizerem elas próprias que dizer. Eu não me arrogo a fazer decisões pelos outros, quando não fui mandatado para tal.

A solução que proponho e defendo não impede que as pessoas possam continuar a não se preocupar com isso, apenas permite que os que se importam, possam fazer o que acham melhor para si. O que proponho é dar escolha e poder de a exercer na realidade, quem quiser continuar a não escolher, pode continuar.

Pessoalmente não me incomoda que o windows traga o IE, desde que no processo de instalação haja uma opção bem visível que permita não instalar o IE (e já agora, isto é algo que também fazia falta no MacOSX).

Concordo que essa deve ser mais uma das soluções disponíveis para este problema, mas não a única.

Quanto ao OS X e Safari, a questão é um pouco diferente, o OS X não influência tanto o mercado por tanto a gravidade da quantidade do impacto e os efeitos colaterais não são nem de perto grandes, até porque o Safari tende a cumprir os standards da web. Mas concordo que também há uma questão sobre a qual se deveria pensar mais e procurar soluções que devem ser as que mais se adequarem ao caso, tendo em conta as diferenças entre as situações.

Melhor do que isto, talvez na altura da instalação os utilizadores poderem escolher o browser a partir de um repositório web onde qualquer fabricante pudesse colocar o seu browser.

Também já tinha pensado nisso. Mas pensei logo nos problemas/questões que se levantam para essa solução:

* há casos em que estão em redes sem acesso à Internet, ou em casos em que simplesmente não tivesse rede mas precisasse do browser;

* quem geria o repositório?

* quem suportaria os custos de manter o repositório?

* que tecnologia deveria ser utilizada para permitir a instalação do software?

Por não ter respostas para essas perguntas é que não falei disso.

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1) E o Windows Media Player? acrescenta-se mais algumas dezenas de alternativas para o utilizador escolher?

Quanto ao window$ media player a UE, já obrigou à uns anos a m$ a criar uma oferta de window$ sem o media player, no entanto, como ninguém foi obrigado a colocar isso à venda, foi muito raro ver algum sítio onde estivesse disponível, o que a par da ignorância dos consumidores quanto à existência, fez com que fosse um enorme flop.

2) E o Notepad/Wordpad? Acrescenta-se mais algumas dezenas de versões alternativas para o utilizador escolher?

Há aplicações para as quais isso não se justifica, por não haver distorção do mercado, essas são duas delas.

3) E o (colocar aqui qualquer aplicação das centenas que vêm de origem com o Windows e para as quais há alternativas). Perceberam a ideia?

Acho que estão longe de ser centenas... Mas são algumas...

A proposta de não incluir nenhum browser (quanto a mim) é ridicula, já agora retira-se tudo o resto porque para tudo o resto existe alternativa

A proposta não é simplesmente tirar o browser, é ter uma "edição" do window$ sem o browser a par das que têm. Dando assim escolha.

A proposta do Falco de haver várias versões do Windows basta ver que multiplicadas pelos pontos acima teríamos milhares de configurações possíveis e os custos logísticos disso seriam pagos pelo end user... sim, porque há users que querem ter a liberdade de escolher MS Windows

Não seria necessário multiplicar pelas configurações possíveis, bastava criar uma única versão que fosse "bare-bones".

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Quanto ao window$ media player a UE, já obrigou à uns anos a m$ a criar uma oferta de window$ sem o media player, no entanto, como ninguém foi obrigado a colocar isso à venda, foi muito raro ver algum sítio onde estivesse disponível, o que a par da ignorância dos consumidores quanto à existência, fez com que fosse um enorme flop.

Exacto! ;) E não achas que se a proposta de haver Windows com e sem browser avançasse não seria também ela um flop? (Eu a comprar compraria aquele Windows que tivesse tudo, pq tenho a certeza que o preço seria o mesmo ou quase o mesmo, ou achas que o preço do SO também deveria ser regulado?)

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Também já tinha pensado nisso. Mas pensei logo nos problemas/questões que se levantam para essa solução:

* há casos em que estão em redes sem acesso à Internet, ou em casos em que simplesmente não tivesse rede mas precisasse do browser;

* quem geria o repositório?

* quem suportaria os custos de manter o repositório?

* que tecnologia deveria ser utilizada para permitir a instalação do software?

Por não ter respostas para essas perguntas é que não falei disso.

No caso das redes em que não tens internet, como é que fazes para instalar, por exemplo, o Vim? Arranjas outra forma qualquer, não? Antes de haver internet já se instalava software...

Podia ser a microsoft a gerir o repositório. E obviamente que devia ser aberto a quem quisesse colocar lá um browser (ou pelo menos permitiria ao utilizador introduzir um url para download de um qualquer browser). O processo podia ser tão simples como baixar um arquivo de um url e executá-lo, e depois o utilizador tratava do resto.

Isto era suficiente para acabar com o argumento de que é preciso o IE para fazer o download do Firefox (ou outro qualquer). Basicamente haveria um software no sistema de instalação que permitiria fazer o download do browser que quisesse.

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Exacto! ;) E não achas que se a proposta de haver Windows com e sem browser avançasse não seria também ela um flop?

É difícil de prever por várias razões:

* há muito mais concorrência no mercado dos browsers;

* há muito mais awareness por parte dos consumidores e dos OEM em relação à questão dos browsers do que para o media player;

* a solução que propus, tem em conta as razões que provocaram o flop e é por isso que não bastava existir, tinha que estar de facto à venda nas lojas e vir pré-instalado em computadores, havendo uma quota mínima obrigatória para existência da oferta;

No caso das redes em que não tens internet, como é que fazes para instalar, por exemplo, o Vim? Arranjas outra forma qualquer, não? Antes de haver internet já se instalava software...

É verdade! Mas não deixa de ser uma questão que tem que ser respondida. Aliás pensando bem eu já tinha dado resposta a isso num dos meus posts anteriores...

Podia ser a microsoft a gerir o repositório.

Discordo dessa tua opinião!

Eu acho que isso seria injusto para m$ (ter de suportar custos da distribuição de software de concorrentes) e/ou perigoso para os outros (a m$ poderia tentar criar problemas à inclusão de algum software, ou outras coisas). Não seria inédito a m$ tentar sabotar a experiência que os utilizadores têm com a concorrência. A ser alguém teria que ser alguém imparcial, mas não faço a ideia de quem.

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*modo irónico ON*

Ou então, a Microsoft mudava o Windows para uma nova distro Linux...tipo MSLinux...

* modo irónico OFF*

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Já este mais longe... ;)

O window$ cada vez tem mais semelhanças aos *nix...

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Discordo dessa tua opinião!

Eu acho que isso seria injusto para m$ (ter de suportar custos da distribuição de software de concorrentes) e/ou perigoso para os outros (a m$ poderia tentar criar problemas à inclusão de algum software, ou outras coisas). Não seria inédito a m$ tentar sabotar a experiência que os utilizadores têm com a concorrência. A ser alguém teria que ser alguém imparcial, mas não faço a ideia de quem.

Eles só tinham de manter uma simples BD. O software estaria no sites de quem o desenvolvesse, e eles só tinhas o endereços de download.

De referir que a microsoft já tem algo parecido para escolher o motor de pesquisa do IE.

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Mas então não estamos a cair na mesma presunção daqueles que se recusam a usar Linux porque "Ah e tal, mas não é igual ao Windows"

Vocês estão basicamente a pedir que o Windows e a Microsoft se porte como as Distros Linux... e dizem: "Ah e tal, mas não tem repositórios" e "ah e tal, mas só trás um browser"

:hmm:

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Eles só tinham de manter uma simples BD. O software estaria no sites de quem o desenvolvesse, e eles só tinhas o endereços de download.

De referir que a microsoft já tem algo parecido para escolher o motor de pesquisa do IE.

A questão é que tendo em conta o historial da m$ eu não tenho confiança para a m$ fazer isso... Mas como disseste é uma solução melhor...

Mas então não estamos a cair na mesma presunção daqueles que se recusam a usar Linux porque "Ah e tal, mas não é igual ao Windows"

Não entendi de onde vei isso e para onde ia...

Vocês estão basicamente a pedir que o Windows e a Microsoft se porte como as Distros Linux... e dizem: "Ah e tal, mas não tem repositórios" e "ah e tal, mas só trás um browser"

Não se trata de pedir. Trata-se de um remédio a impor pelas autoridades, em relação a uma situação de violação das leis de concorrência.

Não me importo que só traga um browser, a questão é também deveria não trazer nenhum e em qualquer dos casos trata-se de garantir a existência no mercado da possibilidade real de escolher por parte do consumidor. Para que assim ganhe o que tem mais mérito em condições justas e não o que simplesmente vem com o líder de mercado de desktop.

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A solução que proponho e defendo não impede que as pessoas possam continuar a não se preocupar com isso, apenas permite que os que se importam, possam fazer o que acham melhor para si. O que proponho é dar escolha e poder de a exercer na realidade, quem quiser continuar a não escolher, pode continuar.

E em que sentido é isso diferente da situação actual? Acho que o Windows não impede a instalação de outro browser.

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A ser alguém teria que ser alguém imparcial, mas não faço a ideia de quem.

Isso é um pouco complicado, na minha opinião. Pois, actualmente, se alguma empresa não tem um browser, patrocina ou apoia algum. (como a Google antes de ter o Chrome, patrocinava o Firefox)

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