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cgoncalves

Ensino e-learning VS Ensino Convencional

18 mensagens neste tópico

Boa Tarde

Gostaria de saber as vossas opiniões sobre o assunto, e ainda colocar umas questões.

  • Podem, as universidades, OBRIGAR os alunos a terem aulas por e-learning? Com que bases é que se baseiam para indicar que podem ou não podem obrigar?
  • A universidade pode praticar o mesmo preço propina em ambos os métodos? Pois o ensino e-learning tem custos menores quando comparados ao ensino dito convencional.

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Não sei até que ponto existe essa obrigação, naturalmente, obrigar nunca deviam poder, embora admita que a reestruturação de um curso altere a forma como o mesmo é leccionado, afectando todos os alunos inscritos.

Novamente não sei como é leccionado um curso de e-learning noutras escolas, naquela sobre a qual tenho conhecimento, os valores são diferentes. Quanto a ter custos menores, bem realmente pagam-se menos horas de sala de aula aos professores, mas mesmo assim os custos não seriam tão menos como isso se os cursos fossem realmente bem estruturados. E-learning apenas não promove a mesma qualidade de ensino que uma mistura de e-learning com situação presencial bem balanceada, e complementada com uma avaliação diferente e adequada ao e-learning, coisa que ainda não vi acontecer.

Portanto, embora actualmente a diferença de custos seja grande, bem aplicado, o sistema de e-learning iria exigir das instituições um esforço grande, que levaria os preços a não serem tão diferentes quanto isso.

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Knitter obrigado pela resposta.

Não compreendo como um curso de Engenharia Informática possa ser feito por e-learning, daqui a pouco temos médicos a tirar cursos por e-learning sem nunca terem pegado num bisturi.

Acho que em certos cursos, é necessária a presença física de um professor, pois o ensino por e-learning não gera a possibilidade da existência de cumplicidade e vínculos relacionais, que somente o processo de interacção presencial permite.

Referi-em a preços, pois na Universidade Aberta, os preços praticados são de 78€ por cadeira, ora, não vejo nenhum cabimento nem lógica, cobrar o mesmo valor em propinas que o dito ensino convencional ou presencial que rondam os 90 a 95€ por cadeira.

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Não compreendo como um curso de Engenharia Informática possa ser feito por e-learning, daqui a pouco temos médicos a tirar cursos por e-learning sem nunca terem pegado num bisturi.

Também não sejas extremista...

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Separar as águas não é a forma de olhar para a frente. O que interessa é o interesse no ensino e na aprendizagem. Se uma instituição de ensino está realmente empenhada em ensinar, então fa-lo-á usandos os meios que tiver disponíveis para isso, seja uma tecnologia de ponta que custe milhões de euros ou o ancestral método oral.

Quando chegaram os rectro-rojectores tambem não se dividui o ensino em rectro-projector-learning e ensino convencional :P

Este exemplo é tosco mas ilustra bem a forma como uma estrangeirismo com uma fonia diferente e estilosa é usado para vender a banha da cobra.

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Separar as águas não é a forma de olhar para a frente. O que interessa é o interesse no ensino e na aprendizagem. Se uma instituição de ensino está realmente empenhada em ensinar, então fa-lo-á usandos os meios que tiver disponíveis para isso, seja uma tecnologia de ponta que custe milhões de euros ou o ancestral método oral.

Quando chegaram os rectro-rojectores tambem não se dividui o ensino em rectro-projector-learning e ensino convencional :P

Este exemplo é tosco mas ilustra bem a forma como uma estrangeirismo com uma fonia diferente e estilosa é usado para vender a banha da cobra.

Não acho que o teu exemplo se adeqúe muito à situação, pois os retroprojectores apenas facilitam o leccionar da matéria, enquanto que o e-learning priva muita coisa (pelo menos como tencionam leccionar na Universidade em questão), que passa por disponibilizar uns tutoriais, uns exercícios práticos, etc...

É imprescindível na aprendizagem um relacionamento entre pessoas, uma discussão de opiniões.

Podes explicar-me por exemplo, como é que aprendes POO, sem sequer teres componente prática (laboratórios).

O e-learning implica muita coisa, uma delas é ter computador e acesso à internet, agora se por alguma razão ficar sem PC, ou ficar sem NET, ou ficar sem Luz?

Na minha opinião, há cursos e cursos, e Informática, tal como medicina, entre outros, não são cursos para ser tirados por e-learning.

Mas como disse, na situação em particular, tal como disse, os alunos praticamente foram "obrigados" a ter aulas por esse método, e quem não tem computador?

Não me refiro a este curso (Informática) em específico, pois a probabilidade do aluno ter computador é maior, mas sim por exemplo a cursos como Engenharia Biomédica, os alunos são obrigados a ter computador em casa?

Qualquer dia formam Mecânicos (sim porque mecânica passa a ser por e-learning) que nunca viram um carburador à frente, um motor, ou sei lá mais o quê.

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Não compreendo como um curso de Engenharia Informática possa ser feito por e-learning, daqui a pouco temos médicos a tirar cursos por e-learning sem nunca terem pegado num bisturi.

Daí a necessidade de se adequarem os cursos ao tipo de ensino.

Neste ponto acho que estamos bem atrasados, antes de entrar uma empresa na área de formação, achava que até estávamos a desenvolver bem no campo do e-learning, embora sempre tenha considerado os cursos mal adequados mas estávamos a começar, agora sinceramente estamos bastante atrasados.

Um curso de e-learning tem sempre, e nos que tenho visto, é, uma mistura entre presencial e online, mas precisamos de mais, mesmo no online, os tipos de aprendizagem divergem de aluno para aluno, não existe neste momento, plataforma nenhuma que permita personalizar um curso de e-learning para um aluno, coisa que daria quase 4 vezes mais trabalho só na criação de conteúdos... mas estou a desviar-me do tema.

Já agora, algum dos curso que viste é apenas online? Não têm sessões presenciais?

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Já agora, algum dos curso que viste é apenas online? Não têm sessões presenciais?

Na Universidade Aberta, todos os cursos são por e-learning e pelo que vi, alguns deles só têm 1 sessão presencial que é o exame.

Mas na Universidade que me refiro não se trata de um curso em si, mas sim de umas cadeiras.

E surgiu-me a questão neste sentido: "Todos os alunos que possuam três ou mais inscrições a alguma destas Unidades Curriculares serão integrados automaticamente nessas turmas."

Onde essas turmas refere-se às turmas de e-learning.

Essas disciplinas incluem:

  • Mecânica
  • Termodinâmica
  • Electrotecnia
  • Sistemas Digitais
  • Programação Orientada a Objectos

Há disciplinas que requerem obrigatoriamente sessões presenciais, quanto mais não seja para laboratórios.

Mas uma escola que não é e-learning, não pode, ou melhor não deve, pura e simplesmente a meio do ano mudar o sistema de ensino, pois os alunos além de não serem obrigados a terem computador, têm que ter direito de escolha, e não obrigar como estão a fazer.

Se quisesse tirar um curso por "correspondência", tinha-me inscrito numa universidade com esse fim.

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Na minha opinião, há cursos e cursos, e Informática, tal como medicina, entre outros, não são cursos para ser tirados por e-learning.

Não me refiro a este curso (Informática) em específico, pois a probabilidade do aluno ter computador é maior, mas sim por exemplo a cursos como Engenharia Biomédica, os alunos são obrigados a ter computador em casa?

1º Não compares informática e medicina no que a e-learning diz respeito. Não faz o mínimo sentido. Se há cursos que, à excepção dos laboratórios, se adaptam a e-learning, informática é provavelmente um deles.

2º Podes dizer-me que é um factor de desigualdade, mas não estou a ver como é que hoje em dia se quer tirar cursos de Engenharia sem um computador. Nem estou a ver qual é a área da Engenharia Biomédica que não faz uso de computadores.

"Todos os alunos que possuam três ou mais inscrições a alguma destas Unidades Curriculares serão integrados automaticamente nessas turmas."

Pois...

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1º Não compares informática e medicina no que a e-learning diz respeito. Não faz o mínimo sentido. Se há cursos que, à excepção dos laboratórios, se adaptam a e-learning, informática é provavelmente um deles.

Não concordo, Informática a meu ver não se adapta a e-learning, porque 90% das cadeiras são laboratoriais.

Cursos como tradução, ou letras, se calhar enquadrava-se mais no âmbito de e-learning.

2º Podes dizer-me que é um factor de desigualdade, mas não estou a ver como é que hoje em dia se quer tirar cursos de Engenharia sem um computador. Nem estou a ver qual é a área da Engenharia Biomédica que não faz uso de computadores.

Faz mais sentido, ter um computador quem vá tirar Engenharia Informática, que Engenharia Biomédica.

Mas the point is, há algum requisito obrigatório nas Universidades, que a admissão seja "TER UM COMPUTADOR"?

Até hoje, nunca vi nada, exceptuando nas Universidade propostas para tal ensino, como é o caso da Universidade Aberta, agora as restantes ditas "normais", não podem mudar o método de ensino do "dia para a noite", sem saber se estão reunidas todas as condições necessárias.

Uma delas é precaver que nem todos os alunos são obrigados a ter um computador em casa.

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Eu não disse que achava correcto alterar o método de ensino sem precaver que estivessem as condições necessárias reunidas.

De qualquer forma tu respondes à tua reclamação ao dizer "Faz mais sentido, ter um computador quem vá tirar Engenharia Informática, que Engenharia Biomédica", ou seja, admitindo que talvez a decisão da instituição não seja assim tão descabida pelo menos no que à existência de condições (i.e. PC em casa) diz respeito.

Em relação a letras estás provavelmente a desprezar a forte componente de contacto e discussão que muito provavelmente um curso desse género exige.

Na questão informática/cadeiras laboratoriais, corrige-me se estiver errado, mas os alunos que "possuam três ou mais inscrições a alguma destas Unidades Curriculares" já realizaram os laboratórios, ou não?

É que, parecendo que não, se for uma instituição pública, as propinas não pagam tudo, as perspectivas de financiamento por parte do Estado também não devem ser famosas, e é preciso reduzir custos. Que melhor sítio para começar do que os alunos que já tiveram oportunidade de presencialmente (e por duas vezes ou mais) assistir às ditas aulas?

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Eu não disse que achava correcto alterar o método de ensino sem precaver que estivessem as condições necessárias reunidas.

Eu sei que não disseste, mas foi o que sucedeu, e é neste aspecto que este tópico foi criado, daí poderes ver logo no post inicial o OBRIGAR.

De qualquer forma tu respondes à tua reclamação ao dizer "Faz mais sentido, ter um computador quem vá tirar Engenharia Informática, que Engenharia Biomédica", ou seja, admitindo que talvez a decisão da instituição não seja assim tão descabida pelo menos no que à existência de condições (i.e. PC em casa) diz respeito.

Eu não respondi à minha reclamação e sim à tua citação com isso.

Tu disseste "Nem estou a ver qual é a área da Engenharia Biomédica que não faz uso de computadores."

Eu disse que faz mas sentido (ou é mais provável) que um aluno de Informática tenha um computador que um aluno de Biomédica.

Em relação a letras estás provavelmente a desprezar a forte componente de contacto e discussão que muito provavelmente um curso desse género exige.

Mas contacto e discussão todos os cursos exigem, ou não?

Não sei como funciona um curso de letras, mas a mim parece-me ser algo mais "teórico", como tal, se calhar adequava-se mais ao ensino e-learning que outros cursos com componentes mais práticas, como por exemplo Mecânica, Medicina, Informática, etc...

Na questão informática/cadeiras laboratoriais, corrige-me se estiver errado, mas os alunos que "possuam três ou mais inscrições a alguma destas Unidades Curriculares" já realizaram os laboratórios, ou não?

E então? Vais dizer-me que têm prazer em reprovar (se calhar alguns até têm, sei lá LOOL)?

Se ambos (quem tem ou não 3 inscrições) pagam o mesmo valor de propinas, têm de ter os mesmos direitos.

Se calhar, se reprovaram foi porque não perceberam, não entenderam, a matéria, ou por desleixo, ou porque não foram, ou whatever, mas não é por isso que vão ser "discriminados", ao ponto de "Ah já tens 3 inscrições, então azar, já não fazes laboratórios, queres aprendes em casa." Como deves calcular, a aprendizagem não é igual para todos, o que para mim pode ser bastante acessível para ti pode ser muito complicado, e vice-versa.

Mas por esse teu ponto de vista, leva-me concluir que, no meu caso, quando entrei no 1º ano e na cadeira de Análise Matemática (que parece ser onde a maioria tem mais dificuldades, pelo menos na minha Universidade é das cadeiras onde há maior insucesso) havia alunos com 5 inscrições, então eles também não tinham direito de ter aulas com "professores"? Tinham de tar em casa a ler "tutoriais"? (Isto, porque é assim que pretendem dar a informação sobre as cadeiras acima supracitadas, com "tutoriais" e com "fichas práticas").

É que, parecendo que não, se for uma instituição pública, as propinas não pagam tudo, as perspectivas de financiamento por parte do Estado também não devem ser famosas, e é preciso reduzir custos. Que melhor sítio para começar do que os alunos que já tiveram oportunidade de presencialmente (e por duas vezes ou mais) assistir às ditas aulas?

Aqui concordo contigo no primeiro ponto.

No segundo já não.

Mas porque não começar, como já vi num outro tópico aqui, por quem chumbar ter uma agravante nas propinas?

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Mas porque não começar, como já vi num outro tópico aqui, por quem chumbar ter uma agravante nas propinas?

Pura e simplesmente porque existem leis que definem "propina máxima". É a única coisa que está a impedir essa medida de ser aplicada. Como tal não é viável, opta-se pela outra forma de reduzir custos que também não prejudica os alunos que estão a querer tirar o curso em boas condições.

Repara que nem se coloca aqui a questão de ter que ser "à primeira". Dá-se obviamente alguma margem de manobra e os alunos que estejam em 2ª inscrição estão exactamente na mesma posição que os de 1ª. Agora temos que ser sérios e perceber que um país não avança por fazer "licenciados à força". Se como tu dizes:

na cadeira de Análise Matemática (que parece ser onde a maioria tem mais dificuldades, pelo menos na minha Universidade é das cadeiras onde há maior insucesso) havia alunos com 5 inscrições

então algo está mal. E o que está mal é que alunos com 5 inscrições a análise de matemática já deviam ter metido na cabeça que estar a tirar um curso de engenharia não é propriamente a sua vocação.

Da mesma maneira que eu por muito que achasse "giro" não iria tirar um curso na faculdade de belas-artes, para vir depois reclamar que depois de chumbar 4 vezes a desenho, já não me queriam ensinar a desenhar e estavam a colocar entraves à minha aprendizagem. Isso não faz sentido.

Se ambos (quem tem ou não 3 inscrições) pagam o mesmo valor de propinas, têm de ter os mesmos direitos.

As instituições de ensino superior públicas não são suportadas pelas propinas. Esse valor é apenas um acréscimo que, como já foi dito, deve servir para melhorar as condições de ensino e (sem grande sucesso) para dissuadir alunos de continuarem a frequentar um curso depois de 5 inscrições à mesma cadeira.

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Pura e simplesmente porque existem leis que definem "propina máxima". É a única coisa que está a impedir essa medida de ser aplicada. Como tal não é viável, opta-se pela outra forma de reduzir custos que também não prejudica os alunos que estão a querer tirar o curso em boas condições.

Tal qual como há leis que definem a gratuitidade do ensino  :)

Acho que não é por aí, mas pronto.

Mas lá está, isto é o meu ponto de vista, esse é o teu, logo ambos são discutíveis.

Repara que nem se coloca aqui a questão de ter que ser "à primeira". Dá-se obviamente alguma margem de manobra e os alunos que estejam em 2ª inscrição estão exactamente na mesma posição que os de 1ª. Agora temos que ser sérios e perceber que um país não avança por fazer "licenciados à força". Se como tu dizes:

então algo está mal. E o que está mal é que alunos com 5 inscrições a análise de matemática já deviam ter metido na cabeça que estar a tirar um curso de engenharia não é propriamente a sua vocação.

Praticamente (se estiver errado corrijam-me) todos os cursos de engenharia (seja do que for) têm Análise.

Não é por um aluno ter dificuldades a análise, que não possa ser um bom engenheiro.

Mas também temos de ter em conta, que nem sempre a culpa é do aluno, há professores que nem sei como têm o discernimento de dar aulas.

Posso dar um exemplo verídico, o meu professor que me leccionou a cadeira de Matemática Discreta não é professor, é engenheiro, agora diz-me o que é que um Engenheiro entende de pedagogia? E como este há N alunos.

Não podemos por tudo no mesmo saco.

Há alunos, que sim, estão-se praticamente a "cagar" (desculpem o termo) para as aulas.

Mas e os que não têm tanta capacidade como os demais, saem prejudicados?

Por exemplo, eu sou trabalhador estudante, e no meu caso, quando entrei na Universidade, as aulas de Análise eram no último tempo, nunca consegui ir a uma única aula, não foi por isso que reprovei, fiz a cadeira sem ir a uma única aula, tudo bem que tive explicações, mas the point is, é que nem todos os alunos podem (ou pelo menos não deviam) ser metidos no mesmo saco.

Da mesma maneira que eu por muito que achasse "giro" não iria tirar um curso na faculdade de belas-artes, para vir depois reclamar que depois de chumbar 4 vezes a desenho, já não me queriam ensinar a desenhar e estavam a colocar entraves à minha aprendizagem. Isso não faz sentido.

Não faz sentido, porquê?

Qual é a função do professor? Ensinar.

Qual é a função do aluno? Aprender.

O professor recebe para ensinar, o aluno PAGA para aprender.

Se estás a pagar exactamente o mesmo que um aluno que esteja na cadeira pela primeira vez, porque razão hás de ser discriminado por isso? Por seres menos dotado que o outro?

Não concordo, mas mais uma vez, é o meu ponto de vista, esse é o teu, logo ambos são discutíveis.

As instituições de ensino superior públicas não são suportadas pelas propinas. Esse valor é apenas um acréscimo que, como já foi dito, deve servir para melhorar as condições de ensino e (sem grande sucesso) para dissuadir alunos de continuarem a frequentar um curso depois de 5 inscrições à mesma cadeira.

Se querem dissuadir alunos a continuarem a frequentar um curso depois de 5 inscrições, aumentem as propinas.

Das duas uma, ou ele tem dinheiro e continua a esbanja-lo sem tirar proveito, e assim lucra-se com isso (quem recebe as propinas), ou então não tem dinheiro, e pensa, bem se calhar já chumbei 5 vezes é altura de dar rumo à minha vida.

Têm ambos o mesmo efeito, mas de formas completamente diferentes, percebes o que quero dizer?

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O professor recebe para ensinar, o aluno PAGA para aprender.

Se estás a pagar exactamente o mesmo que um aluno que esteja na cadeira pela primeira vez, porque razão hás de ser discriminado por isso? Por seres menos dotado que o outro?

Porque o estado (que usa o dinheiro de impostos de TODOS) gasta muito mais com cada aluno do que cada um paga de propinas, logo se alguém se está a baldar constantemente está a desperdiçar dinheiro dos impostos e isso deve obviamente ser evitado.

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Percebo, e sou completamente a favor dessa medida, mas como tal não é possível as faculdades fazem o que podem.

Em relação ao Engenheiro: achas que os "professores" dos departamentos de matemática (matemáticos portanto) entendem muito de pedagogia? Não só não entendem como não sabem leccionar as suas cadeiras da forma que seria mais proveitosa para um curso de engenharia (isto é, com mais ênfase nas aplicações da matemática à engenharia).

Não é por um aluno ter dificuldades a análise, que não possa ser um bom engenheiro.

Pois não. Se tiver dificuldades entende-se que também é capaz de as ultrapassar. Se um aluno não consegue fazer a cadeira à 5ª vez, da duas uma: ou não é capaz (de a fazer e muito provavelmente de ser engenheiro) ou está completamente a "cagar-se" para aquilo.

Não faz sentido, porquê?

Qual é a função do professor? Ensinar.

Qual é a função do aluno? Aprender.

Exacto. Se o aluno não aprende, não está a cumprir a sua função. E para complementar:

Mas e os que não têm tanta capacidade como os demais, saem prejudicados?

O Ensino Superior NÃO é para todos, é uma verdade evidente que muitos se recusam a aceitar. Sendo assim, existem duas formas de lidar com estes casos:

1) Filtrar à entrada - não acontece, está mais que visto, temos um ensino básico e secundário que se rege pelo facilitismo os exames nacionais são ridículos, as faculdades não podem efectuar provas de acesso, etc.

2) Filtrar lá dentro

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Porque o estado (que usa o dinheiro de impostos de TODOS) gasta muito mais com cada aluno do que cada um paga de propinas, logo se alguém se está a baldar constantemente está a desperdiçar dinheiro dos impostos e isso deve obviamente ser evitado.

Não discordo, mas como deduzo que leste o que escrevi depois, ficou respondido.

Percebo, e sou completamente a favor dessa medida, mas como tal não é possível as faculdades fazem o que podem.

Então espera, (desculpa mas não consigo pensar de outra forma), se algo está errado (acabaste de concordar) há que lutar, protestar sobre isso, não é aceitar o que está errado, e para "remediar" (ou tentar) faz-se algo ainda mais errado.

Desculpa, mas eu não aceito esta filosofia de pensamento.

Em relação ao Engenheiro: achas que os "professores" dos departamentos de matemática (matemáticos portanto) entendem muito de pedagogia? Não só não entendem como não sabem leccionar as suas cadeiras da forma que seria mais proveitosa para um curso de engenharia (isto é, com mais ênfase nas aplicações da matemática à engenharia).

Concordo plenamente, mas lá está o que disse, a culpa não parte só do aluno, uma quota parte está nos professores, pela sua falta de experiência, por não saber o que é pedagogia, etc...

Sou defensor de que toda a pessoa que está nos quadros de professores, tem que ter um curso na área que lecciona, tomando o teu exemplo matemática, mas como suplemento, deveria ter um curso de pedagogia.

Só assim, se pode evoluir, não é colocar um engenheiro a dar aulas de matemática que até pode saber da matéria (não coloco em causa), mas tal como disseste "não sabem leccionar as suas cadeiras da forma que seria mais proveitosa para um curso de engenharia (isto é, com mais ênfase nas aplicações da matemática à engenharia)."

Pois não. Se tiver dificuldades entende-se que também é capaz de as ultrapassar. Se um aluno não consegue fazer a cadeira à 5ª vez, da duas uma: ou não é capaz (de a fazer e muito provavelmente de ser engenheiro) ou está completamente a "cagar-se" para aquilo.

Não concordo muito com isso.

Existem uma série de factores que influenciam isso.

Por exemplo, a informática é um ramo muito vasto, se quiser seguir a vertente de programação, porque raio preciso eu de saber de electrotecnia? (das cadeiras que mais detestei do curso).

Não só a matéria não me cativava, como foi uma dor de cabeça para concluí-la, porque não via grande utilidade naquilo.

É essa ideia que quero passar, não é por não ser bom a electrotecnia, ou passar com nota mínima, ou demorar 4 anos a concluir essa cadeira, que me torne um mau Informático (na área de programação).

  Exacto. Se o aluno não aprende, não está a cumprir a sua função. E para complementar:

Mas não está a cumprir porquê?

Porque demora mais que outro aluno a assimilar a mesma informação?

Mais uma vez, existem uma série de factores que influenciam, por exemplo, o professor, o interesse na cadeira, a motivação, etc...

  O Ensino Superior NÃO é para todos, é uma verdade evidente que muitos se recusam a aceitar.

Concordo que não é para todos, no ponto de vista económico, mas eu sou um dos que se recusa a aceitar que o Ensino Superior NÃO é para todos.

Todas as pessoas deviam ter a oportunidade de aceder a níveis de educação mais elevados do que o nível do ensino secundário.

Caso contrário, os miúdos de famílias com baixos rendimentos nunca terão a mesma oportunidade. Se houvesse uma maior formação da população em geral em certos países não faria mal nenhum... e num país tão pequeno como o nosso, não se percebe a dificuldade de tomar medidas para torna-lo mais competitivo em algumas áreas, pois os portugueses até são dos povos mais inteligentes.

Mas já agora, o processo de Bolonha pretende trazer "a boa concepção e organização pedagógica (suportada na relação docente-discente); oferta de oportunidade de acesso ao ensino superior (terciário se quiserem) a TODOS os jovens na respectiva faixa etária e num amplo leque de saberes; articulação positiva entre ensino e investigação científica e tecnológica (valorizando essas duas vertentes e não se esgotando nelas); articulação cooperativa entre estabelecimentos de ensino (valorizando a especificidade de cada um); abertura ao mundo e à sociedade próxima (não necessariamente os desejados mas os que temos para transformar); disponibilidade de infraestruturas e meios de trabalho adequados ao cumprimento das missões dos estabelecimento de ensino (reafirmando o dever do estado no seu financiamento sustentado); oferta de oportunidades de trabalho e de carreira a docentes e investigadores (para que "empregabilidade" não seja palavra oca só para os diplomados); respeito pelas autonomias científica e pedagógica dos estabelecimentos de ensino (não falseadas pela escassez de recursos); etc..

  Sendo assim, existem duas formas de lidar com estes casos:

1) Filtrar à entrada - não acontece, está mais que visto, temos um ensino básico e secundário que se rege pelo facilitismo os exames nacionais são ridículos, as faculdades não podem efectuar provas de acesso, etc.

Aqui concordo plenamente que se faça isso, apesar de não ser aplicado actualmente, mas mais uma vez, prefiro lutar contra o que acho incorrecto, que remediar uma situação incorrecta, tornando-a ainda mais incorrecta.

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O Ensino Superior não é para todos a nível intelectual. Pensei que era evidente o sentido da minha afirmação. Se quisermos fingir que é só nos estamos a enganar e criar "falsos cursos" para toda a gente ter um "canudo".

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