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TheGlorious

Novas oportunidades - Cursos profissionais

38 mensagens neste tópico

Boa noite.

Neste últimos tempos não tenho tipo disponibilidade para visitar o fórum e poder ajudar os colegas em coisas em que tenho conhecimento, pelo que peço desculpa.

No entanto, o que me trás cá hoje é totalmente diferente de esclarecer ou tirar dúvidas. Hoje escrevo, porque estou com alguma curiosidade, depois de ter lido alguns tópicos, neste e em outros fóruns.

Como o nome do tópico diz, o motivas são as Novas Oportunidades.

Apesar de eu andar em um Curso Profissional (Curso Profissional de Técnico de Informática de Gestão), discordo de muita coisa que neles se passam e gostava de ouvir as vossas opiniões.

Em primeiro lugar, penso que quem terminou o 9ºano em uma turma especial (cef's, por exemplo) não deveria poder prosseguir estudos, pois vejamos, eu estudei durante 9 anos sem qualquer tipo de ajuda ou apoio, para conseguir chegar ao 10º ano. Pior que isso é que só não precisei de passar sempre como tive de fazer provas globais e exames nacionais para conseguir, e depois entro em um curso profissional e encontro pessoas que chegaram lá por um cef, que não fizeram globais, que não fizeram exames, e pior que isso, que nem uma simples conta de 3 simples sabe fazer. Afinal o que andamos aqui a fazer, ou melhor, o que andam a fazer connosco?

Esta, foi a primeira coisa que me chocou.

A segunda foi saber que os testes de avaliação só contavam 45% da nota final dos módulos, quando estamos num curso profissional. Na minha opinião, os testes de avaliação deveriam valer 100% ou no mínimo 90%. Porquê? Porque se é um curso profissional, o que interessa é os alunos terem conhecimentos, e num exame só faz quem sabe, e se o professor(a) tivesse dúvidas da nota alcançada pelo aluno, deveria fazer-lhe outro exame, por exemplo oral. Pois, fico deveras decepcionado de ir para as aulas fazer programas de 1+1, ou ir para matemática calcular o IVA. Podem não acreditar, mas isso dá-me nervos, eu estar a fazer aquilo como quem bebe um copo de água e ver os meus colegas de turma a fazerem o mesmo como se fosse um bicho de 7 cabeças (viva os cef's). Mas, o grande problema é que nem é esse, eu na 1ª, 2ª, 3ª aulas ainda foi fazendo, depois deixei mesmo de fazer, é que eu digo que me estão a chamar de estúpido ao mandarem fazer exercícios desse grau. Mas o grande problema, é que depois nos exercícios e participação de aula eu tenho 0, enquanto que os outros (que fazem de um exercicio de 1+1, um bicho) têm 20, só porque não sabiam, mas tentaram fazer.

Agora, pergunto mais uma vez, andamos a brincar aos carrinhos ou às barbies?

Conclusão: Quem sabe tira 10 no final do módulo, quem não sabe tira 15 ou mais, mesmo que tire negativa no teste (mostra que não tem conhecimento). E depois como querem que Portugal evolua ? Assim vai ser difícil, pois estamos a chamar burros aos espertos e espertos aos burros.

E depois, enquanto se navega um pouco encontram-se 9064878067095986579832485094380594' tópicos com o seguinte nome: "Estou no 12º e tenho de fazer um projecto, podem-me ajudar? Eu não sei nada de nada, não percebo nada daquilo..." e alguns ainda dizem "se quiseres posso pagar para me fazeres".

É preciso dizer mais alguma coisa? Eu gostava de saber o que está mal, se são os alunos se são os professores.

Por acaso, este ano chegou um rapaz à minha escola, que veio para o mesmo curso que eu, mas para o 12º ano (eu ainda só estou no 11º e estou a equacionar abandonar) e quando o professor começou a falar de programação ele disse que nem fazer o "olá mundo" no pascal sabia, quanto mais visual basic ou c. Enfim, ele diz que nas aulas dele era tudo a sacar à ganância e a ver filmes, que o professor parecia um aluno nessa matéria. Enfim, acho que os professores também estão a facilitar DEMAIS as coisas e depois é o que vimos, um país cada vez mais ignorante.

Por fim, não percebo para quê andar a escrever cartas, ler/analisar poemas, ler os maias, ler mais não sei o quê em Português, quando estou num curso profissional, e ainda por cima de informática. E não só, acho que há disciplinas e matérias que são dispensáveis para os variados cursos.

(bem... já estou farto de escrever, mas acho que já perceberam a razão de escrever)

E tu, que dizes sobre isto?

Sinceramente gostava de ouvir muitas opiniões. Desculpem lá um texto enorme e secalhar mal escrito ou estruturado, mas aqui fica a minha raiva.

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Primeira coisa: Sou aluno do mesmo curso no 12º ano

Segunda coisa: Parte do meu discurso no aniversário da minha escola:

Uma das novidades que vi surgir na nossa escola, está muito ligada à minha turma. Trata-se do aparecimento dos cursos profissionais, que para muitos não passam de soluções educativas menores. De facto integro a turma que se encontra no 3º e último ano do curso Profissional Técnico de Informática de Gestão, tendo integrado uma das 4 primeiras turmas constituídas pela escola, nesta vertente de ensino. A nossa escola abraçou este tipo de ensino e hoje sinto-me capaz de fazer a sua apologia. Os cursos profissionais são aquilo que os implicados, professores e alunos, deles quiserem fazer. Da minha experiência posso afirmar que os da nossa escola ostentam características de rigor e de exigência. Como exemplo, num curso profissional temos que cumprir pelo menos 90% das horas previstas. Alguém faltou mais do que devia? Então tem que repor todos os tempos que faltou a mais.

Serão os cursos profissionais mais fáceis? Mais difíceis? Acho que não existe termo de comparação: uns são mais virados para a vida profissional, outros, mais para o prosseguimento de estudos. Uma coisa é, contudo certa, “É fácil mudar factos, é difícil mudar mentalidades”, ou como diria Fernando Pessoa: “É necessário desaprender para aprender”. Enquanto estas mentalidades não mudarem vai ser comum ouvir dizer: “Estás num curso profissional? Com a tua cabeça devias era ir para médico.” Pois bem, por mim, não me importo de aguardar que as mentalidades mudem.

Terceira coisa: Realço bem a frase "Os cursos profissionais são aquilo que os implicados, professores e alunos, deles quiserem fazer."

Diz-me o que achas.

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Antes demais, PARABÉNS pelo teu discurso.

Concordo plenamente com todo o teu discurso. E penso que o problema na minha escola, é que os professores estão a dar mais atenção para as coisas menos importantes num curso profissional (para mim são os conhecimentos e não se faz todos os exercícios das aulas ou não). Por isso, acho que os professores no que lhes toca, deviam de fazer exercícios mais cativantes, que proporcionem mais atenção e entusiasmo ao aluno, outro problema é que muitos dos meus professores, quer no ano passado quer este ano, é a primeira vez que dão aulas a profissionais, e que segundo eles é muito diferente (nisso já não posso dar a minha opinião, eles lá sabem...).

Em relação às mentalidades, eu não estou preocupado com que o meu amigo que anda a tirar Engenharia diga "curso profissional? isso é para burros!!" ou algo do género, porque se calhar sei mais do que ele nas específicas, pois eu ando no 11º e muitas vezes vejo "como se faz o 'olá mundo' em php" a ser questionado por alunos do ensino superior. Isto só para dizer que não é preciso ser Doutor para ser Doutor, ou ser Engenheiro para ser Engenheiro. Aliás, eu não precisei de entrar para o meu curso para aprender alguma coisa, porque até hoje ainda não dei nada que já não soubesse. Eu entrei neste curso, porque é algo que eu sempre gostei (programação) e assim poderia ficar profissionalizado numa área que gosto e que tenho conhecimentos.

Outra coisa que me esqueci de dizer, é que ficou estúpido comigo próprio, a no dia da apresentação, quando o meu director de turma perguntou "porque escolheste este curso" e ouvi respostas do tipo: "disseram-me que era fácil", "gosto de computadores", "não gostava de nenhum dos outros", entre outras. E quando questionou sobre "o que gostas de fazer no computador?" e responderem "jogar", "ir para o msn", "fazer amigos no hi5"...

Penso que uma pessoa só devia escolher um curso profissional, depois de saber muito bem em que consiste o curso, e se acha que é mesmo aquilo que quer, que não devem de ir para um curso profissional, só por ir, porque DIZEM... que é mais fácil, enfim...

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Antes demais, PARABÉNS pelo teu discurso.

Concordo plenamente com todo o teu discurso.

Todo? Só pus aqui uma pequena parte (a que estava relacionada com os cursos profissionais)  :thumbsup:

Outra coisa que me esqueci de dizer, é que ficou estúpido comigo próprio, a no dia da apresentação, quando o meu director de turma perguntou "porque escolheste este curso" e ouvi respostas do tipo: "disseram-me que era fácil", "gosto de computadores", "não gostava de nenhum dos outros", entre outras. E quando questionou sobre "o que gostas de fazer no computador?" e responderem "jogar", "ir para o msn", "fazer amigos no hi5"...

Penso que uma pessoa só devia escolher um curso profissional, depois de saber muito bem em que consiste o curso, e se acha que é mesmo aquilo que quer, que não devem de ir para um curso profissional, só por ir, porque DIZEM... que é mais fácil, enfim...

Na minha turma também há muito disto, mas se fores contar os módulos em que estão em avaliação (ainda não fizeram), perde-lhes a conta.

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A minha turma começou com 23 alunos, eu quase não podia entrar por já haver muitos. Hoje tem 13 alunos e destes 13, há 4 que não pescam nada daquilo, que os módulos em atraso (enfim...). Mas, dos restantes 9 há mais 5 que também não pescam nada, mas como nas aulas tentam fazer os exercícios, apesar de não conseguirem e mesmo com negativas baixas nos testes, passam os módulos, porque a professora lhes dá grandes notas nos componentes para além dos teste (participação de aula, comportamento, exercícios nas aulas, etc...) e é com isto que eu fico descontentíssimo, por ver uma pessoa passar sem ter conhecimentos suficientes.

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A minha turma começou com 23 alunos, eu quase não podia entrar por já haver muitos. Hoje tem 13 alunos e destes 13, há 4 que não pescam nada daquilo, que os módulos em atraso (enfim...). Mas, dos restantes 9 há mais 5 que também não pescam nada, mas como nas aulas tentam fazer os exercícios, apesar de não conseguirem e mesmo com negativas baixas nos testes, passam os módulos, porque a professora lhes dá grandes notas nos componentes para além dos teste (participação de aula, comportamento, exercícios nas aulas, etc...) e é com isto que eu fico descontentíssimo, por ver uma pessoa passar sem ter conhecimentos suficientes.

Posso concordar plenamente.

Encontro-me num Curso Profissional de Multimédia. Programo, faço webdesign, entre várias coisas. Possuo certos conhecimentos, em que já me posso basear quando digo, não sou um 'noob' na informática por assim dizer.

Também me deparo com essas situações do estilo de jogarem nas aulas, de se porem no hi5 (já deixaram de pôr porque o Prof. bloqueou o site), e coisas assim.

Estou no 1º ano, no entanto, já há alunos que têm alguns módulos em atraso, e só não têm mais porque os professores são benévolos.

É isto que me deixa com um sentimento de injustiça. Há pessoal que não faz a miníma ideia do que anda lá a fazer, que nem sabe quem é sequer o Photoshop, e estão num curso de Design. Pessoal que não tem sequer o minímo conhecimento de Design e vai para estas áreas.

Está bem que vão para ali para aprender e não sei quê, mas reconheço que era suposto possuírem algumas bases.

Epah, eu que já tenho alguns conhecimentos, sinto-me injustiçado ao verificar a semelhança das minhas notas com as daqueles que já lá estão.

Cumps

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Eu concordo  a 100% com o que foi escrito neste tópico até agora e estou colidário para convosco.

Quando era mais novo, por causa de uma carrada de razões que agora nada interessam, eu pensava um pouco como o teu amigo que  que diz que "cursos profissionais são para burros". Mas fui vendo as coisas com os meus próprios olhos e libertando-me de preconceitos até que dei uso à minha capacidade de raciocínio e entendi que esse tipo de juizo não tem qualquer fundamento.

Há muita coisa mesmo que está mal, não é culpa em particular dos professores nem em particular dos alunos. Em ultima análise é um problema social que se reflecte no ensino.

A maior parte dos meus colegas do 2 e 3 ciclo olhavam para a escola como um castigo, e os pais não faziam qualquer esforço para lhes explcarem que a escola é um lugar de aprendizagem, formação pessoal e vivência social. Em cima disso, cerca de 60-70% dos professores não tinha qualquer brio em ensinar, iam para a escola fazer o mínimo possível, transmitir conhecimento não era de todo o objectivo deles.

Com este cimento podre como é que se constrói o que quer que seja? É impossível.

O governo tem uma papel importante e pode começar a pôr as primeiras engrenagens a funcionar, infelizmente não estão interessados nisso. Optam pelo facilitismo de dar diplomas através de esquemas tipo disciplicans por módulos, novas oportunidades, ensino especial, e outras coisa que o único objectivo que têm é facilitar.

Felizmente há sempre professores cuja paixão por ensinar nunca desvanece e alunos cuja vontade de aprender é insaciável em quaisquer condições, por mais doente que o sistema esteja.

Ao lançarem esta discussão estão a alertar pelo menos meia dúzia de pessoas para este problema, se alguem não ficar indiferente então já valeu a pena.

Este fórum é ele próprio um exemplo de que o Homem encontra formas de desenvolver, de pensar, de aprender EM TODAS AS SITUAÇÕES.

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Os portugueses têm um grande mal, é que falam falam falam... mas não fazem nada. No final do dia foi muito mais fácil terem apenas desabafado com alguém numa esplanada a mamar umas "mins" do que ter tido a chatice de ter feito ouvido a sua voz a quem realmente pode fazer alguma coisa.

Se os vossos Professores estão de facto a ser demasiado benevolentes com os vossos colegas, acabando por vos injustiçar, então vão lá falar com eles. Não precisam de baixar a nota aos vossos colegas, basta que aumentem a vossa. Se eles não vos derem ouvidos, podem sempre recorrer ao Conselho Directivo. É pegar numa folhinha de papel e numa caneta e fazer uma reclamação por escrito. Podem até reclamar em grupo, se houver mais alguém com a mesma opinião. Ahhh... mas atenção, isto é capaz de vos dar algum trabalho e até quem sabe alguma chatice. Mas vocês é que sabem o quanto se sentem incomodados com a situação actual.

Trabalhei numa empresa em que houve um director de recursos humanos que esteve lá por muito pouco tempo, mas que ainda assim me ensinou uma coisa muito importante: reclamar. Reclamar não é "apontar o dedo e falar mal", reclamar é dar a alguém a oportunidade de melhorar. Se vocês não reclamarem... é porque está tudo bem e não há razões para haver mudança.

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Eu abri este tópico para mostrar a minha revolta e saber se era o único que a tinha, saber se isto só se passava comigo, saber se era só na minha escola. Enfim, ouvir a opinião dos outros.

@Sir Pereira

Eu já ando no segundo ano, apesar de ser em outro curso, e dou-te já um conselho. Se te queres diferenciar dos outros alunos, a nível de notas, vais ter de fazer de "noob", porque os professores não admitem que estejam a dizer que "1+1=2" e esteja um aluno na sala que só não sabe isso, que também sabe que "9*9=81" e se recuse a fazer o "1+1", entendes? Por isso, se queres mesmo ter notas elevadas, deves fazer-te passar por "noob" e fazer todos os exercícios e ter um bom comportamento, porque se te recusares a fazer uma soma, porque já sabes multiplicar o professor vai-te prejudicar na nota final, porque não se vai preocupar se tu não fizeste porque já sabes a matéria do próximo módulo.

Enfim, é o mundo em que estamos...

@pedrotuga

Só uma coisa, aquela parte do amigo, não é verdade... Ninguém me disse aquilo, foi só um exemplo. (só para esclarecer, alguém poderia pensar que se passou mesmo...).

Em relação ao brio dos professores continua tudo na mesma... A maioria dos professores não tem prazer no que faz, e isso é visível. São raros os professores em que se vê que têm orgulho daquilo que fazem e que é o que mais gostam de fazer.

Agora, só aqui um aparte.

Eu não tenho muito tempo para novelas (e até é uma coisa que gosto), devido ao meu horário ser intenso e chegar a casa tardíssimo. No entanto, tive a oportunidade e ver que na novela/série "Morangos com açucar", para mim a melhor que retrata os jovens estudantes, "existe" um professor com amor à escola, com prazer de ensinar e mais que isso, tenta desenvolver actividades que cativem os alunos e lhe dê interesse e prazer de as fazer e ao mesmo tempo que se divertem estão a aprender. E penso que é uma excelente mensagem que estão a passar com esse "professor".

Em relação ao governo, apesar da minha pouca idade, penso que se tem falado muito e mal, mas o que é certo é que os anteriores nada fizeram de melhor em relação a este, e nem sequer tentaram mudar as coisas. Apesar deste governo não estar a fazer as coisas da melhor forma, na minha opinião, está a fazer alguma coisa, a tentar mudar os rumos. A iniciativa chegou, agora só falta melhorá-la. Já estivemos mais longe..... A ver vamos como vão ser os próximos anos...

EDIT:

@Njay

Nem tudo é tão fácil. Num curso profissional existe um director de turma e um coordenador de curso.

Vou-te só dar um exemplo que aconteceu no ano passado: Tinha um professor de português que era injusta para todos os alunos, eu protestei ao director de turma e à coordenador de curso, eu reclamei no Conselho Directivo, nada foi feito. Era o único a reclamar, porque os outros tinham medo de dizer o que lhes ia na cabeça. As injustiças continuaram, e em todas as aulas eu fazia queixas da professora, todos os restante alunos confirmavam a minha versão, então lembrei-me de fazermos uma participação conjunta, e sabes qual foi o resultado? "Não vamos fazer nada, esperem pelo próximo ano e mudamos de professor". E pior... Em 6 módulos que dei no primeiro ano, fiquei com todos eles por fazer na disciplina de Português, são os únicos módulos que tenho em atraso.

Só mais uma coisa, eu já desisti de ter grandes notas logo no primeiro ano, ao ter em vários testes 20 e ter no final do módulo 18 ou 19 e ver outros alunos a terem negativa nos teste e positiva no final do módulo.. Não me perguntem como é possível...

O que vou fazer vai ser apenas esforçar para o 10 o módulo e quando for para estágio mostrar o meu verdadeiro valor a quem tenho de mostrar, porque não vão ser os professores que me vão pagar quando eu terminar o curso, aliás, eu a eles nem tenho de provar nada, apenas tenho de fazer os testes e mais nada.

E vou-me rir quando algumas pessoas chegarem a estágio e lhes perguntarem "que fazes/sabes?" e responderem "sei portar-me bem, e tentar fazer as coisas apesar de nunca conseguir"...

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Boas,

Eu estou no curso de Técnico de Audiovisuais.

Mas para perceberem o meu post/opiniao, aqui vai um pouco de historia:

Eu estava até ao ano passado no 11º de Ciencias e Tecnologias(CT), no ensino secundário chamado "normal", por falta de aplicação minha, ou seja a razao que for, no 10º deixei FQ, Matemática e Filosofia com 8 valores de nota final e tinha q ter pelo menos 11 ou 12 para poder cobrir a nota, até aqui tudo bem, infelizmente não consegui essas notas e quis trocar de curso porque eu sempre quis algum curso relacionado com informática, mas a area de informatica deixou de haver como secundário "normal" e passou a profissional e eu tive que ir "obrigatóriamente" para CT. Eu deixei rolar o curso no 10º ano porque pensei que ia ter Aplicações Informaticas no 11º, cheguei ao 11º espetaram-me com Biologia, andei mais um ano a "pastar" como no 10º.

Com a aproximação do fim do 2º periodo do 11º ano, numa conversa com a minha (ex)namorada surgiu a hipotese de trocar para o ensino profissional onde tinha o de informatica que eu queria,ao inicio tava "de pé atrás" mas andamos a investigar, a irma da mesma tambem andava no curso q eu queria e o curso enchia-me as medidas, fui saber mais informações, o curso de informatica tinha acabado na escola e entretanto o melhorzinho com relação a informatica era o de Audiovisuais onde entrei e estou bastante satisfeito com ele e digo desde já é um curso extremamente interessante e de um certo grau de dificuldade, não é para toda a gente..

Bem, eu tambem tinha a ideia que os cursos profissionais eram para burros que so iam para la quem era marginal e sem habilitações para um curso mais "elaborado", pelo que ví estava completamente errado.

Sobre o sistema de avaliação, na minha escola é 70% testes e 30% restante, mas às disciplinas que há exame nacional (portugues, matematica, historia da cultura e das artes), é 80% 20%.

Na minha turma começamos 19 agr somos 22 no meio de desistências e entradas, posso assegurar que mais de metade da turma tem modulos em atraso.

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Felizmente há sempre professores cuja paixão por ensinar nunca desvanece e alunos cuja vontade de aprender é insaciável em quaisquer condições, por mais doente que o sistema esteja.

E felizmente que tenho professores destes (não todos, mas a maioria). E já agora, e acharem que estou a exagerar com o meu discurso digam, mas aqui fica mais um bocado, relativo a isto:

Outros agentes facilitadores foram os meus professores que não só ensinavam, mas sabiam conviver e, sobretudo, aprender. Graças a eles, estruturei um paradigma de escola que não é, nem deve ser, um local que tenta exclusivamente e forçosamente inculcar nos seus alunos um corpo de conhecimentos rígido e dogmático. Tenho para mim que, também os professores, aprendem muitas vezes com os alunos. A generalidade dos meus professores, nesta escola, demonstraram dominar esta competência chave, demonstraram que são capazes de aprender, o que é fulcral para ensinar. Outro aspecto que para mim os enobrece, é que “cá fora” são, muitas vezes, mais do que professores, são grandes amigos.
E o que esperar do futuro? Eu gostaria de continuar a ver a escola a crescer, uma escola dirigida para os alunos, procurando trabalhar para o bem deles e para a sua motivação; jamais somente para o bem de umas quaisquer estatísticas. Uma escola humana, motivadora, exigente, transparente e com o intuito de preparar os seus alunos para os seus desafios futuros, sejam eles no mundo do trabalho, ou nos estabelecimentos de ensino superior.

No meu curso começamos 26, entraram mais dois um pouco depois de ter começado o ano, e neste momento restámos 17. Mas como disse, eu procuro sempre mais. E neste momento estou a desenvolver a minha PAP, que será utilizada pela minha escola, tornando assim um projecto escolar, em algo útil para a escola (neste caso professores). O núcleo já está desenvolvido e estável, e agora estou a desenvolver mais funcionalidades.

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Em relação às mentalidades, eu não estou preocupado com que o meu amigo que anda a tirar Engenharia diga "curso profissional? isso é para burros!!" ou algo do género, porque se calhar sei mais do que ele nas específicas, pois eu ando no 11º e muitas vezes vejo "como se faz o 'olá mundo' em php" a ser questionado por alunos do ensino superior.

Deviam ter ido para um curso profissional.

Isto só para dizer que não é preciso ser Doutor para ser Doutor, ou ser Engenheiro para ser Engenheiro.

?

Aliás, eu não precisei de entrar para o meu curso para aprender alguma coisa, porque até hoje ainda não dei nada que já não soubesse.

Estás no fundo a dizer que esse curso serve para te fazer perder 3 anos em que não aprendes nada e ganhar um diploma, é isso? Para quem diz que o que interessa são os conhecimentos, não me pareces muito interessado em aprender.

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Mais uma coisa que eu não compreendo. Já falei com a minha coordenadora de curso sobre as percentagens estarem super mal (na minha opinião) e o que ela me diz é que não pode fazer nada, porque estas vêm do ministério. Mas, se vêm do ministério como é possível variar de umas escolas para as outras?

Em relação ao "ser para burros"...

Eu nunca pensei isso, aliás quando comecei a pensar o que queria fazer (meados do 9º ano), decidi logo que queria um curso profissional, pois saímos de lá com conhecimentos elevados de modo a entrarmos de imediato no mercado de trabalho, e ainda temos uma oportunidade para mostrar o nosso valor de imediato nesse mesmo mercado (estágio).

Para além disso, eu considero que é "burro", quem apenas quer terminar o 12º ano e opta por fazê-lo no ensino normal, e quem quer continuar e vai para um curso superior daqueles que todos sabem que não há emprego (por exemplo os professores). Sinceramente não tenho muita pena destas pessoas, neste caso dos professores, porque há MUITOS anos que todos sabem que não há lugar para professores, que existem professores em excesso, mas todos os anos há pessoas a inscreverem-se nesses cursos, todos os anos há mais não sei quanto mil professores, enfim...

E já agora, mais uma coisa em relação ao governo.

Agora, o governo dá 2000 euros às empresas por cada jovem que contratem.

Mais uma excelente notícia para nós (na minha opinião) que somos jovens e por vezes não temos vagas por isso mesmo, por sermos jovens e os "chefes" terem medo de apostar em nós.

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Estou a gostar deste tópico :D

/*off topic*/

anolsi, que pap estás a fazer? (pura curiosidade ;))

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Estou a gostar deste tópico :D

/*off topic*/

anolsi, que pap estás a fazer? (pura curiosidade ;))

Uma aplicação web-based que permite ao professores no fim de cada período lançarem a avaliação qualitativa dos alunos, dando uma dupla perspectiva. Ao professores, mostra por cada turma, as várias disciplinas que dá e em cada uma todos os alunos que a têm. Aos DT mostra na sua turma, para cada aluno as notas a todas as disciplinas, e possíveis comentários. Depois poderá imprimir, para mostrar ao EE, ou enviar-lhe para o e-mail (é o que estou a implementar agora). Tudo isto usando uma framework, o ExtJs

EDIT:

Mais uma coisa que eu não compreendo. Já falei com a minha coordenadora de curso sobre as percentagens estarem super mal (na minha opinião) e o que ela me diz é que não pode fazer nada, porque estas vêm do ministério. Mas, se vêm do ministério como é possível variar de umas escolas para as outras?

Que saiba estas percentagens são aprovadas em Conselho Pedagógico de cada Escola. Pelo menos na nossa é assim. E é igual para todas as turmas Profissionais, naquela disciplina.

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@Pedrosorio

1) "Não preciso de ser Doutor para ser Doutor", isto é, não preciso de ter um curso superior para saber tanto como um Doutor.

2) Eu não disse que não ia aprender nada nestes 3 anos, apenas que até hoje ainda não aprendi nada de novo, e senão aprendi foi porque trabalhei em casa, enquanto no 7,8,9 anos eu andava por ai a inventar a tentar fazer alguma coisa de jeito, os meus colegas se calhar andavam a jogar miniclip e a comentar fotologs (hoje é hi5 e youtube...). E daí ter aprendido muita coisa sozinho, o que faz com que não tenho visto nada de novo até ao dia de hoje.

Em relação a andar lá pelo diploma é mais um motivo, para além do que ainda vou aprender, bem como a oportunidade de estágio. Porque até podias ser o Bill Gates, mas se só tivesses o 9º ano ninguém te dava emprego nesta áreas, até mesmo pelas leis e tudo mais... Assim, aprendo alguma coisa (vou aprender linguagens que ainda não conheço), ganho um diploma, e uma oportunidade no mercado de trabalho. E se quiser posso seguir para universidade, mas acho que neste momento ir para a universidade é de "burro".

EDIT:

@anolsi

Andas numa escola profissional ou numa normal ?

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E se quiser posso seguir para universidade, mas acho que neste momento ir para a universidade é de "burro".

O meu objectivo, é mesmo Universidade, e já me tenho preparado para isso(extra-aula e um pouco nas aulas), desde o meu 10º ano.

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1) Infelizmente tens razão e muito do que fica por dizer quando se apresentam as estatísticas do desemprego dos licenciados, como se apresentassem as estatísticas de pessoas altamente qualificadas mas que "ninguém quer empregar".

2) Habitua-te ao facto de que se quiseres, vais sempre poder e muitas vezes necessitar, de aprender sozinho e isso é algo bom, se não puxam por ti, se não te dão o devido mérito, puxa tu próprio, não te deixes atrasar apenas porque o estado de coisas é esse.

3) No fim, devido ao que expuseste neste tópico, o diploma do curso profissional não te dá as credenciais que tu gostarias (já que como afirmaste continua a haver gente a passar e a ter notas porque "tentou"). No entanto, tu vales por aquilo que sabes e por aquilo que fores capaz de fazer sozinho, portanto não desanimes. Já quanto a ir para a universidade, não é de maneira geral, "de burro", mas evidentemente continua a entrar muita gente na universidade que, apenas porque pode, vai lá mais para a farra do que propriamente para aprender, e se não se tem nenhuma intenção de fazer algo que exija um curso superior (direito, engenharia civil, medicina, etc. etc.) concordo que acaba por ser uma perda de tempo e dinheiro, para a pessoa e para o país.

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@TheGlorious: Escola Pública (dita "normal", mas acho que as outras não são anormais  ;))

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@Pedrosorio

Sim, mas como já disse anteriormente, é por isso que estou à espera do estágio.

Porque vai ser lá que temos de provar o nosso valor !

@anolsi

Sim, mas há escolas privadas e escolas públicas.

E dentro das públicas há as "normais" (LOL, não sei mesmo o nome) e ainda há as profissionais.

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1) "Não preciso de ser Doutor para ser Doutor", isto é, não preciso de ter um curso superior para saber tanto como um Doutor.

E de que "doutores" estás a falar? De um doutorado ou de um licenciado num curso de meia tigela num instituto ranhoso? É que essa generalização é mais estúpida do que aquelas que dizem que o profissional é para burros que como tu próprio o dizes na maior parte dos casos é mesmo. É demagogia ou simplesmente ignorância desvalorizar o conhecimento que o ensino superior pode transmitir ou ajudar a adquirir.

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Talvez não tenhas percebido bem, mas o que quis dizer foi que não precisamos de ter um doutoramento ou um diploma para sabermos tanto como as pessoas que os têm. E isso, muito por causa das novas tecnologias, principalmente pela internet.

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Não li todas as opiniões que foram escritas, no entanto achei que devia deixar aqui a minha, em conjunto com um pouco da minha história:

Fiz o meu Secundário no ensino regular, área de Ciências e Tecnologias e ano passado ingressei na Faculdade de Engenharia, no curso que sempre quis. Não foi difícil passar de ano, foi sim trabalhoso manter uma boa média para conseguir entrar na faculdade. Esforcei-me e acabei por entrar 2 vezes na FEUP (uma em cada fase de colocação), inicialmente em MIEEC (Mestrado Integrado em Engenharia Electrotécnica e Computadores) e na segunda fase em MIEIC (Mestrado Integrado em Engenharia Informática e Computação). Desde que entrei na faculdade descobri o que é ter de trabalhar regularmente, o que é ter de me esforçar para resolver os exercícios que me são propostos, o que é saber que tenho de saber fazer as coisas que me ensinam no meu curso.

E é disso que vou falar de seguida: de trabalhar no sentido de saber fazer o que estamos a aprender a fazer. É isso o que mais interessa. Não interessa se os professores ensinam as coisas de forma intuitiva, não interessa se os nossos colegas de turma sabem ou não, interessa é perseguir o que queremos saber fazer. É óbvio que quem tem a sorte de ter bons professores e turmas competitivas consegue desenvolver-se mais rápido, mas mesmo que não tenhamos essa sorte, é sempre possível aprender a fazer as coisas por nós próprios.

Como o pedrotuga disse num post anterior deste mesmo tópico, esta comunidade é um reflexo dessa constante perseguição. A maioria das pessoas que frequenta este local não o faz por estar num curso universitário que contenha programação ou por ser aluno de cursos tecnológicos de informática, mas sim por querer aprender. E nesse ponto, somos uns privilegiados relativamente a qualquer pessoa que tenha vivido em qualquer outra época: o conhecimento está à frente do nosso nariz, basta agarrá-lo.

O Njay também referiu algo muito importante: saber protestar, saber usar as ferramentas que temos ao nosso dispor para conseguirmos melhorar os sistemas. Se há um bug qualquer no sistema e se somos afectados com ele, o melhor é sempre falarmos com quem pode corrigir esse erro antes que ele nos modifique a nós próprios. Se repararem, é mesmo isso que acontece: quando não atacamos o que está mal, começamos a aprender a viver com isso, o que faz com que modifiquemos os nossos hábitos para algo que está mal.

Acima de tudo, continuar a trabalhar no sentido dos objectivos que perseguimos e nunca deixar de acreditar que vamos lá chegar. Trabalho nosso e fé no nosso trabalho.

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1) "Não preciso de ser Doutor para ser Doutor", isto é, não preciso de ter um curso superior para saber tanto como um Doutor.

Obviamente que não, ainda para mais com o acesso facilitado que temos ao conhecimento hoje em dia.

No entanto, e pegando no caso da informática, há muita gente que tem a ideia de que por conhecer as linguagens de programação X, Y e Z melhor do que um licenciado, acha que já é tão bom como um licenciado, e que não precisa da universidade para nada. Este raciocínio tem normalmente duas falhas: em primeiro, normalmente fazem a comparação de um bom não licenciado, com um mau licenciado (sim, em todo o lado, há uns melhores e outros piores); e em segundo, esquece-me que um (bom) curso superior, não ensina apenas linguagens, havendo muitas outras coisas habilidades que são desenvolvidas na universidade.

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Eu posso dizer que andei num dos melhores cursos tecnológicos de informática do país durante o secundário, e agora que estou na universidade acho que quem diz que não precisa de ir para a universidade está a cometer um erro grosseiro.

Entrem numa universidade como deve ser, e depois sim, façam as vossas observações.

Digo isto porque não estou a ver ninguém a aprender matemática e física como na universidade nos tempos vagos (e de certeza que não em um ou dois anos), assim como explorar todas as áreas relacionadas com informática (desde electrónica, a sistemas operativos, a linguagens de alto nível, o espectro completo).

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