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Futebol robótico ajuda a criar dispositivos para deficientes

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Uma cadeira de rodas que não precisa de manobras para se deslocar é uma das inovações tecnológicas que resultaram do futebol robótico. A modalidade é uma das principais atracções do Festival Nacional de Robótica, que começa hoje em Guimarães. O evento realiza-se no Pavilhão Multiusos da cidade e vai durar até segunda-feira.

Fernando Ribeiro, docente do Departamento de Electrónica Industrial e organizador do festival, esclarece que "as competições de futebol robótico são uma forma de fazer com que as pessoas se interessem pela tecnologia", mas o objectivo é "criar um meio de testar soluções para os problemas do dia-a-dia da sociedade".

A cadeira de rodas que consegue andar em várias direcções resultou das "pernas dos robôs futebolistas". Fernando Ribeiro defende que "este jogo não é uma mera brincadeira, queremos desenvolver tecnologias úteis para as pessoas".

O organizador do evento explicou que "as cadeiras podem ser comandadas através de um joystick, de um ecrã táctil ou de um telecomando bluetooth". Disse ainda que "o modelo de cadeira que têm actualmente só suporta o peso de uma criança" mas estão a desenvolver o dispositivo para poderem transportar adultos. "O nosso próximo objectivo é criar cadeiras para deficientes poderem praticar desportos como o futebol e o basquetebol", afirmou ainda Fernando Ribeiro.

Outra das razões que aponta para o sucesso do futebol robótico é que a modalidade é uma forma de facilitar a aprendizagem dos estudantes. "Se disser aos meus alunos que lhes vou ensinar fórmulas, ninguém quer saber, mas se a proposta for colocar um robô a funcionar, eles ficam logo interessados", exemplifica Fernando Ribeiro.

Outra das atracções do Festival Nacional de Robótica é a prova de busca e salvamento que consiste na inserção dos robôs em ambientes de acidentes, como uma casa incendiada. Os robôs têm que procurar pessoas através do movimento, do calor ou da audição. A eficácia dos robôs neste género de missão já foi comprovada na altura das buscas das vítimas do 11 de Setembro de 2001.

Sucesso de Portugal

Os portugueses estão na linha da frente no que toca ao futebol robótico. A equipa do Minho está classificada em terceiro lugar no ranking mundial do Robocup. O "chuto do Minho" é uma das coqueluches da equipa e é conhecido em todo o mundo por ser o pontapé mais poderoso.

O Festival Nacional de Robótica vai na sua sexta edição e este ano conta com a presença de cerca de 200 equipas provenientes de Portugal, Espanha e Irão.

Visão dos robôs é útil para incapacitados

O dispositivo que os robôs usam para a visão pode vir a ser utilizado por pessoas que não conseguem fazer uso das suas mãos. Fernando Ribeiro, organizador do Festival Nacional de Robótica, explica que "da mesma maneira que os robôs seguem a bola com os olhos e vão atrás dela, as pessoas que não podem usar as mãos também terão a possibilidade, por exemplo, de manipular um rato, através da iris".

Os robôs futebolistas obedecem a estímulos visuais, como a bola vermelha ou a presença dos "colegas". Quando estão na posse da bola, os robôs chutam-na para golo ou passam o esférico ao "parceiro", no caso destes estarem mais próximos. Tanto a percepção da bola como a do "colega" é feita através do dispositivo visual que está instalado nos robôs.

Fernando Ribeiro esclarece que o mesmo processo pode ocorrer quando um aparelho electrónico, como o ecrã de um computador, obedece a algum estímulo como o movimento dos olhos de uma pessoa.

O organizador do evento adiantou que "o protótipo desta tecnologia ainda está em desenvolvimento". Acredita que depois de adaptada, esta tecnologia será muito útil para quem não pode manipular objectos

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Em primeiro lugar, devo salientar que o Festival Nacional de Robótica é o lugar onde eu pretendia estar no dia de hoje. :) No entanto, faltaram-me as boleias. Acho que quem mora perto ou que tem boleia devia aproveitar o festival.

Devo dizer tambem que a robótica é uma área que me fascina cada vez mais. Já pesquisa por uns links relacionados e estou até a pensar escrever um artigo para iniciação (apresentação de recursos, entre outras coisas). Gosto especialmente da programação ligada á electrónica e robótica e pretendo apostar forte neste aspecto no segundo ano de vida do P@P. Portanto, espero dinamizar a secção de robótica ao máximo, de modo a fazer com que os utilizadores ganhem interesse na área.

Acho que a robótica é a área do futuro (conheço quem afirma que é a área da minha geração :)) e penso que o Portugal-a-Programar tem o seu forte contributo a dar enquanto comunidade.

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