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Governo anuncia nacionalização do BPN

43 mensagens neste tópico

Ministro diz que instituição enfrenta "iminente ruptura de pagamentos"

Governo anuncia nacionalização do BPN

O ministro das Finanças anunciou hoje que o Governo vai propor à Assembleia da República a nacionalização do Banco Português de Negócios (BPN) que, a confirmar-se, passará a ser gerido pela Caixa Geral de Depósitos.

Em conferência de imprensa, no final de uma reunião extraordinária do Conselho de Ministros, o ministro das Finanças justificou aquela que é a primeira nacionalização em Portugal desde 1975 com a situação “excepcional”, “delicada” e “anómala” vivida por aquela instituição bancária, cujas perdas acumuladas rondam os 700 milhões de euros, das quais 360 milhões associadas a operações com o Banco Insular, de Cabo Verde.

O BPN, propriedade da Sociedade Lusa de Negócios, está “numa situação muito perto da iminente ruptura de pagamentos”, sublinhou Teixeira dos Santos, lembrando que a instituição “não tendo vindo a cumprir os rácios mínimos solvabilidade” impostos pelo Banco de Portugal e não existem perspectivas de que encontre, a curto prazo, "novas fontes de liquidez".

“Face à inexistência de uma solução que permita defender o interesse dos depositantes, o Governo viu-se obrigado a propor à Assembleia da República a nacionalização do BPN”, declarou o ministro, acrescentando que, já a partir de amanhã, o funcionamento da instituição será acompanhada por dois administradores da Caixa Geral de Depósitos.

Assim que a proposta de nacionalização for aprovada, a gestão do BPN será entregue à CGD, que será encarregue de “gerir e apresentar um plano de desenvolvimento”.

O Governo remeteu mais pormenores para uma conferência de imprensa conjunta de Teixeira dos Santos e Vítor Constâncio, governador do Banco de Portugal, agendada para esta tarde.

Governo anuncia linha de crédito à banca

No final da reunião desta tarde, o ministro das Finanças anunciou também a abertura de uma linha de crédito de quatro mil milhões de euros para auxiliar os bancos a reforçar o seu capital, garantindo, assim, a sua solidez financeira. Isto porque, explicou Teixeira dos Santos, o Banco de Portugal vai passar a exigir às instituições financeiras que aumentem o seu rácio de solvabilidade para oito por cento dos fundos de base, contra os actuais quatro por cento.

“Isto vai obrigar as instituições a reforçar a solidez financeira e, nesse sentido, a par do esforço que os accionistas vão ter que fazer, o Governo irá disponibilizar meios financeiros, para através de acções preferenciais, poder também contribuir para essa capitalização dos bancos”, justificou.

Frisando que o mecanismo é semelhante ao que outros países da União Europeia têm vindo a aplicar, o ministro das Finanças argumentou que “a capacidade de os bancos concederem crédito depende da solidez” e que “quanto mais forte for, maior capacidade terão os bancos de financiar a economia”.

http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1348476

http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1348471

http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1348472&idCanal=57

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E anda o portuga a trabalhar para isto, é um festival. Aqui há uns anos privatizou-se tudo o que era lucro, agora que isso fracassou, nacionaliza-se tudo o que é despesa.

E os gajos que ganham com isto ficam a rir.

Ok, tudo bem que é preciso salvaguardar milhares de cidadãos que usam os serviços do BPN, mas que é isto!?!? WTF... quero ver cabeças a rolar. O pessoal que enterrou aquilo e que não fosse a ajuda do estado (que somos todos) não ia pagar aquilo que devia, mesmo sendo brutalmente rico, tem que ser confrontado com a sua responsabilidade e julgado em praça publica.

É muito mau se apenas se anunca esta solução milagrosa e a culpa continua a morrer solteira.

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Tá na moda...o que se há-de fazer...os outros países fazem, nós também temos que fazer, lógica da merd*!

Se o banco tem prejuízos é simples, que declare falência, já faliram milhares de fábricas texteis levando para o desemprego centenas de milhares de trabalhadores, e não foram privatizadas. Agora só porque a porcaria de um banco com uma gestão mafiosa á base de offshores em África dá prejuízo vão a correr nacionalizala. Palhaçada autêntica!

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Se o banco tem prejuízos é simples, que declare falência, já faliram milhares de fábricas texteis levando para o desemprego centenas de milhares de trabalhadores, e não foram privatizadas. Agora só porque a porcaria de um banco com uma gestão mafiosa á base de offshores em África dá prejuízo vão a correr nacionalizala. Palhaçada autêntica!

Eu acho que se deveria criticar mais o abandono de fábricas texteis em dificuldades pelo nosso governo do que a nacionalização do BPN. Preferias que milhares de pessoas perdessem tudo o que têm, ou que uma centena perca o seu trabalho? Sinceramente, preferia que nenhuma das duas situações acontecessem, mas mal por mal, antes seja uma centena a perder o trabalho.
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Tá na moda...o que se há-de fazer...os outros países fazem, nós também temos que fazer, lógica da merd*!

Se o banco tem prejuízos é simples, que declare falência, já faliram milhares de fábricas texteis levando para o desemprego centenas de milhares de trabalhadores, e não foram privatizadas. Agora só porque a porcaria de um banco com uma gestão mafiosa á base de offshores em África dá prejuízo vão a correr nacionalizala. Palhaçada autêntica!

E depois quem pagava às empresas/particulares com dinheiro no BPN? Iam estender a mão para a rua?

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Se o banco tem prejuízos é simples, que declare falência, já faliram milhares de fábricas texteis levando para o desemprego centenas de milhares de trabalhadores, e não foram privatizadas. Agora só porque a porcaria de um banco com uma gestão mafiosa á base de offshores em África dá prejuízo vão a correr nacionalizala. Palhaçada autêntica!

Essa é uma não-opção. Há opções políticas que este governo nunca irá tomar: parar o processo de privatizações de empresas importantes para a economia nacional, por exemplo. Voltar a investir na indústria, na agricultura e nas pescas é outra opção que nunca irá tomar. Investir na educação em todos os níveis e no acesso generalizado e gratuito aos cuidados de saúde são outras não-opções.

São opções. O dinheiro não dá para tudo e tem de se optar.

Esta ''''''nacionalização'''''' não é para assegurar os depósitos, que esses estavam garantidos. Nem para salvaguardar a economia nacional, como foi feito em 1975. É, suspeito, para ocultar as trafulhices cometidas que envolve gente do 'bloco central'.

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Essa é uma não-opção. Há opções políticas que este governo nunca irá tomar: parar o processo de privatizações de empresas importantes para a economia nacional, por exemplo. Voltar a investir na indústria, na agricultura e nas pescas é outra opção que nunca irá tomar. Investir na educação em todos os níveis e no acesso generalizado e gratuito aos cuidados de saúde são outras não-opções.

São opções. O dinheiro não dá para tudo e tem de se optar.

Esta ''''''nacionalização'''''' não é para assegurar os depósitos, que esses estavam garantidos. Nem para salvaguardar a economia nacional, como foi feito em 1975. É, suspeito, para ocultar as trafulhices cometidas que envolve gente do 'bloco central'.

Com um buraco de 700 milhões de euros (que provavelmente vieram dessas trafulhices) dizes-me que os depósitos não estavam em risco?

Já em relação às nacionalizações em massa é mais para os lados comunistas, pelo que o governo não irá tomar essas opções. Aliás, penso que está provado como isso falhou, com o exemplo de Cuba.

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Com um buraco de 700 milhões de euros (que provavelmente vieram dessas trafulhices) dizes-me que os depósitos não estavam em risco?

Estavam garantidos até 100.000 EUR.

Já em relação às nacionalizações em massa é mais para os lados comunistas, pelo que o governo não irá tomar essas opções. Aliás, penso que está provado como isso falhou, com o exemplo de Cuba.

As nacionalizações de 1975 tiveram uma razão instrumental: salvar a economia nacional e evitar a fuga maciça de capitais. E resultou.

O que é que Cuba tem que ver com a conversa?! É recorrente: sempre que se fala na defesa da nossa economia, dos nossos trabalhadores, das nossas populações vem alguém abanar o espantalho do comunismo.... será que está relacionado? :ipool:

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Eu vou tentar manter-me afastado da discussão, senão daqui a pouco temos aqui um discussão política que nunca mais acaba (e já bastam as discussões sobre software livre, microsofts, e companhia :)).

Mas têm aqui mais um motivo para o estado nacionalizar o BPN: Estado perderia 900 milhões com queda do BPN

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Bem, estava a ver que mais um pouco e tinha mesmo de ir lá para fora estender a mão ...  :)

Tá na moda...o que se há-de fazer...os outros países fazem, nós também temos que fazer, lógica da merd*!

Se o banco tem prejuízos é simples, que declare falência, já faliram milhares de fábricas texteis levando para o desemprego centenas de milhares de trabalhadores, e não foram privatizadas. Agora só porque a porcaria de um banco com uma gestão mafiosa á base de offshores em África dá prejuízo vão a correr nacionalizala. Palhaçada autêntica!

Palhaçada o tanas! Foi uma excelente medida, não pensas nas pessoas que tinham lá o $$$ ?

Não venham com a treta que até 100000€ estava assegurado, porque primeiro iria demorar muito tempo até reavermos o dinheiro, depois só os depósitos até 100000€ estavam garantidos...  e os outros? Quem trabalhou a vida toda agora ficava sem o que é seu?

Uma coisa é uma instituição de 250000 clientes falir, outra coisa é uma fábrica de dezenas de pessoas falir!

Essa é uma não-opção. Há opções políticas que este governo nunca irá tomar: parar o processo de privatizações de empresas importantes para a economia nacional, por exemplo. Voltar a investir na indústria, na agricultura e nas pescas é outra opção que nunca irá tomar. Investir na educação em todos os níveis e no acesso generalizado e gratuito aos cuidados de saúde são outras não-opções.

São opções. O dinheiro não dá para tudo e tem de se optar.

Esta ''''''nacionalização'''''' não é para assegurar os depósitos, que esses estavam garantidos. Nem para salvaguardar a economia nacional, como foi feito em 1975. É, suspeito, para ocultar as trafulhices cometidas que envolve gente do 'bloco central'.

O que disse anteriormente serve para ti.

Só estais a ver as coisas pelo vosso lado, se fosseis clientes do banco e estivesses ameaçados o vosso discurso podia ser outro.

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Palhaçada o tanas! Foi uma excelente medida, não pensas nas pessoas que tinham lá o $$$ ?

As pessoas que lá têm o dinheiro sabem que o banco pode ir à falência de um dia para o outro, assim como qualquer empresa privada. Parece-me é que se dá por garantido e eterno tudo o que temos hoje. Nada é seguro: o que hoje existe, amanhã pode ter desaparecido. Quem põe os ovos todos no mesmo cesto... arrisca-se a perdê-los todos de uma só vez.

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As pessoas que lá têm o dinheiro sabem que o banco pode ir à falência de um dia para o outro, assim como qualquer empresa privada. Parece-me é que se dá por garantido e eterno tudo o que temos hoje. Nada é seguro: o que hoje existe, amanhã pode ter desaparecido. Quem põe os ovos todos no mesmo cesto... arrisca-se a perdê-los todos de uma só vez.

Então que sugeres que se opte pelo modelo tradicional? Ou seja fazer um buraco de 10 metros no campo ao lado e guardar lá o dinheiro?

Os bancos, hoje em dia, têm de dar garantias a quem mete lá o dinheiro. O teu discurso enquadra-se nos tempos de há 100 anos atrás, todos sabemos que agora não existe essa mentalidade.

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O teu discurso enquadra-se nos tempos de há 100 anos atrás, todos sabemos que agora não existe essa mentalidade.

Qual mentalidade? a de 'não pôr os ovos todos no mesmo cesto'? isso é de bom-senso.

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O que é que Cuba tem que ver com a conversa?! É recorrente: sempre que se fala na defesa da nossa economia, dos nossos trabalhadores, das nossas populações vem alguém abanar o espantalho do comunismo.... será que está relacionado? :ipool:

Eu falei de Cuba e do comunismo como modo de ilustrar as nacionalizações. Afinal, o objectivo do comunismo é ter todos os serviços como um bem público, certo? E em Cuba viu-se o que deu.

Quanto ao defender os trabalhadores, todos os partidos defendem excepto o que está no Governo... Pelo menos é assim que se pensa há vários anos. Engraçado não? O código do trabalho, por exemplo, se for bem aplicado penso que ajudará os trabalhadores e não ao contrário. Irá é fazê-los trabalhar em vez de coçarem os tomates durante as horas de emprego, que é o que é preciso!

As pessoas que lá têm o dinheiro sabem que o banco pode ir à falência de um dia para o outro, assim como qualquer empresa privada. Parece-me é que se dá por garantido e eterno tudo o que temos hoje. Nada é seguro: o que hoje existe, amanhã pode ter desaparecido. Quem põe os ovos todos no mesmo cesto... arrisca-se a perdê-los todos de uma só vez.

Qual mentalidade? a de 'não pôr os ovos todos no mesmo cesto'? isso é de bom-senso.

Pôr os ovos todos no mesmo cesto? Não é uma questão disso. Mas lá por dividires por vários cestos, não quer dizer que não tenhas uns milhares num...

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Eu falei de Cuba e do comunismo como modo de ilustrar as nacionalizações. Afinal, o objectivo do comunismo é ter todos os serviços como um bem público, certo?

Não. Não é certo. Uma sociedade comunista caracteriza-se pela ausência de Estado e de propriedade privada dos meios de produção. Vês isso em algum país?

Quanto ao defender os trabalhadores, todos os partidos defendem excepto o que está no Governo...

O partido que está no governo diz o contrário. O que conta não é o que se diz, é o que se faz.

Pelo menos é assim que se pensa há vários anos.

Quem é que pensa assim há vários anos? a ideologia dominante? isso é verdade. Mas isso não implica que todos pensem da mesma maneira.

O código do trabalho, por exemplo, se for bem aplicado penso que ajudará os trabalhadores e não ao contrário. Irá é fazê-los trabalhar em vez de coçarem os tomates durante as horas de emprego, que é o que é preciso!

A tua 2ª afirmação diz tudo sobre a natureza ideológica do novo código do trabalho: os trabalhadores são preguiçosos e precisam de ser 'estimulados'.

Pôr os ovos todos no mesmo cesto? Não é uma questão disso. Mas lá por dividires por vários cestos, não quer dizer que não tenhas uns milhares num...

Só perde ovos que os tem e não cuida deles.

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Não. Não é certo. Uma sociedade comunista caracteriza-se pela ausência de Estado e de propriedade privada dos meios de produção. Vês isso em algum país?

O partido que está no governo diz o contrário. O que conta não é o que se diz, é o que se faz.

Se bem me lembro, isso era o ideal que seria atingido.

Quem é que pensa assim há vários anos? a ideologia dominante? isso é verdade. Mas isso não implica que todos pensem da mesma maneira.

O que quero dizer é que os sindicatos estão sempre do lado da Oposição e sempre contra o Governo seja quais forem as medidas aplicadas.

A tua 2ª afirmação diz tudo sobre a natureza ideológica do novo código do trabalho: os trabalhadores são preguiçosos e precisam de ser 'estimulados'.

E eu volto a afirmar isso mesmo. Muitos trabalhadores são preguiçosos e precisam de ser estimulados. Com o novo código a permitir a facilidade de despedimentos, isto permite às empresas escolher apenas os melhores e quem quer ter emprego tem que se esforçar. E por dizer os melhores não quer dizer os mais qualificados: um operário de um fábrica pode perfeitamente ser muito bom no seu serviço e ter a escolaridade minima e o engenheiro ao lado não perceber uma peva. Este novo código irá permitir mais flexibilidade aí e mais empenho por parte dos trabalhadores. É óbvio é que dizer nas notícias que se torna mais fácil às empresas despedir trabalhadores é uma medida impopular... De qualquer modo não posso falar muito sobre o novo código pois ainda não vi exactamente tudo o que é preciso ver.

Só perde ovos que os tem e não cuida deles.

Se o Banco de Portugal esteve estes anos todos como um burro a olhar para um palácio e só agora se apercebeu da porcaria que por ali ia...

Não consigo mesmo ver como podes achar que o Governo deveria deixar cair um banco e meter milhares de pessoas na banca rota.

Para privados, evidentemente: menos dinheiro...

Para empresas:

Menos empresas, menos empregos. Menos empregos menos dinheiro. Menos dinheiro...

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E depois quem pagava às empresas/particulares com dinheiro no BPN? Iam estender a mão para a rua?

Tás-te a esquecer dos milhares de trabalhadores que foram para a rua "estender a mão" com a falência de milhares de empresas que o estado simplesmente ignorou. Existiam empresas com mais de 1 milhar de trabalhadores, imagina o numero de familias....

Bem, estava a ver que mais um pouco e tinha mesmo de ir lá para fora estender a mão ...  :confused:

Palhaçada o tanas! Foi uma excelente medida, não pensas nas pessoas que tinham lá o $$$ ?

Não venham com a treta que até 100000€ estava assegurado, porque primeiro iria demorar muito tempo até reavermos o dinheiro, depois só os depósitos até 100000€ estavam garantidos...  e os outros? Quem trabalhou a vida toda agora ficava sem o que é seu?

Uma coisa é uma instituição de 250000 clientes falir, outra coisa é uma fábrica de dezenas de pessoas falir!

O que disse anteriormente serve para ti.

Só estais a ver as coisas pelo vosso lado, se fosseis clientes do banco e estivesses ameaçados o vosso discurso podia ser outro.

São 230,000 clientes, se o banco fosse á falência o dinheiro dos clientes estava assegurado.  Na tua zona não deves ver muito, mas aqui ve-se centenas de fábricas que foram á falência estamos a falar de milhares e milhares de trabalhadores e familias inteiras que de um momento para o outro viram a sua vida ao andar para trás. Não compares centenas de empresas a uma porcaria de um banco com 230mil clientes. O peso das fábricas texteis que faliram só num ano é 10x superior ao peso dessa anedota de banco no PIB, nem compares sequer. Para teres uma ideia ali na zona de Famalicão existe uma fábrica textil ao abandono, deve ser das maiores do país e da Europa, o seu tamanho deve dar 2/3 campos de futebol... empregava mais de mil pessoas.

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Palhaçada o tanas! Foi uma excelente medida, não pensas nas pessoas que tinham lá o $$$ ?

Vai pesquisar os resultados do BPN nos últimos 5 anos, ou no último ano. Os lucros dá para cobrir e bem os prejuízos deste ano, se este ano dá prejuízos que os cobram com os lucros dos anos anteriores em vez de os gastarem em prémios aos gestores e administradores mafiosos e cheios de falcatruas. Não tenho pena nenhuma do banco... e os clientes não tem problemas nenhuns, com sorte se o banco fosse á falência até ficavam a ganhar.

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O que quero dizer é que os sindicatos estão sempre do lado da Oposição e sempre contra o Governo seja quais forem as medidas aplicadas.

Da mesma forma que as associações patronais estão sempre a favor do Governo. Notas algum padrão?

Muitos trabalhadores são preguiçosos e precisam de ser estimulados.

'Muitos' são quantos? Devem ser todos, uma vez que a lei é geral.

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São 230,000 clientes, se o banco fosse á falência o dinheiro dos clientes estava assegurado.  Na tua zona não deves ver muito, mas aqui ve-se centenas de fábricas que foram á falência estamos a falar de milhares e milhares de trabalhadores e familias inteiras que de um momento para o outro viram a sua vida ao andar para trás. Não compares centenas de empresas a uma porcaria de um banco com 230mil clientes. O peso das fábricas texteis que faliram só num ano é 10x superior ao peso dessa anedota de banco no PIB, nem compares sequer. Para teres uma ideia ali na zona de Famalicão existe uma fábrica textil ao abandono, deve ser das maiores do país e da Europa, o seu tamanho deve dar 2/3 campos de futebol... empregava mais de mil pessoas.

Na "minha zona", como falaste, por acaso era/é uma das zonas com bastantes indústrias, principalmente de calçado/têxteis. u bem sei que foram fábricas a´falência, mas e daí? São instituições totalmente privadas que têm de lutar e competir no dia a dia com outras empresas.

No caso de um banco é diferente, estamos a lidar com bastantes mais pessoas, e com dinheiro. Sabes tão bem que hoje em dia o dinheiro é o bem mais precioso das pessoas, e que o estado deve salvaguardar o dinheiro que é de cada pessoa.

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Slack, obviamente que  o estoiro de um banco não ia ajudar em nada o país. O efeito ia propagar-se por aqueles que usam os produtos económicos desse banco e ia haver muita empresa que ia passar mal ou mesmo ir com o galheiro. Seria mal jogado simplesmente deixar isso acontecer, eu nunca estudei economia em grande detalhe, mas penso que isso virá em todos os manuais.

Agora, o que devemos é olhar para este caso e aprender (quem não achar isto óbvio). O governo (os sucessivos governos) andou a privatizar tudo quanto era fonte de produção e a pregar às grandes maravilhas do mercado de capital especulativo, até dava par algum pessoal ganhar uns cobres na bolsa.

Mas foi tudo uma coisa sem pés nem cabeça como é de resto este modelo económico. Acções a valorizarem a torto e a direito sem qualquer relação com a empresa que supostamente as respresenta, empresas a tomarem conta de serviços publicos básicos e a preocuparem-se pura e simplesmente com o lucro, etc.

Agora criaram uma estrutura tão grande e estão umas varetas por debaixo que não têm qualquer solidez.

Por exemplo, o pessoal fartava-se de ganhar em fundos de investimento e afins, mas depois os bancos estavam a investir em coisas que não têm garantias nenhumas de manter o seu valor. E agora vai tudo por água abaixo e um banco já deu o peido mestre.

Andou pessoal a ganhar rios de dinheiro à custa de especulação, agora andam todo "ai ó tio ó tio"... quero lá saber desse pessoal, até lhes faz bem para aprenderem que não é assim tão bom ser lambão.

O que eu gostava de ver era vir o governo dizer:

Salvamos esta pouca vergonha porque é o melhor para o país... mas vamos meter os responsáveis por isto na pildra. E como está visto que foi uma grande asneira privatizar tudo ao desbarato, tratar de manter algum controlo sobre as engrenagens maiores da economia.

EDIT:hipnoted, não é não. O dinheiro não é o bem mais precioso das pessoas. Na verdade até é menos precioso que a maioria de outros bens, por esse motivo é que se deve investir noutras coisas, ter o dinheiro no banco é estar a perder dinheiro.

O problema é que estamos a falar de uma empresa grande.

Outro factor importante é que o governo tem a possibilidade de providenciar o produto que está a escacear, no caso de um banco é o dinheiro.

Por exemplo... se houvesse uma crise de metal e uma cirurgia fosse ao ar, o governo só a podia salvar se tivesse o produto em falta, metal. Por esse motivo é que os países têm reservas de bens como petróleo, minérios, etc.

Agora, uma coisa importante em relação ao dinheiro é a sua liquidez. Dado ser um bem com uma fluidez enorme, um crise financeira/económica alastra-se ao país todo quase imediatamente, enquanto que uma crise de outro tipo vai atacando mais devagar o que dá mais tempo para pensar e reagir por várias frentes.

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Tás-te a esquecer dos milhares de trabalhadores que foram para a rua "estender a mão" com a falência de milhares de empresas que o estado simplesmente ignorou. Existiam empresas com mais de 1 milhar de trabalhadores, imagina o numero de familias....

São 230,000 clientes, se o banco fosse á falência o dinheiro dos clientes estava assegurado.  Na tua zona não deves ver muito, mas aqui ve-se centenas de fábricas que foram á falência estamos a falar de milhares e milhares de trabalhadores e familias inteiras que de um momento para o outro viram a sua vida ao andar para trás. Não compares centenas de empresas a uma porcaria de um banco com 230mil clientes. O peso das fábricas texteis que faliram só num ano é 10x superior ao peso dessa anedota de banco no PIB, nem compares sequer. Para teres uma ideia ali na zona de Famalicão existe uma fábrica textil ao abandono, deve ser das maiores do país e da Europa, o seu tamanho deve dar 2/3 campos de futebol... empregava mais de mil pessoas.

Desculpa, mas o estado tem que fazer opções. E opções não são andar a salvar cada empresa que caia. Era o ideal, pois claro que era! Ter a taxa de desemprego nula, claro que era excelente. Mas comparar falirem umas fábricas, as pessoas irem para o desemprego e receber um subsídio de desemprego (que deduzo que não seja o ordenado que tinham, não sei, e muitas vezes torna-se dificil voltar a ter emprego, ok) a comparar a falência de um banco que iria queimar o dinheiro de 230,000 pessoas/empresas... E estas a falar tanto das empresas que faliram, a falência deste banco iria provocar ainda mais falências. De certeza que o nº afectado de pessoas era superior a esses 230,000.

'Muitos' são quantos? Devem ser todos, uma vez que a lei é geral.

Muitos são muitos. Estás à espera que te dê um número? Não estou a dizer que não hajam pessoas que trabalhem no duro (que há e conheço muitas) mas sim a dizer que há pessoas que fazem o mínimo possível (mais uma vez, que há e conheço muitas). Agora, as que trabalham bem só estão é protegidas. Até porque a lei (tal como disse em anteriormente ainda não vi ao pormenor, pelo que vou dizer a seguir não é com certezas) não é certamente despedir do tipo "olha, agora já fizeste esse trabalho escusas de voltar amanhã". Hoje em dia há inúmeras burocracias para despedir um trabalhador e ainda se tem que pagar um grande montante.

Em relação às fábricas, aqui há uns anos na Marinha Grande (que é aqui relativametne perto) era só grandes fábricas de vidro. Vão lá ver quantas estão lá agora...

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Quando uma fabrica fecha, as pessoas vão para o desemprego, mas também têm apoios do estado, e podem arranjar emprego noutro lado.

Quanto um banco vai à falência, as pessoas não podem ir pedir a outro banco que lhes dê o dinheiro. Por isso não me parece que sejam coisas comparáveis.

Não quero com isto dizer que sou a favor desta nacionalização, até porque não sei se os responsáveis pelo banco não teriam mesmo meios para indemnizar os clientes.

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CR, o slack_guy está a chamar à atenção para a forma como a lei é feita para tratar de uns problemazitos e não para legislar como deve ser um sector.

E vou tambem adicionar ao que o Rui Carlos acabou de dizer:

O papel do governo/estado é governar, se uma fábrica fechar o papel do estado é assegurar as melhores condições possíves para as pessoas prejudicadas e para o país. Manter uma fábrica à sua responsabilidade só porque o fono bazou ou faliu não é governar.

A fábrica se fechou é porque deixou de ser uma mais valia, se fosse produtiva o dono mantinha-a.

Há que ajudar os trabalhadores e aprender como evitar situações parecdas.

A questão do banco é completamente diferente, deixar o banco falir vai paralizar imediatamente uma carrada de empresas pelo país todo, e o dinheiro não é pripriamente um produto que se deixe de usar.

Num caso ou noutro, o pessoal que leva as coisas à falencia fica-se a rir. Não devia ser assim. Isso é que é triste.

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CR, o slack_guy está a chamar à atenção para a forma como a lei é feita para tratar de uns problemazitos e não para legislar como deve ser um sector.

_JR_ plz, e se a lei está incompleta, isso não sei porque como disse ainda não fui ver tudo sobre o novo código, mas concordo com aquela parte que referi dos despedimentos.

Num caso ou noutro, o pessoal que leva as coisas à falencia fica-se a rir. Não devia ser assim. Isso é que é triste.

Isso é que é o maior problema, e não deveriam sair impunes...

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