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LuRsT

Desktop Linux suckage: where's our Steve Jobs?

40 mensagens neste tópico

For the Linux desktop developer, everything is such hard work that it's not hard to see why no-one ever gets round to the all-important polish. Or why no-one has the agility to experiment until they get their UI right, rather than slapping together the first thing they think of, getting it half working, and being too scared to touch the tower of cards lest it topple before their eyes.

Fonte: http://elliotth.blogspot.com/2008/09/desktop-linux-suckage-wheres-our-steve.html

EDIT: Kudos para o triton pelo link

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Mas que excelente artigo (série de artigos na realidade). Obrigado pela leitura LuRsT. Vai de encontro a muitas das minhas preocupações. Este senhor foi para os meus favoritos.

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Este senhor já se encontra nos meus favoritos há algum tempo, tal como o Linux Hater. Fui eu que dei o link ao LuRsT e lhe disse para postar aqui. :biggrin:

Ainda bem que gostaste do artigo. Fazem falta mais pessoas com coragem para enfrentar os fanáticos da comunidade do Software Livre.

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E está tudo resolvido, chama-se fanboys a quem discorda, diz-se que as binlddings de GTK de outras linguagens são frágeis ( o que é que isso quer dizer? ) por alguma razão esotérica e está um ponto!

Sinceramente não percebo é estes 'hateboys'. Criticar é facil, mas fazer um post tão grande e usar como argumento apenas o facto de uma janela aberta no gnome não manter a posição por defeito... I could care less. Tipo, o gajo já usa unix desde 93 e é um programador, podia ter dado argumentos para alem dessa pentelhice. Terá o valor que terá, mas não estou a ver ninguem a dizer: vou mudar para X porque Y não memoriza a posição da janela por mim.

E a conversa toda em relação ao RSS... ele prefere o cliente dele... o que é que isso tem a ver com o tema? Se apresentasse alguns factos, mas limita-se a dizer que o cliente de RSS preferido dele é o melhor... será que alguem espera que ele não tivesse escolhido o que ele acha que é melhor?

Sinceramente, eu uso o gnome e estou satisfeito. Alguem me diz quais são os problemas do gnome?

Mas como eu gosto é de discussões com conteudo e não "eu é que sei tu és fanboy"...

Felizmente o gnu/linux ainda segue a antiga filosofia de fazer uma coisa e faze-la bem, e acho que a comunidade está bem satisfeita com isso e não precisa cá de steves jobs.

No caso em particular dos desktops, ainda não encontrei nada tão bem feito e e pensado com pés e cabeça como por exemplo isto:

http://www.freedesktop.org/wiki/Software/dbus

Aliás, o proprio projecto freedesktop.org é todo ele um argumento por si, melhor do que insignificantes lamúrias blogosféricas.

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Como queiras pedro. Mas os artigos dele centram-se mais sobre as aplicações do que o Gnome ou GTK. Esqueceste-te foi de ler com mais atenção. A grande critica que ele faz a ambos é o HIG e pouco mais. E admite mesmo que muitas dos programadores não têm culpa por desenvolverem GUI tão inúteis exactamente porque lhes falta um HIG de jeito.

Quato a fanboys vs. hateboys, é assim que as coisas se tornaram. E é esse também um dos grandes problemas que a comunidade Linux está a passar. É que na maioria dos casos os grandes criticos do Linux em geral são utilizadores e dev packagers Linux. Por alguma razão será. O facto é que nem tudo está bem dentro no mundo Linux e isso é aparente pelo acto de que após 13 anos, mais coisa menos coisa, e o Linux para desktops ainda não saiu dos 2% de market share e as criticas à sua usabilidade, operacionalidade e vantagens normalmente anunciadas tem vindo a aumentar. Se por vezes a critica poderá parecer hate, também a defesa é quase sempre fan. E isto é apenas roçar a ponta do iceberg. Existem muitas outras áreas onde as criticas se têm vindo a centrar, tais como sistemas de licenceamento, o Free que afinal não é bem free, a esclha que afinal não é bem escolha, produtividade, portabilidade e suporte.

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Como queira não, eu não decidi nada, só dei a minha opinião em relação àquilo que considero crítica fácil e desprovida de conteudo palpável.

Ninguem é obrigado a seguir as hig, são simplesmente isso guidelines, os outros desktops (windows, macs, etc.) resolvem o problem simplesmente não as tendo :)

Uma coisa é certa... não se vêm aplicações para linux como algumas coisas completamente malucas que se vêm nalgum software proprietario para o windows. Compra uma máquina fotografica ou um leitor de mp3 nos chineses e vais ver o software que aquilo traz.

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Compra uma máquina fotografica ou um leitor de mp3 nos chineses e vais ver o software que aquilo traz.

Concordo em absoluto. Nem é preciso ir tão longe. Basta comprar software Adobe para Windows :)

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@pedrotuga

Uh? O Windows e a Apple não têm guidelines ou eu não percebi o que quiseste dizer?

E também não percebi se estavas a fazer uma critica a esse software dos produtos chineses ou não.

@Marfig

Mas o software da Adobe para Windows é bom e cada vez fica melhor :)

Mas eu acho que não estou a captar bem a vossa conversa...

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O pedro não sabe que tanto o Windows e o Mac Os têm HIGs  bastante completos. O HIG do linux é absolutamente básico em comparação. Mas não me pareceu necessário comentar porque, não tanto no Mac OS, mas definitivamente no Windows o HIG é muitas vezes ignorado. E aí ele tem toda a razão.

Mas o software da Adobe para Windows é bom e cada vez fica melhor Tongue

Mas eu acho que não estou a captar bem a vossa conversa...

É verdade. Os sacanas sabem o que fazem.

Estás a ir bem. Estava apenas a referir que o Interface de uma aplicação Adobe em Windows não é propriamente algo que respeite a HIG.

...

Em todo o caso, o facto de o Mac OS e o Windows terem documentos tão detalhados tem uma importante consequência... o desenvolvimento de frameworks multiplataforma GUI é francamente facilitado porque é garantida uma certa estabilidade das decisões tomadas hoje para futuras versões. O wxWidgets ou o Qt por exemplo beneficiam destes documentos tremendamente e fazem constantemente referência a eles de modo a que os programadores que usem estas frameworks também beneficiem. Mas... pouca ou nenhuma referência a GTK+ ou Motif apesar de os suportarem na totalidade.

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Sim, este artigo está um bocado fraco. Existem tantas mais coisas para críticar... :)

Vou puxar um argumento doutro tópico em que respondi:

A questão não é essa. O problema não está em instalar as aplicações, porque é bastante simples com os gestores de pacotes. Está no desperdicio de recursos que acontece pela existência de 2 toolkits. O falco veio com o argumento que são 2 toolkits diferentes para fins diferentes. Isto não é verdade. São 2 toolkits diferentes que fazem rigorosamente a mesma coisa... quer dizer; o GTK+ anda sempre atrás do Qt em termos de funcionalidades e estabilidade (em Windows por exemplo, o GTK+ é uma porcaria). Se esta divisão não existisse então todos os recursos para corrigir bugs e adicionar funcionalidades estavam concentrados apenas num projecto, benificiando todos os utilizadores.

Mas a malta do Lunix tem aquela obsessão com a escolha, precisa de pelo menos 2/3 alternativas para todas as componentes do sistema...

Chegaram a ler aquela notícia sobre o estudo que fizeram numa conferência de Linux, e nem metade usava Linux como OS principal? Que irónico... :cheesy:

Esta para mim é logo uma das falhas principais. 2 toolkits diferentes, ambos muito populares. Sabendo que um SO vive das suas aplicações, tal como o autor do artigo diz, vemos logo que alguma coisa está mal aqui. 2 toolkits, em 2 culturas diferentes (GNOME e KDE). Os HIGs vão ser outros, logo aplicações num ambiente vão parecer out-of-place no outro. Isto leva as pessoas a preferir apenas aplicações do toolkit do seu ambiente (eu pelo menos). Ou seja, estamos a duplicar o número de aplicações semelhantes nos vários ambientes. Em vez de fazermos boas aplicações, estamos a desperdiçar o tempo limitado dos devs, que dedicam o seu tempo livre para desenvolver.

O grande argumento penso que é este, pedrotuga. Tanto em Windows como em Mac, tens IDEs muito bons, com designers gráficos. E boa documentação! Isto faz com que os developers prefiram por estas plataformas para desenvolver (entre muitos outros factores, claro). Em Linux tens um toolkit do tempo dos dinossauros, o Gtk+, ainda por cima com um sistema de objectos emulado em C. Quem já tentou programar em Gtk+ sabe que é praticamente impossível perceber como aquilo funciona, a porcaria dos GObjects. Os designers gráficos, temos o Glade, que crasha muito frequentemente, e que nem suporta muita coisa (isto pode ter mudado recentemente, não sei). E IDEs tens o Anjuta, que está a fazer alguns progressos ultimamente, mas quando experimentei aquilo era altamente unusable e unstable. A documentação do Gtk também é relativamente pobre.

No lado do KDE, não vou comentar porque não tenho experiência. Apenas penso que tens o KDevelop, que já ouvi falar bem, mas nunca usei. E o Qt é conhecido por ter boa documentação, e sendo desenvolvido por uma empresa "oficial" por trás, tem uma direcção mais forte. Neste aspecto o Gtk+ também perde. Tem várias empresas que desenvolvem funcionalidades, mas não tendo um líder, os projectos evoluem muito rapidamente. E também não tem grande direcção. Já perdi a conta dos posts do Planet Gnome do pessoal a dizer que o que devia ser o Gtk 3.0. Mas como não existe um líder, não passam das discussões...

O que eu gostava de ver um dia:

  • Kernel com ABIs estáveis
  • Pacotes base (glibc, Gtk) com ABIs estáveis
  • Re-estructuração do sistema de ficheiros (/sbin, /dev, /opt, /bin, /etc, /wtf, ...)
  • Utilização de kernel estáveis em distribuições, ou seja, não fazer como o Ubuntu, que nem 1 mês de testes faz, agarra na última versão e mete na distro
  • Unificação do Gtk e Qt (altamente improvável, but who knows?)
  • Sistema gráfico que não remonte a 1995 (sim, X.org, tu que ainda hoje não consegues auto-detectar a minha resolução)
  • Desenvolvimento de documentação decente e plataformas de desenvolvimento integradas
  • Temas default que não ocupem metade do ecrã em spacing (yes, you, GNOME)
  • Aceitação de aplicações closed-source, e facilitar a sua integração no sistema (de contrário, não vão a lado nenhum)

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O que me 'aborrece' neste tipo de artigos é que o autor não sustenta as suas afirmações em estudos, são meras opiniões tiradas da cartola. E, no entanto, podia fazê-lo se tivesse referido, por exemplo, o estudo (com 80 participantes, feito em 2003!) da Relevantive AG:

The main results:

The usability of Linux as a desktop system was judged to be nearly equal to Windows XP. The performance (time required to complete a task) was in average only slightly behind Windows XP. A couple of tasks were, in fact, easier and faster to solve on Linux. Some applications were judged by the participants as better than their equivalents on Windows XP.

The majority of the test participants enjoyed working with the Linux system and estimated that they would need a maximum of one week to acquire their previous level of competence on this system. It can therefore be concluded that a migration to Linux would be positively accepted by users / employees. Thanks to the strong configurability of Linux / KDE a tailor-made system can be designed which adapts to the requirements of the users in companies and public administrations.

The study also reveals significant problems that are connected with Linux as a desktop system. This mainly consists of the poor wording of programs and interfaces, the lack, at times, of clarity and structure of the desktop interface as well as the menus, and poor system feedback.

These problems are identified, documented by examples, and their effects are analyzed in respect of the user performance and experience.

Quando vi este tópico, pensei que houvesse uma nova investigação nesta matéria - a base de utilizadores de Linux alargou-se nestes últimos 5 anos, há mais software, o KDE e o GNOME evoluíram, há um multimilionário a suportar uma distribuição Linux, etc -, mas não. É apenas mais um 'usability expert' de fim de semana a queixar-se dos botões e das janelas da GTK. É pena, porque de facto é necessária ajuda, mas ajuda competente.

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Aquilo é um blog e ele está a emitir opiniões pessoais sobre a sua visão do Linux. Necessariamente não precisa de as suportar com base em estudos se não quiser fazê-lo.

O artigo vai muito mais longe do que criticar "apenas o facto de uma janela aberta no gnome não manter a posição por defeito...", como referiu o Pedro. Não me parece muito honesto reduzir o artigo a isso. É que também é fácil criticar a critica sem sustentar isso com argumentos. Portanto deixemo-nos de falsas pretensões e assumir uma posição de ofendido, quando até agora também não li uma única critica construtiva ao artigo. Que acham?

O artigo entretanto é também o último de uma série de artigos em que outros aspectos são debatidos também. É bem claro logo na primeira linha do texto e portanto, será mais correcto observar que este é um de uma série e como tal, a leitura da série e não de um artigo que roça aspectos que ele já debateu noutros artigos da série (e consequentemente não vai explorar ao detalhe outra vez) é que é o método correcto para depois então, sim senhor, tecer alguma crítica. Não concordo em absoluto com tudo o que diz, mas não ignoro os seus comentários nem reduzo um artigo que no meu ecrã ocupa cerca de 80 linhas a uma frase como já aqui foi feito.

É pena, porque de facto é necessária ajuda, mas ajuda competente.

A questão é porque esse tipo de ajuda teima em chegar? Sabes responder a isso? É que eu não sei.

E ele aborda esse assunto neste e noutros artigos muito bem. Poderás perceber melhor se experimentares enviar sugestões, alterações ou patches ao pessoal por detrás do GTK+, por exemplo. Quando te ignorarem na maioria dos casos, quando continuarem a desenvolver plataformas como eles querem e não como a comunidade solicita, ou quando os teus patches nunca forem implementados porque "existem outras prioridades" (quero lembrar que em muitos casos trata-se de apenas copy/paste de código seguido de compile). Ou quando ao fim de 10 anos de tentares fazer parte da comunidade, te aperceberes que a maioria destes projectos se tornaram autênticos cultos religiosos em que a entrada para o "clube" é restrita e sujeita a escrutínio cuidadoso não das tuas habilidades mas da tua capacidade em lamber botas e baixares a cabeça quando os nomes da about box entrarem na sala.

Mas é também o facto de os projectos serem desenvolvidos em separado e muitas vezes contra o vizinho. Uma cultura competitiva sem dúvida, mas não muito saudável quando se considera que por ser Open Source, estes projectos têm pernas para andar, e andam mesmo. O que resulta numa mescla imensa de projectos diferentes que fazem essencialmente a mesma coisa de maneira ligeiramente diferente. O Linux está num constante estado de desorganização e são dispendidas enormes quantidades de energia e know-how em uma miríade de projectos que dilui a possibilidade das grandes cabeças se concentrarem num só ponto... porque toda a gente quer fazer religião do seu projecto. O melhor exemplo é exactamente o Gnome e o KDE.

No seu importante livro, Eric Steven Raymond, descreve a comunidade Linux e o seu modelo de desenvolvimento como um Bazar. Tece imensos elogio. Mas isto foi em 1999. Em 2008 o Bazar ainda existe, mas já se vende pouco, sabes. Há muita gritaria entre os comerciantes, anda toda a gente à porrada e há mais vendedores que compradores a olharem para as montras.

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Estás a ir bem. Estava apenas a referir que o Interface de uma aplicação Adobe em Windows não é propriamente algo que respeite a HIG.

É verdade... Mas também acho que as guidelines normalmente não ajudam muito para este tipo de aplicações. Basta ver software da Adobe como já foi referenciado ou Autodesk e cenas assim mais viradas para design, 3D, multimedia, etc... Normalmente requerem muita atenção para o interface ser o melhor possível devidio a complexidade destas aplicações.

Coisas que as guidelines normalmente não ajudam muito ou mesmo nada.

E já agora:

Windows Vista User Experience Guidelines

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O que eu gostava de ver um dia:

  • Kernel com ABIs estáveis
  • Pacotes base (glibc, Gtk) com ABIs estáveis
  • Re-estructuração do sistema de ficheiros (/sbin, /dev, /opt, /bin, /etc, /wtf, ...)
  • Utilização de kernel estáveis em distribuições, ou seja, não fazer como o Ubuntu, que nem 1 mês de testes faz, agarra na última versão e mete na distro
  • Unificação do Gtk e Qt (altamente improvável, but who knows?)
  • Sistema gráfico que não remonte a 1995 (sim, X.org, tu que ainda hoje não consegues auto-detectar a minha resolução)
  • Desenvolvimento de documentação decente e plataformas de desenvolvimento integradas
  • Temas default que não ocupem metade do ecrã em spacing (yes, you, GNOME)
  • Aceitação de aplicações closed-source, e facilitar a sua integração no sistema (de contrário, não vão a lado nenhum)

Ora vamos lá ver esta lista...da minha perspectiva tenho alguns comentarios a fazer:

  • Kernel com ABIs estáveis

Não comento o que não sei.

  • Pacotes base (glibc, Gtk) com ABIs estáveis

idem.

  • Re-estructuração do sistema de ficheiros (/sbin, /dev, /opt, /bin, /etc, /wtf, ...)

Porquê? Eu gosto da estrutura de ficheiros, é organizada e tem poucos caracteres. Pode nao ser user friendly como a do windows, apesar de mesmo a do windows ser um pouco confusa para os leigos...

  • Utilização de kernel estáveis em distribuições, ou seja, não fazer como o Ubuntu, que nem 1 mês de testes faz, agarra na última versão e mete na distro

Concordo, eu pensei que já faziam isso com o ubuntu, mas pronto se dizes que não, vou acreditar.

  • Unificação do Gtk e Qt (altamente improvável, but who knows?)

Bem, este deu-me que pensar, porque por um lado se os dois se juntassem talvez tivéssemos um excelente free desktop. Mas uma das mais valias do linux é a liberdade de escolha, e se tivéssemos reduzidos a uma lib gráfica talvez o pessoal nao gostasse disso. E é uma coisa que normalmente os seres humanos nao gostam é que lhes tirem opções, nós prezamos muito a liberdade de escolha.

  • Sistema gráfico que não remonte a 1995 (sim, X.org, tu que ainda hoje não consegues auto-detectar a minha resolução)

Bem, o windows nem sempre detecta a resolução automaticamente so I guess we're even :). Mas por outro lado, já vi muitos mais (mas muitos mais!) crashes do X.org do que do ambiente gráfico do windows.

  • Desenvolvimento de documentação decente e plataformas de desenvolvimento integradas

Ok, temos a maior comunidade de programadores do mundo, mas mesmo assim o ppl é preguiçoso com certas coisas, manias do pessoal? Não sei, também nao acho bem pronunciar-me nesta questão já que não sou um developer de nada do GNU/Linux

  • Temas default que não ocupem metade do ecrã em spacing (yes, you, GNOME)

Sim! Concordo perfeitamente, eu também+em adoro espaço e o gnome com as suas duas barras irrita um bocado...

  • Aceitação de aplicações closed-source, e facilitar a sua integração no sistema (de contrário, não vão a lado nenhum)

Sim, concordo. Apesar de também achar que vamos a algum lado sem integração de outros closed-sources. (ou não...)

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Ahh... assim já é uma discussão mais rica.

Triton, tens aí alguns pontos válidos, mas eu vejo-os na sua maioria como questões de opinião/preferencia. Por exemplo, unificar GTK e o Qt, eu pessoalmente ficaria bastante desiludido se as coisas fossem nesse sentido. O Qt não preenche nenhuma das características que eu aprecio no software que gosto mais. Eu já reparei que a maioria das pessoas se tiverem que escolher prefere o KDE. Acho que é porque é mais parecido com o windows no seu aspecto default e porque as aplicações têm mais funcionalidades expostas.

Por outras palavras, são filosofias diferentes, eu não queria que as aplicações que uso no gnome seguissem a filosofia do kde.

Por exemplo, comparando o konkeror com o epiphany ou o gedit com o kate, as diferenças são obvias:

as aplicações do kde têm muitos mais sítios para clicar e aparentam ter muitas mais funcionalidades. Talvez para um principiante pareçam mais obvias, mas se formos a ver mais em detalhe, as funcionalidades estão lá todas nas aplicações que normalmente vêm com o gnome.

Mais uma vez acho que é a velha filosofia do unix de fazer uma coisa e faze-la bem, pelo menos é a interpretação que eu faço.

Os IDEs realmente ainda não chegaram ao nivel de funcionalidade de algumas soluções privadas é verdade. E em muitas situações pode ser limitativo. É uma coisa a ter em conta. Mas tmabem há tecnologias que podem perfeitamente ser usadas em linux: xul, wxwidgets, swing e outras. Tambem devem ser tomadas em consideração.

Não nos podemos esquecer que o bloat não é solução para tudo. Tipo, para um aluno do segundo ou terceiro ciclo a aplicação mais usada é capaz de ser o MSword. Na verdade esse aluno não precisa do MS word para absolutamente nada. Isto não só cria dificuldades ao aluno em entender a tecnologia usada como tambem introduz uma idea falaciosa sobre desenvolvimento ou modernidade.

Acho que é isto que o gnome tenta evitar, e tem-o feito relativamente bem.

Reestruturar o sistema de ficheiros acho que não faz sentido. Já é antigo e não estou a ver nenhuma razão suficientemente grande para se mexer nisso.

Agora, o que é indiscutivel é a antiguidade do GTK. Aí concordo, a libglade(ou uma alternativa) devia ser mais empurrada para o centro e tomar mais recursos no desenvolvimento tanto do gnome como do GTK.

Independentemente disso, uma viagem pelos cantos mais obscuros do gnome revela uma estrutura bem construida, com pés e cabeça e extremamente extensivel. Comparar por exemplo o windows com isso em termos de integração é simpelsmente uma humilhação para o windows.

OT: 5000 posts!!!! yay!!! WOOT!

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Triton, tens aí alguns pontos válidos, mas eu vejo-os na sua maioria como questões de opinião/preferencia. Por exemplo, unificar GTK e o Qt, eu pessoalmente ficaria bastante desiludido se as coisas fossem nesse sentido. O Qt não preenche nenhuma das características que eu aprecio no software que gosto mais. Eu já reparei que a maioria das pessoas se tiverem que escolher prefere o KDE. Acho que é porque é mais parecido com o windows no seu aspecto default e porque as aplicações têm mais funcionalidades expostas.

Por outras palavras, são filosofias diferentes, eu não queria que as aplicações que uso no gnome seguissem a filosofia do kde.

Por exemplo, comparando o konkeror com o epiphany ou o gedit com o kate, as diferenças são obvias:

as aplicações do kde têm muitos mais sítios para clicar e aparentam ter muitas mais funcionalidades. Talvez para um principiante pareçam mais obvias, mas se formos a ver mais em detalhe, as funcionalidades estão lá todas nas aplicações que normalmente vêm com o gnome.

Mais uma vez acho que é a velha filosofia do unix de fazer uma coisa e faze-la bem, pelo menos é a interpretação que eu faço.

Não compares toolkits com aplicações de diferentes ambientes. Não faz sentido. Mesmo usando o mesmo toolkit ainda podias ter diálogos de escolha de ficheiros diferentes em cada ambiente. Até existem engines tanto para GTK como para Qt para poder usar os theme engines do outro. Logo por isso é que acho que não faz sentido existirem dois toolkits diferentes. E o Qt é tecnologicamente superior ao GTK, por isso penso que faz todo o sentido para o fazer.

Os IDEs realmente ainda não chegaram ao nivel de funcionalidade de algumas soluções privadas é verdade. E em muitas situações pode ser limitativo. É uma coisa a ter em conta. Mas tmabem há tecnologias que podem perfeitamente ser usadas em linux: xul, wxwidgets, swing e outras. Tambem devem ser tomadas em consideração.

Essas tecnologias que indicaste são interessantes, mas não resolvem o problema. XUL precisa do motor Mozilla por trás, que é bem pesado. Swing também tem alguma fama de ser pesado e lento. wxWidgets é muito bom, mas continuas a ter o problema de o wxWidgets ter de fazer targetting para dois toolkits diferentes, com funcionalidades diferentes. É apenas estar a esconder o problema.

Reestruturar o sistema de ficheiros acho que não faz sentido. Já é antigo e não estou a ver nenhuma razão suficientemente grande para se mexer nisso.

Não ser em nada intuítiva para novos utilizadores (e velhos também!) não é razão suficiente?

Ser antigo não é nenhuma razão para não melhorar! :D

E algumas distribuições, como Gobo Linux, já provaram que é possível melhorar (pelo menos a meu ver). Só a título de curiosidade, este ponto está no roadmap do Ubuntu.

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Concordo que o sistema de ficheiros é extremamente antiquado.

Ao tempo que uso linux e ainda tenho problemas em saber onde estão certas coisas..

Não tenho nada contra os nomes em si, mas prefiro uma maior organização.

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Não é uma questão de temas, ou de looks, é uma questão dos widgets existentes e da forma como funcionam. O GTK e o Qt não têm exactamente o mesmo set de widgets e os widgets não têm exactamente as mesma funcionalidades e as funcionalidades não têm os mesmos atributos e métodos.

As aplicações se são feitas usando um tookit terão widgets e funcionalidades suportadas por esse toolkit, por mais voltas que se dêm.

Ser antigo é razão pra não mudar até certo ponto. As coisas já estão feitas partindo desse pressuposto, um principiante não é suposto ir mexericar nas pastas do sistema, irá fazer borrada mais tarde ou mais cedo, a pasta home dá para fazer override de tudo quanto é desenvolvido com pés e cabeça.

A tecnologia actual tambem seria muito mais rentável se usássemos outra base numérica em vez do binário no entanto todos os desenvolvimentos são feitos para tecnologias com base no sistema binário.

Acho que já estamos a entrar aqui por caminhos um pouco malucos. O unix foi bem  desenhado e de forma consistente, tudo se encaixa em condições sem remendos e workarounds.

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Acho que já estamos a entrar aqui por caminhos um pouco malucos. O unix foi bem  desenhado e de forma consistente, tudo se encaixa em condições sem remendos e workarounds.

Neste aspecto concordo em absoluto. Tanto que mexer no filesystem de um sistema operativo não é propriamente fácil. Como manter compatibilidade com aplicações existentes? Como garantir que as alterações não provocam um coro de protestos? E como realmente justificar uma alteração se basicamente o filesystem do linux é um dos pontos fortes do sistema operativo?

O GTK e o Qt não têm exactamente o mesmo set de widgets e os widgets não têm exactamente as mesma funcionalidades e as funcionalidades não têm os mesmos atributos e métodos.

Exactamente a razão porque se deveriam fundir num só. Isto não é de agora, mas sempre defendi a existência de apenas uma framework gráfica para o Linux. O curioso é que existe; o X11. Mas foi usada para criar interfaces distintos quando a ideal era ter sido usada para criar um interface único e extensível. Caberia ao utilizador criar o seu ambiente de trabalho e configurá-lo ao seu gosto... Isto seria possível se os dois se fundissem e nascesse um só GUI centrado numa forte e poderosa cultura de skins. Francamente, com as excelentes cabeças por detrás do GTK+ e do Qt (e do Gnome e KDE) não tenho dúvidas nenhumas que o maior GUI alguma vez criado para um sistema operativo seria possível.

Facilitaria o porting de aplicações de/para outros sistemas operativos, facilitaria o desenvolvimento das frameworks que suportam estes ports (wxWidgets, Qt) e facilitaria o próprio desenvolvimento de aplicações para Linux independentes que já não teriam de se preocupar em escolher entre KDE e Gnome.

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Quem já usou o sistema de ficheiros do Mac, percebe que é possível fazer melhor, mesmo com uma filosofia UNIX.

http://www.gobolinux.org/?page=at_a_glance

E aqui fica uma pequena distribuição, não muito conhecida. Aconselho a espreitarem a filosofia por trás da distro.

(embora seja mais um hack, com módulos no kernel, do que uma coisa bem implementada)

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Não deixa de ser interessante. Já tinha ouvido falar desta distribuição, mas não sabia que tinha este sistema.

No entanto... prova que tu podes fazer isto em casa... se é que me entendes :D

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O que eu gostava de ver um dia:

  • Kernel com ABIs estáveis
  • Pacotes base (glibc, Gtk) com ABIs estáveis
  • Re-estructuração do sistema de ficheiros (/sbin, /dev, /opt, /bin, /etc, /wtf, ...)
  • Utilização de kernel estáveis em distribuições, ou seja, não fazer como o Ubuntu, que nem 1 mês de testes faz, agarra na última versão e mete na distro
  • Unificação do Gtk e Qt (altamente improvável, but who knows?)
  • Sistema gráfico que não remonte a 1995 (sim, X.org, tu que ainda hoje não consegues auto-detectar a minha resolução)
  • Desenvolvimento de documentação decente e plataformas de desenvolvimento integradas
  • Temas default que não ocupem metade do ecrã em spacing (yes, you, GNOME)
  • Aceitação de aplicações closed-source, e facilitar a sua integração no sistema (de contrário, não vão a lado nenhum)

Re-estruturação do sistema de Ficheiros? Acho que está muito bem. Depois de aprenderes, não custa nada... E compreendes que grande parte do trabalho desenvolvido em Linux até ao momento estaria em causa??? Só por um capricho...

Utilização de kernel estáveis em distribuições ? Usa Debian e não tens problemas com estabilidade... Enquanto tens produtos MicroShit com muita instabilidade e funcionalidades que deviam lá estar e não estão e ainda se paga por eles...

Sistema gráfico que não remonte a 1995? Visualmente ou noutro aspecto?

Desenvolvimento de documentação decente? Para o X ou a nível geral? Porque a nível geral tens muita documentação...

Quanto ao Steve Jobs, leiam o livro GESTAO SEGUNDO A APPLE... O Steve já meteu muita água... Se não fosse o ipod, onde estaria a Apple??? Se calhar, no charco a nível financeiro... No artigo, diz que a Apple e a Microsoft compreendem que os programadores precisam de ajuda com ferramentas/linguagens. No entanto, a Microsoft(pelo menos até ha pc tempo) era a empresa que fazia mais programas para Mac pois os programadores não tinham ajuda (ferramentas, preços das mesmas, etc) em nada pela Apple...

E outra coisa que é estúpido, é compararem a realidade dos Mac com o do Linux... São paradigmas muito diferentes. Primeiro a apple tem décadas de investimento(fora o dinheiro desperdiçado com os diversos sistemas operativos e plataformas aberrantes lançadas e retiradas do mercado ao longo dos tempos)... O Linux vive duma comunidade que vive pelos ideais.

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Quanto ao Steve Jobs, leiam o livro GESTAO SEGUNDO A APPLE... O Steve já meteu muita água... Se não fosse o ipod, onde estaria a Apple??? Se calhar, no charco a nível financeiro... No artigo, diz que a Apple e a Microsoft compreendem que os programadores precisam de ajuda com ferramentas/linguagens. No entanto, a Microsoft(pelo menos até ha pc tempo) era a empresa que fazia mais programas para Mac pois os programadores não tinham ajuda (ferramentas, preços das mesmas, etc) em nada pela Apple...

Se não fosse o iPod? O Steve meteu muita água, mas a Apple caiu quando ele se afastou da empresa, e recuperou quando ele voltou. Mas convém recordar que o Steve Jobs não é propriamente um gestor (aquilo que o distingue é a capacidade de markting que ele tem, e de pôr toda a gente a falar nos seus produtos).

Quanto à parte das ferramentas, ainda gostava de saber o que é que consideras "há pouco tempo". O XCode já tem uns anitos, e já antes haviam outras ferramentas de desenvolvimento. E não me lembro assim de tantos programas da MS para mac, mas pronto.


Relativamente à restruturação do sistema de ficheiros, apesar de poder existir uma ou outra alteração que talvez fosse boa ideia, no geral discordo. Aliás, era uma das coisas que gostava de ter no MacOSX.

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