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Nazgulled

Anúncios de emprego que pedem vencimento pretendido pelo empregado

11 mensagens neste tópico

Vi um tópico aqui no fórum que me fez lembrar de uma questão que andava a muito para vos perguntar o que acham... É relativamente à tentativa de arranjar emprego/trabalho enviando CV e outras coisas mais.

Por vezes, existem oportunidades de emprego que nos pedem o CV e entre outras coisas o vencimento que esperamos receber. Isto dá-me muito que pensar... Tipo, o que é que vocês fazem nestes casos?

Por um lado, será mau pedir de menos, aquilo que não merecemos e aquilo que é pouco pelo trabalho que é mas queremos garantir que nos aceitem não pedindo um valor demasiado alto. Por outro lado, se pedirmos de mais, no entanto, um valor que seria mais justo, corremos o risco de não nos aceitarem achando que estamos a pedir de mais.

O dilema...

Não é que eu esteja demasiado preocupado com isto agora, porque ainda me faltam uns anos para acabar o curso, mas gostava de saber o que têm a dizer a respeito deste assunto.

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Costuma-se dizer isto na minha terra :

"Este é o preço do meu trabalho."

Façam as comparações que quiserem, eu faço isto e aquilo, sou bom no que faço e é este o meu preço. Penso não valer a pena perder muito tempo a pensar se será demais ou de menos..

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Confesso ter pouca experiência nestes casos apesar de a minha carreira já se estender por 20 anos. Lá fora raramente me pediram tal coisa. A norma é a empresa colocar um valor no anúncio ou avançar com um valor durante o processo de entrevistas. Depois negociava-se.

Os poucos casos em que me foi pedido para avançar com um valor, sempre achei ser uma atitude rude. Principalmente quando solicitado no anúncio. Em todo o caso, lá fora as entrevistas preliminares são conduzidas por telefone (não existe nada disso de enviar currículos por correio. Envia-se por email e a primeira entrevista acontece por telefone) pelo que usava essa oportunidade para dizer que não apresentaria nenhum valor sem ter mais detalhes  sobre o trabalho e conhecer melhor as condições de trabalho. Esta atitude foi sempre bem recebida, pelo que pode funcionar contigo.

Tu podes mesmo dizer o que pensas a apresentar exactamente as razões que apresentaste aqui para justificar porque não queres avançar com um valor. É de todo o teu interesse que o teu futuro patrão pareça sensível a esse tipo de argumentos. Não considero justo que te coloquem numa posição em que a resposta errada poderá significar que tudo o resto (como o teu currículo e experiência) seja desconsiderado. Tu não sabes se será, mas é exactamente esse o problema. Repito, sempre achei esta atitude muito rude.

Outras possibilidades a ponderar:

- Tal como o yoda.pt disse. Se tens mercado de trabalho, se tens estabilidade financeira ou estás presentemente a trabalhar (mesmo que não gostes do emprego actual), és tu que dita as regras. Querem, tudo bem. Não querem, vão passear. Os meus melhores empregos foram aqueles que consegui quando estava a procurar enquanto trabalhava.

- Avança com um valor que te agrade pessoalmente e soma-lhe 10%. Propõe este valor e acrescenta que é negociável. Mesmo que desças abaixo dos 10% estarás a começar a negociação acima do teu valor.

- A não ser que a necessidade seja muita, nunca te empregues se as condições salariais forem uma trampa. Nunca te sentirás bem no teu local de emprega, nunca te sentirás suficientemente motivado e estarás constantemente a saltar de emprego para emprego com maus índices de performance se sem grandes possibilidades de obteres boas referências.

- Finalmente... *suspiro*... procura trabalho fora de Portugal. Faz a tua carreira lá fora.

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Todas as perguntas efectuadas numa entrevista têm por objectivo avaliar o candidato, é extremamente complicado perceber se um candidato é a melhor opção para um lugar e a decisão baseia-se muito mais em coisas simples e aparentemente inocentes do que no CV, média, curso ou escola do candidato.

Os poucos casos em que me foi pedido para avançar com um valor, sempre achei ser uma atitude rude. Principalmente quando solicitado no anúncio. Em todo o caso, lá fora as entrevistas preliminares são conduzidas por telefone (não existe nada disso de enviar currículos por correio. Envia-se por email e a primeira entrevista acontece por telefone) pelo que usava essa oportunidade para dizer que não apresentaria nenhum valor sem ter mais detalhes  sobre o trabalho e conhecer melhor as condições de trabalho. Esta atitude foi sempre bem recebida, pelo que pode funcionar contigo.

Não é necessário considerares rude, até porque poderia levar-te a fazer um má decisão, embora neste caso tenhas tomado uma das melhores, isto é, as perguntas, como disse antes, são para avaliar o candidato, e perguntar quanto um candidato pretende receber permite avaliar muito, desde o seu conhecimento do mercado, o que mostra interesse e preparação, a sua confiança, se por acaso se disser logo que não ao valor apresentado, a sua capacidade de auto-avaliação, entre outras coisas.

A melhor opção é nunca dar um valor fixo ou um intervalo muito limitado e mencionar que o salário é algo negociável, se afirmares que queres 1000€ sem ofereceres hipótese de negociação, então estás a encostar-te à parede, perdes a possibilidade de manobra e de negociação.

Algo que ajuda na negociação é a indicação das razões para pedires o valor que estás a pedir.

Finalmente... *suspiro*... procura trabalho fora de Portugal. Faz a tua carreira lá fora.

Lá fora ou cá dentro, acabas por correr os mesmos riscos, embora os salários sejam mais elevados, também outros custos os são. Mas considero uma boa opção desenvolver trabalho fora do país.

Algo importante a manter para qualquer entrevista é a preparação, um CV deve ser preparado para a entrevista e não teres um carrada deles todos iguazinhos que usas para enviar a torto e a direito, a preparação da entrevista não é o mesmo que ensaio e o decorar de frases feitas, mas deves estar preparado para questões como: "quanto quer receber", "como se imagina daqui a 4 anos", "qual o seu contributo para esta empresa", etc. Estas são normalmente as questões que fazem os candidatos bloquear.

Há também que ter em atenção se quem está a fazer a entrevista é uma pessoa da empresa ou uma empresa de recursos humanos contratada, coisa que é bastante comum, pelo menos em Portugal. As diferenças são notórias nos tipos de entrevistas e naquilo a que muitas vezes chamas pormenores.

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Felizmente nunca tive de dar ao trabalho de mandar CVs portanto a minha experiência em tal não é grande e falo mais por casos de colegas meus.

Se perguntarem o vencimento que esperas obter antes da entrevista, atira para cima. Quase sempre um valor exagerado causa um efeito positivo do que negativo. Muitas vezes o "futuro" patrão fica a pensar, epá este gajo deve perceber totil para pedir tanto. Obviamente que só funciona se já tiveres experiência profissional. E prepara para a entrevista, apesar de que eles já vão com um pensamento positivo da tua pessoa, se fazes uma bacorada metes logo tudo a perder. E claro é sempre preciso um bocado de sorte.

De qualquer das formas, pedir menos nunca é bom. Crias como um relacionamento de inferioridade com o teu empregador o que poderá abrir futuros caminhos para ele estar sempre a tentar aproveitar-se de ti. E no ramo da informático estamos suficientemente à vontade para não nos sujeitarmos a tal.

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O mercado de trabalho é, como o próprio nome indica, o sítio onde se compra e se vende força de trabalho. Neste aspecto, é exactamente como o mercado da fruta ou do peixe. Tu tens a força de trabalho para vender e o patrão empreendedor tem (ou não) o dinheiro necessário para ta comprar.

Se o mercado está inundado de laranjas, tens de vender as tuas laranjas mais baratas ou corres o risco de ficar com elas estragadas. Se há poucas laranjas no mercado, tens uma boa oportunidade de vender as tuas mais caras. Por outro lado, se as tuas laranjas são de uma qualidade única no mercado e houver procura para elas, metes o preço que quiseres (até aparecer um concorrente que te obrigue a baixar o preço).

O mesmo se passa no mercado de trabalho. Só que aí o patrão empregador não te paga para te comer, mas para que reproduzas - com a tua força de trabalho - o dinheiro que te paga.

A força de trabalho é uma mercadoria como as restantes, com a diferença (muito importante) de gerar mais-valia para quem a compra. Assim, para tornares a tua mercadoria mais 'apetecível' tens de abrilhantar os aspectos que consideras mais relevantes para a criação dessa mais-valia. Ou seja, em que medida é que o dinheiro que vai comprar a tua força de trabalho se vai reproduzir?

Quando o empregador te pergunta quanto dinheiro queres receber em troca da tua força de trabalho, ele está a perguntar-te em que segmento do mercado de trabalho te colocas, pela simples razão de, eventualmente, não estar interessado: ou porque o valor que dás à tua mercadoria é alto e ele procura uma mercadoria mais barata, ou, pela razão inversa, está interessado em força de trabalho altamente competente e, o valor que sugeres, parece-lhe demasiado baixo para a qualidade pretendida.

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Só quero que saibam uma coisa, eu tenho acompanhado este tópico mas não tenho tido tempo para lhe responder. Nem o vou fazer, porque isto já se adiantou de mais e nunca mais sairíamos daqui e a ideia deste tópico foi somente para ter uma ideia, não criar um debate. Até porque como já disse, só terei este "problema" (se tiver) daqui a uns anos...

Contudo, agradeço as vossas opiniões e podem continuar a manda-las e/ou até mesmo debater entre vocês que eu estarei aqui para as ler e se tiver alguma dúvida realmente pertinente, farei questão de a colocar, até lá, fico-me apenas pela leitura.

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Nem o vou fazer, porque isto já se adiantou de mais e nunca mais sairíamos daqui e a ideia deste tópico foi somente para ter uma ideia, não criar um debate.

Por acaso não vejo onde estás a ver o debate. A não ser o facto de acabares de ter criado um...

O knitter respondeu a alguns dos meus pontos e a meu ver muito bem até. Tem um opinião diferente e partilhou-a acrescentado o seu pensamento sobre algumas das minhas opiniões. O yoda, o betovsky e o slack disseram de sua justiça e eu fiz o mesmo. Portanto... err... onde é que a gente se esticou?

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Só quero que saibam uma coisa, eu tenho acompanhado este tópico mas não tenho tido tempo para lhe responder. Nem o vou fazer, porque isto já se adiantou de mais e nunca mais sairíamos daqui e a ideia deste tópico foi somente para ter uma ideia, não criar um debate.

Mas isto é um fórum de discussão ou é o teu blogue? :-)

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Por acaso não vejo onde estás a ver o debate. A não ser o facto de acabares de ter criado um...

O knitter respondeu a alguns dos meus pontos e a meu ver muito bem até. Tem um opinião diferente e partilhou-a acrescentado o seu pensamento sobre algumas das minhas opiniões. O yoda, o betovsky e o slack disseram de sua justiça e eu fiz o mesmo. Portanto... err... onde é que a gente se esticou?

É um debate de ideias... Só porque os políticos dão um mau exemplo não significa que todos os debates de ideias tenham que ser "pouco ordeiros" ou que as pessoas tenham que se "esticar". Este tópico é um bom exemplo disso.

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Vocês estão-se a passar não estão? Vocês leram bem aquilo que eu disse ou nem se estão a dar ao trabalho de parar para pensar um bocadinho no que eu quis dizer? Estão ai a responder como se eu tivesse criticado aquilo que vocês disseram, mas isso não podia estar mais longe da verdade...

Eu apenas disse que vocês se adiantaram muito, ou seja, discutiram muito, falaram muito e eu não me apetece de igual forma estar a discutir isto com testamentos para depois vocês voltarem a responder com outros testamentos etc... Neste momento não tenho tempo nem paciência para isso, muito menos neste assunto que não tenho assim um interesse de maior (para já). Apenas criei o tópico para ter uma ideia da vossa opinião no assunto, só isso.

@slack_guy

Sinceramente não percebi o que quiseste dizer com isso mas pronto...

@pedrosorio

Nem era por ai, mas acho que também serve de desculpa :)

Eu quando disse "debate" ou melhor, "não queria criar um", quis somente dizer que eu não quero estar a discutir este assunto convosco de forma séria e longa porque como já disse, não tenho tempo nem paciência para ele, apenas quis ter uma ideia do que tinham a dizer do assunto. Não façam filmes...

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