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pedrotuga

Mozilla exige mensagem de aceitação de licensa no firefox incluido no Ubuntu

22 mensagens neste tópico

Bem, parece que os camaradas da Mozilla estão cada vez mais possessivos em relação ao seu firefox.

Binary package hint: firefox-3.0

STARTING UP A CERTAIN 3.0.2 VERSION OF FIREFOX BROWSER MAKES AVAILABLE TO YOU A VERY CAPITAL END USER LICENSE AGREEMENT. THIS AGREEMENT IS OBNOXIOUS and largely irrelevant to Ubuntu users.

The license refers to installation and closed-source parts which ARE COMPLETELY IRRELEVANT TO UBUNTU USERS.

THE LICENSE PAGE ALSO DOES NOT PREVENT ME FROM USING THE BROWSER WITHOUT AGREEING TO IT.

It deserves capital punishment DUE TO EXCESSIVE USE OF CAPS.

----------

Come on Mozilla. This is just stupid.

fonte:

https://bugs.launchpad.net/ubuntu/+source/firefox-3.0/+bug/269656

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http://internetducttape.com/2006/10/12/iceweasel-why-proprietary-software-will-always-win-out/

http://www.desktoplinux.com/news/NS9068065177.html

Dois links que falam um pouco sobre quando os puristas do Open Source começam a levar as coisas longe demais.  Sugiro que comecem por ler as respostas ao Bug Report no link providenciado pelo pedro.

Em última análise o que está em causa é um desentendimento entre duas facções do movimento Open Source que tem vindo a se agudizar nos últimos 3 anos talvez. Uma facção considera a noção de Free Software totalmente abrangente; desde a concepção e distribuição ao uso. Outra facção, na qual me insiro, considera que Free Software e Open Source não podem nem devem impedir o Branding.

O pedantismo por detrás do primeiro grupo é na minha opinião doentio e prejudicial. Parece-me mais um grupo de hippies fundamentalistas dos anos 60, completamente ignorantes de como o mundo funciona e dispostos a entender Free Software como o direito a tudo (esquecendo-se convenientemente que copyrights como o GPL e o LGPL são uma das formas mais corrosivas de branding que se possa imaginar).

O EULA do Firefox no Ubuntu é necessário tendo em conta o Branding a que a Mozzila Corp impôs no seus produtos. A meu ver foi um passo inteligente de forma a que o nome e o artwork que são os elementos mais identificativos do produto fiquem protegidos de qualquer uso abusivo e que o código se mantenha unido à volta da comunidade Mozilla. A coesão de um projecto Open Source é a única forma de se combater o Branding imposto pelos produtos comerciais nos dias de hoje.

...

Num aparte, penso que a Mozilla -- um dos projectos Open Source mais importantes em existência -- está a passar por um mal bocado. Olho para tudo o que está a acontecer à sua volta e acredito que a Mozilla já perdeu a batalha. E com a Mozilla, os próprios conceitos Free Software e Open Source saem derrotados mais uma vez. Por um lado procurou-se radicalizar estes conceitos ao ponto que vemos no Bug Report acima (aquele não é um caso isolado. Muita gente pensa como aquele autor). O grande inimigo do Free Software têm sido os próprios. Mas também não se criaram conceitos de lealdade; Os utilizadores mudam de browser por exemplo porque acham que 0.200 segundos de ganho em performance é significativo ou porque gostam mais da cor das tabs.

Não existe uma educação de utilização que faça compreender que nenhum ser humano tem um cérebro capaz de observar 0.200 segundos, ou que certos ganhos de funcionalidade não são necessariamente tão importantes que justifiquem a radicalização por detrás do abandono de um software em prol de outro. Mas mais importante, também não existe uma noção por parte de utilizadores e colaboradores que Open Source e Free Software são conceitos maleáveis. Que precisam de evoluir e se adaptar para enfrentar os desafios. Que os modelos criados à mais de 20 anos não têm certamente a mesma capacidade para se imporem nos dias de hoje em que a massificação de software comercial e Open Souce, de utilizadores e de plataformas é uma realidade completamente diferente daquela que era em 1985 em que a distribuição de software era essencialmente feita por revistas de comutadores com disquetes 31/2.

A radicalização dos conceitos por detrás do Free Software está a matar o Free Software e a impedir a sua disseminação. O software comercial agrade-se.

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Em última análise o que está em causa é um desentendimento entre duas facções do movimento Open Source que tem vindo a se agudizar nos últimos 3 anos talvez. Uma facção considera a noção de Free Software totalmente abrangente; desde a concepção e distribuição ao uso. Outra facção, na qual me insiro, considera que Free Software e Open Source não podem nem devem impedir o Branding.

Há, pelo menos, mais uma 'facção' - e que me parece ser a dominante no 'mundo' das distribuições Linux: a dos que se estão nas tintas para estas discussões, desde que o software continue a ser Livre e de qualidade.

O pedantismo por detrás do primeiro grupo é na minha opinião doentio e prejudicial. Parece-me mais um grupo de hippies fundamentalistas dos anos 60, completamente ignorantes de como o mundo funciona e dispostos a entender Free Software como o direito a tudo (esquecendo-se convenientemente que copyrights como o GPL e o LGPL são uma das formas mais corrosivas de branding que se possa imaginar).

Mais do que o 'pedantismo' dessa 'facção', preocupa-me o 'cinzentismo' da 'outra facção' que, na busca de soluções para ganhar dinheiro, se embrulha em modelos complicados de licenciamento e, às tantas, já mal sabemos onde acaba o software Livre e começa o proprietário.

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Slack, isso, há tambem esses que não se importam. Para dizer a verdade ligo pouco a isso de licensas, mas tambem é verdade que já liguei bem menos.

Mas com um pouco de bom senso tudo se resolve, encontrei um link para um apelo à calma, que será provavelmente a forma mais benéfica para todos de resolver isto:

First a separate, however related note; I would like to touch on a previously mentioned statement regarding the fact that we are discussing this on Launchpad. Mark and whomever at Canonical that participated in said "discussions" with Mozilla, and did *not* think this was a decision for the community has done a great disservice to the trust we place in them.

There is no excuse for the timing and seeming ignorance in allowing this to be the path at which the community now has to address the issue to Mozilla. The lack of trust and experience is simply offensive; If we can get Google to change their EULA for Chrome on Windows, surely we can pressure them and Mozilla to *drop* the EULA in Linux.

Secondly, it would be setting a terrible precedent to allow the *pre-installed* packages on Ubuntu to contain EULA's; regardless of popularity. If Firefox demands this, then let them enter the realm of restricted crap like Java and Codecs in the repository's and let the community decide what to replace it with

in https://bugs.launchpad.net/ubuntu/+source/firefox-3.0/+bug/269656/comments/69

Mas lá está... eua acho que se não fossem os americanos andavamos um pouco mais relaxados, o gajos é que andam sempre à porrada com processos e afins. Olhem aqui uma licensa menos problemática escrita por um colaborador do debian:

            DO WHAT THE FUCK YOU WANT TO PUBLIC LICENSE
                    Version 2, December 2004

Copyright (C) 2004 Sam Hocevar
  14 rue de Plaisance, 75014 Paris, France
Everyone is permitted to copy and distribute verbatim or modified
copies of this license document, and changing it is allowed as long
as the name is changed.

            DO WHAT THE FUCK YOU WANT TO PUBLIC LICENSE
   TERMS AND CONDITIONS FOR COPYING, DISTRIBUTION AND MODIFICATION

  0. You just DO WHAT THE FUCK YOU WANT TO. 

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Slack, isso, há tambem esses que não se importam. Para dizer a verdade ligo pouco a isso de licensas, mas tambem é verdade que já liguei bem menos.

Só para clarificar que eu não estou a sugerir que essa 'outra facção' não se importa com as questões das licenças. Importa-se! Não se importa é com esta discussão em particular.

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São bons argumentos.

Apenas preferia que mais assumissem a tua postura, em vez de preferirem criar fricção dentro do movimento. É uma coisa assumir "não quero saber", ou mesmo "não concordo". É outra completamente diferente denegrir ou prejudicar o trabalho de quem prefere entender o Branding como uma factor importante no sucesso de um produto Open Source.

O "pedantismo" surge não das opiniões dos radicais, mas da sua postura de querer combater qualquer coisa que não aquilo que eles entendem como verdadeiro. Já o meu "cinzentismo" como lhe chamas, aceito-o. Mas considero-me mais cinzento no que diz respeito ao futuro que prevejo para o Open Source.

O Debian é um exemplo de como as coisas devem ser feitas e como as coisas não devem ser feitas. Por um lado o Social Contract é um exemplo de como devem ser feitas; "Isto é o Debian. É assim que funciona. Gostam tudo bem. Não gostam paciência." Por outro lado temos os vários IceXXX; "Não não gostamos da forma como a Mozilla, Corp impõe branding. Portanto vamos ridicularizá-los."

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O EULA do Firefox no Ubuntu é necessário tendo em conta o Branding a que a Mozzila Corp impôs no seus produtos. A meu ver foi um passo inteligente de forma a que o nome e o artwork que são os elementos mais identificativos do produto fiquem protegidos de qualquer uso abusivo e que o código se mantenha unido à volta da comunidade Mozilla. A coesão de um projecto Open Source é a única forma de se combater o Branding imposto pelos produtos comerciais nos dias de hoje.

Nunca senti qualquer impedimento ao "branding" por parte de defensores de Open Source, sendo um defensor do modelo, e olhando para outros projectos com tanto ou mais sucesso, quer de utilização quer de lucros com venda de software Open Source, não vejo onde é que alguma vez surgiram problemas de abuso de uma determinada marca. Claro que admito que possam surgir, tal como podem surgir noutros modelos, não é algo que seja apenas relativo a Open Source.

Compreendo o medo de abuso por parte da Mozilla, afinal o Firefox que corre no Ubuntu, por omissão, não é o mesmo que obtido no site official da Mozilla, sofre algumas alterações para ser integrado no SO. Isso no entanto não impede que os seus direitos sejam protegidos e mantidos, agora o uso de uma EULA, que se aplica ao utilizador e não ao distribuidor, não vai ajudar em nada. Em que medida é que a EULA poderá impedir o abuso da marca? Não é o utilizador que poderá abusar da marca mas sim, neste caso, o distribuidor, ora a EULA vai ser aplicada ao utilizador e não ao distribuidor, logo é um processo inútil.

Tenho de concordar com vários comentários existentes no relatório em que este processo abre um procedente complicado de gerir, e se noutros casos se escolheram outros softwares em detrimento de software com imposições mais restritivas ou limitativas, porque é que neste caso houve uma cedência? Não teria sido simples manter o Firefox no repositório mas não o ter instalado por omissão, deixando ao utilizador a responsabilidade de instalar aquela versão especifica e dando real utilidade a um EULA, caso se aplicasse?

A necessidade de se manter uma marca e identidade de um produto sempre existiu, e sempre existiram formas de garantir essas protecções, uma EULA não é, a meu ver, a melhor forma de o fazer, não é tecnicamente a melhor, não é juridicamente a mais fácil de aplicar, não é, tendo em conta a filosofia do Ubuntu, a que mais se enquadra.

Defenso completamente que a Mozilla exija a protecção da sua marca, mas gostaria que o tivesse feito de outra forma, e sem quebrar vários princípios, que embora possam parecer insignificantes, alteram em muito a forma como o utilizador vê o Ubuntu.

Como ponto final tenho de deixar, também ironicamente, o meu voto de acordo com um dos comentários colocados, a Microsoft, goste-se ou não se goste do conteúdo, escreve EULAs com melhor simplicidade e bem mais fáceis de ler :).

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"Isto é o Debian. É assim que funciona. Gostam tudo bem. Não gostam paciência." Por outro lado temos os vários IceXXX; "Não não gostamos da forma como a Mozilla, Corp impõe branding. Portanto vamos ridicularizá-los."

Já tinha escrito algures no fórum:

No caso caso do Firefox foi mais que dito que o problema era eles não puderem fazer alterações ao código sem uma suposta autorização da mozilla tendo de o distribuir tal como ele é (Firefox é uma marca e como tal a mozilla não o quer ver distribuido com alterações não "oficiais"). Como não queriam isso simplesmente mudaram-lhe o nome (são livres de fazer isso).

É uma questão prática. Se não o fosse simplesmente moviam para o non-free que ia dar ao mesmo em vez de distribuirem com outro nome. Não ridiculariza em nada a Mozilla.

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Ainda hoje instalei o OpenOffice e também tive de aceitar um EULA. What's the big deal?

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Ainda hoje instalei o OpenOffice e também tive de aceitar um EULA. What's the big deal?

A resposta mais sensata e com mais bom senso é mesmo:

Pergunta isso aos gajos do firefox.

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Pergunta isso aos gajos do firefox.

É isso que consideras sensatez e bom senso? Deixa lá a Mozilla em paz.

Parece-me que a resposta mais correcta é antes que o problema tem a ver com o modelo de distribuição definido pelo Ubuntu que não deveria estar a colocar software com restrições de acesso no seu Main Repository, mas em vez disso ou no repositório Restricted, ou pelo menos no Universe. Não posso de certa foma discordar totalmente desta posição porque afinal de contas para que é que serviria a catalogação dos repositórios se esta não é obedecida. Mas por outro lado, o Ubuntu não tem um Social Contract como a Debian, pelo que o software instalado por defeito pelo Ubuntu não tem de modo algum de estar limitado ao Main.

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A resposta mais sensata e com mais bom senso é mesmo:

Pergunta isso aos gajos do firefox.

A Mozilla tem todo o direito em fazer o que está a fazer. E na minha opinião tem toda a razão.

Ou utilizam as distribuições de código oficiais do Firefox, ou então mudem de nome. Se toda a gente distribuisse builds não oficiais, possivelmente instáveis, com o nome Firefox, provavelmente a reputação do projecto seria afectada negativamente.

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Ou utilizam as distribuições de código oficiais do Firefox, ou então mudem de nome. Se toda a gente distribuisse builds não oficiais, possivelmente instáveis, com o nome Firefox, provavelmente a reputação do projecto seria afectada negativamente.

Para mim, a questão é que a EULA não impede em nada que se distribuam as versões não oficiais e que danifiquem o nome da mozilla, já disse antes e volto a afirmar, a EULA é destinada ao utilizador final, ao que usa, mas não é o que usa que está a modificar o software, logo, em nada impedem a alteração e distribuição incorrecta de software alterado sob o nome da mozilla.

Que a Mozilla tem todo o direito em proteger o nome e o software que produz é verdade, mas se o quer fazer então que o faça da forma correcta.

Além disso, mais uma vez, porque é que o Firefox não foi substituído por uma das várias versões que existem com o mesmo código, podendo muito bem ser criado a arte necessária sem problemas para o Ubuntu.

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Para mim, a questão é que a EULA não impede em nada que se distribuam as versões não oficiais e que danifiquem o nome da mozilla, já disse antes e volto a afirmar, a EULA é destinada ao utilizador final, ao que usa, mas não é o que usa que está a modificar o software, logo, em nada impedem a alteração e distribuição incorrecta de software alterado sob o nome da mozilla.

Então qual é o objectivo do EULA?

Além disso, mais uma vez, porque é que o Firefox não foi substituído por uma das várias versões que existem com o mesmo código, podendo muito bem ser criado a arte necessária sem problemas para o Ubuntu.

Provavelmente porque o resto do mundo está habituado ao nome Firefox, e iria estranhar o nome Iceweasel.

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São formas de ver as coisas. Direito terá, da mesma forma que uma qualquer empresa tem todo o direito de vender software proprietário. No entanto há quem defenda que a venda de software proprietário não deve ser considerada legítima.

Eu não punha as coisas muito nesse plano, na minha forma de ver não se trata de uma questão legal, é apenas uma questão de atitude. Tipo o ubuntu é a distribuição mais usada de todas e coloca o firefox como uma cornerstone da distribuição, não entendo qual é o problema de a Mozilla trabalhar um pouco nesse sentido.

Afinal de contas se o ubuntu for noutra direcção, são milhões de utilizadores que vão deixar de usar o firefox. Tudo pelo simples motivo de os gajos do Firefox não estarem dispostos criar um estatuto especial para o ubuntu numa pentelhice minúscula.

Claro que estão no direito deles, acho que ninguem alguma vez pôs isso em causa, agora esta insistencia numa piquice acho que é um pouco ridícula.

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Então qual é o objectivo do EULA?

Teoricamente proteger o nome do projecto, mas como é que esperam fazer isso aplicando uma licença de utilização? Além de que o texto da EULA acrescenta muito pouco ao que já é indicado pela licença do Firefox, em todo o caso, parece-me um texto inútil, não oferecendo mais protecção do que a que já era concedida.

Para os utilizadores é apenas um incómodo, daí concordar que seja considerado um bug de usabilidade.

Para o projecto Ubuntu, altera um pouco a forma normal do projecto trabalhar e abre alguns precedentes que são preocupantes, como o não consultar a restante comunidade, tendo sido este assunto tratado internamente e só chegou a conhecimento pelo relatório de erro. Além de que, agora que uma empresa pediu, nada impede de outras fazerem o mesmo e exigirem, com todo o direito, que seja publicada também a "sua" EULA, voltamos ao Windows em que cada vez que quero instalar um software tenho de ler o que vou instalar não me estejam a pedir para assinar em sangue :P

Provavelmente porque o resto do mundo está habituado ao nome Firefox, e iria estranhar o nome Iceweasel.

Se estivesse instalado como browser default, não interessava o nome, as pessoas que queria usavam, já lá tinham um browser que funcionava, as que gostavam do nome ou não conheciam e queriam instalar a versão oficial podiam fazê-lo de forma bastante simples. Evitava-se toda esta questão. Embora o nome realmente tenha peso, não haveria problema em manter uma versão alternativa.

São formas de ver as coisas. Direito terá, da mesma forma que uma qualquer empresa tem todo o direito de vender software proprietário. No entanto há quem defenda que a venda de software proprietário não deve ser considerada legítima.

Esse é um conceito interessante, o de não ser legítimo vender software proprietário, não estarás confundir aí qualquer coisa :P

Eu não punha as coisas muito nesse plano, na minha forma de ver não se trata de uma questão legal, é apenas uma questão de atitude. Tipo o ubuntu é a distribuição mais usada de todas e coloca o firefox como uma cornerstone da distribuição, não entendo qual é o problema de a Mozilla trabalhar um pouco nesse sentido.

Não vejo o firefox como o ponto fulcral do Ubuntu, é um browser que foi adoptado, nem foi o primeiro a ser adoptado e durante muito tempo não havia um browser por omissão, ou existiam várias alternativas, desde que começaram a limitar o número de programas por omissão passamos pelo epiphany e agora pelo firefox, eventualmente passaremos por outros, não vejo nisso um problema, aliás, é a vantagem de podermos escolher o que pretendemos ter :P

Mais que uma questão legal, atendendo até ao facto de que uma EULA ser um documento complicado de validar, a questão da atitude tomada pela equipa do Ubuntu é preocupante.

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Eu não punha as coisas muito nesse plano, na minha forma de ver não se trata de uma questão legal, é apenas uma questão de atitude. Tipo o ubuntu é a distribuição mais usada de todas e coloca o firefox como uma cornerstone da distribuição, não entendo qual é o problema de a Mozilla trabalhar um pouco nesse sentido.

Afinal de contas se o ubuntu for noutra direcção, são milhões de utilizadores que vão deixar de usar o firefox. Tudo pelo simples motivo de os gajos do Firefox não estarem dispostos criar um estatuto especial para o ubuntu numa pentelhice minúscula.

E iam abrir uma excepção para o Ubuntu só porque esta é a distro mais usado?

Eu acho admirável que a Mozilla não abra excepções. As regras são mais importantes do que a cota de mercado. De certa forma, estão a marcar posição, e a dizer que são eles que mandam.

E parece-me que o Firefox tem uma cota de mercado bem superior à do Ubuntu... Não sei até que ponto o Firefox ia perder assim tantos utilizadores.

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Knitter, o EULA protege contra qualquer tentativa de alterar o código também, uma vez que o termo uso de software aplica-se também à alteração de código. O EULA em causa está no link a seguiri, e como é claro tem disposições sobre código-fonte e indica onde se poderá obter informação no âmbito de outras licensas em vigor: http://www.mozilla.com/en-US/legal/eula/firefox-en.html

O EULA é um método correcto e comum para definir disposições em relação também ao source code. Em relação às piquices, não sei pedro... uma piquice que tu ignoras hoje pode ser um grande problema amanhã. E depois qual é o juiz que te vai dar razão se não te proteges-te quando devias? Acho que sabes bem qual será a resposta do juiz quando bater com o martelo... "tivesse-se protegido. A lei permite mas você decidiu confiar nas boas intenções. Azar."

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@Marfig

Eu li esse texto várias vezes ontem :P

Mas se reparares não é limitado nada sobre o código que seja permitido pelas licenças usadas, assim, e seguindo as licenças open source a que o Firefox está sujeito, como utilizador não me diz nada, como programador/distribuidor que pretenda alterar e redistribuir o código também não limita em nada. Posso continuar a usar e alterar da mesma maneira que fazia antes, isto porque o suposto objectivo é proteger o nome do produto e da empresa e esse já é protegido, quer pelas licenças quer, no meu caso pela legislação do estado português.

O método pode ser correcto mas caso haja uma eventual violação, dificilmente poderão ser aplicados os termos da EULA, neste caso pelo estado da California.

Não estou contra a defesa do nome e marca usados, apenas contra a forma como foi feita por:

a) não proteger mais do que o que já era protegido;

:P ser uma quebra no que é comum dentro do Ubuntu;

c) permitir a legitima exigência, dado que se é permitido a uns tem de ser permitido a todos, de apresentação de textos adicionais às licenças já usadas;

d) mostrar um desrespeito pela comunidade ao não ter sido comunicado o pedido da Mozilla e se ter feito uma discussão do assunto;

e) parecer desnecessário dentro de software open source;

f) ser uma falha de usabilidade enorme.

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Sim eu percebi que não estás a colocar em causa o direito da Mozilla de fazer isto. Mas, perdoa-me o pedantismo - é sem malícia - penso que não estás a fazer uma leitura correcta do EULA. Muito em particular do Ponto 3. Proprietary Rights onde fica clara a descrição do produto como englobando também o seu código fonte disponível via uma licença própria Open Source e que portanto entende como uso deste produto, a utilização do seu código fonte. Mas mais importante ainda é o ponto 7. que define claramente o produto como um Produto Comercial. Ora o EULA torna-se uma obrigação legal de acordo com as leis de comércio Norte Americanas. Percebes?

Eu confesso ter dificuldades nesta matéria. Mas o EULA não está a agir sozinho aqui. Claro está que o código fonte, se olhares para as licenças a que te poderás sujeitar, contém as disposições legais para proteger o EULA em causa. Mas em todo o caso, o que se passa aqui é que o EULA está a agir como uma afirmação da Mozilla em como este é o seu produto, em como a parte do produto que é composta pelo código-fonte está abrangida por limitações de uso, está a agir como um disclaimer e limitations of liability e finalmente está a obedecer à lei Norte Americana (e muitos paises da Europa) pelo simples facto de existir.

EDIT: Concordo no entanto com a má forma como o pessoa na Ubuntu tratou disto e com o facto de o FF não fazer agora sentido estar dentro do repository main. Tenho as minhas dúvidas em relação ao facto de a decisão ter de ser discutida com os utilizadores e colaboradores.

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Ora o EULA torna-se uma obrigação legal de acordo com as leis de comércio Norte Americanas. Percebes?

A apresentação de uma EULA não é obrigatória e, dependendo do estado em que tentes aplicar uma EULA a mesma pode ser considerada ilegal ou não aplicável. Tendo em conta a dificuldade que existe em fazer valer uma EULA nos Estados Unidos, imagina o problema que será fazer valer o mesmo texto noutros países, alguns até considerando completamente ilegal o acto de aceitação da EULA através do clique no botão. Por isso, embora compreenda a EULA, considero que não é a melhor opção, mas não deixa de ser uma opção, mas esta é uma opinião pessoal, com o valor que as mesmas têm.

O ponto 3 não acrescenta nada em relação ao que as licenças já indicavam, sendo a proibição de usar o marca, modificar o logo, etc, existente tanto no MPL como nas GPL e LGPL.

O ponto 7 é destinado especificamente a utilizadores que trabalhem para o governo dos Estados Unidos e diz absolutamente nada em relação aos outros, logo, não vem impedir que eu, cidadão português abuse da marca e nome da Mozilla.

(...) está a agir como um disclaimer e limitations of liability (...)

Algo que também já existia nas 3 licenças que o core do firefox usa, aliás em letras bem maiúsculas para os utilizadores verem :P

Tenho as minhas dúvidas em relação ao facto de a decisão ter de ser discutida com os utilizadores e colaboradores.

O Ubuntu é o que é pela comunidade que tem, mas assumido que o trabalho da equipa é independente e que têm a liberdade de fazerem o que quiserem, porque é que sempre perguntaram à comunidade o que a comunidade queria e neste caso não o fizeram? Essa é que é a minha preocupação, compreendo que possam tomar as decisões que bem entenderem, e percebo bem o quem é que está a pagar pelo sistema, mas estranho a situação sem precedentes.

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