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Ridelight

Mais um grande salto da ciência

22 mensagens neste tópico

O maior acelerador do mundo, o 'LHC', funcionou ontem pela primeira vez, criando grande entusiasmo na comunidade científica. A máquina permitirá alargar as fronteiras do saber.

Para os físicos europeus, este foi um dia "histórico"

Na realidade, não aconteceu nada de espectacular. A máquina foi simplesmente ligada e, como se previa, houve uns sinais nos monitores e um silêncio. O maior acelerador mundial de partículas, o Large Hadron Collider (LHC) iniciou ontem desta forma quase invisível a mais ambiciosa experiência científica jamais tentada. Portugal está muito activo no projecto científico europeu.

Nas semanas anteriores, os adversários da iniciativa tinham anunciado que esta seria a máquina do fim do mundo, devido ao alegado risco de se formar um minúsculo buraco negro que, ao crescer, ia engolir o planeta. O medo assenta em mitos da cultura popular, tendo havido inclusivamente ameaças a alguns dos cientistas envolvidos no projecto, os quais repetiam que se tratava de um disparate. E tinham razão: o leitor está a ler este texto.

A gigantesca infra-estrutura enterrada a cem metros de profundidade, junto da fronteira franco-suíça, tem forma de anel, 27 quilómetros de comprimento e um custo de quatro mil milhões de euros. O LHC levou 12 anos a construir. Ontem, no seu interior, pouco passava das 08.30, hora de Lisboa, foi disparado um feixe de protões num dos sentidos do arco. As partículas foram aceleradas até quase à velocidade da luz, em contexto superfrio.

Colocar a temperatura ambiente a 271 graus negativos, acelerar os protões com ímanes e saber que eles estavam a passar em cada um dos pontos com detectores, numa precisão microscópica, foi um enorme desafio tecnológico, não apenas da ciência, mas também da engenharia. Ao fim da manhã, ao constatarem o êxito da primeira experiência realizada, cientistas de todo o mundo puderam abrir as suas garrafas de champanhe, nos laboratórios onde seguiam os acontecimentos. "Um dia histórico", resumiu Robert Aymar, o director do CERN (Centro Europeu de Investigação Nuclear), que organizou a construção da máquina e que agora voltou a liderar, a nível mundial, a investigação científica na competitiva área da física de partículas.

Cinco horas depois da primeira experiência, pelo longo anel do LHC passou um novo feixe de protões, desta vez em sentido contrário. Novo sucesso, com todos os detectores a funcionarem. A máquina corresponde ao esperado. As aplicações da tecnologia que exigiu poderão ser vastas. A World Wide Web, que todos os internautas usam de forma quotidiana, é aliás um produto concebido no CERN.

O LHC irá, nas próximas semanas, proceder a uma colisão de dois feixes de protões viajando em sentidos opostos. O choque libertará energias mais elevadas do que nos aceleradores antigos. Isso permitirá constatar a presença de partículas de matéria prevista em teoria, nomeadamente no chamado modelo-padrão, que explica 5% do universo.

Além da busca daquilo a que alguns chamam a "partícula de Deus", o enigmático bosão de Higgs, a menor partícula da matéria, a máquina permitirá recriar as condições do universo pouco depois do Big Bang, há 13,7 mil milhões de anos. Os cientistas procuram também compreender os segredos de forças até agora misteriosas. Há outras dimensões, além das que percebemos? E onde está a anti-matéria? E que energia empurra o universo numa expansão eterna?

"Não temos ideia sobre 95% do universo"

Entrevista com Gaspar Barreira, presidente do LIP

Como é a participação portuguesa nesta experiência?

Portugal está no CERN desde 1985 e participou na construção desta máquina e dos detectores associados. O meu laboratório [Laboratório de Instrumentação e Física de Partículas, LIP] está ligado à construção e às duas maiores das quatro experiências [CMS e Atlas]. Há 20 engenheiros portugueses permanentemente no CERN. Mas tivemos contribuição de 250 engenheiros por ano. Além da contribuição científica, a indústria nacional teve enormes contratos. A nossa contribuição teve pois três componentes: de indústria, cientistas e engenheiros.

Em que consistiu a experiência realizada hoje [ontem]?

Foi feito o ensaio geral da máquina, sendo injectado um feixe de protões. A experiência decorreu entre as 08.30 e 09.30, hora de Lisboa, e foi um enorme sucesso. O feixe atravessou todos os detectores e os resultados estão online. A máquina demonstrou que funciona. Nas próximas semanas, serão injectados dois feixes, que irão colidir. Uma vez injectado o segundo feixe, a máquina produzirá resultados de física.

E que resultados esperam?

Esperamos poder confirmar o modelo- -padrão. Há só uma partícula que ainda não apareceu, o bosão de Higgs, que não era acessível às máquinas anteriores. Das duas uma: ou a encontramos e o modelo padrão confirma-se, ou temos um problema. Mas repare que este modelo diz respeito a apenas 5% do universo. Existe, por exemplo, a matéria escura, que diz respeito a 25% do universo e que ainda não detectámos. Sabemos que o universo está em expansão e percebemos que essa expansão acelera. Ou seja, existe energia escura, que corresponde a 70% do universo. Para 5% do nosso universo temos explicação, mas sobre 95% não fazemos ideia.

Quais são as aplicações práticas?

Há vários planos, mas [é importante] a motivação científica. É uma etapa necessária, avançarmos com o conhecimento básico da natureza. Em segundo lugar, [para se chegar aqui] é necessário desenvolver meios tecnológicos. No domínio da supercondutividade, por exemplo, pois os feixes são alinhados com a precisão de mícrones. As tecnologias de supercondutores interessam para os futuros meios de transporte. Mas algumas tecnologias têm aplicações na medicina. E também há tecnologias de informação.

Quanto custou isto a Portugal?

A máquina foi construída com o orçamento corrente do CERN. O custo rondou quatro mil milhões de euros e o contributo dos países tem a ver com o produto interno de cada um. Portugal contribui com 1,2% do orçamento do CERN, ou seja, oito milhões de euros por ano. Depois foram construídos os detectores, pagos pelo CERN e pelos institutos, como o LIP. O volume de negócios do sector industrial foi superior à contribuição portuguesa.

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Yaps, tambem me lembro do outro tópico... xiça... já passaram dois anos.

Pessoalmente este tipo de avanços da ciencia não me despertam muito interesse. Sou mais interessado por avanços mais práticos e com objectivos mais claros.

E isto tambem está um pouco ligado a avanços em novos tipos de armas, etc.

Ariops, isto teoricamente 'só' exigirá a revisões potencialmente em leis da física quântica. Penso que não tem como objectivo testar coisa no dominio da fisica classica.

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Yaps, tambem me lembro do outro tópico... xiça... já passaram dois anos.

Pessoalmente este tipo de avanços da ciencia não me despertam muito interesse. Sou mais interessado por avanços mais práticos e com objectivos mais claros.

E isto tambem está um pouco ligado a avanços em novos tipos de armas, etc.

Ariops, isto teoricamente 'só' exigirá a revisões potencialmente em leis da física quântica. Penso que não tem como objectivo testar coisa no dominio da fisica classica.

Eu também não ligo muito a estes avanços .. quando descobrirem algo em concreto, sim senhor, teem a minha atenção .. por agora é só um "temos um novo meio de conseguir mais informação".

Espero que os nossos 8 milhões de euros anuais sirvam para alguma coisa ;)

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Se for como das outras vezes além de descobrirem o que querem vão encontrar mais algumas coisas, essa é que vai ser a parte divertida.

Agora esta notícia é um dos piores pedaços de jornalismo (supostamente imparcial) que tenho lido.

Nas semanas anteriores, os adversários da iniciativa tinham anunciado que esta seria a máquina do fim do mundo, devido ao alegado risco de se formar um minúsculo buraco negro que, ao crescer, ia engolir o planeta. O medo assenta em mitos da cultura popular, tendo havido inclusivamente ameaças a alguns dos cientistas envolvidos no projecto, os quais repetiam que se tratava de um disparate. E tinham razão: o leitor está a ler este texto.

Tudo nesta frase é falso. Não foram nas últimas semanas, mas há muito mais tempo que se põe em causa diversas teorias dos perigos que poderia trazer o LHC. Além dos buracos negros haviam ainda outros pontos a ser debatidos. Nenhuma delas se aplicava ao que foi hoje feito (apenas um teste) mas sim a colisões a níveis de energia já elevados.

E por fim não se baseiam em "mitos da cultura popular" são teorias estudadas por cientistas como Dr. Rainer Plaga e o Dr. Otto E. Rössler, sendo que os cientistas do LHC se deram ao trabalho de estudar parte do que foi dito pelo último e publicarem as suas conclusões (agora não estou a encontrar o link mas acho que está algures no site do CERN). Certos ou errados frases como estas rebaixam o trabalho de quem realmente sabe "minimamente" daquilo que fala. É bom que alguém dentro do assunto ponha as questões que tenha e levante, se as tiver, oposições.

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Realmente não evoluímos nada desde tempos imemoriais em que um simples eclipse significava o fim do mundo. Todo este celeuma à volta do LHC é uma perfeita patétice motivada por interesses políticos, muita carolice e invejas entre cientistas. E sabe-se lá mais o quê...

Não sei o que é pior, o fim do mundo ou desenvolver teorias do fim do mundo baseadas em conjecturas perfeitamente absurdas e com isso tentar por fim a uma experiência fundamental para a nossa ciência.  O trabalho do Dr. Otto Rossler foi apontado por vários especialistas de renome como amador e nem sequer merecedor de ser publicado numa revista cientifica. Já a teoria dos strangelets é perfeitamente absurda e do mais grosseiro que se pode fazer em ciência. Uma particula que não passa ainda de uma conjectura, e para mais que não poderia nunca ser formada nas condições criadas pelo LHC.

http://en.wikipedia.org/wiki/Safety_of_the_Large_Hadron_Collider discute o assunto, proporciona os necessários links a documentos oficias e demonstra as várias reviews a que o projecto foi submetido e as conclusões a que se chegaram; nomeadamente que o projecto é seguro.

Deixem fazer ciência se faz favor. Aqui trabalha-se.

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No artigo da wikipedia referido pelo marfig a referência número 48 era a publicação a que me referia. Parte dela pelo menos, mas na primeira página é referida a primeira parte da publicação.

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Apesar de concordar com a experiência, sou forçado a fazer uma careta quando leio estas notícias. Na minha área, se quero fazer algum tipo de experiência, tenho que provar a um comité ANTES de a fazer que não há riscos nenhuns, que sei o que de lá vai sair, etc.. Em física, parece que se pode fazer uma experiência e "ver no que dá". Todos os cientistas afirmam (entusiasticamente) que "não sabemos o que de lá vai sair", e isso para mim é simplesmente estranho.

Mas parece que correu tudo bem e ainda bem que assim foi. Esta máquina vai trazer melhorias a diversos níveis de diversos campos da ciência e só é uma mais valia que ela funcione (e em condições).

Como não percebo nada de física, abstenho-me de fazer mais comentários ;)

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Apesar de concordar com a experiência, sou forçado a fazer uma careta quando leio estas notícias. Na minha área, se quero fazer algum tipo de experiência, tenho que provar a um comité ANTES de a fazer que não há riscos nenhuns, que sei o que de lá vai sair, etc.. Em física, parece que se pode fazer uma experiência e "ver no que dá". Todos os cientistas afirmam (entusiasticamente) que "não sabemos o que de lá vai sair", e isso para mim é simplesmente estranho.

Mas parece que correu tudo bem e ainda bem que assim foi. Esta máquina vai trazer melhorias a diversos níveis de diversos campos da ciência e só é uma mais valia que ela funcione (e em condições).

Como não percebo nada de física, abstenho-me de fazer mais comentários :)

Não podem ter a certeza quanto ao resultado, é para isso que se fazem experiências. Sabem que não é perigosa nem vai "destruir o mundo".

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As primeiras partículas estavam a circular no Grande Acelerador de Hadrões, perto de Genebra, onde nasceu a World Wide Web, quando um grupo de “hackers” grego invadiu o sistema com o único objectivo de mostrar a sua fragilidade. Ao que parece, se o regresso ao “Big Bang” foi um sucesso, os piratas informáticos também foram bem sucedidos no seu objectivo: mostrar aos cientistas que estes não passavam de “um bando de miúdos da escola”, segundo noticia o jornal britânico “Daily Telegraph”.

A “Equipa de Segurança Grega”, como se auto-intitularam os intrusos, entrou quarta-feira no sistema informático do LHC (como é conhecido em inglês) simplesmente para deixar a mensagem referida e provar a vulnerabilidade dos técnicos que estavam à frente daquela que foi considerada uma das maiores experiências do mundo. O objectivo foi simplesmente provar que era possível violar o sistema, mas nunca criar problemas, ainda de acordo com o jornal inglês.

“Estamos a baixar-vos as calças por não vos querermos ver a correr nus enquanto se tentam esconder quando o pânico chegar”, lê-se também na mensagem que os “piratas” deixaram no sistema informático do acelerador. E, ao que parece, a intrusão foi mais do que suficiente para alertar os cientistas, que impediram entretanto os cibernautas de aceder ao site www.cmsmon.cern.ch.

Os cientistas envolvidos no projecto receberam também, ao longo dos dias, várias mensagens electrónicas e telefonemas do público em geral que se mostrou preocupado com os objectivos das experiências e com as potencialidades da máquina – produzir um buraco negro para engolir a terra, terramotos ou tsunamis foram apenas algumas das hipóteses colocadas.

Assustador

Os responsáveis explicaram que o acto só teria sido verdadeiramente perigoso se o grupo tivesse conseguido entrar numa outra rede onde, aí sim, teriam conseguido desligar algumas partes do sistema. Felizmente, apenas um ficheiro foi afectado, mas o incidente foi assustador para a comunidade.

A grande preocupação dos cientistas da organização europeia era de que os “hackers” entrassem em um dos maiores detectores da máquina, que pesa 12.500 toneladas e mede 21 metros de comprimento e 15 de altura. Entretanto, a área atacada pelos invasores foi o "Compact Muon Solenoid Experiment", um dos quatro detectores que analisam o choque das partículas.

O LCH, um projecto faraónico que juntou 6000 cientistas do mundo durante 20 anos, procura simular os primeiros milésimos de segundo do Universo, há cerca de 13,7 mil milhões de anos, e é considerado a experiência científica do século. Desde 1996, o CERN construiu, 100 metros debaixo da terra, perto de Genebra, na Suíça, um anel de 27 quilómetros, arrefecido durante dois anos para atingir 271,3 graus negativos.

À volta deste anel estão instalados quatro grandes detectores, no interior dos quais vão produzir-se colisões de protões numa velocidade próxima da da luz. Em plena força, 600 milhões de colisões por segundo irão gerar uma floração de partículas tal como aconteceu no início do mundo, algumas das quais nunca puderam ser observadas.

Descobrir o Universo

No entanto, só daqui a alguns meses, quando se comprovar a evolução do funcionamento, é que haverá colisões de partículas e estarão criadas as condições para o estudo de novos fenómenos, através da recriação das condições que se produziram instantes depois do Big Bang. O objectivo final desta grande experiência é poder dar resposta a muitas perguntas sobre a origem do mundo, entender por que a matéria é muito mais abundante no Universo do que a anti-matéria, e chegar a descobertas que "mudarão profundamente a nossa visão do Universo", segundo o director do CERN, Robert Aymar.

Uma das aspirações dos cientistas é encontrar o hipotético bosão de Higgs, uma partícula que nunca foi detectada com os aceleradores existentes, muito menos potentes que o LHC. O projecto custou dez mil milhões de dólares - mas isso "é apenas 0,005 por cento do Produto Interno Bruto mundial durante esse período", escreveu o físico Stephen Hawking na revista americana Newsweek. "Será que não podemos gastar dois centésimos de um por cento para tentar compreender o Universo?", interrogou.

Nesta catedral subterrânea caberiam várias Notre Dame de Paris. São usados ali 9600 ímanes para forçar os feixes de protões e iões de chumbo a dobrarem as curvas deste túnel circular de 27 quilómetros de circunferência. Estes ímanes estão arrefecidos com 60 toneladas de hélio superfluido até uma temperatura ainda mais baixa do que a do espaço profundo: 271,25 graus negativos, perto do zero absoluto. É o maior frigorífico do mundo (na verdade, bastaria um oitavo da sua capacidade de refrigeração para ter esse título), mas no seu interior atingir-se-ão temperaturas 100.000 vezes superiores às do coração do Sol - embora concentradas num espaço minúsculo, inferior ao de um átomo.

É também o local mais vazio do sistema solar, diz o CERN, onde está alojado: as partículas subatómicas aceleradas viajam dentro de um tubo tão vazio como o espaço interplanetário: a pressão interna é dez vezes menor que na superfície da Lua, onde os astronautas saltam como cangurus quando tentam andar.

Maior criação de Deus

Não é de admirar que os cientistas falem de uma forma que raia o discurso religioso. "Esta máquina, o superacelerador, levar-nos-á tão perto como humanamente for possível à maior criação de Deus, o Génesis. É uma máquina do Génesis, concebida para estudar o maior acontecimento em toda a história: o nascimento do Universo", escrevia, também no “Guardian”, Michio Kaku, professor de Física Teórica na Universidade da Cidade de Nova Iorque e divulgador de ciência.

Há também os que, como o Nobel da Física de 1979 Steven Weinberg, preferem dizer que as descobertas no LHC podem tornar Deus menos importante na nossa compreensão do Universo: "Se conseguirmos criar uma teoria final em que todas as forças e partículas são explicadas, e essa teoria ajudar a compreender o Big Bang e nos der uma cosmologia consistente, deixar-se-á menos à religião para explicar", escreveu na Newsweek.

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Aposto que este ataque não foi apenas pelo lulz. De certeza que por detrás estão todos aqueles cientistas que queriam ver o projecto a enterrar-se ou, quiçá, instituições religiosas.

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Stefen Hawking...disse que os buracos negros não eram problema, mas tambem se fala numa tal formação de matéria estranha...ele nao falou nisso pelo menos pelo que li na net....será segura a maquina a esse respeito? não faz sentido aparecer materia estranha? epa os entendidos que se pornunciem eu não sei loool

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Só digo uma coisa.

Mesmo que corra tudo para o torto e criemos um buraco negro, isso não anula o facto de QUE CRIAMOS UM BURACO NEGRO!

Porra, isso tem que contar para alguma coisa.

Se isso não acontecer, ficamos na mesma com o LHC.

É uma situação de ganho para nós qualquer que seja o resultado final.

Já agora, quem quiser saber quando o LHC destruir o planeta, é só ir aqui:

http://hasthelargehadroncolliderdestroyedtheworldyet.com/

Se o site estiver offline, também podem ver aqui:

http://www.hasthelhcdestroyedtheearth.com/

(Vejam o código-fonte desses dois sites :))

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Outra grande vantagem de o LHC criar um buraco negro é que depois não vamos ter de ouvir os apologistas do fim-do-mundo dizerem que bem nos tinham avisado.

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Li não sei onde um cientista português que faz parte da equipa do LHC a dizer que o buraco negro não passava de um mito visto que o nosso planeta já foi 'bombardeado' por forças muito superiores às que vão ser usadas no LHC (e do mesmo genero) e que nunca ocorreu a formação de um buraco negro nem algo prejudicial, considera também impossível a criação de um buraco negro com o conhecimento que temos actualmente sobre os mesmos bem como da tecnologia que dispomos.

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Pelo que sei, nem o Sol(daqui a mesmo muitos anos) quando morrer conseguirá criar um buraco negro. E acham que temos mais possibilidades, contra algo que têm 99% da massa do Sistema Solar?

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li o codigo fonte dos 2 sites e so depois li no topico para ler...foi logo instinto lool

defacto é muito codigo fonte para uma pagina tão simples looool

aquele codigo de java script ta comico e a outra pagina tb tem la um texto interessante

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Li não sei onde um cientista português que faz parte da equipa do LHC a dizer que o buraco negro não passava de um mito visto que o nosso planeta já foi 'bombardeado' por forças muito superiores às que vão ser usadas no LHC (e do mesmo genero) e que nunca ocorreu a formação de um buraco negro nem algo prejudicial, considera também impossível a criação de um buraco negro com o conhecimento que temos actualmente sobre os mesmos bem como da tecnologia que dispomos.

Sinceramente nem sabemos se eles existem ao certo.

Bem Einstein quando confrontado com a existencia de buracos negros, disse não acreditar em tal coisa. Mas claro que o que ele diz não tem que estar obrigatoriamente certo mas poderá ter a sua logica.

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[completo offtopic]

Já agora, quem quiser saber quando o LHC destruir o planeta, é só ir aqui:

http://hasthelargehadroncolliderdestroyedtheworldyet.com/

Se o site estiver offline, também podem ver aqui:

http://www.hasthelhcdestroyedtheearth.com/

(Vejam o código-fonte desses dois sites :))

LOOOL

http://hasthelargehadroncolliderdestroyedtheworldyet.com/:

<div id="main">
<script type="text/javascript">
if (!(typeof worldHasEnded == "undefined")) {
document.write("YUP.");
} else {
document.write("NOPE.");
}
</script>
<noscript>NOPE.</noscript>
</div>

:(if (!(typeof worldHasEnded == "undefined"))

http://www.hasthelhcdestroyedtheearth.com/:

<!-- oh shit bears --> 

<!--
[ddrucker@scatter ~]$ host -t txt freon.3e.org
freon.3e.org descriptive text "Anesthetized monkeys exposed to 25,000
ppm or 50,000 ppm [of freon] for 5 minutes had [cardiac] [arrhythmia]s
including [tachycardia] and decreased contractility (U.S. EPA 1983)"


In their paper, Coleman and de Luccia noted:

    The possibility that we are living in a false vacuum has never
been a cheering one to contemplate. Vacuum decay is the ultimate
ecological catastrophe; in the new vacuum there are new constants of
nature; after vacuum decay, not only is life as we know it impossible,
so is chemistry as we know it. However, one could always draw stoic
comfort from the possibility that perhaps in the course of time the
new vacuum would sustain, if not life as we know it, at least some
structures capable of knowing joy. This possibility has now been
eliminated.
    The second special case ... applies if we are now living in the
debris of a false vacuum ... This case presents us with less
interesting physics and with fewer occasions for rhetorical excess
than the preceding one.

S. Coleman and F. De Luccia (1980). "Gravitational effects on and of vacuum decay". Physical Review D21: 3305.


the crab always wins; it makes the baby syntacticians cry.

this page is now tail-recursive: http://scienceblogs.com/pontiff/2008/09/lhc_ad_beware_bears.php

-->

  <span style="font-weight: bold; font-size: 120pt; font-family: Arial, sans-serif; text-decoration: none; color: black;"  >NO</span>
<br />
<br />
<br />
<br />
<br />
<br /><!-- this is valid xhtml, biotechs -->
<br />
<br />
<br />
<br />
<!-- ok i have succumbed to the siren call of adding useful information to this page, here is Seed Magazine's coverage of the LHC -->
<a
href="http://www.seedmagazine.com/news/2008/09/large_and_in_charge.php" style="font-weight: light; font-size: 8pt; font-family: Arial, sans-serif; text-decoration: none; color: #999999;"  >?</a>

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Hoje no centro comercial andavam a distribuir o jornal Sol e vinha um artigo sobre o assunto, vou transcrever uma parte que é parecida com o que li noutro sitio como referi antes:

Li não sei onde um cientista português que faz parte da equipa do LHC a dizer que o buraco negro não passava de um mito visto que o nosso planeta já foi 'bombardeado' por forças muito superiores às que vão ser usadas no LHC (e do mesmo genero) e que nunca ocorreu a formação de um buraco negro nem algo prejudicial, considera também impossível a criação de um buraco negro com o conhecimento que temos actualmente sobre os mesmos bem como da tecnologia que dispomos.

O Sol diz: "(..)O CERN informa que 'a colisão não tem qualquer perigo. Seja o que for que o LHC fizer, a Natureza já o fez milhares de vezes durante a vida da Terra e outros corpos astronímicos. A Natureza forma buracos negros quando certas estrelas, muito maiores que o Sol, colapsam sobre si próprias no final das suas vidas'(..)"

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Uma fuga de hélio vai obrigar os cientistas a suspenderem o LHC (Large Hadron Collider) durante dois meses. O novo acelerador de partículas esteve em funcionamento apenas durante dez dias.

O porta-voz do CERN (Laboratório Europeu de Pesquisa Nuclear) James Gillies diz que já eram esperadas falhas quando se fez o projecto, noticia a agência Reuters.

O tempo de recuperação está estimado em dois meses, pois o acelerador terá de ser aquecido. Neste momento, a temperatura do maior acelerador de partículas do mundo está fixada em 271,3 graus negativos.

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