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Google vai levar Internet por satélite a 3 mil milhões

3 mensagens neste tópico

Uma iniciativa para levar a Internet de banda larga a três mil milhões de pessoas em África e outros países emergentes sem redes de acesso. Greg Wyler, que há uns anos comprou a Rwandatel, com o projecto de levar Internet de banda larga ao Ruanda, é o mentor desta nova iniciativa que tem a participação da Google, do HSBC e da Liberty Global.

O projecto, designado O3b Network (O3b significa "other three billion" - mais três mil milhões), está assente numa rede de satélites, que ficará operacional o mais tardar em 2010. O anúncio foi feito anteontem.

Os 16 satélites para a rede vão ser construídos pela Thales, a maior companhia europeia de electrónica de defesa. Cada satélite permitirá uma capacidade de 10 gigabites (Gb) por segundo, o que significa que a constelação no total permitirá um débito de 160 Gb por segundo.

Nesta fase, o projecto representa um investimento de 500 milhões de euros. Deste montante, 350 milhões chegarão por via de financiamento bancário, tendo os investidores do projecto injectado 60 milhões de euros. Mas Greg Wyler, fundador e presidente da O3b, citado pela Bloomberg, garantiu que serão necessários mais 100 milhões de euros, sendo os actuas accionistas uma hipótese de financiamento.

O interesse da Google é óbvio. A empresa de Internet pretende que a rede mundial chegue ao maior número de pessoas. E também a posição da Liberty Cable é explicável.

Esta empresa, do multimilionário John Malone, é a maior operadora de televisão por cabo e é igualmente um fornecedor de acesso à Internet de banda larga em vários países. Já Greg Taylor, que ficou milionário nos anos do "boom" da Internet, avançou nos anos mais recentes para África, com o referido projecto para o Ruanda.

O governo ruandês chegou a adjudicar-lhe um contrato para instalar Internet em 300 escolas, mas segundo vários notícias estrangeiras Greg Taylor falhou o seu projecto e nunca foi a África.

Em comunicado, a O3b explicou que o objectivo é garantir um desempenho no acesso à Internet por satélite semelhante ao possível através de fibra óptica, nas regiões mais desfavorecidas. Além de África, a iniciativa está a considerar outras geografias, como a Ásia, Médio Oriente e América Latina. E, garantem, a baixos custos.

A rede de satélites será disponibilizada aos operadores e fornecedores de acesso à Internet, para que estes possam levar o serviço aos consumidores finais. África será das principais visadas da iniciativa.

Com uma população de 930 milhões de pessoas, o continente africano, segundo a OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico), tem um produto "per capita" de 2.844 dólares. A taxa de penetração de linhas telefónicas é de 3% e de telemóveis é de 15%.

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Há uma coisa aqui que não estou a perceber. Cada pessoa vai ter uma ligação exclusiva ao satélite? Ou vai ser como é em todo o lado, um link do operador e depois uma rede de cobre/fibra óptica/wtv até ao utilizador? Ao ser a segunda hipótese, não estou a ver o porquê de tanto entusiasmo nesta notícia... As far as I know, África não está propriamente desligada do resto do mundo.

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É uma boa questão tirácio. Eu tenho estado a acompanhar este projecto já á pouco mais de um ano quando se começou a falar dele.

No lado dos consumidores o acesso é inteiramente wireless. Irá essencialmente servir países onde não existam ligações terrestres ou estas não cubram mais do que as cidades principais. O sistema funcionará pela disponibilização de Trunking dos satélites aos ISPs que é um excelente método para  distribuir rede por uma vasta área. A segunda vantagem é que os satélites a usar são satélites de média altitude (cerca de 7,000 km) pelo que a latência do sinal é realmente muito baixa. Já não me consigo recordar do valor... mas penso que era algo próximo de um típico ADSL(1). Os satélites serão também mais baratos de fabricar e lançar. Uma qualquer aldeia no meio do Ruanda vai ficar com uma melhor ligação do que a que eu tenho em casa!

A única coisa que me preocupa é o impacto que isto possa ter. Tenho algumas dúvidas. Visitei alguns paises em Africa nas minhas viagens. Não existem infraestruturas sociais em muitos destes países que permitam um real benefício para a população em geral. O sistema servirá mais os negócios e só isso provavelmente explica porque é que se está disposto a investir mais de 500 milhões de dolares num projecto desta natureza, mais o custo de o suportar por sabe-se lá quantos anos. E não nos esqueçamos que isto é somente Africa. Os tais 3 mil milhões estão espalhados por todo o Mundo; Africa, America Central e Sul, Oceania e Asia. Não digo que não terá as suas vantagens para as economias destes paises... e alguns casos haverá que existirá um uso humanitário e didáctico do serviço...

Aposto no projecto com toda a força. Mas tenho dúvidas que venha a se concretizar no pleno o objectivo proposto.

(1) Pelo menos para acesso local. O acesso ao exterior vair ser mais complicado visto isto serem satélites geo-estacionários e a latência aumentará na ligação ao backbone da internet certamente. Não sei bem como pretendem resolver este problema...

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