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Triton

Mixing Open Source & Business

6 mensagens neste tópico

Sim, é verdade que ganhas a vida com serviços e suporte (dado que não podes fazer muito mais), mas, e há sempre um mas nestas coisas, a nível de negócio estás a deitar fora uma das maiores vantagens do negócio do software: escalabilidade.

Para escalares o income do software, não necessitas de aumentar os teus custos fixos, já para aumentares os serviços, vais ter de contratar mais pessoas... Dado que a taxa de penetração do Open Source não é comparável à taxa de penetração do software proprietário, resumir a vida a serviços de consultoria e suporte ao Open Source é bastante limitativo, já para não falar que quem trabalha com software proprietário pode também (e fá-lo) trabalhar com software Open Source...

É quase uma concorrência desleal...

No outro dia li um artigo engraçado e provocatório cujo título era "Onde estão os milionários do Open Source?", que ilustra bem o que estava a dizer acima: pode-se viver disso mas dificilmente se vai enriquecer dessa forma.

PS: a secção "The Misleading Example" do link corrobora esta minha opinião...

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M6, completamente de acordo.

Eu gostava de ouvir era as opiniões sobre isto dos "advocates" do Software Livre aqui do fórum. Quais são as vantagens para uma pessoa hoje em dia escolher um modelo de licenciamento de software Open-Source em vez de um modelo de licenciamento Closed-Source? É que a maioria das opiniões apontam para o facto de que se escolher um modelo com código aberto, então o meu projecto vai ter menos hipóteses de sucesso comercial. Até mesmo por parte das empresas, parece-me que na maioria das situações, o software de código livre não é levado muito a sério, ou talvez esta impressão que tenho seja porque existe muito mais software livre "amador"...

Já agora, o artigo que mencionaste é este?

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Triton, eu gosto do software livre, e defendo-o, tendo em conta que sou um utilizador do mesmo e que tal força que as empresas produzam software melhor para não perderem para o open source. Um exemplo muito recente, o FireFox obrigou a MS a rever o IE e a voltar ao desenvolvimento do browser de forma activa. Bem sei que este é apenas um exemplo, mas faço uso de software livre profissional e pessoalmente numa base diária, tenho assim acesso a software que de outra forma não teria e que me permite fazer adaptações às minhas necessidades.

O software livre é visto, pelas empresas, como software gratuito, ou seja, permite-lhes baixar bastante o custo das suas infraestruturas. Não é visto como software amador porque as pessoas sabem que quem o faz são profissionais, os mesmos que as próprias empresas empregam, e como é um software feito sem pressas nem pressão de mercado, as coisas são feitas como deve ser, com calma e de forma profissional.

Por exemplo, os projectos da Apache, o web server, os utilities de Java, o Axis, aplicações como TCPMon, etc. são usadas de forma séria pelas empresas, há imensos sistemas de informação que são construidos sobre este software, isto mostra que as empresas confiam no open source.

Se confiam então porque não usam sempre?

Porque nem sempre existe uma solução open source, por exemplo. As aplicações open source centram-se no que é usado de forma massiva, não sendo comum entrar nos nichos de mercado.

E depois há que contar com a concorrência, os vendedores com comissões chorudas convencem os CEO das empresas a comprar as suas soluções, até porque o medo de não existir documentação nem suporte das aplicações open source ecoa nas suas cabeças.

PS: sim o artigo é esse.

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Absolutamente de acordo! Diria mais, 200% de acordo!

No fundo é entender os movimentos Open Source como uma alternativa ao Closed Source com as suas vantagens e desvantagens. Mas que de um ponto de vista meramente financeiro poderá não responder às ambições que a meu ver têm sido demasiado altas. O mais é importante é que não precisa de responder a esse tipo de ambições para ser ainda assim um sucesso.

O Open Source não é somente sistemas de alta complexidade que exigem suporte e mecanismos de distribuição. Muito do Open Source que se desenvolve são pequenas aplicações e grandes aplicações que não são compatíveis com um mecanismo de distribuição assente num modelo financeiro. São trabalhos de amor a são trabalhos realizados com o intuito de dar algo à comunidade.

A esmagadora maioria dos autores Open Source são programadores Closed Source a trabalhar em projectos próprios ou em empresas. Não quero de modo algum usar o meu exemplo como um exemplo a seguir, apenas referir um caso que sei por que vi (o meu). Fui programador profissional durante 17 anos. À cerca de 3 anos abandonei a carreira e decidi montar o meu próprio negócio. Desde então preparo-me para o desenvolvimento de software Open Source (um dos projectos darei a conhecer aqui nos forums em breve) porque me identifico com o modelo de uma forma muito forte, tendo participado em muitos projectos nos últimos 10 anos (Firefox, MinGW e Subversion tendo sido aqueles onde mais me tenho envolvido). Mas vivo do quê? Claro está que vivo do closed source e dos projectos que desenvolvo por conta própria para os meus clientes.

A meu ver existiu a necessidade de prometer mundos e fundos na tentativa de levar o maior número de pessoas a adoptar o modelo Open Source. E agora o tiro sai pela culatra porque é óbvio que o modelo só é sustentável se se abandonarem os objectivos financeiros megalómanos. É possível fazer dinheiro com Open Source, não haja dúvidas. Mas não é possível, pelo menos por enquanto, fazer fortunas com o Open Source. E nem todo o software Open Source é capaz de gerar dinheiro. Na realidade muito pouco o é.

A grande culpa de tudo isto foi também uma mistura de meios de comunicação social na web e uma série de evangelistas Open Source. Os jornalistas que, como sempre, não respeitam os princípios jornalísticos mais básicos (digo frequentemente que a web mudou no dia em que deixaram os jornalistas entrar) e preferem informar em vez de noticiar. E os evangelistas do Open Source que realmente acreditaram nas grandes baboseiras que diziam e ajudaram a criar um clima de optimismo que nunca teve nenhum fundamento, nem sequer - se olharmos bem para a história do Open Source - era o objectivo.

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"Open Source" não é de todo o mesmo que "Software Livre". Na verdade "Open Source" nao tem grande significado, no caso de algumas tecnologas que se baseiam numa arquitectura de scripting, o facto de se poder olhar para o código é apenas uma implicação tecnica da forma como a tecnologia é implementada.

Mas bem... dexemo-nos de preciosismos e falemos de software mais aberto no geral, não só tecnicamente como em termos de licensa e da sua filosofia de distribuição e utilização.

Vocês já deram resposa àquilo que estão precisamente a apontar o dedo.

Nomeadamente no primeiro post do M6 está tudo nas entrelinhas, depois veio o Marfig rematar. Mas não estou a ver porque olham para algumas características do software livre como problemas.

Nomeadamente o caso da escalabilidade. Pessoalmente eu acho melhor que o retorno económico esteja mais associado a custos variáveis do que custos fixos. É dessa forma que se assegura que o capital está ao serviço do desenvolvimento e que as empresas melhor sucedidas são aquelas que contribuem com mais trabalho para a sociedade.

Claro que se uma empresa estiver cega com os seus objectivos financeiros, isso é menos vantajoso do que obter receitas à custa de um estatuto obtido prestando o mínimo de serviços à sociedade. Mas por que é que temos de concordar com isso à partida? Eu não concordo com essa forma de estar das empresas. Hoje em dia parece que o lucro é desculpa para tudo.

Ou para responder de forma mais directa à pergunta:

"Onde estão os milionários do open source?"

-Em lado nenhum, pois o software livre é o caminho precisamente para contribuir com software para ser usado e não para criar milionários à custa de situações sociais.

Outra coisa devo referir:

O pessoal que participa em projectos open source ou que os idealiza, fá-lo porque acredita no valor do software em si. Acredita que o resultado do seu trabalho será útil, não só para si, mas para mais pessoas. E na esmagadora maioria dos casos nem sequer tem meios para montar um mecanismo que lhe faça obter retorno a partir do trabalho que investe nesse projecto. A ideia é mesmo, "isto é util para mim, eu já tive trabalo a fazer isto, vou poupar esse mesmo trabalho a outros e pode ser que esses outros invistam o seu tempo em algo que tambem será util para mim"

Como podem ver ainda não disse nada que não vá ao encontro daquilo que voces já disseram, apenas estou a olhar para a situação de outro ponto de vista.

E digo mais, concordo plenamente com voces quando acusam a imprensa de ter dado uma ideia errada sobre o software open source. Quantas vezes não vi eu pessoas a afirmar que o open source era uma boa forma de ganhar muito dinheiro e mais não sei o quê. Isso foi um erro absoluto. O software liver não se move pelo dinheiro. Não quer dizer isto que algum retorno económico obtido  DE FORMA JUSTA, não seja importante nem tao pouco que não se possa fazer negócios baseados em software livre. Software por encomenda, serviços, venda de software incluido num roduto que vai para alem do software... são só alguns exemplos.

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