• Revista PROGRAMAR: Já está disponível a edição #53 da revista programar. Faz já o download aqui!

Ridelight

Acesso à Internet nas escolas mantém-se com PT

3 mensagens neste tópico

A decisão preliminar do júri do concurso público lançado pelo Ministério da Educação atribui novamente à Portugal Telecom o fornecimento de Internet em banda larga às escolas públicas dos ensinos básico e secundário.

Segundo o gabinete de comunicação do Plano Tecnológico da Educação, em declarações ao Jornal de Negócios "o projecto de relatório, elaborado pelo júri do concurso, identificou a proposta da PT como 'potencial adjudicatária'".

O concurso foi lançado em Fevereiro e, além da PT, contou com a candidatura de um consórcio formado pela Oni e Sonaecom, que ficou de fora por ter apresentado uma proposta com um preço acima do que estava definido no regulamento. A acção foi propositada, com a Oni e Sonae a pretenderem mostrar que era impossível responder ao preço exigido de 14,5 milhões de euros utilizando os troços de rede e as ofertas grossistas do operador histórico.

Recorde-se que o concurso foi contestado, desde início, pela Apritel e a Oni que consideraram que as especificações técnicas reduziam substancialmente a competitividade, eliminando mesmo a possibilidade de muitos dos operadores de telecomunicações concorrerem.

A Apritel chegava mesmo a alegar que a iniciativa foi feita para que só a Portugal Telecom tivesse capacidade para fornecer os acessos consoante as medidas estipuladas.

Este concurso público está integrado no Plano Tecnológico da Educação e tem como meta cobrir seis mil escolas com acessos de banda larga de 48 Mbps, ou seja, 10 vezes mais do que a velocidade média actualmente existente nas instituições de ensino básico e secundário.

0

Partilhar esta mensagem


Link para a mensagem
Partilhar noutros sites

Se os 48Mbps forem para partilhar por todos os alunos de uma escola com varias turmas, com uma utilização frequente. Então até não será assim tanto como isso.

Mas se for para uma escola de 1 sala será um luxo.

0

Partilhar esta mensagem


Link para a mensagem
Partilhar noutros sites

Sempre me fez confusão este tipo de concursos públicos em que o beneficiário do serviço-barra-produto é não uma instituição, mas um vasto grupo de instituições - mesmo que pertencentes ao mesmo organismo.

Parece-me errado, do meu reduzido ponto de vista, que o processo neste caso acabe com a escolha de um único operador para servir toda a rede escolar do ensino básico e secundário uma vez que cria uma vantagem estratégica enorme face aos operadores que não tenham ganho o concurso. Quando contestado, pelos outros operadores, é natural que a dúvida se levante sobre a parcialidade do governo ou o mérito das regras impostas.

Em todo o caso, penso que a rede escolar beneficiava mais se fossem dadas às escolas a autonomia para decidirem do operador que pretendiam. Também me parece que 48 Mbps é francamente excessivo. Não consigo perceber como é que alguma vez se fará uso desta largura de banda. Por um lado a produção de conteúdos web de cariz educativo é francamente baixa em Portugal, sendo os próprios estudantes aqueles que mais se esforçam nesta área. Por outro não existe praticamente nenhuns conteúdos que exijam estas larguras de bandas e a rede informática escolar está longe de ser uma realidade sendo que muitos dos processos administrativos via a web reduzem-se à utilização do email.

Eu sou normalmente muito desconfiado no que diz respeito a concursos públicos, tendo já assistido a alguns... incidentes... quando desenvolvia projectos para o outrora MCES (Ministério da Ciência e Ensino Superior). Em verdade vos digo que não me convenço que todo o processo desde a elaboração até à decisão final não é suspeito em muitos casos. Mas independentemente disso (porque não passa de especulação) seria muito mais interessante para a economia Portuguesa que existisse, à semelhança do que se faz por aí fora, um maior alargamento do governo à participação da iniciativa privada. Não podemos dar-nos ao luxo de criar projectos de grande monta e atribuí-los em exclusivo a um vencedor. É perfeitamente possível criar estes projectos através de parcerias mais alargadas, mesmo que necessariamente a gestão dos mesmos se torne mais complexa.

Parece irreal, mas somos capazes de triplicar o orçamento inicial para a construção de uma ponte (após concurso público) mas incapazes de aprovar essa mesma proposta durante o processo de concurso público se ela estiver acima do valor máximo estabelecido. Um bom amigo meu disse-me uma vez que a razão porque em Portugal a maioria dos projectos acabam acima dos orçamentos iniciais é exactamente por causa desta postura dos nossos sucessivos governos... e que em grande parte o governo aprova propostas que sabe á priori não irão respeitar o orçamento. Mas se a empresa em causa coloca lá o valor real da proposta, esta não sairá vencedora.

Não existe em Portugal ainda uma cultura de verdadeiro apoio à pequena e média empresa e uma cultura de crescimento económico que se baseie num real empenho em fazer crescer o Negócio. No fim do dia estamos sempre a ouvir os mesmos nomes. No caso específico deste concurso público, parece-me inegável que as vantagens para o país da PT ter ganho este concurso são extraordinariamente reduzidas quando comparadas com as vantagens para o país se um operador mais pequeno tivesse conseguido valer a sua proposta ou se tivesse deixado às escolas a decisão sobre qual o operador a servir as suas instalações.

Veja-se a NASA. Parece quase irónico que têm sido organismos estrangeiros quem mais tenha mostrado o valor da pequena e média empresa em Portugal quando olhamos para os casos de empresas em Portugal que ganharam concursos públicos lá fora. E a NASA, bem como os governos de Espanha, Inglaterra e França (falando apenas dos casos que tenho conhecimento) são exemplos de como é possível criar projectos alargados a um maior número de participantes.

Sinceramente penso que ainda temos um longo caminho a percorrer e toda uma filosofia a alterar. Um verdadeiro "Plano Tecnológico" tem necessariamente que englobar um maior número de empresas. De outra forma tudo isto me parece um "Plano Tecnológico Para A PT Que Acontece Beneficiar a Educação".

....

Deixo-vos com uma questão:

Se partissemos do princípio que um webhost como a trignosfera ou tuganet teria capacidade de responder a um concurso público para alojamento de servidores de uma qualquer empresa pública, oferecendo um preço melhor que o da concorrência e dando mais garantias de estabilidade, quem é que ganharia o concurso no fim? a trignosfera ou tuganet, ou soluções como servidores-pt.com ou telepac.pt? E qual a real vantagem para o panorama empresarial se uma destas últimas ganhasse?

0

Partilhar esta mensagem


Link para a mensagem
Partilhar noutros sites

Crie uma conta ou ligue-se para comentar

Só membros podem comentar

Criar nova conta

Registe para ter uma conta na nossa comunidade. É fácil!


Registar nova conta

Entra

Já tem conta? Inicie sessão aqui.


Entrar Agora