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skm

Qual a melhor forma de aprender a programar

4 mensagens neste tópico

Provavelmente estou a repetir um topico ja existente aqui.

Mas como forma se esclarecer as duvidas a quem quer começar a aprender a programar aqui vai.

Considero-me um programador de nivél médio/avançado. Nestes 9 anos de experiencia no mercado de trabalho ja vi e fiz muita coisa. Ja dei a minha dose de cabeçadas na parede ate encontrar uma solução (alias ainda dou... :P ).

Comecei como quase toda a gente num velhinho Zx-Spectrum 48K com o basic e depois fui evoluindo quer por livros quer exprimentando coisas e na faculdade com as aulas e os trabalhos.

No mercado de trabalho fui seguindo o mesmo principio ora lendo artigos or investigrando ou aproveitando os meus colegas para aprender ainda mais.

E vocês ?

A questão é , qual a melhor forma aprender, de ganhar experiência e aprender a progamar numa forma mais avançada ?

Seguir livros capítulos a capitulos ? Inventar coisas para fazer ??

digam da vossa justiça e experiência!

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Não acho que exista uma fórmula. Seguindo um principio comum a muitas outras actividades, a prática faz a perfeição.

Mas talvez existam alguns princípios gerais:

- Encarar a carreira como um constante processo de aprendizagem e evolução (ao contrário de pensar que se sabe tudo) é fundamental. Humildade e sede de aprender formam programadores. Aquele programador que pensa que não tem nada a aprender, que julga ser capaz de prender por si próprio, ou que acha que atingiu um nível de conhecimento confortável não irá muito mais longe na carreira. Estagnou e a próxima evolução tecnológica tornará-o obsoleto. (Ocorrem, por norma, entre 3 a 5 evoluções tecnológicas de fundo durante a carreira de um programador).

- Reconhecimento e Distanciamento a todas as linguagens de programação. Por outras  palavras, Programação não é Religião. Aquele programador que observa o panorama das linguagens de programação com um certo distanciamento de factores emocionais, que procura não evangelizar as suas preferências e que está disposto a alargar os seus conhecimentos, estará em excelente posição para não só saber escolher a linguagem adequada para cada desafio que lhe é proposto, como também saber resolver o problema nessa linguagem de programação de uma forma eficaz e eficiente. O programador, que pelo contrário, prefere adoptar uma postura de evangélica em relação às linguagens de programação, é profissionalmente irresponsável, limitado na sua capacidade de resposta, e consequentemente de pouca utilidade.

- Capacidade de se reeducar e procurar excelência no código. Para se atingir um patamar superior a nível de programação é necessário que o programador seja capaz de uma constante auto-critica e que seja mesmo severo consigo mesmo. Procurar optimizar os seus algoritmos, estudar novas metodologias, nunca se dar por satisfeito e ser capaz de corrigir métodos e práticas pessoais mesmo que estas se tenham tornado hábitos fortemente enraizados. O programador que não procure melhorar a sua performance, que seja incapaz de se auto-criticar, ou que se dê facilmente por satisfeito nas soluções que apresenta, não garantirá nunca a sua presença nas empresas de topo e certamente nunca fará parte de projectos de topo.

- Dedicar a sua carreira à programação.

...

Em termos práticos no entanto existe também - e sempre - o factor genético. Alguns de nós nasceram para programar, da mesma forma que alguns nasceram para pintar ou pilotar aviões. Enquanto que outros, nem por isso. Não existe problema nenhum. É simplesmente da condição humana alguns de nós terem mais dificuldade do que outros, ou alguns de nós irem mais longe do que outros. Pessoalmente coloco-me no grupo de pessoas para quem programar não foi para o que fui desenhado. Não há que temer. Pode-se ainda assim  ir muito (muito mesmo) longe com vontade e dedicação.

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Sendo um aluno da Biologia, nunca me considerei um informático :D, não acredito no factor genético :D

Mas não existe uma fórmula para aprender, pessoalmente, vejo a forma como programo e como aprendo a programar como o resultado dos professores que tive e que me moldaram o pensamento. Dessa forma cada um irá olhar para a programação de forma diferente e vai ter vantagens ou desvantagens em determinadas áreas.

Pegando na teoria de métodos e técnicas de estudo, aprender determinada matéria implica um bom ambiente para se estudar, material adequado, e persistência. E acho que este é o ponto fundamental, ter persistência para perseguir um objectivo.

Programar é resolver problemas, as formas como os resolvemos podem ser diferentes mas não é mais que isso, resolver problemas, alguns possuem melhores ferramentas, quer por terem um background melhor ou por terem mais conhecimento, ou até uma forma de pensar que se adapta bem ao problema em questão, mas no fundo estamos a tentar encontrar soluções para problemas, como é que se aprende a resolver problemas? Para mim será tentando, trabalhando e falhando para sabermos que caminhos funcionam e que caminhos não funcionam, acho que não há outra forma.

Como é que aprendo alguma coisa? Eu gosto de um livro, para ter uma introdução e para ter um suporte. Naturalmente os livros desactualizam, especialmente numa área como a nossa, mas o livro oferece alguma segurança por ter, supostamente informação revista e mais segura que um tutorial ou outro recurso online, um livro é também mais simples de ler. Mas com o livro preciso sempre de material para testar, colocar as mãos na massa, dessa forma aplicando logo os conhecimentos que julguei adquirir ao ler o livro.

Fazer tutoriais é algo que uso apenas para ter uma introdução, isto porque os tutoriais têm quase sempre um defeito de guiar o leitor ao ritmo do autor do tutorial e pelo caminho que o autor pensou ser o melhor e não pelo caminho do leitor.

Seguir livros e capítulos tem a sua desvantagem, a não ser que já tenhas lido o livro todo ou tenhas noções na área não sabes se a ordem dos capítulos está correcta para o teu caso, e não sabes se podes saltar ou não algum capitulo. Alguns livros são muito maus, e alguns só se nota que são maus quando já possuis algum conhecimento na área, caso estejas completamente a aprender corres o risco de aprender coisas erradas ou de forma errada.

Algo que faço sempre é questionar o autor/professor. Perguntar, será que o que está escrito ou está a ser dito tem algum sentido. Conjugar o conhecimento que já existe e tentar articular o que já sei com o que estou a aprender. E uma coisa fundamental para mim, distanciar-me, talvez até esquecer a experiência que tenho, quem me diz a mim que a forma como estava a fazer as coisas estava correcta? Na altura não tinha o conhecimento que tenho agora, posso ter tomado opções que, dado o conhecimento que tinha na altura, seriam as mais adequadas mas que agora, face a novo conhecimento, estarão erradas. Dessa forma a experiência passada é quase sempre ignorada quando estou a aprender coisas novas, e como estamos sempre a aprender coisas novas dou pouco valor a essa experiência :P.

Resumindo, cada um terá de encontrar o seu próprio ritmo e método de aprendizagem, o que para uns funciona não deve ser repetido por outros porque não vai funcionar sem adaptações.

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Eu acho que a programação aprende-se, mas é preciso algum jeito. É como todas as coisas, uns aprendem e são melhores do que os outros mais facilmente, mas no geral todos conseguem fazer alguma coisa.

Pessoalmente acho que um bom livro (ou mais) ajudam bastante nas bases, mas depois é preciso treinar, por em prática e acima de tudo tentar dar a volta aos problemas. Quando tudo é feito de acordo com os livros é muito simples, mas no dia a dia aparecem muitos problemas inesperados.

Nos últimos dois anos tenho-me dedicado mais a sério à programação e tenho desenvolvido imenso em fóruns internacionais. Tenho aprendido imenso a ajudar outros e a tentar resolver problemas de loucos. São grandes exercícios que nos põem à prova e sinto que me tem ajudado a evoluir como nunca pensei.

Fiquei a conhecer ainda muitas pessoas onde hoje em dia trocamos ideias, soluções e simples opiniões.

No entanto, e para terminar, a chave do sucesso é muita dedicação, muita vontade e acompanhar sempre as alterações tecnológicas.

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