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Office suporta ODF e PDF a partir de 2009

26 mensagens neste tópico

A Microsoft prepara-se para anunciar suporte ao formato ODF - Open Document Format. Desde 2005 que a empresa vem mantendo uma acesa disputa com a comunidade open source às custas do tema, polémica que começou quando a empresa de software preferiu coordenar o desenvolvimento de um segundo formato para os documentos estruturados, ao invés de adoptar o ODF, já reconhecido como norma pela ISO.

O Open XML dá suporte ao Office 2007 e é também hoje um formato reconhecido pelo organismo de normalização ISSO, num processo em que a comunidade open source e empresas como a IBM ou Sun, utilizadoras do ODF, teceram fortes criticas à Microsoft e acusações de estar com isso a dificultar o desenvolvimento do mercado.

A batalha foi finalmente vencida no início de Abril, altura em que a ISO reconheceu o OXML como norma e a Microsoft voltou a afirmar que o OOXML era uma forma de contribuir para o desenvolvimento do mercado, criando alternativas.

Várias publicações da rede IDG garantem agora que no final do dia a Microsoft vai anunciar oficialmente que na próxima actualização à suite de produtividade Office, prevista para a primeira metade do próximo ano através do Service Pack 2, vai passar a existir suporte para ODF.

No anúncio, a Microsoft dará outras novidades, como o suporte para documentos em PDF, formato com o qual até agora a Microsoft competia através do XPS. As versões em questão são a 1.5 e PDF/A, para o caso do PDF e v1.1, no caso do ODF.

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Após ter forçado a adopção do OOXML, como um standard do ISO, recorrendo a todas as tácticas que pudessem violar a ética e depois de se provar que a m$ não tem qualquer implementação do OOXML que cumpra o standard que criou. A m$ anunciou que não vai adoptar a versão do OOXML que foi tornada uma norma do ISO, até 2009.

Ora isto mais uma vez prova que o OOXML, não deveria ter sido tornado um standard, muito menos pela via acelerada (ISO Fast Track), pois demonstra que não tem maturidade e que até quem o criou e promoveu tem dificuldades em implementa-lo.

A notícia deste tópico em:

http://www.sdtimes.com/content/article.aspx?ArticleID=32228

Se quiserem mais informação sobre toda a fraude que foi o processo de aprovação do OOXML como standard ISO:

http://blog.softwarelivre.sapo.pt/tag/ooxml-assim-nao/

Office 2007 com 122000 erros de implementação do OOXML:

http://tech.slashdot.org/tech/08/04/21/1821251.shtml

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Os teus posts, para mim, só terão credibilidade quando perderes a mania que tudo aquilo que defendes é superior a Microsoft e insistires em escrever m$ e derivados. Ate podes ter razão em muitas das coisas que dizes, mas duas coisas quanto a isto:

1) Not the point se tens razão ou não...

2) Perdes toda a razão quando tens essa mania.

Sei que o alvo dos teus posts não sou eu de certeza, mas apeteceu-me fazer este comentário.

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Os teus posts, para mim, só terão credibilidade quando perderes a mania que tudo aquilo que defendes é superior a Microsoft e insistires em escrever m$ e derivados.

Relativamente ao m$, parece-me que tornam mais explícito que nos referimos à microsoft do que se se escrever ms...

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Já agora e para ser justo:

* acho positivo que a m$ adopte o ODF;

* acho positivo que a m$ se junte ao comité do ODF no OASIS (organização na qual se desenvolveu e desenvolve a especificação do ODF);

Só é pena que adopte tão tarde e que no passado se tenha recusado em colaborar na criação da norma.

Espero agora que a m$ não faça o mesmo que fez com os outros standards, embora não lhe dê o benefício da dúvida, porque a m$ já esgotou à muito tempo as oportunidades de demonstrar boa fé, agora tem que trabalhar muito mais para que recuperar a sua imagem. Só com factos concretizados e de forma séria, porque infelizmente muito do que tem feito não tem sido sério, tem sido apenas areia para os olhos dos que não estão tão atentos.

E edito o post para adicionar um link para um artigo da BBC sobre o assunto, em que parece que várias organizações partilham a minha opinião:

http://news.bbc.co.uk/2/hi/technology/7414547.stm

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Independentemente das minhas preferencias pessoais ou do facto da utilidade de suites tipo Office ser mais subjectiva do que aparenta ser, isto é uma boa notícia.

O passado já está cheio de confusões de formatos, começa-se finalmente a perceber que todos temos a ganhar com formatos abertos, e propriamente especificados e com implementações sólidas.

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Relativamente ao m$, parece-me que tornam mais explícito que nos referimos à microsoft do que se se escrever ms...

Eu nunca disse pa escrever ms, mas sim Microsoft, é nome da empresa, quer se goste ou não dela.

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Resposta ao tópico fechado:

As politicas das empresas facilmente afectam a qualidade dos seus produtos. Este é um desses casos.

E porquê? Em que é que as políticas da Microsoft afectaram o OOXML (o standard, não a sua implementação).

Se conhecesses as criticas técnicas ao OOXML (podes saber algumas num dos links que coloquei) irias ver que elas existem porque o OOXML, só existe por razões de más politicas da m$ e que ele tem defeitos graves provocados por más  políticas.

Conheço por alto algumas críticas técnicas ao OOXML, e, sinceramente, acho que estás a considerar OOXML como standard e implementação/uso tudo junto. Como standard, é bem claro que é uma jogada para (tentar) limpar um pouco o nome da empresa, já que é um esforço que estão a fazer para melhor interoperabilidade (claro que toda a bela tem o seu senão, e para esse acto ter mais exposição preferiram deitar o ODF para trás para haver mais barulho e depois sair "vitoriosa"). A equipa que desenvolve o Office, se não me engano, não é a mesma que escrever a especificação do OOXML. Como tal, para eles não era importante o seguimento dessa especificação. Aliás, a minha opinião foi mesmo de que o OOXML foi começado a ser implementado pela equipa do Office e depois veio outro pessoal da Microsoft documentar o que existia e melhorar (ou não) alguns pontos.

Quanto a ser chato, se não quiseres não leias e livras-te assim de te chateares.

Eu gosto de te ler, mesmo que te repitas de vez em quando :D
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Resposta à notícia:

Em relação ao suporte ao ODF, foi para silenciar um pouco o barulho que há, assim o pessoal desculpa a Microsoft e inconscientemente aceita o novo standard, por muitos "erros" (falta-me melhor palavra) que possa ter.

Em relação ao PDF, é um pouco igual ao ODF, mas sem tanta necessidade de silenciar pessoal, pelo que é mesmo só para o pessoal ficar mesmo com boa imagem.

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Por muito pouco que concorde com a atitude crítica do Falco, não é verdade muito do que disseste djthyrax:

A política da microsoft levou a que, por exemplo, o OOXML fosse aprovado prematuramente, comprometendo e muito o formato em si. E isto é uma consequência da política seguida.

O facto do OOXML existir é, por si só, uma questão de política de mercado. Toda a gente concorda que a criação do OOXML era desnecessária do ponto de vista do utilizador, bastava a microsoft implementar o ODF.

E é mais barato implementar o ODF do que criar um standard do início, e implementá-lo mal feito com as arestas por limar (visto ter sido criado à pressa).

Por outro lado, fazer com que o MSOffice seja o único produto a conseguir usar o "standard" faz compensar os custos de implementação, ainda que imperfeita.

Ou seja, por muitas voltas que dês, o OOXML só existe devido a uma política da m$, isto independentemente de a considerares errada ou não.

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Por acaso o MSOffice não é o único produto a usar o OOXML... Aliás, penso que neste momento a melhor implementação, é a disponível no iWork.

Mas parece-me que aquilo que a microsoft pretendia, era evitar que o mercado usasse um standard que não fosse controlado por ela. Assim, eles poderão adaptar o standard às suas necessidade.

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Independentemente das minhas preferencias pessoais ou do facto da utilidade de suites tipo Office ser mais subjectiva do que aparenta ser, isto é uma boa notícia.

O passado já está cheio de confusões de formatos, começa-se finalmente a perceber que todos temos a ganhar com formatos abertos, e propriamente especificados e com implementações sólidas.

hora nem mais

:P

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A política da microsoft levou a que, por exemplo, o OOXML fosse aprovado prematuramente, comprometendo e muito o formato em si. E isto é uma consequência da política seguida.

Sim, mas é uma política obviamente orientada pela equipa de markting e não do Office.

O facto do OOXML existir é, por si só, uma questão de política de mercado. Toda a gente concorda que a criação do OOXML era desnecessária do ponto de vista do utilizador, bastava a microsoft implementar o ODF.

E é mais barato implementar o ODF do que criar um standard do início, e implementá-lo mal feito com as arestas por limar (visto ter sido criado à pressa).

O OOXML não foi criado com objectivo principal melhorar a interoperabilidade, mas sim para ganhar mais uns fans no futuro, uma vez que ia publicar a sua especificação (coisa que do antigo .doc, .xls, etc era má onda, já que ouvi dizer que o que eles publicaram era uma confusão...), eles precisavam de mostrar trabalho, e tinha de ser melhor que o que existia, mesmo que fosse uma bosta.

Ou seja, por muitas voltas que dês, o OOXML só existe devido a uma política da m$, isto independentemente de a considerares errada ou não.

Eu não disse o contrário. :P
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O mundo da informática só se entende com protocolos e standards abertos. A tendência dos dos fechados é para acabar e de outra maneira não poderia ser.

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E porquê? Em que é que as políticas da Microsoft afectaram o OOXML (o standard, não a sua implementação).

Em tudo!

Há politica em tudo, incluindo no mundo técnico, e não se pode, nem deve pensar que não é assim, nem que deve deixar de o ser.

Quais foram as motivações politicas da m$ para criar o OOXML?

Impedir a fuga de clientes importantes para produtos concorrentes, que oferecem formatos que são standard e baseados em outros standards amplamente adoptados por toda a industria.

Muitos governos e organizações supra-governamentais, adoptaram politicas de preferência de formatos que sejam standard. A própria União Europeia (UE), tem recomendações de boas práticas para governos neste sentido.

Quando o ODF, foi publicado como uma especificação do OASIS, a Comissão Europeia (CE), fez um anuncio a felicitar essa acção, e a recomendar que a industria (e em particular a m$), adopta-se formatos standard e baseados em XML, a CE recomendou também que a especificação do ODF fosse tornado um standard ISO, sendo que foram iniciados imediatamente trabalhos nesse sentido, até porque tornar a especificação num standard amplamente aceite, tinha sido sempre o objectivo.

Tudo isto deixou a m$ em muitos maus lençois. O m$ office é dos poucos produtos que dão realmente lucro à m$ e se os governos queriam utilizar formatos standard, então acabariam a abandonar os produtos da m$, porque estes não os suportavam.

A m$, que se recusou a colaborar nos trabalhos da criação da especificação do ODF (apesar de na altura presidir ao OASIS), também não queria adoptar o ODF, porque isso permitiria criar um mercado mais competitivo, pois os seus clientes poderiam passar a migrar de uma aplicação para outra com muito mais facilidade.

A m$ também tinha um problema: todas as tentativas anteriores, de criar, um formato baseado em XML, tinham falhado em conseguir uma adopção significativa, por várias razões: não eram usados por omissão nas aplicações; os ficheiros eram muito grandes, quando comparados com outros formatos e demasiado para as possibilidades dos utilizadores; não suportavam macros em algumas aplicações; falta de compatibilidade com formatos legados da m$. Por isso e por ainda mais razões (por exemplo: estavam cheios de BLOBs) esses formatos anteriores não poderiam ser utilizados. Isto deixava apenas uma alternativa à m$, que era criar um formato próprio, que tinha mais uma vantagem que seria o controlo por parte da m$ das especificações e de patentes sobre vários aspectos do formato.

Ou seja a m$ criou o OOXML, porque não queria correr o risco de perder clientes e porque queria graças a patentes continuar a garantir que só consegue implementar realmente o formato quem a m$ aceitar que implemente.

Como é que as politicas da m$ continuaram a afectar a falta de qualidade da especificação?

* a m$ estava atrasada. O ODF já estava a ser adoptado por vários produtos concorrentes, o que fazia com que os clientes que queriam utilizar standards tinham agora essa possibilidade. A m$ teve que desenvolver o formato à pressa para poder recuperar algum do tempo perdido. Como a especificação tem alguns milhares de páginas e é extremamente complexo, é óbvio que isto resultou em inúmeros defeitos;

* a m$ não reaproveitou standards já existentes (MathML, SVG, etc...), o que normalmente é uma boa prática e teria facilitado o desenvolvimento do formato com menos defeitos técnicos;

* não existe uma única implementação de referência e completa do OOXML, nem sequer a m$ cumpre a especificação, o que faz com que seja fácil que hajam inúmeros problemas que só seriam encontrados com uma implementação;

* parte do formato continua a ser secreto, pois o documento de especificação tem coisas como: "fazer como no word97". Ora as especificações de formatos como word97, são proprietárias e fechadas, para além de cobertas por inúmeras patentes. O que faz com que não sejam possível à industria adoptar o formato na sua totalidade e que não se possa avaliar a qualidade do formato em diversos aspectos, porque não podem ser discutidos publicamente;

Tudo isto são escolhas politicas com repercursões técnicas.

Conheço por alto algumas críticas técnicas ao OOXML, e, sinceramente, acho que estás a considerar OOXML como standard e implementação/uso tudo junto.

Não, não estou. Nem tem qualquer lógica pensares isso com base no que eu disse.

A equipa que desenvolve o Office, se não me engano, não é a mesma que escrever a especificação do OOXML. Como tal, para eles não era importante o seguimento dessa especificação.

Isso que dizes não tem qualquer lógica!!

As coisas não são feitas de forma assim tão estanques. As estratégias para estas coisas são integradas, outra coisa não faz sentido nenhum, nem é uma prática comum nos negócios.

Aliás, a minha opinião foi mesmo de que o OOXML foi começado a ser implementado pela equipa do Office e depois veio outro pessoal da Microsoft documentar o que existia e melhorar (ou não) alguns pontos.

E essa tua opinião é baseada em quê? Em que factos é que te baseias? Ou é puramente expeculação?

Em relação ao suporte ao ODF, foi para silenciar um pouco o barulho que há, assim o pessoal desculpa a Microsoft e inconscientemente aceita o novo standard, por muitos "erros" (falta-me melhor palavra) que possa ter.

Poderia ter sido esse o caso. Mas tendo em conta tudo o que aconteceu e está a acontecer, não me parece que seja esse o caso. Por exemplo não existe nenhuma implementação correcta do OOXML, nem existe nenhuma implementação completa e muitas das implementações que existem só existem graças a acordos de parceria com a m$ (o que derrota todo o propósito de ser um standard). O que se passa é que a especificação do OOXML é demasiado complexa e tem demasiados defeitos para ser realmente implementada e a par disso vários governos (Alemanha, Belgica, Holanda) já anunciaram que mesmo sendo um standard, não vão utilizar o OOXML por vários razões incluindo o preferirem o ODF e existe claramente o risco de outros países seguirem o mesmo caminho. Para além disso o prazo para publicação da especificação aprovada pelo ISO, já passou à muito tempo e ninguém teve acesso à especificação e associado a isso há 3 reclamações junto do ISO e IEC (e talvez uma quarta) a respeito do processo que levou à aprovação do OOXML como um standard, sendo mesmo possível que se volte atrás nessa decisão. Ou seja, parece que o OOXML ainda está longe de ser aquilo que a m$ queria que viesse a ser e a culpa é da própria m$. Isto tudo pode facilmente levar ao abandono do OOXML, ou pelo menos a passa-lo para um segundo plano, favorecendo-se por isso a adopção do ODF, como a solução que a m$ tem que aceitar, por pouco que queira.

Em relação ao PDF, é um pouco igual ao ODF, mas sem tanta necessidade de silenciar pessoal, pelo que é mesmo só para o pessoal ficar mesmo com boa imagem.

Aqui discordo novamente!

Porquê?

Antes de mais é preciso um contexto...

Tal como o ODF, o PDF/A e o PDF/E são também à algum tempo standards do ISO e a Adobe tem trabalhado no sentido de levar ao ISO outras versões do PDF (por exemplo PDF/X).

A m$ tem um "formato" chamado XPS e este formato tem em parte o objectivo de competir com o PDF e com o PS. A adopção do PDF por parte da m$, é admissão de várias coisas:

* as pessoas querem suporte directo para PDF nas ferramentas de produtividade;

* a malta do OO.o foi esperta em incluir suporte para PDF no seu software;

* o XPS falhou como competidor com o PDF e PS, porque não só tem menos funcionalidades que o PDF, como tem muito menos aceitação;

Sim, mas é uma política obviamente orientada pela equipa de markting e não do Office.

É uma politica da empresa, não interessa quem é que a criou, interessa que a empresa adoptou. A empresa tem liderança a cima das equipas que produzem software. E não só nenhum produto isoladamente por cada equipa, como é óbvio que várias equipas incluindo as de marketing contribuem para criar um produto. Não se cria um produto sem que haja um conceito e politicas de marketing para esse produto.

O OOXML, não é uma tentativa de obter fans, como já expliquei antes, é uma tentativa de proteger uma das duas cash cows da m$, o m$ office (a outra é o window$).

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Aqui discordo novamente!

Porquê?

Antes de mais é preciso um contexto...

Tal como o ODF, o PDF/A e o PDF/E são também à algum tempo standards do ISO e a Adobe tem trabalhado no sentido de levar ao ISO outras versões do PDF (por exemplo PDF/X).

A m$ tem um "formato" chamado XPS e este formato tem em parte o objectivo de competir com o PDF e com o PS. A adopção do PDF por parte da m$, é admissão de várias coisas:

* as pessoas querem suporte directo para PDF nas ferramentas de produtividade;

* a malta do OO.o foi esperta em incluir suporte para PDF no seu software;

* o XPS falhou como competidor com o PDF e PS, porque não só tem menos funcionalidades que o PDF, como tem muito menos aceitação;

Já li em vários lados que a m$ queria adicionar o suporte para PDF no Office (aliás, penso que alguns betas até chegaram a ter essa funcionalidade), e que foi a Adobe que não permitiu. Ou seja, a "malta do office", se não disponibiliza a possibilidade de guardar o ficheiro em PDF, não é por falta de esperteza. E acho que foi depois disso que a m$ se virou para o XPS.

PS: Aquela que me parece ser a grande diferença entre o PDF/XPS e o ODF, é o facto de um se destinar a documentos estáticos, enquanto que o outro é para documentos editáveis (eu sei que o pelo menos o PDF também é editável, mas oferece muito poucas funcionalidades a este nível).

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Já li em vários lados que a m$ queria adicionar o suporte para PDF no Office (aliás, penso que alguns betas até chegaram a ter essa funcionalidade), e que foi a Adobe que não permitiu.

Não acredito nisso. Pela simples razão de haverem imensas implementações de PDF licenciadas como Software Livre e de o PDF ser como já disse um standard. Não estou a ver como é que a Adobe conseguiria impedir a m$ de implementar o PDF, até porque a Adobe assumiu num documento público que se compromete a não processar ninguém por violação de eventuais patentes que detenha que digam respeito ao PDF.

Tens aí as fontes? Ou sabes quais eram?

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Uma busca no Google por "adobe office pdf support" dá alguns resultados que indicam isso. É claro que falta saber a sua fiabilidade.

Na altura penso que se cheguei a ler que a Adobe invocou que, ao ser incluído o suporte de raiz,  devido a posição dominante do Office, isso iria limitar a adopção de produtos concorrente (o argumento semelhante ao usado no caso do IE e WMP), e penso que este assunto chegou mesmo aos tribunais.

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O argumento da Adobe parece ser esse... No entanto não faz qualquer sentido se for analisado com alguma profundidade. Aliás até vai contra os princípios das decisões em outras acções juridicas e regulamentares que foram feitas contra a m$.

Isto é mais uma amostra que a Adobe também não é de confiança... E que tal como todos os fabricantes de software proprietário não querem um mercado livre em que os consumidores escolhem baseados nos méritos dos produtos e serviços, mas sim em monopólios criados de forma artificial.

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Muito sinceramente, parece-me semelhante aos processos que obrigaram a microsoft a tirar certos programas/funcionalidades do windows. Ainda que a maior parte do software que conhecia, não fosse específico para Office, há muita gente que pouco mais usa num pc do que isso.

Não quero dizer que ache esta limitação totalmente justificável, mas parece-me que a existência dessa funcionalidade de raiz no Office deixaria os produtos rivais (não só da Adobe, pois o que não falta é software para este efeito) em desvantagem.

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Uma coisa é tirar uma funcionalidade de um programa, outra é retirar um programa de uma distribuição de um sistema operativo. Principalmente quando essa funcionalidade é o suporte para um standard.

Para além disso acho erradas as decisões que obrigaram a m$ a retirar software do window$. O correcto é publicação de especificações de formatos, protocolos e APIs de forma a poderem ser livremente implementados e utilizados por todos.

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Não percebi a intenção do teu post... De qualquer forma não vejo onde está o problema, o "add-in" está disponível à borla, não se paga mais para o ter. Se não o incluiram no produto final, por alguma razão deve ter sido, provavelmente essas cenas legais que tanto falam. Porque este "add-in" está disponível praticamente desde que saiu o Office 12...

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Não percebeste porque pensaste que estava a escrever para ti, quando estava a responder ao Rui Carlos.

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