• Revista PROGRAMAR: Já está disponível a edição #53 da revista programar. Faz já o download aqui!

Hipnoted

Portugal perdeu 100 milhões de euros com pirataria de software em 2007

57 mensagens neste tópico

Portugal registou no ano passado uma taxa de pirataria associada aos produtos de software de 43 por cento. O valor é igual àquele que a Business Software Alliance tinha apurado para os dois anos anteriores, revelando uma estagnação do fenómeno. Mesmo assim, o valor calculado das perdas geradas pela utilização de produtos pirateados aumentou em 20 milhões de dólares, passando a fixar-se nos 160 milhões de dólares (108 milhões de euros).

Em termos globais, a taxa de software pirateado aumentou 3 pontos percentuais e passou a fixar-se nos 38 por cento. A evolução quebra a tendência de estagnação do fenómeno registada ao longo dos últimos três anos. De acordo com os números apresentados no estudo da BSA, elaborado pela IDC, os prejuízos mundiais da pirataria de software ascenderam em 2007 a 47,8 mil milhões de dólares, mais 20,4 por cento que no ano anterior.

A Europa Ocidental é a segunda entre as seis regiões analisadas no estudo mais penalizada com a pirataria, com perdas imputadas de 11,6 mil milhões de dólares. Na liderança está a região Ásia-Pacífico com perdas de 14 mil milhões de dólares e uma taxa de pirataria de 59 por cento. Os Estados Unidos e Canadá surgem na terceira posição, seguidos da Europa Central e de Leste e do Médio Oriente e África.

Numa análise de dados tendo em conta as taxas de pirataria mais elevadas os números divergem. Nesta perspectiva, a Europa Central e de Leste é a região do globo onde a taxa de software pirateado é mais elevada (68 por cento). A América Latina surge em segundo lugar com 65 por cento do software usado no país a ser considerado ilegal e a região do Médio Oriente e África em terceiro. Nos Estados Unidos apenas um quinto do software usado é pirata e na Europa Ocidental um terço. Os números da BSA dizem apenas respeito a produtos de software em pacote para computadores pessoais.

Fonte

0

Partilhar esta mensagem


Link para a mensagem
Partilhar noutros sites

É praí a 3ª noticia destas que me lembro de ler em menos de 1 ano. Este assunto já está mais que gasto, evitam de continuar a bater na mesma tecla...

0

Partilhar esta mensagem


Link para a mensagem
Partilhar noutros sites

É praí a 3ª noticia destas que me lembro de ler em menos de 1 ano. Este assunto já está mais que gasto, evitam de continuar a bater na mesma tecla...

Isso.

e resta saber para quem, tipo... para o pessoal que usou o software então foi uma benifício de 100 milhões de euros supostamente.

0

Partilhar esta mensagem


Link para a mensagem
Partilhar noutros sites

eu acho que isto é um assunto muito delicado... para um programador é uma frustracao enorme ver o seu programa em todos os sites, sem ter recebido nada em troca... isto nao acontece so com o software, musicas e filmes... tudo hoje em dia é constantemente pirateado... as pessoas arriscam se a qualquer dia nao terem programas, nem musica devido ha pirataria... a nao ser que os piratas se resignem...

0

Partilhar esta mensagem


Link para a mensagem
Partilhar noutros sites

eu acho que isto é um assunto muito delicado... para um programador é uma frustracao enorme ver o seu programa em todos os sites, sem ter recebido nada em troca... isto nao acontece so com o software, musicas e filmes... tudo hoje em dia é constantemente pirateado... as pessoas arriscam se a qualquer dia nao terem programas, nem musica devido ha pirataria... a nao ser que os piratas se resignem...

Isso é o que te tentam fazer acreditar. No entanto  estamos aqui numa comunidade de programadores com mais de 5000 memebros e ninguem recebe um tostão por aqui estar.

0

Partilhar esta mensagem


Link para a mensagem
Partilhar noutros sites

eu acho que isto é um assunto muito delicado... para um programador é uma frustracao enorme ver o seu programa em todos os sites, sem ter recebido nada em troca... isto nao acontece so com o software, musicas e filmes... tudo hoje em dia é constantemente pirateado... as pessoas arriscam se a qualquer dia nao terem programas, nem musica devido ha pirataria... a nao ser que os piratas se resignem...

Será? Depende do programador e das suas intenções ao criar um programa. Eu como programador, se lançasse um software e o vi-se em todos os sites até me sentia lisonjeado porque era sinal de que ele era bom ;).

0

Partilhar esta mensagem


Link para a mensagem
Partilhar noutros sites

ah! malditos piratas que roubam o pão aos programadores!

Se não fosse a pirataria de software, os programadores teriam ordenados mais elevados; se não fosse a pirataria de músicas, os músicos  ganhariam muito mais dinheiro; se não fosse a contrafacção de roupa de marca, as operárias têxteis teriam ordenados em condições.

Se a história fosse tão simples como se conta, os problemas eram muito mais fáceis de resolver.

0

Partilhar esta mensagem


Link para a mensagem
Partilhar noutros sites
para um programador é uma frustracao enorme ver o seu programa em todos os sites, sem ter recebido nada em troca...

Eu como programador, não partilho da tua opinião!

Ganho a vida como programador e não tenho qualquer problema que se re-distribua livremente qualquer coisa que eu faça e tenha distribuido.

Sou programador e defensor do Software Livre, por isso não partilho da tua opinião. Sugiro que tenhas em conta que há mais como eu por isso, quando manifestas essa tua opinião faz de uma forma a que não pareça que é a opinião de todos os programadores.

... isto nao acontece so com o software, musicas e filmes... tudo hoje em dia é constantemente pirateado...

O legalmente e linguisticamente crime de pirataria tem a ver com assaltos a barcos e aviões. Isto de que falamos é uma violação de direito de autor. A utilização do termo pirataria é apenas guerra psicológica, por parte da industria de conteúdos e de software proprietário com o objectivo de fazer parecer as violações de direito de autor pior do que são.

as pessoas arriscam se a qualquer dia nao terem programas, nem musica devido ha pirataria... a nao ser que os piratas se resignem...

Isso é absolutamente falso!

O Software Livre é a solução, também há cultura livre e modelos de licenciamento e distribuição de conteúdos que têm tido um enorme sucesso (por exemplo o iTunes) desde a massificação da utilização da Internet como meio de distribuição ilegal de conteúdos e software.

O que vai acontecer é que a industria vai ter mudar de modelos de negócio para ter em conta a realidade tecnológica, social, económica e cultural. Não é com modelos de negócio arcaicos e sem qualquer contacto com a realidade que a industria vai prosperar se não mudar vai tornar-se obsoleta, mas quem vai sofrer com isso são os que controlam a industria, porque os consumidores e programadores continuaram a resolver os seus problemas.

0

Partilhar esta mensagem


Link para a mensagem
Partilhar noutros sites

Será? Depende do programador e das suas intenções ao criar um programa. Eu como programador, se lançasse um software e o vi-se em todos os sites até me sentia lisonjeado porque era sinal de que ele era bom ;).

Se tivesses a receber dinheiro pela tua criacao, e a visses que avia certos sites que a distribuiam de borla acho que nao era bem assim...

0

Partilhar esta mensagem


Link para a mensagem
Partilhar noutros sites

Isto é um assunto que mexe comigo por conhecer diversas áreas e por me sentir triste com isto. Acho, acima de tudo, falta de respeito para com o trabalho dos outros!

Não acredito que ninguém que programe ou que componha música ou, ainda, que faça cinema ou literatura queira ver o ser trabalho cair em saco roto. Em qualquer área de negócio há sempre problemas. Este é um problema que afecta mais do que uma área e no entanto só uma. À conclusão que cheguei é que, por mais que se queira, tudo o que seja passível de passar para um meio/suporte digital deixa de ser, a médio prazo, rentável na essência do negócio do "toma lá, dá cá", passo a expressão. O negócio evoluiu. As coisas mudaram. Mas detesto ver o meu trabalho usurpado. É uma questão de respeito pelo próximo!

Concordo com o software livre na sua ideologia mas as pessoas infelizmente pensam que todo o software é livre. O mesmo com a música. Se há quem queira oferecer aquilo que produz e que veja todo o seu interesse nisso ainda bem! Tem o meu apoio!

Muitas das empresas que fazem software vivem de outros negócios que não a venda de software. O caso mais conhecido é o da Google. Vivem de publicidade. Publicidade é o negócio deles e o software deles é gratuito ainda que tenham desenvolvido muito software para clientes.

Noto sempre uma coisa neste tipo de tópico: a arrogância por parte de quem se está a marimbar com isso e a arrogância de quem só vê o outro lado da moeda e o factor "euros" no final e não pode ser assim.

"Os programadores também têm de comer" foi o que disse alguém com mais conhecimentos do que eu e o qual respeito (penso ser um dos responsáveis pelo projecto fedora no brasil - não encontrei a fonte onde li isso). Ou seja, no limite o programador vai morrer de fome pois se o seu trabalho não é pago de que interessa trabalhar?

Acho que este aspecto é o mais importante. Receber pelo trabalho. Ninguém questiona se o dentista fez um bom trabalho ou se o médico ao qual se deu um balúrdio nos medicou da melhor maneira... Pagamos e não questionamos. Ninguém se preocupa se quem fez o software sobrevive... Isto é uma selva!!

A única direcção que vejo é no sentido dos serviços mas quem quer pagar por um serviço no nosso país? Quem está disposto a pagar por mão-de-obra classificada? "Isso do PC? o meu puto dá um jeito... tenho lá um vizinho que também sabe mexer..."

Acho que a informática/programação é um mercado que é cada vez mais ingrato. Isto pode parecer treta mas sinto-me triste com a evolução do Homem.

Estou aberto a críticas construtivas! Gosto de saber outras opiniões. Mas não me venham com aquela estória de que as grandes empresas pedem muito por software e não me dêem exemplos de software ditos "chave" ou software de eleição! Não acho esse argumento válido até porque grandes empresas empregam muita gente.

Acho que quem quer usar software livre que o use até por questões de evolução das linguagens! Acho a partilha de conhecimento uma coisa muito favorável e boa para impulsionar os mercados!

Fica o meu desabafo!

1abraço!

(sei que este post vai disparar em todas as direcções!)

0

Partilhar esta mensagem


Link para a mensagem
Partilhar noutros sites

Acho que toda a gente aqui é contra a usurpação. Mas repara, uma pessoa utilizar software crackado não é usurpação. Isso é o primeiro ponto.

O segundo é que a música e os filmes são artes em primeiro lugar, só depois é que são oportunidades de negócio. E até te digo, por causa de se terem transformado em negócios é que já deixei de ouvir música na rádio ( tirando um ou outro programa de autor que passa na RDP ) e de ver filmes. Não é em forma de protesto, é que esta subversão do processo de criação resultou num detiorar até à podridão da qualidade artistica de tudo quanto é uma boa oportunidade de negócio.

Nomeadamente a música que passa na rádio é insuportável e os filmes que chegam de hollywood são de dar vómitos.

Depois, ninguem está a falar em deixar de pagar aos programadores. Não sei de onde é que vem essa associação. O que há, são pessoas que defendem que cobrar por uma cópia de software e depois dizer ao utilizador em que condições ele a pode usar é diminuir a liberdade básica do utilizador enquanto cidadão numa economia de mercado.

Na minha opinião o desenvolvimento deve focar-se mais nisso mesmo, em desenvolvimento. Em vez disso temos autenticas linhas de montagem de software cujo output são peças de software redundantes, incompativeis umas com as outras e direcionadas para um mercado que não precisa propriamente delas.

É a velha 'máxima' que dizia o salazar, "povo ignorante é povo feliz". E andamos nisto, mantêm-se as massas na sua estupidez e elas ficam todas contentes com ela. Nada de mal nisso, quem quiser tem todo o direito à ignorancia, eu próprio sei de coisas que preferia nunca ter sabido. Agora, o que não posso aceitar é pregar à ignorância.

Por outras palavras, não me importo que se use software proprietário nem sou contra a existencia deste, o que me leva aos arames é dizer-se que todo o software tem que ser proprietário e insistir neste mito que os programadores têm que ganhar dinheiro através da venda desse software.

Só para dar uma pista, quando estão a ver televisão estão a pagar alguma coisa ao inventor do transistor ou à sua família? Quando andam de carro ou bicicleta pagam alguma coisa ao gajo que descobriu a roda? Se me conseguirem explicar a diferença...

0

Partilhar esta mensagem


Link para a mensagem
Partilhar noutros sites

Só para dar uma pista, quando estão a ver televisão estão a pagar alguma coisa ao inventor do transistor ou à sua família? Quando andam de carro ou bicicleta pagam alguma coisa ao gajo que descobriu a roda? Se me conseguirem explicar a diferença...

Quando fazes software também não pagas a quem inventou todos os algoritmos que correm no teu computador, toda a teoria que faz os teus compiladores funcionarem, ... Assim como não pagas por todas as provas científicas e todo o research que tem existido ao longo dos anos para estares a escrever hoje no computador. Assim como pagas por uma televisão, pela sua construção, pelos materiais com que ela foi construida, pelos trabalhores que a montaram e pelo transporte das fábricas até tua casa, também pagas por um programa, pelo tempo gasto pelo autor para fazer um software que tu queres usar.

E não percebi essa de criticar a música e o cinema. Se não gostas do que passa na rádio, não oiças. Não és obrigado! Eu também não gosto da maioria das músicas nem dos filmes que saem, mas não digo mal do trabalho dos outros. Lá porque eu não gosto, não significa que não existam pessoas com gostos diferentes.

E acredito que os autores devam ser recompensados pelo seu trabalho. Eu sigo uma filosofia simples: quem não quer, não compra! Agora não venham criticar quem está a ganhar dinheiros com certos modelos de negócio que vocês não acham os mais correctos. Isso cheira-me mais a dor de cotovelo da parte de alguns.

Outra coisa que me faz confusão é como é que esperam que um simples programador ganhe a vida com suporte. Isso pode ser um modelo viável em certas àreas mas não estou a ver como é que isso pode funcionar em todos os casos.

0

Partilhar esta mensagem


Link para a mensagem
Partilhar noutros sites

E vamos ao debate das patentes, que para mim é o fundo da questão.

Para que raio existem patentes? Há patentes para tudo e mais alguma coisa, mesmo coisas insignificantes.

0

Partilhar esta mensagem


Link para a mensagem
Partilhar noutros sites
Quando fazes software também não pagas a quem inventou todos os algoritmos que correm no teu computador, toda a teoria que faz os teus compiladores funcionarem, ... Assim como não pagas por todas as provas científicas e todo o research que tem existido ao longo dos anos para estares a escrever hoje no computador. Assim como pagas por uma televisão, pela sua construção, pelos materiais com que ela foi construida, pelos trabalhores que a montaram e pelo transporte das fábricas até tua casa, também pagas por um programa, pelo tempo gasto pelo autor para fazer um software que tu queres usar.

Uma televisão tem um valor enquanto objecto físico, é isso que pagas, não tenhas dúvidas que não pagas mais nada. O software não tem esse valor, pelo que não precisas de pagar. Podes eventualmente ter que pagar coisas que sejam necessárias para usar um software ou o simples facto de este ser escrito para ti. Agora a comparação com uma televisão não é válida. Se conseguires copiar uma televisão a partir de outra então a comparação já era válida.

Repara que podes vender uma televisão usada... porque ela é tua, pagaste por ela. Pela tua ordem de ideias a transacção de uma televisão usada teria que canalizar fundos mais uma vez por quem a concebeu, o que obviamente não acontece.

E não percebi essa de criticar a música e o cinema. Se não gostas do que passa na rádio, não oiças.

Está bem explicado no post acima. Não adiante repetir.

Anyway, o que te leva a crer que ouço? Podes crer que não ouço, o que eu não percebi é porque é que a minha opinião é válida.

De resto "não gostas não oiças" diz pouco, se não gosto é natural que não ouça, a não ser que seja masoquista.

E acredito que os autores devam ser recompensados pelo seu trabalho. Eu sigo uma filosofia simples: quem não quer, não compra! Agora não venham criticar quem está a ganhar dinheiros com certos modelos de negócio que vocês não acham os mais correctos. Isso cheira-me mais a dor de cotovelo da parte de alguns.

Quem não gosta não compra, devia de facto ser assim, infelizmente não é. Há quem tenha que comprar por outras razões que vão alem do 'gostar', o problema é exactamente esse, é que a filosofia que tu defendes não existe na prática, se existisse não estavamos aqui a discutir.

Mas quanto aos modelos de negócios... Não devem ser criticados porquê? Porque razão são isentos de crítica?

Já agora, dor de cotovelo de quem por parte de quem e por que razão?

Quanto aos 'autores' até nem são os que mais recebem, mas eu tambem defendo que eles devem receber pelo que fazem. Mas isso não é o mesmo que ganharem o direito de receberem pelo trabalho de outros que usem o bem pelos primeirs criados.

Já que cá estamos, arte e bens de uso prático são dois casos diferentes com caracteristicas diferentes.

Outra coisa que me faz confusão é como é que esperam que um simples programador ganhe a vida com suporte. Isso pode ser um modelo viável em certas àreas mas não estou a ver como é que isso pode funcionar em todos os casos.

Eu já reparei noutros posts que estás realmente confundido, ninguem está a dizer que o suporte pago é solução. Um programador pode ganhar dinheiro simplesmente se arranjar quem esteja disposto a pagar pelo trabalho dele. Isto não necessita que o software tenha que ser rantabilizado através da venda cópia a cópia.

Há tantas possibilidades, software para usos específicos que tem que ser escrito para o efeito, software que é incluido noutros produtos, se lá, software para websites, etc etc. todos estes negócios geram lucro, e há muitos outros.

0

Partilhar esta mensagem


Link para a mensagem
Partilhar noutros sites

O software não tem esse valor, pelo que não precisas de pagar. Podes eventualmente ter que pagar coisas que sejam necessárias para usar um software ou o simples facto de este ser escrito para ti.

Não tem esse valor porquê? Porque tu decidiste?

Repara que podes vender uma televisão usada... porque ela é tua, pagaste por ela. Pela tua ordem de ideias a transacção de uma televisão usada teria que canalizar fundos mais uma vez por quem a concebeu, o que obviamente não acontece.

Também podes vender software e jogos usados. Existem muitas lojas que fazem isso.

Anyway, o que te leva a crer que ouço? Podes crer que não ouço, o que eu não percebi é porque é que a minha opinião é válida.

De resto "não gostas não oiças" diz pouco, se não gosto é natural que não ouça, a não ser que seja masoquista.

Então tem algum respeito pelo trabalho dos outros. Já noutro tópico começaste a dizer mal dos jogos recentes que eram uma porcaria. Agora fizeste o mesmo com a música e os filmes. Tens todo o direito a fazê-lo, mas devias ter o bom senso de não dizer que algo é uma porcaria só porque não gostas.

Quem não gosta não compra, devia de facto ser assim, infelizmente não é. Há quem tenha que comprar por outras razões que vão alem do 'gostar', o problema é exactamente esse, é que a filosofia que tu defendes não existe na prática, se existisse não estavamos aqui a discutir.

Em termos de software nunca fui obrigado a comprar nada.

Mas quanto aos modelos de negócios... Não devem ser criticados porquê? Porque razão são isentos de crítica?

Já agora, dor de cotovelo de quem por parte de quem e por que razão?

Mas isso não é o mesmo que ganharem o direito de receberem pelo trabalho de outros que usem o bem pelos primeirs criados.

Esta parte não percebi.

Já que cá estamos, arte e bens de uso prático são dois casos diferentes com caracteristicas diferentes.

A meu ver não há uma grande distinção entre arte e bens práticos nas áreas que estamos a falar. Isso é algo subjectivo.

Eu já reparei noutros posts que estás realmente confundido, ninguem está a dizer que o suporte pago é solução. Um programador pode ganhar dinheiro simplesmente se arranjar quem esteja disposto a pagar pelo trabalho dele. Isto não necessita que o software tenha que ser rantabilizado através da venda cópia a cópia.

Se estou confundido vou voltar a perguntar pela milionésima vez, já que ninguém consegue responder a esta simples questão: como é que posso ganhar o mesmo ou mais dinheiro distribuindo o software de forma livre do que se vender cópia a cópia?

Há tantas possibilidades, software para usos específicos que tem que ser escrito para o efeito,

Todos os softwares são para usos específicos que têm de ser escritos para o efeito...

software que é incluido noutros produtos, se lá, software para websites, etc etc.

Software para websites? Uh... é software na mesma. Mas mesmo software livre em website só ganhas com publicidade. Vender cópias praticamente rende sempre mais.

todos estes negócios geram lucro, e há muitos outros.

Já dei o exemplo dos jogos. Segundo essa filosofia deviam ser de borla... acho que até foste tu que disseste isso noutro tópico...

Essa conversa de vender software livre é muito engraçada, mas não vejo praticamente ninguém a comprar o Linux, Firefox, <insert your popular free software here>...

0

Partilhar esta mensagem


Link para a mensagem
Partilhar noutros sites

Essa conversa de vender software livre é muito engraçada, mas não vejo praticamente ninguém a comprar o Linux, Firefox, <insert your popular free software here>...

Sem querer comentar o resto, uma vez que não percebeste de todo o que o pedrotuga quis dizer, o facto desses softwares existirem é a prova de que é possível.

0

Partilhar esta mensagem


Link para a mensagem
Partilhar noutros sites

Uma televisão tem um valor enquanto objecto físico, é isso que pagas, não tenhas dúvidas que não pagas mais nada.

Achas mesmo?

Achas que quando compras estes televisores topo de gama, pagas apenas o custo de fabrico?

O dinheiro para os centros de I&D das empresas devem ser pagos com dinheiro caído do céu... Não há patentes nos televisores?

0

Partilhar esta mensagem


Link para a mensagem
Partilhar noutros sites
como é que posso ganhar o mesmo ou mais dinheiro distribuindo o software de forma livre do que se vender cópia a cópia?

Não ganhas. Sempre pensei que fosse uma pergunta de retórica, daquelas que não são para ser respondidas.

Se dás (grátis, à borla) software só recebes dinheiro se to quiserem dar.

Se vendes licenças de utilização de software, recebes dinheiro (ou géneros).

Dito por outras palavras: se impões como contrapartida que alguém, para usar o teu software, te pague o que quer que seja, ganhas; se não impões não ganhas.

Isto não tem nada que ver com a licença do software. Não faças confusão. A tua pergunta também é válida para o freeware (software fechado e gratuito).

Essa conversa de vender software livre é muito engraçada, mas não vejo praticamente ninguém a comprar o Linux, Firefox, <insert your popular free software here>...

Não sei se conheces o Patrick Volkerding, mas ele vive exclusivamente do que recebe com a venda de cópias do Slackware Linux. É possível? é. Ficas milionário? não.

0

Partilhar esta mensagem


Link para a mensagem
Partilhar noutros sites

Por outras palavras, não me importo que se use software proprietário nem sou contra a existencia deste, o que me leva aos arames é dizer-se que todo o software tem que ser proprietário e insistir neste mito que os programadores têm que ganhar dinheiro através da venda desse software.

A mim levam-me ao arames duas coisas: achar que todo o software tem que ser proprietário, e achar que todo o software tem que ser livre.

Acho que isto deve ficar ao critério de quem o desenvolve. Desde que se garantam questões como a interoperabilidade, e não se impeça outros de desenvolver software semelhante, o programador deve ter o direito de decidir como quer comercializar o seu software. Penso que o importante é apenas garantir que o consumidor tem o direito de escolher.

PS: Penso que o que se refere na notícia é o facto de algumas pessoas não respeitarem o direito do programador escolher a forma como comercializa o software que desenvolve.

0

Partilhar esta mensagem


Link para a mensagem
Partilhar noutros sites

Não ganhas. Sempre pensei que fosse uma pergunta de retórica, daquelas que não são para ser respondidas.

Se dás (grátis, à borla) software só recebes dinheiro se to quiserem dar.

Se vendes licenças de utilização de software, recebes dinheiro (ou géneros).

Dito por outras palavras: se impões como contrapartida que alguém, para usar o teu software, te pague o que quer que seja, ganhas; se não impões não ganhas.

Então não venham dizer que se pode viver bem de software distribuido de borlix. Talvez existam empresas que façam isso, mas em contrapartida também existem concorrentes que ganham muito mais com software proprietário.

Isto não tem nada que ver com a licença do software. Não faças confusão. A tua pergunta também é válida para o freeware (software fechado e gratuito).

Já é a segunda vez que posto isto aqui:

    * Freedom 0: The freedom to run the program for any purpose.

    * Freedom 1: The freedom to study and modify the program.

    * Freedom 2: The freedom to copy the program so you can help your neighbor.

    * Freedom 3: The freedom to improve the program, and release your improvements to the public, so that the whole community benefits.

Se o software for livre mesmo que seja pago os outros podem distribuir livremente o meu trabalho!

Tal como o Rui Carlos disse o que já leva as pessoas ao arames é malta que vem para aqui dar os seus discursos de que todo o software deve ser livre. Se acreditam tanto na liberdade, então pensem um pouco que estão a restringir a liberdade dos outros a "obrigar" os outros a lançar as coisas de borla.

0

Partilhar esta mensagem


Link para a mensagem
Partilhar noutros sites
Se o software for livre mesmo que seja pago os outros podem distribuir livremente o meu trabalho!

Touché!

então pensem um pouco que estão a restringir a liberdade dos outros a "obrigar" os outros a lançar as coisas de borla.

Mas não somos todos crescidinhos? maiores e vacinados? "'obrigar' os outros a " o que quer que seja? Mas onde é que estamos? As minhas obrigações estão escritas nas leis. É com essas que eu (bem ou mal) me oriento. Não conheço nenhuma lei (da República) que me obrigue a lançar o software que eu produzo sob qualquer espécie de licença que seja. Ainda não chegámos à madeira!

O que pode (e na minha opinião, devia!) haver seriam leis que obrigassem a que o software adquirido pelo Estado fosse Livre. Mas isso é outra matéria... ainda mais off-topic que esta.

0

Partilhar esta mensagem


Link para a mensagem
Partilhar noutros sites

Triton,

O software não tem esse valor por causa da sua natureza, é uma coisa abstracta. Não sou eu que decido isto, se não consegues perceber a diferença entre um bem físico e um bem abstracto eu tambem não sei como explicar algo que me parece obvio.

Há lojas de jogos usados, pois há, porque são vendidos num soporte físico mais uma vez foste cair no mesmo erro. Porque é que não há lojas de mp3 usados? De bens digitais usados?

Já agora, em relação a filmes pessoalmente é uma coisa para a qual não me puxa muito, agora música... ouço muita, até os meus amigos fazem piadas pela quantidade exagerada ( para eles ) de música que ouço. Posso ter dado a minha opinião de forma um pouco à bruta, isso admito. Mas andamos há anos sem música de jeito, na minha opinião, nas rádios porque há pessoal que se está a cagar para o valor artistico da música e só pensa em fazer dinheiro, isso tambem acaba por desrespeitar a cultura pública em certa medida, até porque todos pagamos pelos media que chegam até nós de uma forma ou de outra.

Se estou confundido vou voltar a perguntar pela milionésima vez, já que ninguém consegue responder a esta simples questão: como é que posso ganhar o mesmo ou mais dinheiro distribuindo o software de forma livre do que se vender cópia a cópia?

(...)

Todos os softwares são para usos específicos que têm de ser escritos para o efeito...

(...)

Software para websites? Uh... é software na mesma. Mas mesmo software livre em website só ganhas com publicidade. Vender cópias praticamente rende sempre mais.

(...)

Já dei o exemplo dos jogos. Segundo essa filosofia deviam ser de borla... acho que até foste tu que disseste isso noutro tópico...

Essa conversa de vender software livre é muito engraçada, mas não vejo praticamente ninguém a comprar o Linux, Firefox, <insert your popular free software here>...

Eu não disse que todo o software deve ser livre, nem nunca vai poder ser porque essa imposição seria ela própria um atentado à liberdade.

Nem todo o software é para uso especifico. Mas a situação a que eu me estava a referir era esta:

Tens uma empresa que precisa de um software que não existe para fazer uma coisa que é um conceito novo inventado pela empresa. Pagas a um programador e ele faz-te esse software.

O programador recebeu dinheiro e tu podes se quiseres distribuir o software gratuitamente e de forma livre, se não quiseres não o distribuis. Qual é o problema deste modelo de negócio?

O caso do software para websites é parecido. Escreves uma aplicação web, aloja-la e cobras pelo serviço que ela faz aos utilizadores do teu site. Mais uma vez, podes fazer dinheiro pelo teu trabalho.

As empresas que desenvolvem jogos podem por exemplo cobrar para o uso de servidores multi-player como faz o WoW, não precisam de fechar o código do cliente para cobrar pelo uso dos servidores.

Outro exemplo: um fabricante de televisores pagar a uma empresa de software para pegar num software aberto e o modificar da forma que lhe for mais conveninete.

Há muitas outras formas, o que considero pouco ético é este modelo em que se tira rendimento pelo simples facto de ter o privilégio de distribuir algo em vez de ser por causa do o produzir.

Penso que está aqui uma confusão entre software livre e software à borla. O software livre não pode ser cobrado cópia a cópia, mas isso não quer dizer que o seu desenvolvimento não esteja sujeito a uma cobrança.

O linux, firefox, etc. são públicos mas nada te impede de fazeres um negócio em que cobres dinheiro com base neles, desde que não os distribuas de forma que viole as suas licensas.

0

Partilhar esta mensagem


Link para a mensagem
Partilhar noutros sites

O que pode (e na minha opinião, devia!) haver seriam leis que obrigassem a que o software adquirido pelo Estado fosse Livre. Mas isso é outra matéria... ainda mais off-topic que esta.

Mesmo que se prove que uma solução livre ficaria muito mais cara?

Penso que devia ser obrigatório garantir a interoperabilidade, quanto ao resto, é uma questão de se avaliarem os custos.

O problema aqui é que se chegam a extremos. E defender que todo o software tem que ser livre (como já pessoas defenderam), ou mesmo que o estado tem que usar software livre, parece-me um extremo.

Eu também apoio o software livre, e tento usar licenças de software livre, mas penso que cada um pode fazer o que quiser com o seu trabalho.

Triton,

O software não tem esse valor por causa da sua natureza, é uma coisa abstracta. Não sou eu que decido isto, se não consegues perceber a diferença entre um bem físico e um bem abstracto eu tambem não sei como explicar algo que me parece obvio.

Há lojas de jogos usados, pois há, porque são vendidos num soporte físico mais uma vez foste cair no mesmo erro. Porque é que não há lojas de mp3 usados? De bens digitais usados?

Num televisor, como já referi, não pagas só a parte física (a não ser em televisores desactualizados, em que a parte não física já foi pagas anteriormente).

Eu não disse que todo o software deve ser livre, nem nunca vai poder ser porque essa imposição seria ela própria um atentado à liberdade.

Nem todo o software é para uso especifico. Mas a situação a que eu me estava a referir era esta:

Tens uma empresa que precisa de um software que não existe para fazer uma coisa que é um conceito novo inventado pela empresa. Pagas a um programador e ele faz-te esse software.

O programador recebeu dinheiro e tu podes se quiseres distribuir o software gratuitamente e de forma livre, se não quiseres não o distribuis. Qual é o problema deste modelo de negócio?

Nenhum problema. E já agora, por que não permitir que a empresa distribua o software cobrando uma taxa. Qual seria o problema deste modelo de negócio? Não é mais ou menos aquilo que as empresas de software tentam fazer, mas que os consumidores não respeitam, não pagando aquilo que a empresa decidiu cobrar?

0

Partilhar esta mensagem


Link para a mensagem
Partilhar noutros sites

O software não tem esse valor por causa da sua natureza, é uma coisa abstracta. Não sou eu que decido isto, se não consegues perceber a diferença entre um bem físico e um bem abstracto eu tambem não sei como explicar algo que me parece obvio.

Começaste por comparar arte com bens físicos. Agora comparas bens abstractos com bens físicos. Arte == bem abstracto?

Há lojas de jogos usados, pois há, porque são vendidos num soporte físico mais uma vez foste cair no mesmo erro. Porque é que não há lojas de mp3 usados? De bens digitais usados?

Porque não tem lógica vender bens digitais usados, não há forma de "gastar" um bem digital. Apenas o suporte físico onde ele se encontra armazenado. Por isso é que vendes CDs e DVDs.

Eu não disse que todo o software deve ser livre, nem nunca vai poder ser porque essa imposição seria ela própria um atentado à liberdade.

Sim, não foste tu.

Nem todo o software é para uso especifico. Mas a situação a que eu me estava a referir era esta:

Tens uma empresa que precisa de um software que não existe para fazer uma coisa que é um conceito novo inventado pela empresa. Pagas a um programador e ele faz-te esse software.

O programador recebeu dinheiro e tu podes se quiseres distribuir o software gratuitamente e de forma livre, se não quiseres não o distribuis. Qual é o problema deste modelo de negócio?

Não vejo nada de mal nisso. Obviamente que existem mais formas de ganhar dinheiro do que vender software, mas não percebo porque é que a venda de licenças não pode co-existir com essas outras formas.

As empresas que desenvolvem jogos podem por exemplo cobrar para o uso de servidores multi-player como faz o WoW, não precisam de fechar o código do cliente para cobrar pelo uso dos servidores.

Não. Para começar nem todos os jogos são multiplayer. E depois prefiro comprar um jogo uma vez e poder usufruir sempre que queira do que estar a pagar todos os meses. Mas talvez fosse um bom modelo de negócio para o Xbox Live e serviços semelhantes, venda de timeslots para jogar.

Há muitas outras formas, o que considero pouco ético é este modelo em que se tira rendimento pelo simples facto de ter o privilégio de distribuir algo em vez de ser por causa do o produzir.

Isto é que já não entendo onde é que não é ético. Tal como pagas por televisões pagas por um DVD com um filme. Qual é a diferença? Estás a pagar por todo o trabalho e dinheiro que o produto custou a desenvolver.

Penso que está aqui uma confusão entre software livre e software à borla. O software livre não pode ser cobrado cópia a cópia, mas isso não quer dizer que o seu desenvolvimento não esteja sujeito a uma cobrança.

Tu é que estás confuso. http://www.gnu.org/philosophy/selling.html

PS: Estamos em off-topic, e estes tópicos são sempre a mesma conversa. Já discutimos isto há umas semanas. ;)

0

Partilhar esta mensagem


Link para a mensagem
Partilhar noutros sites

Crie uma conta ou ligue-se para comentar

Só membros podem comentar

Criar nova conta

Registe para ter uma conta na nossa comunidade. É fácil!


Registar nova conta

Entra

Já tem conta? Inicie sessão aqui.


Entrar Agora