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JoaoRodrigues

Os 7 hábitos para uma utilização eficaz de Linux

23 mensagens neste tópico

Fazer um login de root não é um problema. Seja graficamente ou não. O que é perigoso são os tipos de actividades que se podem fazer. Se utilizarem root apenas para administrar o sistema, não há qualquer perigo.

Não utilizar caracteres especiais em nomes de ficheiros é uma recomendação que serve para todos os sistemas operativos, não é especifica para o GNU/Linux.

Nem todos os utilizadores têm conhecimentos para colocar a /home numa partição diferente. Por isso não é uma boa recomendação para a maior parte dos utilizadores. Uma boa recomendação seria fazer backups da /home regularmente.

A maior parte dos utilizadores não são técnicos e não querem nem precisam de utilizar a linha de comandos. E isto é verdade para todos os sistemas operativos que não tenham apenas a linha de comandos como interface para o utilizador.

As outras sugestões são também caca.

Recomendações que eu faço são utilizem as ferramentas oficiais da distribuição e não usem outras. Utilizar as outras pode provocar danos no sistema. Outras ferramentas podem não respeitar os principios técnicos da distribuição e por isso podem eventualmente causar diversos problemas.

Utilizem software apenas dos repositórios oficiais, outros podem danificar o sistema. Acontece com frequência que pacotes de software de repositórios não-oficiais, não têm o controlo de qualidade, nem a integração necessáiria para serem seguros e provocam problemas aos gestor de pacotes da distribuição, criam conflitos com software dos repositórios oficiais, etc... E embora isto não aconteça sempre a maior parte das pessoas não sabe identificar o risco e muito menos resolver os problemas.

Utillizem apenas Software Livre. Software proprietário retira-vos a vossa liberdade e ao utilizarem software proprietário estão também a minar o caminho a quem não o quer utilizar (porque frequentemente estes utilizam especificações proprietárias que prejudicam a interoperatibilidade).

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Nem todos os utilizadores têm conhecimentos para colocar a /home numa partição diferente. Por isso não é uma boa recomendação para a maior parte dos utilizadores. Uma boa recomendação seria fazer backups da /home regularmente.

Permite-me discordar. Em primeiro lugar, a maior parte dos novos utilizadores, normalmente, vem usar Ubuntu (não vi estatísticas, não consultei gráficos, só estou a dizer do que vejo todos os dias no meu departamento que toda a gente que quer linux, opta por aquela distribuição). Logo por aí, este problema de separar a /home está resolvido. Na instalação é-nos perguntado se queremos a /home separada, coisa que eu, pessoalmente, recomendo sempre a toda gente porque é uma vantagem em termos de "ups, lixei o sistema.. e agora?".

Em segundo lugar, qualquer utilizador que venha para GNU/Linux *TEM* que ter em conta que é um SO novo e que ainda não conhece a manhas habituais do mesmo. Daí, o melhor que tem a fazer é ler documentação, blogs, tutoriais, etc, *MAS*, tal como dizem no link inicial, não copiar, mas tentar perceber o que o gajo que escreveu diz. Assim, se quer a /home separada, ou outro qualquer pormenor mais "técnico", basta recorrer ao Google e exercitar os dedos: http://www.google.pt/search?hl=pt-PT&q=setting+%2Fhome+as+a+separate+partition&btnG=Pesquisa+do+Google&meta=

Mas volto a perguntar, quais são os hábitos que recomendam a novos utilizadores de Linux, em especial àqueles que vêm para um admirável mundo novo e só querem o Messenger, o Firefox, o Office e nenhum problema com vírus (users-users, não tech-users)?

O falco referiu, e muito bem, realmente falta ali à lista, o uso de repositórios seguros. Uns muito famosos são os do tr3v1n0 (mistake-prone name) e a mim, pessoalmente, das 3 ou 4 primeiras vezes que usei Linux, figuravam alegremente na minha sources.list. Hoje em dia? Hoje em dia uso os oficiais, activei só os third-party recomendados, e acrescentei um do Debian Unstable para já nem sei o quê.

Quanto ao Software Livre, falco, referes-te por exemplo aos drivers das gráficas e ao flash? Em detrimento do Gnash e das open-source drivers?

Pessoalmente, acrescento à lista:

cp file1 file1.backup

É um comando que devem ter em mente *SEMPRE* que forem mexer nalguma coisa da consola, por mais insignificante que seja ou que pareça. Assim, caso façam asneira e depois o computador não reiniciar em condições, basta com um liveCD ou com uma ida ao terminal fazer o comando mv ao contrário ( mv file1.backup file1 ) e mover o backup para cima do ficheiro alterado :(

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mv ou cp? :( È que se vais editar o file, o mv não dá muito jeito...

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Permite-me discordar.

Não precisas de pedir para ter a tua própria opinião, nem para a manifestares.

Em primeiro lugar, a maior parte dos novos utilizadores, normalmente, vem usar Ubuntu (não vi estatísticas, não consultei gráficos, só estou a dizer do que vejo todos os dias no meu departamento que toda a gente que quer linux, opta por aquela distribuição). Logo por aí, este problema de separar a /home está resolvido. Na instalação é-nos perguntado se queremos a /home separada,

Vamos supor que a tua "estatistica" está correcta.

Ainda que a maioria passe a utilizar Ubuntu, nem todos os fazem. Logo qualquer conclusão que diga que isto resolve o problema de todos, passa a não ser verdadeira.

Ao que me lembro do instalador do Ubuntu (as minhas instalações duram anos e por isso não é algo que eu faça vezes suficientemente para me lembrar de todos os detalhes), são dadas várias opções o particionamento automático e outras. A maior parte das pessoas que usam computadores, nem sabe o que é uma partição, e mesmo para os que têm um pouco mais experiência o particionamento é uma actividade dolorosa (claro que há pessoas com conhecimentos para as quais não custa nada, mas esses são uma minoria), ora como o particionamento automático é também a opção recomendada. O que vai acontecer na maior parte dos casos é o particionamento automático no qual não se separa a /home, numa partição à parte (pelo menos à algumas versões atrás não separava).

coisa que eu, pessoalmente, recomendo sempre a toda gente porque é uma vantagem em termos de "ups, lixei o sistema.. e agora?".

O ser o que nós achamos técnicamente superior é uma coisa o que vai ser realistacamente a prática mais comum possível à maior parte das pessoas, é outra.

Eu partilho da tua opinião, aliás à 7/8 anos que separo a /home e ainda outras directorias em partições à parte. No entanto não acredito que a maior parte das pessoas consiga fazer, ou queira aprender o suficiente para conseguir fazer, por isso tendo em conta esta realidade actual, acho que se tem que fazer um compromisso. E o compromisso que achei aceitável é o que sugeri.

Em segundo lugar, qualquer utilizador que venha para GNU/Linux *TEM* que ter em conta que é um SO novo

Não é não!

O kernel Linux tem 17 anos. Muitas das aplicações de sistema são ainda mais velhas, e os principais princípios técnicos e aplicações nos quais se inspiram são ainda mais velhos pois têm origem no Unix que tem quase 40 anos.

A generalidade dos utilizadores não vai e não deve ter que realizar operações para as quais sejam precisos conhecimentos técnicos.

Quanto ao Software Livre, falco, referes-te por exemplo aos drivers das gráficas e ao flash? Em detrimento do Gnash e das open-source drivers?

Não me referia a nada em particular, mas refiro a coisas como formatos proprietários de ficheiros, protocolos proprietários de comunicação, APIs proprietárias, etc... O facto de as aplicações utilizarem retiram a liberdade de escolha do utilizador e todos os outros que o rodeiam e têm de inter-agir com eles. Pois mesmo nos casos em que há aplicações criadas por engenharia reversa, essas aplicações não são nem nunca vão ser totalmente compatíveis, vão sempre ter capacidades limitadas de compatibilidade.

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Não é não!

O kernel Linux tem 17 anos. Muitas das aplicações de sistema são ainda mais velhas, e os principais princípios técnicos e aplicações nos quais se inspiram são ainda mais velhos pois têm origem no Unix que tem quase 40 anos.

Ele devia estar-se a referir que GNU/Linux é um sistema novo para o utilizador. Mas também posso dizer que a primeira vez que instalei Windows era novo para mim...

A generalidade dos utilizadores não vai e não deve ter que realizar operações para as quais sejam precisos conhecimentos técnicos.

E não é sem experimentar que vão aprender... (Também depende do que achas serem conhecimentos técnicos).

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E não é sem experimentar que vão aprender... (Também depende do que achas serem conhecimentos técnicos).

A maior parte das pessoas que usam computadores, não quer, não vai e não deve aprender essas coisas. Tal como a maior parte das pessoas que condus um automóvel também não percebe de mecânica.

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A maior parte das pessoas que usam computadores, não quer, não vai e não deve aprender essas coisas. Tal como a maior parte das pessoas que condus um automóvel também não percebe de mecânica.

Ainda acima falas-te sobre desprezar as minorias. Também aqui acho que não se deve desprezar as minorias... Tal como há algumas (não a maioria) pessoas que conduz automóveis e até tinha interesse em perceber algo de mecânica, de computadores também...

E por isso acho importante a tal "dica" do cp. Tal como quando uma pessoa que não percebe muito mas vai mexer num motor dum automóvel, devia ter também uma dica assim... Afinal, como é que há mecânicos bons sem cursos nem nada? Ensinaram-lhes um bocado, e aprenderam o resto sozinhos...

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Também aqui acho que não se deve desprezar as minorias... Tal como há algumas (não a maioria) pessoas que conduz automóveis e até tinha interesse em perceber algo de mecânica, de computadores também...

Verdade! Então se fazes recomendações para minorias tens que o fazer notar.

A maioria das pessoas não tem capacidade de avaliar a quem as recomendações se destinam e por isso facilmente ficam a pensar que se destina a todos. E retire dessas recomendações conclusões erradas sobre o que é utilizar GNU/Linux.

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Realmente em relação ao GNU/Linux estava mesmo a dizer que era um SO novo para o utilizador. Quando viemos para o Windows, provavelmente não nos lembramos mas andámos de certeza alguns meses às marretadas com procedimentos que hoje em dia consideramos triviais. O mesmo se passa com um novo utilizador de GNU/Linux. A diferença é que agora, com outro SO, nós temos as manhas do antigo, e como tal temos umas quantas manias que vamos ter que desaprender.

Já agora, relativamente ao Ubuntu, acho que agora aquilo sugere particionamento automático do maior espaço livre E diz (acho eu) que é RECOMENDADO ter a /home separada. Mas não posso garantir.

Quanto às tecnicidades do utilizador comum, é verdade, ele não devia ter que mexer na consola. Mas assim como nos habituamos a fazer ctrl-alt-del no windows e fechar programas por aí, devemos saber cirandar pela consola para o mínimo dos mínimos. IMO claro :(

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Nem todos os utilizadores têm conhecimentos para colocar a /home numa partição diferente. Por isso não é uma boa recomendação para a maior parte dos utilizadores. Uma boa recomendação seria fazer backups da /home regularmente.

A maior parte dos utilizadores não são técnicos e não querem nem precisam de utilizar a linha de comandos. E isto é verdade para todos os sistemas operativos que não tenham apenas a linha de comandos como interface para o utilizador.

Agora por os utilizadores não serem técnicos, não podemos dar recomendações (um pouco) mais complicadas?

Se não sabem pôr a home numa partição diferente, é só ir ao Google. Com um pouco de sorte, a documentação oficial da maior parte das distros até fala nisso.

Quanto ao não querem, nem precisarem da linha de comandos... Não querem tudo bem, não precisarem já tenho mais dúvidas. Por exemplo, se tiverem algum problema GUI, às vezes dá jeito a linha de comandos.

Quase que apostava em como à programas em que tens que recorrer à linha de comandos para os configurar (e embora normalmente na documentação seja dito os passos a dar, convém saber o que se está a fazer).

E qualquer pessoa que tire a carta, algures quando aprende o código, tem que aprender o básico de mecânica.

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Agora por os utilizadores não serem técnicos, não podemos dar recomendações mais complicadas?

Poder, podes, mas é desadequado para eles. E assim eles vão criar a ideia de que a utilização de GNU/Linux implica fazer coisas complicadas, o que é uma ideia errada.

Se não sabem pôr a home numa partição diferente, é só ir ao Google. Com um pouco de sorte, a documentação oficial da maior parte das distros até fala nisso.

Para o utilizador de computadores comum isso é impensável, as pessoas comuns não lêm o manual do leitor de DVDs sequer.

Por exemplo, se tiverem algum problema GUI, às vezes dá jeito a linha de comandos.

Verdade. No entanto a maior parte das pessoas não resolve problemas. Não querem fazer operações técnicas, porque não são técnicos, nem gosta da ideia, nem quer saber mais. Na melhor das hipóteses pede a um amigo, ou paga a alguém para lhe resolver o problema.

Quase que apostava em como à programas em que tens que recorrer à linha de comandos para os configurar (e embora normalmente na documentação seja dito os passos a dar, convém saber o que se está a fazer).

Não! Não preicisas de fazer isso. Podes sempre editar ficheiros com um editor gráfico. No entanto qualquer programa que necessite disso não é adequado para o utilizador. E é para dar a volta a aisso que a Debian tem o debconf.

E qualquer pessoa que tire a carta, algures quando aprende o código, tem que aprender o básico de mecânica.

Não é verdade! Isso só é obrigatório para veiculos pesados. A maior parte das pessoas não aprende rigorosamente nada.

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Poder, podes, mas é desadequado para eles. E assim eles vão criar a ideia de que a utilização de GNU/Linux implica fazer coisas complicadas, o que é uma ideia errada.

Se calhar o problema é terem criado a ideia que a utilização de uma linha de comandos é complicada...

Para o utilizador de computadores comum isso é impensável, as pessoas comuns não lêm o manual do leitor de DVDs sequer.

Isso é estupidez dos utilizadores (e é uma coisa que me irrita cá em casa, é que não vejo ninguém a ler a porcaria dos manuais, e depois põe-se a dizer que não sei o quê não funciona como devia, mesmo em coisas que não têm nada a ver com informática).

Não! Não preicisas de fazer isso. Podes sempre editar ficheiros com um editor gráfico. No entanto qualquer programa que necessite disso não é adequado para o utilizador. E é para dar a volta a aisso que a Debian tem o debconf.

As coisa nem sempre se limitam a editar ficheiros...

Não é verdade! Isso só é obrigatório para veiculos pesados. A maior parte das pessoas não aprende rigorosamente nada.

Pois eu não tenho carta de pesados (e até estava na ideia que essa mecânica mais avançada só era obrigatória para profissionais, e não para quem quisesse apenas a categoria de pesados, mas não tenho a certeza), e tive o básico de mecânica quando tirei a carta, e nos testes que fiz antes do exame, volta e meia aparecia uma pergunta sobre mecânica (embora normalmente não fossem complicadas, algumas só chegava à resposta por exclusão de partes).

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Verdade. No entanto a maior parte das pessoas não resolve problemas. Não querem fazer operações técnicas, porque não são técnicos, nem gosta da ideia, nem quer saber mais. Na melhor das hipóteses pede a um amigo, ou paga a alguém para lhe resolver o problema.

Se assim não fosse, onde é que os Técnicos de Informática trabalhavam? Mas às vezes as pessoas pedem ajuda por coisas básicas, mesmo... E esses técnicos é que se aproveitam (e aproveitam e ainda instalam Windows pirata e leva o preço do original... iupiii).

Se calhar o problema é terem criado a ideia que a utilização de uma linha de comandos é complicada...

É a ideia de ter um fundo preto com um branco acinzentado e feia como tudo... (MS-DOS), enquanto eu tenho uma pequena, numa janela com fundo branco e letras pretas que até nem faz mal nenhum aos olhos e até "descomplica" a coisa.

Isso é estupidez dos utilizadores (e é uma coisa que me irrita cá em casa, é que não vejo ninguém a ler a porcaria dos manuais, e depois põe-se a dizer que não sei o que não funciona como devia, mesmo em coisas que não têm nada a ver com informática).

Concordo em tudo o que aqui dizes... É a estupidez.

Pois eu não tenho carta de pesados (e até estava na ideia que essa mecânica mais avançada só era obrigatória para profissionais, e não para quem quisesse apenas a categoria de pesados, mas não tenho a certeza), e tive o básico de mecânica quando tirei a carta, e nos testes que fiz antes do exame, volta e meia aparecia uma pergunta sobre mecânica (embora normalmente não fossem complicadas, algumas só chegava à resposta por exclusão de partes).

O báscio de mecânica está no livro do código... Até eu com a licença de 50cc tive o instrutor a explicar o que era cada peça do motor (e afins, se se pode chamar assim) e para que servia

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Se calhar o problema é terem criado a ideia que a utilização de uma linha de comandos é complicada...

E é mais complicada para a maior parte das pessoas. Mas isso nem sequer interessa. O que interessa é se as pessoas estão, ou não estão dispostas da utiliza-la. E a verdade é que não estão.

Isso é estupidez dos utilizadores (e é uma coisa que me irrita cá em casa, é que não vejo ninguém a ler a porcaria dos manuais, e depois põe-se a dizer que não sei o que não funciona como devia, mesmo em coisas que não têm nada a ver com informática).

Se é certo, ou errado da parte deles. É outra questão. O que interessa mesmo é o que eles fazem. E é com essa realidade que temos que lidar, pois embora consigamos convencer alguns a mudar de comportamento, nem todos vão mudar, e mesmo quem lê e quem sabe, também se pode enganar a fazer as coisas por isso o software tem que ser capaz de lidar com essas situações.

As coisa nem sempre se limitam a editar ficheiros...

Configurações são. Quando não forem é porque podem ser feitas gráficamente. Se não não forem ficheiros e não forem feitas graficamente num programa gráfico então o programa é um lixo completo, ou ainda não está pronto para os utilizadores.

e tive o básico de mecânica quando tirei a carta, e nos testes que fiz antes do exame, volta e meia aparecia uma pergunta sobre mecânica (embora normalmente não fossem complicadas, algumas só chegava à resposta por exclusão de partes).

Não é o que acontece com a maior parte das pessoas.

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Não me queria pôr aqui ao barulho, mas...

Configurações são. Quando não forem é porque podem ser feitas gráficamente. Se não não forem ficheiros e não forem feitas graficamente num programa gráfico então o programa é um lixo completo, ou ainda não está pronto para os utilizadores.

Amava rotular um produto como excelente ou péssimo dessa maneira... Segundo esta metodologia, os apt-* são lixo porque não têm cliente gráfico e porque não te basta alterar um ficheiro para, por exemplo, inserir uma chave (vulgo apt-key).

Ah não, afinal parece que há frontends gráficos como o Synaptic para tal...

</irony>

Talvez até tenhas um pouco de razão, falco. Será que nós, os "power users", não conseguimos entender que há pessoas que estão-se pura e simplesmente a borrifar-se para a forma que as coisas funcionam, e por isso resmungamos tanto quando elas não querem usar a consola? Eu acredito que sim, que há essa disparidade entre nós e os "comuns mortais", não no sentido da consola ser over-rated por nós, mas pelo sentido de ser under-rated pelos utilizadores comuns: quantas e quantas pessoas não consideram um computador um brinquedo? Quando temos Legos, não queremos saber como é que se arranja uma peça que partimos, queremos é fazer construções (divertirmo-nos).

E já todos percebemos a ideia da mecânica, não vejo qual é o objectivo de estarem a discutir se se dá mecânica quando se tira a carta ou não ;)

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Segundo esta metodologia, os apt-* são lixo porque não têm cliente gráfico e porque não te basta alterar um ficheiro para, por exemplo, inserir uma chave (vulgo apt-key).

ERRADO!

Tens que ter mais atenção!

Eu nunca disse que algum software seja ele qual for, é lixo por não ter interface gráfica.

Eu disse que um software que tenha a interface gráfica e não tenha como método de configuração, uma das suas funcionalidades gráficas, ou um ficheiro de configuração é lixo, ou ainda não está pronto para os utilizadores.

Ah não, afinal parece que há frontends gráficos como o Synaptic para tal...

Synaptic não é o APT. É uma ferramenta relacionada com o APT, não é o APT, APT não é gráfico.

Pegando no próprio synaptic. É possível utilizar o próprio synaptic de forma gráfica para configurar o próprio synaptic. Se não fosse possível, o synaptic era lixo. É um princípio básico de usabilidade ter menus e ferramentas de configuração e preferências nas aplicações gráficas, ou ferramentas externas que sejam utilizados para pré-configuração, ou configuração, no caso de a aplicação fazer parte de algo mais abrangente (por exemplo o gconf para aplicações Gnome).

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Tens que ter mais atenção!

Eu nunca disse que algum software seja ele qual for, é lixo por não ter interface gráfica.

Same for you:

Segundo esta metodologia, os apt-* são lixo porque não têm cliente gráfico e porque não te basta alterar um ficheiro para, por exemplo, inserir uma chave (vulgo apt-key).

Synaptic não é o APT. É uma ferramenta relacionada com o APT, não é o APT, APT não é gráfico.

Eu disse apenas que era um frontend para o APT, não disse que era parte do APT. ;)

Pegando no próprio synaptic. É possível utilizar o próprio synaptic de forma gráfica para configurar o próprio synaptic. Se não fosse possível, o synaptic era lixo. É um princípio básico de usabilidade ter menus e ferramentas de configuração e preferências nas aplicações gráficas, ou ferramentas externas que sejam utilizados para pré-configuração, ou configuração, no caso de a aplicação fazer parte de algo mais abrangente (por exemplo o gconf para aplicações Gnome).

Ninguém disse que não, e até concorco contigo nisto. O que eu quis passar com aquela ironia é que não podemos pôr logo tudo no mesmo saco à partida. Pessoalmente, acho mais correcto ter uma atitude "epá, ainda não criaram uma ferramenta para mudar a configuração X do programa Y... bora avisar o pessoal disso, não lhes esteja isso a passar..." do que "não tem ferramentas para mudar configurações? ffs, rm -rf ~/app". Mas isto sou só eu. :)
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Eu não disse que é isso que faço às aplicações quando têm essa falha (até nem removo aplicações dessa forma), eu disse que não está pronta para os utilizadores, ou que não presta.

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Eu não disse que é isso que faço às aplicações quando têm essa falha (até nem removo aplicações dessa forma), eu disse que não está pronta para os utilizadores, ou que não presta.

(O rm -rf era um elemento meramente figurativo). E o que eu estava a dizer é que rotular à partida aplicações como ouro ou m**da por faltar 1 funcionalidade (por muito ou pouco importante que seja), não é, na minha opinião, justo.
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Isto não é uma questão de justiça! Isto é uma questão técnica!

Na minha opinião uma aplicação gráfica que não tenha estas caracteristicas, ou não presta, ou ainda não está pronta para ser utilizada pelos utilizadores. E repara que eu não digo apenas que a aplicação não presta, dou outra hipótese.

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Isto não é uma questão de justiça! Isto é uma questão técnica!

Analisar do ponto de vista técnico é, na minha opinião, ser justo. Logo, vai dar origem a justiça. Mas não é isso que estamos a discutir nem vamos discutir.
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