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Crime Informático: 401 Casos Investigados na PJ em 2005

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A Polícia Judiciária investigou o ano passado 401 casos de crimes informáticos, mas o aumento exponencial de queixas aliado à falta de recursos humanos implicou a transição para 2006 de outras 450 participações, revelou esta quinta-feira um inspector daquela polícia.

Baltazar Rodrigues, da Direcção Central de Investigação da Corrupção e Criminalidade Económica e Financeira (DCICCEF), falava no Instituto Superior Técnico durante uma sessão sobre Segurança Informática no âmbito da XIII Semana Informática que decorre até sexta-feira.

Segundo o inspector da Polícia Judiciária (PJ), nos últimos anos aumentou exponencialmente o número de casos participados e investigados, a maioria deles relacionados com acesso ilegal a dados, devassa da vida privada, pedofilia, burlas informáticas e de telecomunicações e falsificações de cartões de crédito.

Em 1997, explicou, foram investigados 104 casos e em 2005 esse número aumentou para 401, mais 25% em relação ao ano anterior.

Uma das razões apontadas pelo inspector para o aumento de participações prende-se com o facto do gabinete de investigação em que trabalha ser cada vez mais conhecido dos cidadãos.

São os cidadãos singulares, e não as empresas, os responsáveis pela maioria das participações.

Em declarações à Agência Lusa, no final da sessão, o inspector explicou que a falta de recursos humanos foi a principal razão porque não foram tratados em 2005 os 450 casos, cuja investigação transitou para 2006.

Contudo, reconheceu que tem havido um grande investimento nesta área de investigação criminal, dado ter aumentado 200% de 2000 para 2005 o número de agentes especializados.

Perante uma plateia de estudantes, o inspector falou de algumas das preocupações da PJ em termos de criminalidade informática, entre as quais o chamado «Phishing», que se baseia no envio de um correio electrónico (e-mail) fraudulento com o objectivo de obter códigos de acesso a dados financeiros.

Nos últimos tempos têm surgido formas cada vez mais apuradas de «Phishing», mas uma das mais recentes e indicadas hoje pelo inspector envolve o envio de um e-mail que direcciona para páginas onde as pessoas são convidadas a introduzir códigos de utilizador.

Estes programas maliciosos conseguem registar a sequência de teclas pressionadas, actividades realizadas com o rato ou imagens do ecrã.

Depois de recolhida a informação, enviam-na pela Internet para um «site» controlado pelo autor da fraude, que pode fazer uso dessa informação.

Baltazar Rodrigues deu como exemplo dois casos ocorridos com duas instituições bancárias portuguesas.

A Polícia Judiciária, adiantou, está também preocupada com a segurança do sistema Wireless (acesso à Internet sem fios) que pode ser usado, caso não existam sistemas de segurança informática, para entrar em instituições financeiras.

Além disso qualquer pessoa que tenha este sistema poderá ter o vizinho do lado a usar a sua Internet sem qualquer custo.

A pirataria é também uma das áreas de investigação do departamento da PJ dedicado à criminalidade informática, assim como a extorsão via Internet que em 2005 começou a surgir em maior número.

Relativamente ao ciberterrorismo, o inspector explicou que embora em Portugal não assuma proporções como noutros países, é uma área que não pode ser descurada e à qual a PJ está atenta.

Questionado por um dos alunos sobre os principais entraves à acção da Polícia Judiciária nesta área, o inspector referiu como um dos problemas a falta de meios, apesar de reconhecer o esforço da Direcção Central de Investigação da Corrupção e Criminalidade Económica e Financeira para investir nesta área, assim como a falta de conhecimentos de alguns sectores na área da justiça.

A título de exemplo, Baltazar Rodrigues explicou que ao contrário do que acontece na PJ, onde existem especializações na área da criminalidade informática, há outros sectores da Justiça, como os tribunais e o Ministério Público, que não têm conhecimentos especializados nesta área.

«Continuam a fazer aquilo a que chamamos Clínica Geral e não pode ser», disse.

Fonte: CDRWXP

Existe muita gente que pensa que a pirataria ainda não chegou a Portugal. Como podem ver, os casos aumentam exponencialmente a cada ano que passa. Espero bem que coloquem entraves a este tipo de actividades, pois prejudicam a nossa reputação como informáticos e prejudicam as nossas empresas que apostam no negócio pela internet.

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