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pedrotuga

Deputado sueco traz partilha de ficheiros ao debate

13 mensagens neste tópico

Finalmente um politico estabelecido traz este tema a debate em toda a sua extensão para o parlamento sueco.

Penso que é um marco muito importante pois até aqui as forças anti-partilha de ficheiros têm feito o que querem e bem lhes apetece com a justiça, as forças policiais e as leis de praticamente todos os países.

Isso mudou, a discussão chegou à politica e vai ser feita por pessoas votadas por todo o povo sueco. Se os políticos ignorarem a vontade de milhões de pessoas que usam os sistemas de partilha de ficheiros então vão ter que sofrer as consequencias disso.

De notar as diferenças abismais entre as formas de fazer política na Suécia e em Portugal.

Está aqui uma boa oportunidade para a classe política portuguesa ganhar respeito e credibilidade, resta saber se estão realmente interessados nisso. Pessoalmente tenho enormes duvidas. Mas há que ter sempre esperança.

Infelizmente isto está em inglês... de qualquer das formas aqui vai:

Decriminalize File Sharing

This is an English translation of an article that I, and six other Members of the Swedish Parliament representing the Moderate Party, had published in Expressen on January 3, 2008. The article, calling for decriminalization of all file sharing, has started a loud debate in Swedish media.

Last fall, Sweden’s government-appointed copyright analyst Cecilia Renfors released a report proposing to close down file sharers’ Internet connections, banning them from the online world. The responsibility to execute the ban is put on the Internet Service Providers. Internet Service Provides who refuse to cut their subscribers’ connections would be fined.

When the Swedish government sent the Renfors proposal out to agencies and organizations for consideration the criticism was harsh. The Swedish Courts of Appeal questions whether banning citizens from the Internet would indeed reduce online file sharing. Despite several other countries having already taken similar action, none have had good results to show for it.

The Data Inspection Board, responsible for safeguarding the individual’s integrity, asks whether the Renfors proposal is consistent with the protection of private correspondence that is granted by the European Convention on Human Rights. EU directives as well as national legislation say that the responsibility of the Internet Service Providers is to offer a tool for communication – not to keep track of what individuals discuss or what information they exchange. The Competition Authority adds that it’s unreasonable to give private businesses responsibilities that should belong to a government agency. The decisions to ban subscribers from the Internet would be arbitrary without a proper legal process. And so it continues when you read the comments from the major agencies. Agency after agency slams the Internet-ban proposal.

Representatives of the copyright industry are more enthusiastic to closing down citizens’ Internet connections, and they hold up France as a positive example. In France, government agencies, copyright holders and Internet Service Providers have been forced into an alliance. General Electric describes how it works: “In reality it means that the Internet Service Providers must watch what their customers do on the Internet and report it.”

The Antipiracy Bureau describes Sweden as a free zone for file sharers, and defends compromising the individual’s legal rights with the argument that other countries have done this already. Yet why should Sweden adapt to positions of countries like France? Sweden is one of the world’s most prominent technology nations, and our technology friendliness must be reflected in our policies. As part of a global network, we can offer Internet users all over the world the freedom of information that they are denied in their home countries.

Decriminalizing all non-commercial file sharing and forcing the market to adapt is not just the best solution. It’s the only solution, unless we want an ever more extensive control of what citizens do on the Internet. Politicians who play for the antipiracy team should be aware that they have allied themselves with a special interest that is never satisfied and that will always demand that we take additional steps toward the ultimate control state. Today they want to transform the Internet Service Providers into an online police force, and the Antipiracy Bureau wants the authority for themselves to extract the identities of file sharers. Then they can drag the 15-year-old girl who downloaded a Britney Spears song to civil court and sue her.

Will the Antipiracy Bureau be satisfied with this? Probably not, because even the harsher laws now proposed will not stop the file sharing. Already there are anonymization services on the market that make the new laws ineffective. For this reason, the Antipiracy Bureau will demand new tools that further intensifies the surveillance of the Internet. The simple truth is that almost all communication channels on the Internet can be used to distribute copyrighted information. If you can use a service to send a message you can most likely use the same service to send an mp3-song. Those who want to prevent people from exchanging of copyrighted material must control all electronic communication between citizens.

In the late 1970s, the copyright industry wanted to prevent people from recording TV-shows with then-new Video Cassette Recorders. In 1998 the recording industry tried to get mp3 players banned. We politicians have to make clear that we are not prepared to build the technology-hostile control state that would be necessary to satisfy the Antipiracy Bureau and their likes.

fonte:

http://sigfrid.wordpress.com/2008/01/07/decriminalize-file-sharing/

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De notar as diferenças abismais entre as formas de fazer política na Suécia e em Portugal.

o problema é mesmo esse...o que hoje em dia é discutido na Suécia provavelmente só vai ser tema de debate por estas bandas lá para 2020...

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De notar as diferenças abismais entre as formas de fazer política na Suécia e em Portugal.

o problema é mesmo esse...o que hoje em dia é discutido na Suécia provavelmente só vai ser tema de debate por estas bandas lá para 2020...

Não podemos pensar. Estas políticas só não são discutidas, porque realmente, não são um tema que interesse aos portugueses em geral.

Interessanos a nós, mas á geração anterior, não faz a minima diferença (na grande maioria), até porque só muito recentemente essa geração começou a entrar neste mundo. Quando a partilha for uma prática mais comum, as políticas em relação a ela serão discutidas. Até lá, é o salve-se quem puder...

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fugindo um pouquinho do tema, estas politicas não são discutidas aqui porque os suecos em vez de andarem a a dormir no passado, trataram de fazer reformas politicas  importantes, que resultaram na provavelmente sociedade com maiores igualdades sociais do mundo....

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Eu acho que se está a ver o problema de uma forma errada. Acho que se devia incentivar a comercialização dos produtos a preços mais justos e não pura e simplesmente permitir que toda a gente o copie.

Ou se o estado quer permitir isso, estão que pague a quem os produz!

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Eu acho que se está a ver o problema de uma forma errada. Acho que se devia incentivar a comercialização dos produtos a preços mais justos e não pura e simplesmente permitir que toda a gente o copie.

Ou se o estado quer permitir isso, estão que pague a quem os produz!

Essa é boa, se a industria fonografica já não é precisa por que raio é que há-de ser recompensada por isso? Na minha terra havia um cesteiro, qunado os plasticos chegaram ninguem lhe pagou nada. E tambem ninguem pagou nada às empresas que faziam maquinas de escrever nem a todas as empresas que desenvolviam computadores aquando do gigantesco boom do PC da IBM.

A industria fonográfica não é necessaria porque hoje temos uma coisa melhor. O que será então deles? Desculpem-me a expressão: estou-me a cagar para eles, tambem nunca me deram nada quando ganhavam milhões de forma facil.

Quanto aos artistas não estou minimamente preocupado. Se uma banda der um concerto a 30.000 pessoas e no fim vender CDs com essa gravação a 5 euros cada... ou se lançar temas inéditos na internet por 1euro assim que este saia, penso que lucrarão muito.

Mesmo o proprio copyright tem que deixar de existir no dominio do uso pessoal, pois não faz sentido existir.

Agora evitar que eu partilhe um ficheiro mp3 com um amigo meu... isso é tão triste quao ridiculo e cómico.

Mas, rui carlos, para ver se eu percebo o teu ponto de vista:

Incentivar a comercialização de uma coisa que não precisa de ser comercializada porquê? Se é possivel partilhar um recurso com milhões de pessoas de forma facil e com custos brutalmente diminutos porque estar a incentivar uma pesada engrenagem comercial?

Desde que se garantam os créditos intelectuais para o criador não estou a ver qual é o problema.

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Primeira coisa, eu falei em quem o produz!

Por isso, o teu primeiro parágrafo é completamente disparatado. Além do mais, a analogia devia ser "e ninguém pagou nada à industria das máquinas de escrever quando o estado decidiu permitir que as roubassem".

Quanto ao ver CDs no fim dos concertos, e no período inicial, era bom que isso resultasse... Mas como será de esperar, a maior parte das pessoas vai continuar a preferir sacar as músicas da net (veja-se o exemplo dos Radiohead).

É obvio que há muita coisa absurda na actual lei, há muitas limitações actualmente que não fazem sentido, mas a solução não é passar de um extremo para o outro!

O grande problema no meio disto tudo, é que as pessoas querem tudo e não estão dispostas a dar nada em troca. Por exemplo, uma solução para viabilizar a distribuição gratuita de conteúdos poderia ser a publicidade, mas, tal como acontece na sites de internet (com extensões para a bloquearem), as pessoas iam fazer tudo para a evitarem, o que tornaria a solução inviável.

Se é possivel partilhar um recurso com milhões de pessoas de forma facil e com custos brutalmente diminutos porque estar a incentivar uma pesada engrenagem comercial?

Desde que se garantam os créditos intelectuais para o criador não estou a ver qual é o problema.

Porque houve um grupo de pessoas que perdeu tempo a produzir esse recurso, e merece ser recompensado por isso.

E se não queres apoiar a "pesada engrenagem comercial", óptimo, podemos apoiar iniciativas como a dos Radiohead. Mas quantas pessoas terão pago o valor que elas achavam que o CD merecia?

Há duas hipóteses, ou eu acho que não vale nada e então depois de o ouvir uma vez, apago as músicas, ou se continuo a ouvir as músicas, é porque o trabalho merece ser recompensado. Mas como é óbvio, muita gente copiou as músicas sem pagar um tostão.

Concordo com a última frase. Aliás, foi neste sentido que eu disse "se o estado quer permitir isso, estão que pague a quem os produz".

E já pareces os comunistas a falar. No comunismo, se toda a gente trabalhasse também não era preciso estado para nada, e deixávamos de ter que alimentar a pesada máquina do estado. Numa sociedade ideal, todos pagariam aquilo que acham que uma música vale (se a quisessem ouvir), e não precisaríamos das editoras para nada. Infelizmente, não vivemos nesse mundo idílico.

Voltando à minha ideia original, a solução passa pelas pessoas mostrarem que o modelo adoptado actualmente está errado (e eu sou o primeiro a dizer que está errado), mas isso não se faz através da violação dos direitos de autor, mas sim apoiando artistas que optam por novos modelos. Mas como copiar músicas da net é muito mais fácil, ninguém opta pela segunda opção.

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Rui Carlos concordo que o trabalho deve ser pago, no entanto estou de acordo com o autor do texto. O que a indústria fonográfica (e cinematográfica também) está a pedir é o estrangulamento dos direitos dos cidadãos para controlar os seus interesses! Isso é inadmissível. Essa de os ISP's passarem a controlar os que os seus clientes fazem na net é completamente aberrante, um entrave no direito à privacidade. Não passa pela cabeça de ninguém permitir escutas telefónicas pelas operadoras para ver se estão a fazer alguma coisa de ilegal.

O que o autor(es) do texto diz é que a alternativa é a industria mudar de modelo que é melhor do que criar um controlo sobre os cidadãos que vai contra os seus direitos à privacidade.

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Rui Carlos concordo que o trabalho deve ser pago, no entanto estou de acordo com o autor do texto. O que a indústria fonográfica (e cinematográfica também) está a pedir é o estrangulamento dos direitos dos cidadãos para controlar os seus interesses! Isso é inadmissível. Essa de os ISP's passarem a controlar os que os seus clientes fazem na net é completamente aberrante, um entrave no direito à privacidade. Não passa pela cabeça de ninguém permitir escutas telefónicas pelas operadoras para ver se estão a fazer alguma coisa de ilegal.

O que o autor(es) do texto diz é que a alternativa é a industria mudar de modelo que é melhor do que criar um controlo sobre os cidadãos que vai contra os seus direitos à privacidade.

Os maiores ataques à privacidade, devem-se às pseudo-ameaças terroristas, e não tenho visto muita gente incomodada com a questão. Porque será que agora se incomodaram?

Como já disse, nem tudo está bem actualmente, mas não me parece que o caminho a seguir seja este para fazer a indústria mudar de modelo.

Se é absurdo o valor que se pede pelos conteúdo, também é absurdo pedir os conteúdos sem dar nada em troca.

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Os maiores ataques à privacidade, devem-se às pseudo-ameaças terroristas, e não tenho visto muita gente incomodada com a questão. Porque será que agora se incomodaram?

E desde quando é que devido a ameaças terroristas se passa carta branca a entidades privadas (não é policia, são empresas) para controlar o que fazemos online e se for caso disso denunciar?

A minha privacidade não deve ser obstruída porque outros abusam da lei. Eu não peço conteúdos sem nada em troca. Peço Exijo que não abusem dos meus direitos à privacidade.

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E desde quando é que devido a ameaças terroristas se passa carta branca a entidades privadas (não é policia, são empresas) para controlar o que fazemos online e se for caso disso denunciar?

Desde há muitos anos que têm poder para controlar as tuas chamadas telefónicas, por exemplo. Desde há muito tempo que tu ao usares os serviços do Google (e muitos outros serviços online), vê o teu direito à privacidade atacado. E isto é apenas uma gota no oceano, pois as possibilidades de controlo das actividades dos cidadão com as novas tecnologias são infinitas.

Não é por tu não roubares o banco que vão deixar de te filmar quando lá fores.

Ataques à privacidade existem há muito tempo (eu até diria que isso é uma palavra que desapareceu dos dicionários actuais). Este está preocupa tanta gente, porque apanharia muitos a cometerem actos ilegais.

Pessoalmente a internet nem me preocupa, pois é onde há mais possibilidades de contornar o problema.

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Desde há muitos anos que têm poder para controlar as tuas chamadas telefónicas, por exemplo. Desde há muito tempo que tu ao usares os serviços do Google (e muitos outros serviços online), vê o teu direito à privacidade atacado. E isto é apenas uma gota no oceano, pois as possibilidades de controlo das actividades dos cidadão com as novas tecnologias são infinitas.

Não é por tu não roubares o banco que vão deixar de te filmar quando lá fores.

Ataques à privacidade existem há muito tempo (eu até diria que isso é uma palavra que desapareceu dos dicionários actuais). Este está preocupa tanta gente, porque apanharia muitos a cometerem actos ilegais.

Pessoalmente a internet nem me preocupa, pois é onde há mais possibilidades de contornar o problema.

Mas lá por existir uma generalizada falta de respeito pela privacidade não quer dizer que a legalizemos.

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Mas lá por existir uma generalizada falta de respeito pela privacidade não quer dizer que a legalizamos.

Atenção que eu não estou a defender os ataques à privacidade (muitos deles já legalizados).

Mas não me parece que a maior parte das pessoas que critica esta situação em concreto esteja preocupada com a privacidade. Nem me parece que tenha sido o ponto que o deputado sueco quis abordar.

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