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Universidades portuguesas precisam de interagir mais com a indústria

8 mensagens neste tópico

Yossi Sheffi, director do Massachussetts Institute of Technology (MIT), acredita que o ensino superior em Portugal necessita de algumas alterações, principalmente a nível de mentalidades, já que as universidades nacionais são "muito conservadoras" e "pouco práticas".

No entender do responsável, tal como acontece no resto da Europa, em Portugal "há uma total separação entre o meio académico e a indústria". Esta situação reflecte o "conservadorismo" das instituições de ensino superior e não tanto das empresas, disse Yossi Sheffi à Lusa.

Apesar de considerar que as universidades portuguesas são "muito boas e com uma sólida base científica", existem ainda alguns passos a tomar, nomeadamente no que se refere à "demasiada concentração na publicação dos papers e pouca predisposição para a mudança".

Referindo que o ensino superior poderia dar "bem mais aos estudantes", o director da divisão de Sistemas de Engenharia e do Centro de Transportes e Logística do MIT frisa a importância do trabalho entre universidades e empresas realçando que é necessário que as universidades comecem a "trabalhar em conjunto com a indústria, a criar especialistas em engenharia, incluindo mais e mais investigação". Esta estratégia teria "resultados extraordinários" e potenciaria o conhecimento, a educação assim como o crescimento económico.

Yossi Sheffi vai mais longe e indica que "as universidades portuguesas deviam ser mais práticas, mais abertas e incluir mais do que aquilo que fazem. Aqueles que parecem problemas de mera engenharia, incluem muitas vezes na solução aspectos de outras áreas, pelo que é importante introduzir isto na investigação e educação", frisou. Neste sentido, seria necessário abranger várias áreas para que os alunos de engenharia saibam trabalhar em equipa com profissionais de outras áreas.

Ainda assim, as bases científicas existentes em Portugal podem fazer do país "um centro de excelência de engenharia em educação e investigação". Isto por se tratar de um "país pequeno, com tradição para estabelecer laços com o resto do mundo" e com "oportunidade para que o governo, as indústrias e as instituições académicas possam trabalhar em conjunto".

O director do MIT refere que este tipo de cooperação pode mudar o "paradigma da educação/formação de engenharia e os clientes vão começar a olhar para Portugal. Assim que a indústria (mundial) reconheça que Portugal está a fazer algo de importante vão começar a olhar para aqui".

Por fim, Yossi Sheffi deixa um conselho: "arrumem primeiro a casa e mostrem o que podem fazer mesmo à pequena escala, depois disso não precisam de procurar, as pessoas virão atrás de vocês".

Em Outubro do ano passado, o MIT selou um acordo com o Estado português no qual ficou estipulada execução de um programa que envolve centros de investigação, docentes, investigadores e alunos "na forma de consórcios entre escolas de engenharia, faculdades de ciências e tecnologia e escolas de economia e gestão em 7 universidades portuguesas".

Fonte

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O quê? Ensino mais prático?

Nós temos já um ensino universitário tão prático! :x :x :x :x :x

(not)

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Felizmente na FEUP temos.

No 4º ano existe uma cadeira onde a única coisa que se faz é um projecto para uma empresa em trabalho de grupo. E empresas grandes.

Além disso ainda o ano passado foi com o curso de jornalismo que se fez um projecto, e este ano já ouvi falar que ia ser com um curso de belas artes.

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Felizmente na FEUP temos.

No 4º ano existe uma cadeira onde a única coisa que se faz é um projecto para uma empresa em trabalho de grupo. E empresas grandes.

Além disso ainda o ano passado foi com o curso de jornalismo que se fez um projecto, e este ano já ouvi falar que ia ser com um curso de belas artes.

Não é só na FEUP que isso acontece.

Mas não me parece que seja a esse nível que falte cooperação entre universidades e indústria. O grande problema está ao nível da investigação, aí é que praticamente não se vê o conhecimento produzido ser aplicado na prática.

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Felizmente na FEUP temos.

No 4º ano existe uma cadeira onde a única coisa que se faz é um projecto para uma empresa em trabalho de grupo. E empresas grandes.

Além disso ainda o ano passado foi com o curso de jornalismo que se fez um projecto, e este ano já ouvi falar que ia ser com um curso de belas artes.

Não é só na FEUP que isso acontece.

Mas não me parece que seja a esse nível que falte cooperação entre universidades e indústria. O grande problema está ao nível da investigação, aí é que praticamente não se vê o conhecimento produzido ser aplicado na prática.

não se vê porque a maior parte das vezes é vendido.

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não se vê porque a maior parte das vezes é vendido.

Será que é mesmo a maior parte das vezes?

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A investigação nem sempre tem resultados práticos imediatos Rui Carlos, pelo menos falo na minha àrea. Por exemplo, não sei se ouviram falar gora ultimamente nas notícias de um investigador de Coimbra que "descobriu" umas coisas na diabetes. O homem é meu professor e trabalha em RMN (google por NMR). Acredito que raramente encontre coisas aplicáveis imediatamente. Desta vez até teve sorte e foi algo imediatamente prático.

O nosso problema está em favorecermos certos cursos como posições sociais. Na saúde, uns são médicos e farmacêuticos e outros enteados :) Não há lugar decente. Felizmente isso anda a mudar, mas ainda assim há muito a fazer..

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Felizmente na FEUP temos.

No 4º ano existe uma cadeira onde a única coisa que se faz é um projecto para uma empresa em trabalho de grupo. E empresas grandes.

Além disso ainda o ano passado foi com o curso de jornalismo que se fez um projecto, e este ano já ouvi falar que ia ser com um curso de belas artes.

Vai comparar as tuas aulas de algebra as do MIT que estao disponiveis na net....

So para teres uma ideia eles la quando falam de mudan;as de base falam logo na aplicacao pratica que tal tem a nivel de compressoes de imagem, como por exemplo no jpeg.

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